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Porque quase ninguém cozinha mais aqui nos EUA?

02/09/2015

EUARenata Kotscho Velloso – San Francisco, EUA

 

Eu estava preparando algo bem simples: sobrecoxa de frango assada com batatas e cenouras. Aquele tipo de prato que a gente faz quando está com preguiça. Coloca os ingredientes dentro de uma assadeira, rega com azeite, um pouco de sal e sem muto esforço ou sujeira em cerca de 40 minutos está pronto.

Foi quando a mãe de uma amiga da minha filha chegou para buscar a menina que estava passando a tarde conosco:

– O que você está fazendo?
– Cozinhando o jantar.
– Você cozinha?? Assim do ZERO? Posso ver???

E ela entrou na minha cozinha interessadíssima. Devia fazer anos que ela não via ninguém cozinhando a própria comida, usando ingredientes frescos, no forno convencional. A surpresa, para você terem uma ideia foi a mesma do que seu eu tivesse dito que estava costurando a minha própria roupa de festa. Por que no final das contas a mudança é a mesma.

Quando eu era adolescente a gente gostava muito de ir para Itapuí, uma cidade no interior de São Paulo onde minha mãe cresceu. Lá, todo ano tinha uma festa do Havaí que dava muito trabalho para as moças prendadas da cidade. Praticamente todo mundo fazia a sua própria fantasia e a disputa era grande na loja de tecidos. Hoje pouquíssima gente costura a própria roupa. Ficou muito mais barato comprar pronto. O mesmo está acontecendo com a comida. Pelo menos aqui nos EUA.

Hoje é possível comprar comida pronta de qualquer qualidade, mais barato do que se você fosse preparar. Não estou falando só das redes de fast food e da oferta enorme de comida congelada. Agora, mesmo para quem é super gourmet e exigente consegue comer comida pronta em casa a um custo menor do que se fosse preparar essa mesma comida comprando os ingredientes no supermercado.

Aqui onde eu moro, por exemplo, tem um serviço chamado Munchery. Eles convidam chefs de restaurantes estrelados para trabalharem de manhã (quando normalmente estão de folga). Cada chef prepara 2 ou 3 pratos com os ingredientes de época. Você escolhe por um aplicativo no celular o que quer comer e a hora que a sua refeição será entregue no final do dia. Ai é só esquentar no forno ou no microondas e voilá, você tem uma comida em casa preparada por um chef.

Eu comparei o preço de um rosbife com batatas e vegetais no vapor acompanhado de um brownie de marshmalow para sobremesa que eu comprei no Munchery semana passada. A refeição pronta custou 68 dólares para 5 pessoas. Se eu tivesse comprado os ingredientes no supermercado para fazer essa mesma refeição teria gasto 73 dólares.

No Munchery é possível pedir pratos preparados por chefs famosos e comer em casa.

No Munchery é possível pedir pratos preparados por chefs famosos e comer em casa.

Eu, modéstia a parte,  cozinho bem, e gosto de preparar as refeições da minha família. Mas está ficando meio covardia  cozinhar se eu posso ter uma comida mais prática, mais barata e confesso, mais gostosa, através de um serviço de entrega.

Essa é a realidade aqui e eu acredito que seja a tendência no mundo todo. Cozinhar nos EUA virou um hobbie, assim como costurar ou tirar fotografias com filme. Por um lado é ótimo, é prático, sem dúvida. Por outro lado eu acho que a gente perde um pouco do carinho que é cozinhar para quem a gente ama. Assim como eu guardo até hoje com carinho as lembranças dos vestidinhos que a minha mãe e a minha tia faziam para mim e as minhas primas sairmos combinando. E vocês, o que acham dessa tendência?

*Renata Velloso é médica e autora do Bulle de Beauté e também é responsável pelo projeto Doctors on the Cloud . Para saber mais sobre ela  clique aqui.

Bélgica: Bier, Frietjes & Choco

01/09/2015

bz_belgicaTouché Guimarães – Antwerpen, Bélgica

Este post é dedicado a todos que gostam de curtir la vida!

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Ainda que pareça incrível, existem mais de 1.100 diferentes tipos de cerveja produzidas na Belgique e o país é (com justiça) considerado um dos melhores produtores no mundo inteiro, sendo que algumas das marcas já foram e continuam sendo premiadas internacionalmente.

As origens da cerveja belga remontam à Idade Média, sendo que muitas foram e continuam a serem produzidas em várias abadias. Como naquele tempo a água continha muitas impurezas, os monges introduziram o processo de fermentação do malte, e assim criaram a bebida, que foi se diversificando progressivamente. Atualmente, as abadias conservam suas marcas e algumas se tornaram verdadeiro sucesso internacional.

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O brinde internacional! na Bélgica se diz ‘Proost’ ou ‘Schol’ (skol). Via: suggestkeyword.com

Por exemplo, adquirir a cerveja Westvleteren, produzida na Abadia de Sint-Sixtus, é um verdadeiro exercício de perseverança: no site são anunciados dias e horas específicos para a encomenda (no máximo a cada duas semanas) que só pode ser feita por telefone, havendo um limite de 2 grades de 24 garrafas por cliente. No ato da encomenda, o cliente tem que informar o número da placa do carro e fica sabendo o dia e hora em que deve se apresentar no local especificamente destinado para buscar a cerveja. Curiosamente, não se vê nem sombra de monges. A abadia é cercada de muros altos e inacessível a visitantes. Parece piada, mas é assim mesmo! Eles querem manter sua privacidade e ao mesmo tempo preservar a comercialização. Se é gostosa? É sim. Premiadíssima e gostosa.

Grande parte da produção de cerveja é exportada e tomar uma cerveja na Bélgica é quase um ritual, pois os vários tipos tem seus copos especiais. Não tenha a ideia de tomar uma cerveja de um tipo num copo de outro: isto é um crime cultural!!! Proost!

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  Fotos: garrafas de cerveja Westvlateren: ©Guy Voets / Diferentes copos para diferentes tipos de cerveja: smulweb.nl

Frietjes

Pronunciando-se ‘fritches’, a batata frita é conhecida e apreciada no mundo inteiro, mas poucas pessoas sabem que se trata de invenção belga, e muito antiga: esta popular forma de fazer a batata se iniciou por volta de 1680. Onde? Como? Vamos ver:

Naquela época, os moradores de Namur, Andenne e Dinant costumavam pescar no rio Maas e depois comer os peixinhos fritos em óleo. Porém, durante as geadas e/ou quando as correntes eram muito fortes, os pescadores não se arriscavam, e meio como compensação, cortavam as batatas em forma de peixinhos, fritando-as em óleo. Se esta estória é verdadeira ou não, nunca foi comprovado, mas faz parte do legendário belga. Nossos ‘vizinhos’ franceses protestam, declarando que as ‘patates frites’ são criação deles. Mas sabemos que isso não é verdade, né?

As frietjes belgas, para fazerem jus à tradição, devem ser fritas duas vezes: a pré-fritura deve ser feita com óleo a 160°, por 5 a 6 minutos. Em seguida, precisam ‘descansar’ por ½ hora e voltarem ao óleo para fritura em 180°, até adquirem um bonito tom dourado.

A versão flamenga tem uma particularidade: devem ser cortadas longitudinalmente, o que, segundo os especialistas, aumenta o sabor porque as batatas tem mais conteúdo batatal, quando feitas assim. Sem discussão, ok?

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Foto via: wikipedia.org

Chocolate

Não sendo produtor de cacau, a Bélgica, no entanto, se esmera na criação de maravilhosos chocolates, que fazem a paixão de muita gente, dado que tem chocolate para todo tipo de sabor e gosto. Sem falar nos bombons, doces, sorvetes, tortas…ai ai… hard life para quem tem que controlar a dieta!

Então, como começamos a estória do chocolate? Bom, tinha que ser num pais tropical, e neste caso foi no Peru, onde os astecas associavam o cacau deusa Xoshiquetzal, que simbolizava a fertilidade. Os astecas preparavam o xocoatl, um tipo de bebida de chocolate na qual costumavam misturar baunilha, chili e pimenta!!! Claro, não tinha como ficar cansado, após tomar uma bebida destas, né?? É que no cacau também tem cafeína. Se você junta pimenta, então…

Bom. A primeira data em que se fala do chocolate sendo comercializado em grande escala, foi 1585, quando foi enviado de Veracruz a Sevilla. Naquele tempo, era apenas bebido, e os europeus passaram a consumi-lo com um pouco de açúcar sem a pimenta. Em 1615, ganhou status de bebida oficial na corte francesa e durante o séc. XVII era considerado produto de luxo, consumido somente pela nobreza.

Os espanhóis que viviam na América Latina descobriram que acrescentando açúcar na pasta feita com cacau eles faziam um biscoito delicioso, cuja receita guardaram em segredo por mais de um século. No entanto, inevitavelmente a novidade se espalhou, e em 1728 a Inglaterra inaugurou a primeira fabrica de chocolate, no que foi seguida pela Alemanha e França. A Suíça começou sua produção em 1819 e em 1828 foi descoberta na Holanda uma forma para isolar a gordura da massa do cacau. Foi novamente a Inglaterra que produziu o primeiro chocolate tal como o conhecemos, em 1847, tendo permanecido ativos na produção durante dois séculos.

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Fotos: deleukstetaartenshop.nl / bergmanslavra.wordpress.com / pinterest.com

O chocolate belga se tornou sinônimo de qualidade, refinamento e sabor delicioso. Existem inúmeras variedades e marcas, e diversas lojas são especializadas na venda de chocolates em lindas embalagens, que tornam ainda maior o prazer de saboreá-los. Claro, a Páscoa é um dos momentos em que o fascínio do chocolate se faz mais irresistível.. 

                   Afinal, quem não gosta de receber uma caixa em forma de coração, cheinha de bombons deliciosos ?

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Via: dutch.alibaba.com

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 Touché Guimarães é escritora, professora de idiomas, tradutora/revisora, apaixonada pela natureza, por animais (sobretudo gatos) e por gente de olhar positivo e mente aberta. Para saber mais sobre ela clique aqui.

Descobrindo a Letônia

28/08/2015

Latvia Flag André Fernandes – Letônia

 

Um país que tive a chance de conhecer através de amigos locais, ainda não muito conhecido por brasileiros, a Letônia. Faz divisa ao sul com a Lituânia; ao norte, com a Estônia; no sudeste, com Bielorússia e ao leste, com a Rússia. A língua oficial é o letão, e muitos locais falam russo e inglês. E a capital do país é Riga.

Os letões são educados e receptivos, porém, mantêm uma certa distância na vida social. De início, podem parecer frios, eles são amigáveis e se abrem com o tempo. Depois que se abrem, encaram como uma amizade para toda a vida. Eles têm aquela coisa de preservar seu espaço pessoal, a sua aura, e levam este aspecto a sério. É tranquilo contatar as pessoas na rua para pedir uma informação, por exemplo, mas se puxar conversas mais longas com uma pessoa desconhecida, eles tendem a achar invasivo e irritante.  Notei que, até mesmo em bares e festas, letões só sentiam à vontade para conversar comigo assim que viam que eu estava junto com locais.

Riga, a capital e maior cidade da Letônia, possui uns 500 mil habitantes e se estabeleceu como um histórico entreposto comercial entre os bálticos e os russos. Nesta cidade, está localizado o maior porto dos Bálticos, e o Mar Báltico não congela no inverno como ocorre em São Petersburgo (Rússia), o que impulsiona o comércio na região.

Fácil de se locomover e segura, Riga mistura paisagens modernas e históricas. Eu, particularmente, adorei a atmosfera do local e é uma das cidades onde eu viveria.  É facilmente acessível pela estrada E-67, que atravessa os países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) até a Rússia; além de ferry boat para Estocolmo (Suécia), Helsinque (Finlândia) e Tallin (Estônia).  Se dirigir na Letônia, não beber! As leis no país não toleram uma gota de álcool sequer, é direto para a cadeia!

A cidade possui uma rica e diversa arquitetura, com uma grande coleção de edifícios no estilo Art Noveau, construídos entre o século XVIII e a 1ª Guerra Mundial, decorados com desenhos florais e de animais. Na parte lesta de Riga, destacam-se construções modernas, como a Biblioteca Nacional e Torre de TV com 368 metros de altura. As construções de madeira são uma marca da arquitetura local. Tudo isso rendeu à parte antiga de Riga o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Além da arquitetura, o Rio Daugava marca a paisagem local ao atravessar a cidade.

Na minha viagem na Letônia, foi marcante a sorte que tive de ir ao Festival Nacional de Música, graças a uma amiga local. O festival é realizado a cada 5 anos, reúne grupos folclóricos de todas as parte do país e possui grande importância como retrato da identidade nacional. Havia aproximadamente 40 mil pessoas, 6 horas de música! Em nenhum outro evento a que fui, vi pessoas com cartazes como “compro ingressos”. E o próximo, só em 2018! Foi também interessante notar a forte influência de culturas pagãs presentes no cotidiano dos letões, na música, no culto à natureza e em rituais para celebrar a chegada da primavera e do verão.

A 20 km de Riga, vale visitar a praia de Jurmala, frequentada por letões e russos, já que muitos locais falam a língua russa. A título de curiosidade, a água do Mar Báltico não é salgada. Espero ter encorajado mais brasileiros a descobrirem a Letônia em suas próximas viagens!

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Construções em madeira que marcam a arquitetura da Letônia

Riga Rio Daugava

Riga vista de cima e o Rio Daugava

Riga Monumento da Liberdade

Monumento da Liberdade, no centro de Riga

Riga Festival Nacional de Música

Foto do Festival Nacional de Música em 2013, Letônia

Riga Festival Nacional de Música coral

Diante do nada pequeno coral cantando no Festival Nacional de Música em 2013, Letônia

Riga Festival Nacional de Música, de arrepiar

Um dos momentos de arrepiar no Festival Nacional de Música, Letônia

Riga parte antiga

Na parte antiga de Riga, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade

Jurmala, Letônia

Praia de Jurmala, Letônia

*André Fernandes, nascido em Santa Catarina para ser um nômade pelo mundo. Voltou ao Brasil e já está pensando nas próximas aventuras! Saiba mais sobre ele clicando aqui.

A Índia e suas superstições

26/08/2015

bz_indiaJuliana Paula – Índia

Atualmente, de férias no Brasil, estou podendo acompanhar um pouco da tão falada novela “Caminho das Índias”, a qual está sendo reprisada. Na novela, apesar de alguns personagens serem bem caricatos, algo fica nítido para o telespectador: Os indianos são supersticiosos.

Nesses dois anos e meio de Índia, já me deparei com algumas situações e gostaria de compartilhar com vocês:

  1. Ouro– Que os indianos amam o ouro, todos sabem. Mas, o que muita gente não sabe é que eles jamais usam um acessório de ouro abaixo da cintura. Você jamais verá uma indiana com uma tornozeleira de ouro, mas sim, de prata. As casadas, por exemplo, usam anéis nos dedos dos pés, mas sempre….de prata! De ouro, jamais, pois eles acreditam que abaixo da cintura é impuro e portanto, usar o ouro nestes locais não traria boa sorte.
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  2. Relógios – Os relógios devem estar sempre funcionando. Eles acreditam que relógios parados trazem atraso para sua vida.
  3. Cortar cabelos– Deve ser sempre feito antes do anoitecer. Isso também serve para unhas e depilação em geral.
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  4. O sábado– Sábado não é um dia auspicioso para fechar negócios, sobretudo se tem algum metal envolvido. Comprar carros, por exemplo, e preferível no domingo ou outro dia, mas no sábado é sempre evitado.
  5. Amarrar um cordão preto na cintura das crianças– O cordão é geralmente benzido nos templos e evita o mau-olhado. Aquele lápis de olho que muitos passam nas crianças (Kohl) também tem a mesma função.
  6. Leite– Os indianos adoram leite. Mas, ao ferver o leite, tome muito cuidado para não entorná-lo, pois isso traz muito azar, segundo a crença de muitos deles.
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  7. Varrer a casa- Varrer e limpar a casa não deve ser feito após o anoitecer, pois eles acreditam que é nesta hora que Laxmi, a deusa da prosperidade visita os lares.
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Além dessas, claro, há muitas outras superstições que variam conforme a região e religião de cada um. Se eu acredito e sigo estas coisas? Não, mas é sempre bom saber antes de colocar os pés na Incredible India para não cometer nenhuma gafe!!

Um abraço e até a próxima!

Juliana Paula mora na Índia desde 2013 e desde então, tem desbravado aquele belo e encantador país. Para saber mais sobre ela clique aqui.

Porque é fácil se apaixonar pelo Porto (Parte II)

24/08/2015

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Edijane Costa – Portugal

Eleita como “European Best Destination 2014” pela European Consumers Choice, a cidade do Porto tem-se tornado, dia após dia, num dos lugares que fazem parte da lista de qualquer viajante antenado com o que a Europa tem de melhor a oferecer e tem feito correr muita tinta entre os sites e blogues voltados aos amantes das viagens.

Ribeira do Porto

Ribeira do Porto

Durante bastante tempo o Porto era apenas mais uma simpática e cinzenta cidade da Europa. Quando pensávamos em Portugal, Lisboa era sempre a referência maior. Não fosse pelo futebol (O Futebol Clube do Porto que leva o nome da cidade), o Porto teria menor referência ainda. Mas a cidade tem suas particularidades e encantos que permitem que sobressaia das demais, algumas das quais já falamos aqui num post anterior (Porque é fácil se apaixonar pelo Porto – Parte 1).

A questão é que o Porto está na moda (já não era sem tempo!) e agora é uma cidade rejuvenescida. Ao andarmos pela baixa da cidade vemos prédios, palacetes e casebres antigos e degradados agora revitalizados, transformados em charmosos e requintados bares, hotéis, restaurantes e cafés, dando vida a ruas e bairros inteiros. As companhias aéreas low cost também deram uma pulsão ao Boom que a cidade vive atualmente ao facilitar a vinda dos novos visitantes.

Recentemente a Harper´s Bazaar fez um estudo sobre as 10 cidades mais sobrestimadas na Europa e o destaque foi dado à cidade do Porto, no qual, lê-se “É difícil não nos apaixonar-nos pela segunda cidade portuguesa, o Porto”.

Outro título atribuído recentemente à cidade do Porto (entre tantos outros) é o “Best Under-the-Radar Romantic Destination” pelo Jornal USA Today no qual “o bom vinho, a arquitetura e o charme da cidade” foram as características destacadas. A verdade é que o Porto é uma cidade democrática que acolhe imigrantes e visitantes de diversas nacionalidades e culturas diferentes que escolhem a cidade, sobretudo, por causa dos diversos aspectos positivos que esta oferece, entre os quais destaco:

Torre dos Clérigos

Torre dos Clérigos

As atrações histórico-culturais – A cidade acordou, é o que costumamos dizer por aqui. Facilmente, ao passearmos pela baixa da cidade (seja inverno ou verão), encontramos algum evento a acontecer (exposições, feiras, espetáculos, etc) e a maioria de graça! O centro histórico do Porto é classificado como Património Mundial pela Unesco, e não é difícil descobrir qual o motivo. A Ribeira com seus casebres coloridos, o Rio Douro com suas encostas e pontes de arquitetura antiga e moderna e os barcos Rabelo (que transportavam o vinho do Porto) compõem um cenário único que encanta a qualquer visitante. A acrescentar à lista temos ainda os jardins, as igrejas barrocas, os palácios e as ruelas da cidade que se confundem com a história do país (Porto foi a cidade que deu origem ao nome do país Portugal quando se chamava Portus Cales por volta do ano 200 a.c).

Ponte D. Luís

Ponte D. Luís

Ser uma cidade “low cost” – É possível aproveitar o melhor que a cidade tem a oferecer sem gastar muito, ou melhor, sem gastar nada! Porto é considerada uma das cidades mais baratas da Europa para comer, dormir e se divertir, ou seja, o paraíso para os jovens turistas (e não só) que desejam “turistar” por aí, mas não têm ou não querem gastar muito. E a oferta na área da restauração e hotelaria é cada vez maior e ajustável a todos os bolsos e gostos. Sem esquecer uma das referências essenciais da cidade que é a animada vida noturna.

Segurança e Comodidade – Os portuenses são pessoas simpáticas e bastante receptivas com os visitantes que vieram trazer um renovo à cidade e esta, apesar de não ser muito grande, é bem assistida por uma rede de transporte público (metro e autocarro) que cobre boa parte da cidade, sobretudo o centro histórico. A oferta de serviços é cada vez maior e grande parte dos hotéis, hostels, bares e restaurantes são novos com propostas de serviços arrojadas e sintonizados com o que há de mais atual.

Ainda não conhece o Porto? Então aproveite para incluí-lo no seu próximo roteiro de viagem, seja a passeio, negócio ou estudo. Sim, valerá a pena, eu garanto!

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Edijane Costa é psicóloga, pedagoga e estudante, vive em Portugal desde 2008. Curiosa, entusiasta e determinada, gosta de gente, de apreciar e auxiliar no processo de desenvolvimento pessoal. Para saber mais sobre ela clique aqui.

Descobrindo um pouco da Estônia

21/08/2015

Flag of Estonia icon André Fernandes – Estônia

 

Não muita gente no Brasil conhece a Estônia, nem faz ideia de onde fica. Pequeno país entre a Rússia, Letônia e o Mar Báltico, tudo plano e possível de atravessar de norte a sul em 4h de estrada.  É o país onde foi criado o Skype, só por curiosidade!

A língua oficial é o estoniano, da mesma família do finlandês e do húngaro. Por também ter sido parte da antiga URSS e pela considerável comunidade russa no país, o russo também é falado por lá. Da mesma forma, o inglês é bastante falado, sobretudo entre a população jovem, a ponto de viajantes não sentirem barreiras de idioma.

Estonianos se veem mais próximos dos finlandeses que dos letões e lituanos, ou seja, mais se veem como escandinávios que como bálticos. Não estive na Finlândia ainda para poder comparar, mas notei muitas semelhanças dos estonianos com os alemães – na pontualidade, no senso de organização, jeitão sério, no equilibrar vida e trabalho. Costumam ter um temperamento calmo, de fazer as coisas com atenção uma de cada vez, o que rende piadinhas associando estonianos à lentidão pelos letões e lituanos.

Pude sentir a consciência de muitos estonianos de que o seu país é pequeno, sem recursos naturais como petróleo e gás, e tudo que podem criar para desenvolver uma economia forte é focar em conhecimento e tecnologia. O Skype que tanto usamos é uma prova disto! A capital do país, Tallinn, conta com um crescente movimento de startups e é apontada como o Vale do Silício nos Bálticos.

Tallinn, a capital e a maior cidade do país, com uns 400 mil habitantes, é bem tranquila de se visitar e de se locomover, com um excelente transporte público. Vale visitar a parte antiga da cidade, com inúmeras construções que datam da Idade Média, declarado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Tallinn Mar Báltico

Vista da parte antiga de Tallinn de cima, junto ao Mar Báltico

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Viru Gate, as torres que marcam a entrada para a antiga cidade de Tallinn

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Toompea Castle, na parte antiga de Tallinn, sede do Parlamento na Estônia

Outro ponto interessante de Tallinn é a Praia de Pirita (Pirita Beach), a uns 10 km do centro da cidade, onde foram realizados os esporte marítimos nos Jogos Olímpicos de Moscou em 1989. Hoje, o espaço é utilizado como marina, práticas de esportes e ponto de encontro, além da praia.

Tallinn Pirita Beach

Vista de Praia de Pirita, em Tallinn

Tallinn Pirita Beach overview

Praia de Pirita, claro que num dia de verão!

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Uma das marcas dos Jogos Olímpicos de Moscou, 1989 na Praia de Pirita

De Tallinn, é possível pegar ferry boat para Helsinque (Finlândia), São Petersburgo (Rússia) e Estocolmo (Suécia). Por estrada, é acessível pela E-67, que liga os 3 países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) à Rússia e ao restante da Europa pela Polônia e Bielorússia.

Para quem aprecia bebidas, vale experimentar as cervejas locais Saku, A. Le Coq e Alexander. Outro bebida que recomendo é o Vanna Tallinn!

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Uma dose do Vanna Tallinn!

Outra cidade que tive a chance de visitar é Valkla, um misto de interior e praia, com construções antigas em pedra e madeira. No verão, ótimo lugar para acampar e atividades ao ar livre. Fica em torno de meia hora de estrada a partir de Tallinn.

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Antiga casa em Valkla, Estônia

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Praia em Valkla, Estônia

O que mais me impressionou – estive no verão de 2013 – foi o quanto eles ficam fascinados ao ver sol. Como um amigo local me disse: no inverno, são 6 meses debaixo de -30ºC, na escuridão, alguns raios de sol não mais que entre 10h e 16h, se tiver! Já no verão, o sol nasce às 3h da manhã e se põe lá para meia-noite. Tanto que nos fins de semana, muitos estonianos aproveitam a chance de apreciar o sol passando a noite em claro, como uma celebração. Na foto abaixo, é possível ver, nem dá para acreditar que eram 3h da manhã.

Fogueira na Estônia

Fogueira, churrasco e bate-papo às 3 h da manhã em Valkla, e com sol!

Se você não sabia nada a respeito da Estônia, aqui foram os primeiros passos! O próximo é visitar este país!

*André Fernandes, nascido em Santa Catarina para ser um nômade pelo mundo. Voltou ao Brasil e já está pensando nas próximas aventuras! Saiba mais sobre ele clicando aqui.

SAIL Amsterdam: Emocionante, gratuito e imperdivel !

19/08/2015

bz_holanda Ana Fonseca – Holanda

De hoje até domingo (19 – 23 de agosto) temos novamente o maior evento náutico do mundo: a SAIL Amsterdam. A cada cinco anos a cidade mais importante da Holanda recebe milhares de barcos e navios. E todos são bem vindos nas águas do mar interior Het Ij: desde os menores barquinhos, passando pelos barcos históricos, réplicas de navios famosos da época colonial europeia, barcos da marinha holandesa, até os “tall ships”.

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 Foto acima e embaixo: via http://www.sail.nl

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Os números do SAIL Amsterdam impressionam: são quase dois milhões de visitantes, centenas de barcos da marinha, 31 tall ships de varios continentes, 75 barquinhos “alternativos”…. Um total de estimados 600 barcos que entram nas águas do Ij.

AMSTERDAM, AUGUST 19, 2010: Parade of boats at Sail 2010 in Amsterdam, Holland on august 19, 2010

Foto via depositphotos.com

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Santa Maria Manuela, tall ship de Portugal.

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Foto: via Fifteen.nl

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Acima, o maior orgulho da organização do evento SAIL Amsterdam: Nao Victoria, uma réplica do navio impressionante que Fernão de Magalhães utilizou para dar a primeira volta ao mundo, em busca da “Ilha das Especiarias”(as atuais Molukkas, na Indonésia). 

E porque holandês é maluco por água e adora zoar, os barcos “alternativos” também têm seu espaço e participam de uma competição ferrenha com prêmios a serem muito disputados nas categorias “mais original “, “com mais azar” e “o  mais sustentável”.

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Foto via: dagboekvaneenfotogek.nl

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Foto via: 925.nl 
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 Foto via: nufoto.nl

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Foto: Ana Fonseca, arquivo pessoal. Esse participante aí de cima já é figura folclórica em Amsterdam, e toca um instrumento enquanto rodopia pelas águas. 

Fazendo referencia a Era de Ouro do passado maritimo holandês, o tema de 2015 é:  “De um passado de ouro a um futuro dourado”. E glorioso é algo que com certeza pode descrever o evento, que se torna cada vez maior a cada edição.  Muitos restaurantes participam com menus especiais durante os dias do SAIL, com opções mais restritas e preços mais acessíveis (como e o caso do Fifteen, do Jamie Oliver).

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Acima e abaixo: atividades gratuitas para crianças durante a Sail 2010, fotos Ana Fonseca

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Há muitas atividades para crianças organizadas pelos navios (especialmente o tall ship da Suécia, o Gotheburg) e pela marinha holandesa, concertos e  shows de música.

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Colírio sueco. Abaixo, o Gotheburg. Fotos Ana Fonseca.

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Sobretudo, muita comida de rua (e de qualidade) para todos os bolsos. Queijinhos holandeses, croquetes, sanduiches, churrasquinho, panquecas, comida indonésia… Tudo pode ser aquirido nas ruas mesmo, e tudo de ótima procedência. Tambem é um evento com estrutura: bem policiado, com fartura de caçambas de lixo e os paramédicos estão de prontidão.

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A área de Amsterdam Norte (separada de Amsterdam pelas águas do IJ) é uma área muito vasta e que tem se tornado “hype”nos últimos anos e portanto deve obrigatoriamente ser visitada durante o SAIL.  Para mais detalhes sobre a programação visite (em inglês) o site oficial do evento:  https://www.sail.nl/EN-2015

E como se não bastasse, na chuvosa Holanda de quarta até domingo as temperaturas aumentam até 27°C !!!

Enquanto vocês aguardam meu post semana que vem sobre minha visita a SAIL, fique com um filminho oficial sobre o evento:

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Ana Fonseca vive desde 1999 na Holanda. Veja fotos dela e de outros autores do blog Brasil com Z no Instagram: http://www.instagram.com/blogbrasilcomz 

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