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O breakfast do sul dos EUA

27/07/2015

Hoje temos o segundo post de uma autora convidada dos Estados Unidos, a Hadidje. Ela vive no norte da Flórida e junto com a autora Renata Velloso (que vive em São Francisco) nos conta particularidades sobre a cultura americana, dicas de turismo e viagens.

bz_colaborador  EUA Hadidje Santos- Pepperd, Flórida

O café-da-manhã, ou breakfast nos Estados-Unidos – break (interromper) fast (jejum) – é uma refeição tão popularmente amada que até tem sua extensão, formando mais uma refeição cheia de charme: o brunch (breakfast + lunch).

O brunch geralmente é a opção para os encontros sociais, formais ou informais e começa lá pelas 10h da manhã – a meu ver, pra que todo mundo tenha tempo de chegar sem correr! Simples assim. Mas é uma refeição com uma aura tão chic, que há até programas de chefs-celebridade exclusivamente dedicados aos menus de brunch.

A variedade de itens que são tipicamente consumidos no café-da-manhã de cada dia é imensa!

Aqui no Sul dos Estados Unidos, e posso dizer que em todas as regiões em que estive, o breakfast é rico e generoso. Os itens mais substanciais (aqueles que eu cresci comendo como parte do que seria mesmo o almoço) são os preferidos na terrinha:

* Bacon, omeletes diversos, ovos simples (mexidos ou fritos), carnes, linguiças e queijos. Pode-se até unir todos esses ingredientes em um único prato e formar o egg sandwich. O bom e velho pão com ovo. Segundo o renomado chef Boby Flay, esse é o item mais pedido nos cafés da manhã na sua cadeia de restaurantes em NY.

Os itens tipo pastelaria também entram na lista, como os:

* Doghnuts e massas folhadas. Muito comum também, é comer muffins no café ou brunch, que são versões pequenas (mas nem tão pequenas) de bolos com frutas e grãos integrais. Como o público americano esta’ sempre no corre-corre, esses mini cakes são práticos e servidos em toda parte.

* Biscuits: definitivamente um item muito consumido na culinária da região sul. Um pãozinho bem versátil para ser consumido com geleias ou gravy (uma espécie de caldo bem cremoso), ou até só mesmo manteiga.

biscuits and gravyBiscuits and gravy, foto via www.butteryum.org

* Grits: milho moído, preparado cozido com água ou leite, em que se pode acrescentar só manteiga, ou sal e ovos, tipicamente. Grits e também um prato típico do café da manha na culinária da região sul dos Estados Unidos. Eu digo que grits é primo do cuscuz de milho.

Grits via chow dot comGrits (polenta) com linguiça e ovo, via chow.com

* English muffins – apesar de serem chamados muffin, são pãezinhos bem aerados, geralmente consumidos com manteiga e geleia. Já a os bagels são pães, ao contrario, bem densos com formato de rosca. O bagel também é uma estrela `a parte, e pode ser salgado ou doce. Bagel é degustado, assim, “unha e carne” com queijos cremosos.

Como não falar das panquecas e waffles? As panquecas americanas são fofas, de massa adocicada, consumidas com uma generosa quantidade de manteiga e cobertura frutas ou de xaropes derivados da seiva da arvore chamada maple tree.

pancakes

Foto via: bbcgoodfood.com

Tudo no breakfast é geralmente acompanhado de muito, muito café. Chá preto ou chás diversos são opções menos consumidas. Nos restaurantes, o refil do café é quase unânime e o tamanho da porção é muito maior que a da xícara de café brasileira nossa de cada dia. Haja!  Café pode ser consumido cafeinado e des-cafeinado. Mas há os que prefiram tomar café cujos grãos já tenham um leve sabor de baunilha ou de avelãs. Há os que juram de pés juntos que se tomarem café estão fadados `a uma insônia profunda, por isso só podem, religiosamente, consumir o café descafeinado.

Sigamos.

* Batatas, gente! O hash brown é um item feito de batata picada – grelhada ou frita ate dourar, temperada com sal e manteiga.  Mas batatas também são servidas como acompanhamento de omeletes e carnes. Sim, é comum consumir filés de carne bovina no café da manhã.

hashbrownHash brown, foto via kianlawley.tumblr.com

* Aveia em flocos, e cereais matinais diversos também são presentes, no breakfast americano.

Muitos preferem não preparar o café-da-manhã em casa, sob a desculpa de não ter tempo, então as filas de drive thru estão bem longas, já cedo. Os restaurantes recebem um numero imenso de comensais nos horários de café-da-manhã e alguns ate servem breakfast menu o dia todo.

Haja apetite ! Breakfast, anyone?

Nota: Pra quem quiser conhecer mais sobre pratos das refeições típicas americanas é só dar uma olhada no site ‘http://addapinch.com/ e sua pagina no Facebook: Add a pinch.

———–

*Hadidje Santos-Pepperd é nutricionista, anteriormente instrutora ESL. Apaixonada por fotografia e por um estilo de vida saudável e ativo. Vive num sítio, no norte da Flórida há 5 anos com seu marido, e com muito orgulho se dedica à sua família e à educação de seu filho.

11 coisas para fazer em Berlim

24/07/2015

bz_alemanha André Fernandes – Alemanha

 

Cidade jovem, cool, mistura antigo e novo, dá cara de novo ao que é velho, dá cara de descolado o que era brega; assim é Berlim. É uma das cidades na minha lista de lugares para morar! Cosmopolita, gente de todo o mundo, ambiente inovador e aberto ao diferente, vida cultural sem fim, muitas coisas acontecendo todos os dias. Quem lá já esteve, sabe que a cidade é do car@lh*, literalmente!

Pretendo apenas dar uma orientação do que fazer em Berlim. Apenas uma orientação! Com tudo que a cidade oferece, você pode criar seu próprio itinerário de inúmeras formas! Tem opções para todos os orçamentos e todos os gostos.

1 – Andar pela Eastern Side Gallery: parte do antigo Muro de Berlim mantida com grafites novos e antigos. Realmente transmite aquela sensação de estar em contato com o passado da cidade.

East Side Gallery, Berlin

East Side Gallery, que conserva uma parte do antigo Muro de Berlim

2 –  Visitar o Checkpoint Charlie: alguns pedaços do antigo Muro de Berlim. Diferente da East Side Gallery, só se vêem alguns fragmentos do muro em forma de exposição. O que marca mesmo é a guarita e a antiga placa sinalizando o bloqueio à passagem em inglês, alemão, francês e russo.

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Placa sinalizando o bloqueio para atravessar o antigo Muro de Berlim: em alemão, inglês, francês e russo

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Uma das fotos que pude tirar em exposição do Checkpoint Charlie nos tempos antigos

3- Brandenburg Tor: é um dos cartões postais de Berlim e da Alemanha, pelo fascínio que exerce e pela grande exposição que passou a ter durante os períodos de bloqueio pelo Muro de Berlim. Foi construído no século XVIII para marcar o início da estrada que ligava Berlim à cidade de Brandenburg.

berlin brandenburg tor

Eu em frente ao Brandenburg Tor, um dos cartões portais de Berlim

4 – Memorial às Vítimas do Holocausto: Foi inaugurado em 2005 como marco dos 60 anos da II Guerra Mundial,  elaborado pelo arquiteto Peter Eisenman e pelo engenheiro Buro Happold. A forma de blocos um ao lado do outro busca expressar um sistema – o regime nazista – sem nenhuma conexão com a humanidade com a atmosfera confusa, como que um labirinto.

Monumento em referência ao Holocausto

Monumento em referência ao Holocausto

5- Desfrutar o tempo no parque: ler um livro, tomar uma cerveja, amassos com namorada/namorado, deitar no gramado, também em Berlin!

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Berlim também tem muitos parques para desfrutar!

 

6 – Andar de bicicleta: para quem gosta de andar de bicicleta, Berlim é um paraíso! Ciclovias e sinalizações para ciclistas por todos os cantos da cidade, além de ser tranquilo carregar bicicletas nos metrôs. É possível também visitar todos os lugares indicados neste post de bicicleta. Fica a dica!

berlin bicicletas

Bicicletas são vistas por todas Berlim

7 – Flea Market: nos domingos, costuma acontecer próximo a Ebers Walder StraBe Station. É possível encontrar de tudo por uma pechincha, de roupas a antiguidades. Além de compras, é também um ponto de encontro, já que sempre tem alguma coisa acontecendo em volta do Flea Market.

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Flea market em Berlim, é possível achar de tudo por uma pechincha!

8 – Comer curry wurst: salsicha com ketchup e curry, uma das iguarias mais populares na Alemanha.

Eu e o curry wurst!

Eu e o curry wurst!

 

9 – Experimentar a cerveja Berliner: há todas as opções de cervejas pela cidade (não vão nem falar pela Alemanha), mas a Berliner é local! Ao brindar: prost!

Berliner, cerveja local de Berlin

Berliner, cerveja local de Berlim, extraído de beer.suregork.com

10 – Ir a uma biergarten: comum por toda a Alemanha, mas por que não também em Berlim? Para quem gosta de cerveja, a biergarten é como um parque de diversões!

Biergarten, um jardim para os cervejeiros! Extraído de urlaub-reisen-individuell.de

Biergarten, um jardim para os cervejeiros! Extraído de urlaub-reisen-individuell.de

 

11 – Wine bar: em alemão, Weinerei, fica próximo à Zionkirch Platz, precisamente no endereço Fehrbelliner Strasse nº 57. O interessante deste local é que você pode tomar os vinhos disponíveis e pagar o quanto quiser (mas nada dar jeitinho e se achar esperto, por favor!), conforme a quantidade que você bebe. Recomendo!

Para quem aprecia vinhos, vale um pulo num wine bar. Foto do tripadvisor.com

Para quem aprecia vinhos, vale um pulo num wine bar. Foto do tripadvisor.com

 

Num bom alemão, que ainda estou apredendo, biss gleich! (Nos vemos lá!). Berlim, eu te amo, Ich liebe dich!

*André Fernandes, nascido em Santa Catarina para ser um nômade pelo mundo. Voltou ao Brasil e já está pensando nas próximas aventuras! Saiba mais sobre ele clicando aqui.

Casamento arranjado na Índia – como funciona?

23/07/2015

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Juliana Paula – Índia

– “Casamento arranjado? Como assim? Isso é coisa da época da minha bisavó!”- devem estar pensando nossos leitores. No ocidente, talvez, mas aqui no oriente, esta práticatica ainda é muito comum e (pasmem!) preferida pela maioria dos jovens.

Aqui na Ìndia, por exemplo, uma pesquisa feita recentemente pelo canal jornalístico India Today, revelou o que já sabíamos: 75% dos indianos preferem esta prática quando o assunto é juntar as escovas de dentes.

Muitos amigos do Brasil me perguntam como é que funciona este lance de casamento arranjado. E, é isto que eu vou explicar para vocês neste post!

Abordando uma outra família 

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Está prática, ainda é a mais comum. A opinião das famílias tem um peso enorme no casamento e, geralmente, são eles que escolhem uma pretendente para o rapaz quando acham que ele já está em uma idade adequada para casar. No geral (pelo menos na minha família), eles escolhem uma moça e levam a proposta até a família. Nesta proposta, há diversas coisas a serem discutidas. Primeiramente, não se discute a casta ou religião, porque as famílias só procuram casar seus filhos com pessoas da mesma casta e religião. Então, o que discutem? O currículo da moça, os bens da família, o quanto a família vai pagar de dote pela menina. Sim, você leu certo: DOTE. Esta prática, muio criticada, ainda é amplamente praticada aqui na Índia. Ah, sim! E não podemos esquecer de algo muito importante: o mapa astrológico dos noivos. Os indianos são muito superticiosos e acreditam que os signos de ambos devem combinar e que a data do casamento deve ser marcada também, baseada na posição das estrelas, etc. Se tudo bater, pronto! O casório está marcado!

Anúncios em jornais

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Uma das coisas que mais me chamou a atenção quando cheguei na Índia foi o fato de ter classificados para casamento. Sim. Anúncios nos quais os pais descrevem as diversas qualidades de seus filhotes e do tipo de pretendente querem para eles. Vejam alguns exemplos:

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No jornal, o mais interessante é que você pode escolher o seu noivo(a) pela casta, religião, grupo étnico, profissão, cargo, documento(se tem passaporte americano ou canadense, etc). E, tem também a seção de divorciados e a dos que abominam as castas. Para o estrangeiro, uma leitura, no mínimo, interessante!

Sites de casamento

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A cada dia surge mais um no mercado. Na TV, eles também são anunciados sem nenhuma reserva. Outro dia no trem, vi uma menina muçulmana do meu lado acessando um site de casamento bem famoso, só que apenas para muçulmanos e logo depois ligando para a mãe dela, dizendo que tinha achado alguém interessante e que ia mandar o perfil para o celular da mãe. Super moderna, não ?

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Casamento por amor

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O casamento por amor, é o tipo mais raro de casamento que já vi aqui na Índia. Conheço raríssimos casos e, que claro, começaram quase com uma tragédia, como um primo nosso e sua noiva, que foram jurados de morte pelo pai e irmão da noiva e acabaram fugindo da cidade. A família da moça queria que ela se casasse com outro, mais rico. Ela nao quis e hoje, ela não tem nenhuma relação com a família. Conheço claro, casais de indianos e estrangeiras e, a maioria, claro, se apaixonou ou aqui na Índia, ou no exterior. Em quase todos os casos houve desaprovação das famílias indianas. O casamento por amor é mais raro até do que eu mesma imaginava antes de vir à Índia. Porém, ao chegar aqui, a pergunta que mais me faziam era: – “Voce é casada? Foi por amor? “Quando dizia que sim, os olhos deles brilhavam de curiosidade, como se estivessem assisstindo a um filme de Bollywood!

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Concluindo, o casamento arranjado ainda é algo que choca o ocidente, mas é motivo de grande orgulho para os indianos, já que eles dizem que aqui não temos tantos divórcios como no ocidente, uma vez que quando as pessoas se casam, elas estão em sua mais completa “sanidade mental”, sem “paixonites” e sabendo que terão que enfrentar as lutas da vida juntas, até que a morte os separe. Realmente o modo como os indianos encaram o casamento, como um dever de todo cidadão, é no mínimo, curioso, mas não deixa de ter seu lado positivo, também.

Os adolescentes e jovens indianos mais moderninhos, até sonham com um relacionamento nos moldes como eles vêem nos filmes, mas sabem que ainda hoje é uma grande luta do seu próprio querer contra a tradição e a vontade da família. E no final, querendo ou não, é a vontade da família que sempre fala mais alto.

Um abraço e até a próxima!

Juliana Paula mora na Índia desde 2013 e desde então, tem desbravado aquele belo e encantador país. Para saber mais sobre ela clique aqui.

Parques no Caribe Mexicano

22/07/2015

bz_mexicoMelissa Lima  – México

As férias de verão aqui começaram.

Diferente do calendário do Brasil, o ano letivo aqui pra criançada começa no final de agosto e vai até final de junho do ano seguinte, com duas férias: Spring Break e Summer Break, sendo essa última maior.

Os mexicanos adoram passear em família, lotam seus carros grandes e se aventuram na maioria das vezes pelo país ou nos Estados Unidos, que é um vizinho super pertinho.

Dentre os passeios que já fizemos, com certeza o que mais minha filha aproveitou foi aos Parques Xcaret e Xel-Há, bem próximos a Cancun.

Eu costumo compará-los a Disney, pois a infraestrutura deles é muito boa, parques paradisíacos onde, passamos o dia nos divertindo!

XCaret é um parque eco arqueológico (isso mesmo!) combinando a selva Maia com a cultura lindíssima mexicana. De quebra ainda você disfruta do mar do Caribe de dentro do parque. Fica a 6 km da Playa Del Carmen, isso, não fica em Cancun. Super tranquilo o acesso, mais ou menos uma hora e meia do centro hoteleiro de Cancun. Não desanime! Garanto que vale a pena o esforço de abandonar o resort all inclused e a praia particular…rs.

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Depois disso, foco nas atividades extras. Tem uma série de atividades pra comprar, e logo que você entra já da de cara com muitos caixas. Óbvio que minha filha já foi com a idéia fixa em nadar com os golfinhos, até eu que sou mais boba!

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Pra comprar tem opções como: tour de Snorkel, tour Snuba (um barco leva você a um jardim de corais a 7 metros de profundidade…), Temascal (purificar o espírito), Sea Trek (caminhar embaixo da água com roupa de astronauta), Xpa (relaxar corpo e espirito), nado com tubaroes, nado e mergulho com raias. Você compra com horário agendado. E fora essas extras, uma infinidade de atividades além da praia paradisíaca pra você relaxar.

E não deixem de ficar até o final do dia e assistir ao show de encerramente , onde o espetáculo mais lindo da cultura mexicana é apresentada em padrões hollywoodianos e contagia a todos!

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Já o Xel-Há é voltado mais ao mergulho. O forte mesmo é o mergulho, e a parte legal é que todo o equipamento pra isso é incluso também! (armários, coletes salva-vidas, snorkel e vestiários)

Os rios não são subterrâneos, e se encontram com o mar. Um lugar maravilhoso(tá ficando repetitivo né?), espreguiçadeiras por todos os lados, trilhas, música ao vivo, esportes de aventura e muito, mas muitos lugares para mergulhar e fazer snorkel. A estrutura do parque foi construído em torno de uma baía, recifes e peixes. Mas é isso.

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Ou seja, entre os dois, acredito que o Xcaret chama muito mais a atenção, sem desmerecer o segundo. Na dúvida, conheçam os dois! Eu garanto! Ambos parques, como tudo no Caribe, tem preços em dolar e inflacionados, mas , vale o investimento! Dentro dos dois, tem restaurantes pra todos os gostos e de muita qualidade.

Boas Férias de Verão!

*Melissa Lima, 34 anos, mora com a família em San Luis Potosí/MEX desde final de 2013, sem prazo pra voltar pro Brasil (se voltar!). Para saber mais sobre ela clique aqui. 

Onde os franceses vão no verão

21/07/2015

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Fabio T – Normandia, França

Com 25 dias úteis de férias anuais no mínimo garantidas por lei (podendo chegar à 45 dias úteis se contarmos as recuperação de hora extra ou dias adicionais dados pelo empregador),  uma “característica cultural” de querer-se aproveitar os prazeres da vida, as férias são um dos assuntos preferidos nas conversações.  Aqui em geral têm-se o espírito de trabalhar para viver e não viver para trabalhar.

É claro que muitas famílias (um terço) não tem condições de partir de férias (fonte challenges.fr) ou cujos trabalhos (como agricultores) não permitem que eles partam, e com a crise que dura desde 2009, a situação não tem melhorado muito.

A primeira coisa a saber quando se chega aqui é que os meses de julho e agosto, muitas pessoas partem de férias (e é claro, este período coincide com as férias escolares), muitas empresas dão férias coletivas ou trabalham em ritmo reduzido. Então se você precisa resolver algum assunto, então tem que fazer até fim de junho, se não tem que esperar o começo de setembro. É parecido com os meses de janeiro e fevereiro no Brasil. Imagino que em outros países da Europa deve ser parecido.

Cidades como Paris são “deixadas” aos turistas :)

Há os que partem em julho (chamados de ‘’juilletistes’’) e os que partem em agosto (‘’aoûtiste’’). As dates marcantes são os feriados do 14 de julho (festa nacional da queda da Bastilha) e o 15 de agosto (festa da Anunciação).

O lugar preferido para partir no verão é claro que é a Praia!

Depois de meses de inverno e outono passado sob tempo coberto, neve e chuva, os franceses também adoram tomar um solzinho na praia.

Com um litoral de quase 9000 km (fonte wikipedia.org) há praia para todos os gostos !.

Um tipo de praia que eu nunca tinha visto é a praia de pedrinhas no lugar de areia presente na costa da Normandia!.

Praia de Etretat

Praia de Etretat

O lugar mais procurado no verão é a costa do mar mediterrâneo com praias de areia e um mar azul transparente. Posso dividir a costa em duas partes:

– A Côte d’Azur, muito chique e frequentada pelos ricos e famosos, que vai desde a fronteira com a Itália até a região de Cassis. Fazem parte desta região as cidades míticas de Cannes e Saint Tropez.

Vista de Mônaco

Vista de Mônaco

Para se chegar nesta região, muitas pessoas pegam as chamadas rodovias do Sol (rodovias A6 e A7) que vão desde Paris até Marselha, passando por Lyon. E comum ouvir falar, ver reportagens no telejornal de engarrafamentos monstros nestas estradas e as pessoas levando muitas horas a mais para fazer o trajeto. É parecido com as rodovias Anchienta-Imigrantes em véspera de Ano Novo.

– A Costa da Região de Languedoc Roussilon que vai até a fronteira com a Espanha. É uma região de turismo mais popular, mas também com a reputação de ser muito bonita.

Praia em Cerbere, na froneira com a

Praia em Cerbere, na fronteira com a Espanha

Outra região muito procurada é a ilha da Corsa no mar mediterrâneo.

A Região da Bretanha é muito visitada também.

Cap Frehel, Bretanha

Cap Frehel, Bretanha

E você, onde vão e o que fazem as pessoas nas férias no país onde vc mora, e o ritmo vai mais devagar no verão ?

* Fabio Takeshi Utida mora na França há 6 anos e, após morar nas regiões de Borgonha e Champagne , resolveu estabelecer-se na região da Normandia.  Para saber mais sobre ele clique aqui.

10 pequenas dicas para se dar bem na Bélgica

20/07/2015

bz_belgicaTouché Guimarães, Antwerpen – Bélgica

Pode parecer bobagem, mas às vezes detalhes de atitudes podem causar situações inesperadas e desagradáveis e, se você pensa em passar alguns dias vendo as belezas da Bélgica, talvez estas dicas possam lhe ajudar para ser considerado simpático e fazer você se sentir realmente benvindo:

1) não fale alto em lugares públicos. O povo belga não é acostumado a barulho, e nem mesmo música é benvinda em qualquer lugar. Por exemplo, em consultórios e clínicas, raramente há qualquer musiquinha de fundo. As pessoas sussurram mesmo. Em lojas, raramente tem música, etc etc. O lugar publico é… publico e ninguém tem que ouvir o que não deseja.

atenção ao volume!!!

atenção ao volume!!!

2) não chegue sem avisar. Sabe aquela de ‘eu estava passando e resolvi te dar um oizinho’?. Esqueça. Você pode estar chegando num momento inconveniente. Sempre se deve marcar com antecedência, como prova do respeito pela vida do outro.

3) não interrompa quem estiver falando. Se tiver uma pergunta/comentário realmente importante, que não possa esperar, comece por ‘posso interromper um momentinho?’ ou ‘me desculpe a interrupção’. Caso contrario, não só a pessoa ficará irritada, como ignorara a tua existência.

4) não fure filas!!! nem mesmo quando você só tem ‘uma perguntinha rápida’ para fazer ao atendente. Espere sua vez. O fura-filas é sempre muito mal-visto!

5) não toque nas pessoas enquanto fala com elas. O toque físico tem um sentido muito intimo para o belga. Isto inclui as crianças: evite dizer ‘que bonitinho’ tocando o petit. Diga só ‘que bonitinho’ e ponto, tua palavra foi acolhida com carinho.

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sempre pode por teu baby no colinho, viu?

6) seja pontual. Deixar alguém esperando é sinal de falta de consideração… por que não dizer de educação básica? Se tiver marcado um encontro, por mais informal que seja, e tiver um imprevisto, ligue e avise. Ou corra o risco de não ter mais encontros com aquela pessoa.

7) seja pontual – II: marcou consulta com um profissional? Melhor ir. Ou, provavelmente, terá que pagar pelo horário marcado.

8) não buzine, salvo em caso de real necessidade. Se o carro da frente não der partida imediatamente após o sinal ficar verde, fique calmo, muito provavelmente aconteceu algo. Espere e evite buzinar.

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9) quando brindar, olhe nos olhos da pessoa com quem brinda. Mas o contato olho-no-olho também é muito comum quando se cruza com desconhecidos na rua sem ter que necessariamente significar paquera, é só um ‘você existe, eu te vi’.

10) quando tiver sido convidado para ir à casa de alguém, ou para algum evento, mande uma pequena palavrinha de agradecimento, no dia seguinte. Não importa onde você tenha ido, se foi convidado, por que não dizer ‘merci‘ com uma flor ?

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11) não ligue para um belga após as 22hs, salvo em casos realmente urgentes.

12) não fique falando ‘no meu país’ o tempo todo. Isto pode ser entendido como ‘não gosto de como é aqui’ e não pega bem. Observe e comente o que achar pertinente, mas evite comparações.

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Claro, há muitas outros fatos que você vai observar, em relação ao comportamento social na Bélgica, e todos apontam para a discreção e o respeito ao outro. Nada difícil de se viver, mas às vezes complicado para se por em prática quando se vem de culturas diferentes.

Lembre-se: o belga é um povo tímido, que raramente tomará a iniciativa de um contato, mas você será muito benvindo quando o fizer. Seja gentil! E aproveite a viagem!

64c09_1416fotos: ©Guy Voets

*Touché Guimarães é escritora, professora de idiomas, tradutora/revisora, apaixonada pela natureza, por animais (sobretudo gatos) e por gente de olhar positivo e mente aberta. Para saber mais sobre ela clique aqui.

O que é preciso para estudar em Portugal?

17/07/2015
Reitoria da Universidade do Porto

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Edijane Costa – Portugal

Destino constantemente procurado por muitos daqueles que pretendem fazer uma formação fora do Brasil, Portugal atrai o interesse dos brasileiros tanto pela proximidade histórico-cultural como pela facilidade da língua. A hospitalidade, o fato de Portugal ser a porta de entrada na Europa para os brasileiros, as parcerias e acordos existentes com as Instituições de Ensino do país irmão são outros atrativos.

transferirMas, antes de pensar em embarcar nesta viagem existem alguns cuidados a serem considerados, pois não convém sair do Brasil a contar apenas com um sonho e a sorte, não é verdade? E haja paciência, uma vez que a burocracia para legalizar este processo é enorme. E, neste ponto falo por experiência própria. Anos atrás quando resolvi que iria cursar Mestrado em Portugal, condicionei a minha decisão não apenas a aceitação na Universidade e no curso pretendido, mas também à aprovação do meu Visto de Estudante. Pois bem, a burocracia foi tanta que em alguns momentos pensei até em desistir.

transferir (1)Logo, se tem planos de estudar em Portugal fique atento a algumas condições necessárias (e até obrigatórias!):

  • Recolha informações sobre o sistema de ensino em Portugal para compreender como funciona o nível de ensino a que vai se candidatar (Graduação/Licenciatura, Mestrado, Doutorado ou Pós-Doutorado). Ou seja, em Portugal o Ensino Superior funciona de acordo com as regras da Convenção de Bolonha que é um tratado europeu que funciona com um sistema de créditos. Em Portugal, as licenciaturas podem ter de 180 a 240 créditos ECTS (European Credit Transfer and Accumulation System). Alguns cursos são realizados em 3 ou 4 anos (1º ciclo), sendo que a maioria necessitam do Mestrado (2º ciclo) ou “Mestrado Integrado” e devem ter no total entre 300 a 360 créditos.
  • Tenha em mente que por aqui as Universidades Públicas não são gratuitas como no Brasil, algumas até são bem caras. Para se ter uma idéia, o valor anual das “propinas” (mensalidades) para um Mestrado numa Universidade Pública é em média de 1.500€ (em média 4.500 reais). Por isso, o ideal é tentar conseguir uma bolsa de estudos junto aos diversos órgãos que oferecem aos estudantes brasileiros (Bolsa Santander, Bolsa Ford, Erasmus, Ciência sem Fronteiras, CAPES, CNPQ, etc.), tanto bolsa de 6 meses ou 1 ano ou bolsas que abrangem a totalidade do curso que pretende.transferir
  • Escolha o curso e a Instituição, há muitas ofertas disponíveis na internet. Mas detalhe, se pretende se candidatar a uma Licenciatura/Graduação sem bolsa, as Universidades ofertam vagas a estudantes estrangeiros que podem entrar através do “Regime Especial” (Decreto-Lei 36/2014). Outra forma de ingressar no ensino superior de Portugal (Licenciatura/Graduação) é matricular-se numa Universidade Privada no Brasil e solicitar a transferência de matrícula junto a uma Universidade Privada em Portugal que ofereça o mesmo curso. Há Universidades no Brasil e outros países que têm acordos com Universidades Públicas e Privadas em Portugal, o que facilita o intercâmbio de estudantes brasileiros para Portugal, mas apenas durante um período específico de 6 meses ou 1 ano.
  • Porém, convém ainda saber que caso queira concorrer a um Mestrado, Doutorado ou Pós-Doutorado o período de abertura dos concursos começa em maio e, em algumas instituições, vai até agosto. Isto porque por aqui o ano letivo começa em setembro (1º semestre) e em fevereiro (2º semestre).
  • Antes de mais, é importante ressalvar que todos os documentos enviados para Portugal devem ser autenticados no Consulado Português mais próximo de sua região, mas antes devem ter a firma do responsável que assinou o documento (no caso de declaração, certificados, histórico escolar e afins) reconhecidas em Cartório e as cópias de documentos pessoais autenticadas.
  • Para concorrer aos cursos de Pós-Graduação (Mestrado, Doutorado ou Pós-doutorado) não é necessário realizar provas seletivas. O que acontece por aqui é a análise curricular do candidato. Portanto é necessário o envio de vários documentos comprobatórios do seu currículo e certificados de conclusão de cursos, declarações e cartas de recomendação (todos autenticados no cartório e num consulado Português no Brasil), para a análise pela banca que poderá depender dos critérios de candidatura da Universidade e do curso a que concorre.
  • E sim, é possível concorrer a qualquer Universidade ou Instituição de Ensino Superior em Portugal mesmo estando no Brasil, para isto será necessário entrar em contato com a Universidade e enviar a documentação através dos Correios e/ou e-mail, conforme indicações da Secretaria Acadêmica de cada Instituição e pagar o valor correspondente à candidatura.
  • Após a confirmação da aceitação da sua candidatura por parte da Universidade é hora de tratar de fazer a matrícula, que poderá ser feita presencialmente ou através de outra pessoa por procuração (alguns não exigem). E prepare-se para gastar alguns euros, pois normalmente a matrícula é cara, sobretudo se for numa Instituição Privada.
  • Com o documento de matrícula da Faculdade em mãos pode começar a preparar o processo para concorrer ao Visto de Estudante, outra maratona burocrática. Isto porque, como turista os brasileiros não precisam de Visto para entrar em Portugal, mas o tempo de permanência no país não poderá exceder aos 90 dias. Mas como estudante a situação é diferente. É necessário um visto que deverá ser solicitado junto ao Consulado de Portugal no Brasil imagesmais próximo da sua residência. E após conseguir o Visto (demora uns 30 dias) e tão logo chegue à Portugal é necessário dirigir-se ao SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) para requerer, a partir deste documento, o Título de Residência Temporária para estudantes do Ensino Superior e o NIF (Número de Identificação Fiscal) que é equivalente ao CPF no Brasil. A lista de documentos necessários para solicitar o Visto de Estudante está disponível no Portal do SEF no link: ( http://www.sef.pt/portal/v10/PT/aspx/apoioCliente/detalheApoio.aspx?fromIndex=0&id_Linha=4771 ). E aconselho vivamente a consultá-la antes de concorrer a qualquer Universidade, pois é exigido que apresente no ato do pedido do Visto, ainda no Brasil, meios de subsistência em Portugal, condições de moradia, etc.

Por fim, não esqueça de planejar e definir muito bem os objetivos pretendidos por aqui. Portugal pode parecer um país fácil, fascinante e bastante acolhedor (e na verdade é), mas passado a fase de deslumbramento inicial, é comum nos depararmos com algumas dificuldades e convém precaver-se para não haver surpresas indesejáveis. Boa sorte!

Edijane Costa é psicóloga, pedagoga e estudante, vive em Portugal desde 2008. Curiosa, entusiasta e determinada, gosta de gente, de apreciar e auxiliar no processo de desenvolvimento pessoal. Para saber mais sobre ela clique aqui.

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