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Visitando Rocamadour, na França

05/09/2017

Ana Fonseca – Rocamadour, França

As minhas férias de verão esse ano certamente vão render vários posts. Um dos primeiros lugares que visitei chegando à França foi Rocamadour. Eu estava já nos últimos anos pensando em ir lá, mas como são mais de duas horas de viagem só de ida, sempre acabávamos postergando por pura preguiça. Para aproveitar a viagem, decidimos tomar coragem e fazer Rocamadour junto com outra atração: uma caverna espetacular nas redondezas.

Para você se localizar: Rocamadour fica no Maciço Central francês, no departamento do Lot. Como referência, fica a 6h de carro de Paris, um pouco mais de 2h de Bergerac, 3h de Bordeaux e 2h30 de Toulouse.

Nós saímos da casa de veraneio da minha sogra, perto de Vergt, logo depois do café da manhã e durou umas 2h30 para chegarmos.  Fomos direto para a Gouffre de Padirac, a outra atração do nosso dia – sobre a qual eu vou falar daqui a pouquinho. Depois de estacionar (super fácil, estacionamento farto) esperamos uns 45min. na fila e só conseguimos comprar ingressos naquele dia para as 17h30. Concluímos que a maioria das pessoas reserva entradas para a caverna por internet, na véspera. Tínhamos horas até o início do passeio na caverna. O jeito era pegar o carro e ir almoçar em Rocamadour, e visitar tranquilamente a cidade antes de voltar  Padirac as 17h30.

Rocamadour fica a uns 15min-20 min de carro de Padirac. Tem umas lojinhas de suvenires, restaurantes tipo “café” com menus do dia a preços muito módicos e um grande estabelecimento de panquecas. Fomos a um café cujo menu do dia era “fricassé de pato, salada e fritas”. Dava para perceber que um “fricassé” não tem nada, mas nada mesmo que ver com o que as pessoas chamam de fricassé no Brasil. Fricassé (ou fricassée com dois “e” no final) na França não tem requeijão, milho nem batata palha. É apenas um refogado de frango ou pato, refogado com cebolas e um pouquinho de molho diluído branco. Como eu estava passando muito mal ainda da viagem de carro, tudo que aguentei foi um crepe com queijo de cabra, nozes e mel.

Bem em frente ao restaurante parou um mini ônibus e saíram alguns atores vestidos como personagens medievais.

Como eu estava sentada do lado da mureta da calçada, um dos atores foi direto à minha mesa e encenando ser alguém morto de fome (e meio louco) começou a pedir para jogar pão dentro da boca dele. Joguei uma bolinha… duas… Até que o algoz dele o carregou. Deixaram folhetos nas mesas anunciando um grande teatro ao ar livre em Rocamadour no dia seguinte à noite, com dezenas de atores, cavalos, batalhas, e fogos no final. Ai, que pena que queria só no dia seguinte! Que frustração.

Saindo do restaurante dá para ver à distância a cidade de Rocamadour (“Roc” = rocha / “Amadour” = Santo Amadour). Os entornos também são incríveis, com montanhas, rios, falésias… Para ter uma pequena ideia, olhe abaixo:

Você pode fazer fotos lindas com Rocamadour ao fundo.

Meu marido disse que era a hora de irmos caminhando até a cidade medieval. Eu ainda estava bem fraca e “vazia” de passar mal no carro. Tomei coragem e fomos caminhando devagarzinho… É uma estradinha que começa no estacionamento ao ar livre próximo ao restaurante e vai até o portal de entrada da cidade.

Mal e mal começamos a andar em direção à entrada da cidade, minhas crianças já pararam e sentaram nesse atelier de arte “para descansar as pernas”. Descansar? Oi?

Passado o portal de entrada, o que se vê são lojinhas turísticas à esquerda e á direita. Postais, cerâmicas, latas de pato em conserva e foie gras, livros e toda sorte de quinquilharia sobre a cidade, a Virgem Negra e outras mitologias católicas.

Foto acima: Músicos tocando nas ruas de Rocamadour. Depois de Lourdes, Rocamadour é o lugar mais visitado por peregrinos católicos. Mas eu não achei o lugar lotado. Ao contrário, dava para circular com tranquilidade, sem empurra-empurra. Não tem o clima de fanatismo de Lourdes.

Acima: grandes escadarias que começa a levar ao topo em zigue zague. As vistas de cima são realmente espetaculares, não dá para fotografar tudo.

Há que se ter uma certa disposição para andar subindo ladeira, e chega uma hora que você está todo banhado (a) em suor e as pernas tremendo… Chegamos a ficar acima da copa das árvores, e fica tudo muito vertiginoso.

Em cada “curva” do caminho tinha uma parada com um altar dedicado a um momento da Via Crúcis de Cristo (veja foto abaixo). Dava para ouvir que muitas pessoas ali visitando Rocamadour não eram francesas, mas portuguesas, espanholas, latino americanas, italianas, brasileiras até…

No final (ou quase no final) você vê um antigo templo  de interior escuro, escavado na rocha, e trancado por um largo portão. Não se se abre em algum momento do dia ou da semana, parecia desativado.

A subida continua até você chegar a um platô ao lado de uma igreja, onde há uma Virgem Negra que os peregrinos vão para adoração, ao lado de um estacionamento arborizado e fontes de água potável. Nos sentamos, fizemos algumas fotos e eu já tinha passado há muito do limite físico. Meu marido foi com nosso menino pegar o carro para nos buscar e levar até a caverna de Padirac. Eu precisava de uns 20 minutos sozinha com minha menina para descansar e processar em silêncio tudo que tinha visto, enquanto descansava empoleirada no alto daquela mini cidade medieval escavada na rocha.

Padirac… A entrada da caverna tem uns prédios brancos que servem de bilheteria, lojas de suvenires e toaletes. Botando de gente pelo ladrão!

Lamento informar: não é permitido fazer fotos no interior da caverna. Só posso dizer que é lindo demais. Há rios subterrâneos, e parte da visita é guiada (em francês) num barco. Outra parte pode ser feita à pé com uma guia bilíngue (francês e inglês). Há vários lagos e muitas estalactites e estalagmites impressionantes. Num determinado “salão” subterrâneo o teto é tão alto (94m) que caberia tranquilamente uma catedral ali dentro. No final do tour, há  a possibilidade de comprar sua foto feita durante o passeio de barco a 9,60€. Eu achei a foto bonita mas cara, portanto não levei. Leve um casaco leve de chuva e sapatos fechados, pois chove lá dentro em diversos pontos e pode ser um pouco frio. A saída da caverna é feita por um elevador antigo.

SERVIÇO:

Rocamadour:

Como mencionado acima, a cidade medieval de Rocamadour fica no Maciço Central francês. Há várias outras villages e cavernas espetaculares na região, que você pode combinar com uma visita a Rocamadour. Apenas esteja certo(a) de que o clima estará bom no dia da sua visita (quando visitei, estava um pouco nublado) para que possa fazer fotos das vistas. Quanto tempo leva para visitar Rocamadour? De um par de horas até 4 horas, se você for visitar o interior da igreja e de alguns prédios históricos.

Gouffre de Padirac:

A caverna abre todos os dias entre 30 de março e 5 de novembro.

Adultos: 12,50€  Crianças de 4 – 9 anos: 9,50€

http://www.gouffre-de-padirac.com/

De preferência, e se possível, reserve as entradas um dia antes por internet. Esteja em Padirac meia hora antes do seu horário de visita. Há uma boa oferta de lugares para beber, comer e tomar uns sorvetes em Padirac. Estacionamento farto e grátis.  Se me lembro bem, leva 1h30 para visitar a caverna.

Veja mais fotos nesse website:  http://www.tourisme-lot.com/grottes-gouffres/le-gouffre-de-padirac

*Todas as fotos desse post são do arquivo pessoal da própria autora.

*Gostou do que leu? Compartilhe! Agradecemos. 

__________________

Ana Fonseca mora desde 1999 na Holanda e administra o blog “Brasil com Z”. Para ver fotos das viagens dos nossos autores, visite o nosso perfil no Instagram. Sigam-nos também no Twitter e a página do “Brasil com Z” no Facebook para atualizações e reportagens sobre via fora do Brasil. Sugestões, dúvidas, ou participar do blog? Escreva-nos! blogbrasilcomz@gmail.com

Blog “Brasil com Z”, um blog feito por brasileiros expatriados, vivendo nos quatro cantos do mundo.

 

2 Comentários leave one →
  1. Ana Cecília permalink
    05/09/2017 12:58

    Simplesmente deliciosa parada nesse lugar incrível!
    2:30 é muito tempo de viagem?…. rsrs
    Amei a caverna e os personagens medievais!
    Q maravilha!

    • AnaFonseca permalink*
      05/09/2017 13:53

      Bom, ficar um total 5h sacolejando no carro em um dia para ver duas atrações… Tem que valer a pena!
      Obrigada pelo seu comentário, abraços.

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