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Um dia em Barcelona, I parte

12/09/2017

 Ana Fonseca – Barcelona, Espanha

Oi leitores do BZ! Aqui vai um post breve sobre o primeiro dia que passei em Barcelona mês passado, durante as férias de verão.

Como os preços de alojamento na cidade de Barcelona durante julho-agosto são estratosféricos, decidi ficar com minha família num apartamento via Airbnb na costa da Catalunha. Há várias cidadezinhas praianas com ótima infraestrutura a 15min, 20 min e 30 minutos de trem de Barcelona e com preço de alojamento bem mais em conta: El Masnou, Premiá de Mar, Vilassar de Mar… Atenção: a procura por essas cidades também é bem concorrida, então se está pensando em ficar por lá…reserve com antecedência! Ficamos num dois quartos, dois banheiros e varandinhas em Vilassar de Mar (foto abaixo), uns 25 de trem de Barcelona  – mais uma caminhada de 10 minutos do apartamento até a praia onde está uma mini estação de trens. O apartamento ficava em frente a um supermercado e dava para ir a pé a barzinhos. Ideal.

As lindas, antigas e bem conservadas casas na orla de Vilassar de Mar, ao longo da linha de trem que percorre a costa da Catalunha, perto de Barcelona. 

Saímos de Vilassar e chegamos meia hora depois à Praça da Catalunha (fotos abaixo) em Barcelona umas 10h da manhã – e já estava bem quente. A praça é imensa e os prédios ao redor tem a mesma proporção de grandiosidade. Fomos direto para o El Corte Inglês para um pipi. Dalí, descemos até um quiosque na praça, onde atendentes turísticas forneciam conselhos, folhetos e mapas da cidade. A Praça de Catalunha é um ótimo ponto para começar sua visita à Barcelona: dalí você pode ir para a Ramblas, saem ônibus turísticos, há uma parada de metrô, há bicicletas para serem alugadas, pontos de táxi e os tais quiosques com atendentes e inglês, espanhol, francês…  Decidimos ir direto fazer uma sugestão de rota a pé que a atendente marcou no mapa para um dia inteiro e que incluía obras arquitetônica do Gaudí: Passeig de Gracia.

 

A entrada para La Pedrera (Casa Milá) custaria cerca de 70 EUR a mais de 100 EUR para nós quatro, dependendo do tour escolhido. Como já tínhamos reservado e pago entradas para a Sagrada Família para daí a três dias, achamos que seria muito gastar com La Pedrera também. Decidimos usar esse primeiro dia para termos um panorama geral da cidade. Pelo menos para mim, era minha primeira visita, meu marido já tinha visitado BCN durante a juventude quando era mochileiro e ainda se lembrava de como caminhar pela cidade – põe mais de 20 anos aí.

Posando no Passeio da Gracia (“Passeig de Gracia”) com a Casa Ametller no número 41 (do arquiteto Puig i Cadafalch) e a Casa Batló no número 43 (do Gaudí) ao fundo.

Abaixo: Casa Milá, obra do Gaudí popularmente conhecida como “La Pedrera”.

Ao lado de La Pedrera há uma loja de suvenires para os turistas. Várias peças de decoração como réplicas em miniatura de cadeiras e bancos desenhados por Gaudí, bijuterias, livros de arte, e aqueles dragões de mosaicos como os que enfeitam o Park Guell. Tudo para quem tem muita $$$$$ no bolso. Comprei um livro médio sobre as obras do Gaudi: 16EUR (não é o que aparece abaixo).

Desnecessário dizer que a cidade de Barcelona é repleta de turistas – e golpistas. Para evitar qualquer surpresa, deixei minha Nikon e lentes em casa e levei uma câmera digital barata e uma bolsa atravessada à frente do corpo, com tranca (leia esse meu post aqui para lembrar de dicas de segurança em Barcelona).  Meu marido não levou nenhuma mochila, apenas a carteira num bolso lateral da bermuda, fechado com dois botões de pressão.

Até as luminárias nas ruas e os bancos públicos (obras do arquiteto Pere Falqués i Urpí) são belíssimos nessa área tão nobre da cidade. 

No Passeig de Graçia há várias lojas belíssimas (joalherias, moda, sapatarias, hotéis, restaurantes) e os famosos detalhes em mosaicos por toda parte.

Dalí do Passeig de Gracia retornamos a Praça da Catalunha. Seguimos para um trechinho das Ramblas para ver a movimentação e obter as primeiras impressões, sentir a atmosfera. Difícil de acreditar que 5 dias depois de passarmos por lá tenha acontecido o atropelamento proposital em cima dos turistas e todo aquele horror.

A seguir, formos conhecer o famoso mercado St Josep ou “La Boquería”. Confesso que me decepcionou um pouco, principalmente pelo tamanho (relativamente pequeno e sem paredes, um teto de metal). Comparado com o de Valência todo em estilo Art Nouveau e que tem uma cúpula grande e toda trabalhada em ferro, cristal e cerâmica, paredes recobertas de grandes mosaicos de azulejos com paisagens e bastante espaço para caminhar… o Boqueria deixa a desejar em termos de arquitetura. Bom, a Boquería de Barcelona é muitíssimo variado, vamos deixar bem claro aqui. Tem não só jamónes e o tradicional espanhol (temperos secos, azeitonas, carnes, peixes, cogumelos, frutas e legumes) mas também doces, chocolates, tudo. Mas já visitei Valência e outros mercados pelo mundo, minha expectativa era bem alta e portanto não achei fenomenal como apregoam. Nota: Foi considerado o melhor mercado do mundo em 2005. Há outros mercados por Barcelona, claro, e modernos e muito bonitos. O Boquería é o mais turístico.

Após fotos na Boquería (veja mais imagens minhas no Instagram do BZ nos próximos dias) decidimos comer ali por perto. Buscávamos algo nada complicado: pão com tomate (amamos e viciamos nisso há tempos), uma tortilha de batatas e umas sardinhas ou algo assim. O lugar onde nos sentamos tinha preços muito bons mas era meio turístico, com artistas de rua dando uma apresentação de dois minutos e já passando o chapéu, clientes americanos perdidos no espanhol enlouquecendo os garçons no “espanglish” e garçons totalmente sem paciência, haha! Até eu que sou uma pessoa beeeem paciente ficaria lôka com os clientes também. Até meu marido que é super zen quis ir embora por causa dos artistas de rua e de uma atendente asiática irritadiça, cruzes.

Decidimos após o almoço muito rápido descobrir o imenso quadrilátero com restaurantes da Plaça Reial. Com uma fonte, palmeiras altíssimas e luminárias públicas desenhadas pelo Gaudí, a Plaça é encantadora.

Voltamos para Las Ramblas. Há vários artistas de rua por lá, que admirei de longe, para não ficar muito distraída e ser roubada.

Descemos facilmente até o porto, onde a estátua de Colombo aponta para o mar. Era a hora de visitar uma parte moderna da cidade…

(A continuação desse meu primeiro dia em Barcelona você pode ver no próximo post, onde também apresento algumas conclusões pessoais – golpes, preços, vistas, etc.. Aguardem!)

*Todas as fotos desse post são do arquivo pessoal da própria autora. 

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Ana Fonseca mora desde 1999 na Holanda e administra o blog “Brasil com Z”. Para ver fotos das viagens dos nossos autores, visite o nosso perfil no Instagram. Sigam-nos também no Twitter e a página do “Brasil com Z” no Facebook para atualizações e reportagens sobre via fora do Brasil. Sugestões, dúvidas, ou participar do blog? Escreva-nos! blogbrasilcomz@gmail.com

Blog “Brasil com Z”, um blog feito por brasileiros expatriados, vivendo nos quatro cantos do mundo.

 

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