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Tortas e Doces Holandeses, II parte

20/08/2019

Ana Fonseca – Holanda

(Nota: já publiquei sobre alguns doces holandeses anos atrás no blog, dê uma conferida). 

O hábito cultural de tomar chá e/ou café à tarde com biscoitinhos é forte na Holanda. Esses que listei hoje, primam pela simplicidade absoluta.

Sprits

Surgiu em Utrecht, e é encontrado facilmente em qualquer supermercado na Holanda. Há quem os denomine de “zand koekjes” (biscoitinhos de areia), por serem praticamente só manteiga e farinha. Eu discordo. Os tradicionais “Sprits” tem formato de ziguezague/ondinhas e cabem num pacotinho. E os “zandkoekjes” podem ter qualquer formato. São geralmente os primeiros biscoitinhos que crianças holandesas aprendem a fazer na escola ou na creche, de tão fáceis.

Soesjes

São a clássica massa “choux pastry” que serve para fazer “profiteroles” e “éclairs” (Veja o post do Fábio sobre doces clássicos franceses). Só que na Holanda, eles são mais simples. São recheados de chantilly e só. São facilmente encontráveis na seção de patisseria de qualquer supermercado em caixinhas simples de 6 ou 10 unidades, ou em lojas especializadas de tortas e bombons. Se não encontrar, pode encomendar com o seu confeiteiro local e vir apanhar mais tarde. Ideal para quando se tem uma visita, servir com café e chá. Ou no fim de um jantar, servir “soesjes” como sobremesa do tipo “finger food” (os holandeses passam uma travessa de “soesjes” entre os convidados, que apanham com as mãos – não é necessário utilizar pratinhos individuais ou garfinhos). Proncuncia-se “susiê(s)”.

Spekjes

A tradução de “spekjes” é “pequeno bacon” ou “gordurinhas”. Penso que em inglês seria “marshmallow” e em francês “allumettes de lardons”. Existem vários formatos de “spekjes” e geralmente são vendidos em sacos nos supermercados, baldinhos com alças ou em sacos grandes, bem grandes de plástico em formato de cone e amarrado por fitinhas. Não vejo a menor graça nisso, mas se como um quero o segundo, o terceiro, o quarto…

Chocolade Studentenhaver

Plaquinhas redondas de chocolate (preto ou branco) com nozes e uma passinha por cima (eu disse no início do post que tinha feito uma seleção de docinhos simples…). Vendido em saquinhos, são muito graciosos. Eu especialmente gosto de “studentenhaver” porque dá para ver no que consiste, você não fica naquele mistério tentando adivinhar os ingredientes.

Boterkoek

Holandês adora manteiga (“boter”), laticínios. Até torta de manteiga existe e é essa aí: bolo de manteiga. É fácil de fazer em casa, e bem acessível de se achar na rua. Leva amêndoas, derrete na boca e tem uma crosta fininha sequinha, pois é pincelada com gema de ovo. O céu na boca. Deve ter um zilhão de calorias.  Xô, Satanás!

Ontbijtkoek

Um bolo de especiarias secas (canela, principalmente), com uma camada superior brilhosa e mais pegajosa. Se chama “ontbijt” koek porque muita gente consome no café da manhã, retirado já todo fatiado da embalagem, e passa manteiga por cima. Acho retrô e mais para criança e idoso.

Vlaai

Essas tortas são típicas da região de Limburgo, bem no sul da Holanda. Mas é possível encontrar em todo o país em lojas de tortas que entregam em casa. É uma massa fina parecida com de pão e recheio de cerejas. A cobertura é sempre em “redinha” e polvilhada de açúcar cristal bem grande. Muita gente que cuida da silhueta, principalmente mulheres, na hora de optar por uma torta como convidado(a) numa festa vai de “vlaai” – porque não tem nenhum creme, confeito por cima, recheio de licor, caramelo ou chocolate. Ou seja: é uma torta “menos gorda”. What you see is what you get. 

As duas fotos acima eu fiz na loja “De Bisschops Molenaar” em Masstricht no início desse ano. Lá, eles fazem tortas Vlaai bem rústicas, sem glúten, em forno a lenha. O princípio é o mesmo: só massa e fruta, com poucas opções de recheio (nessa loja era ou abricó ou cereja). Um clássico holandês. 

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Ana Fonseca mora na Holanda, administra o blog “Brasil com Z” e é autora da série de livros de viagens e gastronomia “Comida de Gringo”, disponível pela Constelação Editorial.

Para ver fotos dos nossos autores pelo mundo, siga nossos perfil no Instagram. Acesse nossa página no Facebook para reportagens e artigos sobre vida fora do Brasil. Blog “Brasil com Z”, um blog feito por brasileiros expatriados, dos quatro cantos do mundo! 

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Filmes holandeses de arte

13/08/2019

 Ana Fonseca – Holanda

Selecionei alguns filmes holandeses de arte para quem quer entender melhor e apreciar a história e cultura holandeses.  São filmes muito caros, densos, de produção impecável e com excelentes atores e direção.

The Black Book

(Título original: “Zwart Boek”)

Direção: Paul Verhoeven, 2006

Com Carice van Houten, Halina van Rijn, Sebastian Koch.

A fotografia é belíssima, e a Carice Van houten brilha absoluta do início ao fim do filme, num papel muito difícil. É ela quem segura a credibilidade dessa obra do Paul Verhoeven, que sempre se declarou totalmente encantado por ela.

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Indo as compras nos Emirados Árabes

12/07/2019
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Milene Patrial – Dubai, Emirados Árabes

Logo que chegamos em Dubai, amigos brasileiros comentavam que tudo era diferente do Brasil. Principalmente as compras de supermercado. Não encontravam os produtos com os quais estavam  habituados a usar na culinária brasileira. Realmente, as primeiras visitas aos supermercados foram desafiadoras para mim.

O primeiro desafio foi escolher o arroz. As seções de arroz têm uma variedade incrível sendo os mais comuns os de origem asiática tipo japônica. Mas há ainda os de grãos curtos, médios e arredondados, e tipo índica, como o Basmati, que pode ser longo ou extra longo.

blog4

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Explorando um Novo Mundo Sobre as Areias do Deserto

04/07/2019

Olá Brasil com Z! Eu sou Milene Patrial, moro nos Emirados Árabes Unidos, mais precisamente em Ajman, Emirado próximo de Dubai (ficou mais fácil dizer assim, não é?). Ajman é um Emirado menor que funciona como uma cidade satélite da grande Dubai.

Em Dubai.
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Entrevistando Expatriados: Ana Fonseca

02/06/2019

Manuela Marques Tchoe (Munique) e Ana Fonseca (Amsterdã)

Retribuindo a entrevista que dei aqui no blog ano passado, eu agora entrevisto a administradora do blog “Brasil com Z”, a Ana Fonseca (Holanda), que está lançando seu primeiro livro com crônicas de viagens. 

Manuela: Você é carioca e mora no norte da Holanda, ao lado de Amsterdã. Como se mudou para o país?

Em Roterdã

Eu planejei mochilar por três países em 1997. Em Amsterdã, meu primeiro destino, fui com alguns brasileiros (que conheci no albergue da juventude) para um clube no canal Singel, onde conheci meu atual marido. Apenas batemos um papo e tomamos umas cervejas. No final da minha viagem, depois de ter visitado as cidades que tinha planejado, nos encontramos de novo em Amsterdã um dia antes da minha volta para o BR. Ele me ligou e foi me visitar um par de vezes no Brasil, começamos a namorar. E em 1999 me mudei definitivamente para a Holanda. Arrumei emprego, aprendi a língua, nos casamos, comecei a blogar e tivemos filhos. The rest is history! 

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Sisterwave: Empoderando mulheres viajantes!

23/05/2019

Ana Fonseca – Mundo

Aqui no BZ adoramos saber de brasileiros que gostam de viajar e estimular os outros a fazê-lo: Escritores de ficção e não-ficção sobre viagens, youtubers brasileiros que falam sobre diferenças culturais, e empreendedores no turismo. Recentemente, a administração do blog Brasil com Z foi abordada pelo Sisterwave, uma plataforma só para mulheres que queiram se hospedar com outras mulheres. Conversamos com a Jussara Pellicano, brasiliense e fundadora do Sisterwave para saber mais a respeito.

Viajante em La Candelaria, em Bogotá. Fonte: arquivo pessoal da Jussara Pellicano. 

Jussara, você é fundadora da Sisterwave. Como surgiu para você a ideia que criar uma rede de hospedagem colaborativa? 

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Mamães Brasileiras pelo Mundo! (II Parte)

12/05/2019

Continuando com o depoimentos algumas mamães pelo mundo (veja a primeira parte aqui), hoje mais duas autoras do blog compartilham brevemente como experimentam a criação dos filhos na Itália e no Canadá.

 Carla Guanais – Roma, Itália

Sempre sonhei ser mãe e criar uma família. Me preocupava com o parto e queria que fosse um momento especial e o mais natural possível. E assim foi! O parto na Itália é prioritariamente natural, cesáreas só em caso de emergência ou problema/complicação de saúde que possa ser um risco para mãe e bebê. A possibilidade de analgesia no parto normal, diferentemente do Brasil, faz com que o índice de partos normais seja alto.

Uma das maiores dificuldades, minha particularmente, de ser mãe na Itália (Laura agora tem quase 2 anos) é não ter minha família por perto para ajudar. É muito difícil uma mãe continuar trabalhando sem ter com quem contar, mesmo porque as vagas nas creches públicas são limitadas, as particulares são caras e, mesmo podendo pagar, o horário é quase sempre incompatível com o horário de trabalho da mãe (ou do pai). O que exigiria uma babá ou alguém para cobrir esse período.

 

O estereotipo da “mamma italiana” é compreensível. A criação aqui, ao meu ver, é muito limitada de liberdade e independência. Vemos muita diferença o quanto filhos de brasileiros são mais adiantados por serem mais estimulados. Por exemplo deixar o bebê engatinhar no chão para eles só se for em casa e com tapetinho emborrachado (rs).

Laura sendo apresentada à Turma da Mônica

Estou priorizando a comunicação com a Laura em português. Será sua língua de herança e a quero pronta para se comunicar na nossa língua quando formos para o Brasil, por exemplo.

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