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9 pratos milaneses típicos!

15/04/2019

Carolina Martins – Milão, Itália
Ciao a tutti! Hoje o post é sobre uma coisa super gostosa: a gastronomia italiana! Ela é extremamente regional, e cada região tem seus pratos típicos gerando uma riqueza e diversidade enormes. E todas são maravilhosas, do norte ao sul! Comer bem é uma arte, e posso dizer seguramente que os italianos são artistas. Meu primeiro professor de italiano, nascido em Palermo, dizia: italianos ou estão comendo, ou fazendo comida, ou pensando em comida, ou falando em comida. O que é verdade, a comida aqui é uma religião. E morando aqui posso dizer que me tornei extremamente religiosa.
Localizada no norte do Itália, a região lombarda onde se encontra Milão, tem uma temperatura bem fria durante uma boa parte do ano, então é comum o consumo de pratos mais “pesados”, mais carnes que peixes (muita vitela!) e muita polenta. Além do arroz para o mais icônico de seus pratos, o risoto.

Nesse post, cito os 9 pratos mais tradicionais da minha cidade. Andiamo!

Risotto alla milanese 
Aqui o meu prato preferido de Milão. Esqueça o risoto que fazemos no Brasil, o milanês trata-se de um risoto feito com arroz, açafrão, manteiga, cebola, vinho branco, caldo de carne e muito, muito queijo.
O Risotto alla milanese nasce em 1574, quando o vidraceiro belga Valerio di Fiandra, que na época morava em Milão e trabalhava nos vitrais do Duomo, decide, para o casamento de sua filha, fazer um risoto com manteiga de açafrão. Essa especiaria era muito usada pelos vidraceiros para dar a coloração amarela aos vidros, lembrando o ouro, sinômino de riqueza.
Nos dias de hoje, é  possível encontrar o risoto em praticamente todos os restaurantes e casas de Milão. Na minha casa, faço toda semana. É cremoso, saboroso e você deve experimentar!
risottoMeu preferido!

 

Ossobuco
Conhecido também no Brasil, um dos maiores pratos da tradição milanesa é feito preferencialmente com a carne de vitela, mais macia. São fatias de 3 a 4 com o osso, isso é fundamental pois no cozimento o miolo desse osso se junta ao molho contribuindo para o sabor final. É servido tradicionalmente em cima do risoto e nem preciso dizer o quão gostoso é.
ossobucoOssobuco servido junto ao risoto.
 
Cotoletta alla milanese
Sua origem é de 1134 quando foi servida ao Abade da Basílica de Santo Ambrósio de Milão, é um super clássico da tradição milanesa. Feita também com carne de vitela (note que em Milão se usa muito essa carne), empanada e frita na manteiga. Originalmente um pouco dessa manteiga era jogada em cima da cotoletta pronta, hoje essa técnica foi substituída por fatias de limão no momento de servir. Costumam vir em tamanhos exagerados, muitas vezes maior que um prato, e dá pra comer tranquilamente pois é deliciosa. Se você não come muito, não peça o primeiro prato (macarrão, risoto), peça apenas o segundo prato que é sempre a carne ou peixe, no caso a Cotoletta. Lembre-se: na Itália não se mistura pratos, primeiro se come o macarrão, depois a carne, separadamente. A única exceção é o risoto com ossobuco, que vêm juntos.
cotoletta
Cassoeula
Um verdadeiro prato clássico da Lombardia: guisado de carne de porco e repolho. Deriva da Cassoulet francesa, muito consumido no período de guerras e crise econômica por ser barato. É um prato “pesado” e não é servido no dia a dia e muito menos no calor.
cassoeula
Cassoeula: Delicioso, e servido com uma boa taça de vinho.
Mondeghili
É a almôndega de Milão, criada para usar as sobras dos alimentos de outras preparações e não desperdiçar nada, principalmente no período festivo. Sua origem é espanhola: “albondiga” e os milaneses a chamavam de albondeghito (diminutivo) e disso foi um pulo para se chamar mondeghili. Feita com um mix de carne de vitela e vaca assadas (lembre-se que são “sobras”) mortadela ou presunto, queijos, ovos, tudo que sobrar. Eu amo essas bolinhas de carne em qualquer época do ano.
mondeghili
Olha essas bolinhas… 
Trippa alla milanese
Conhecida também por busecca, é um prato de inverno feito com tripa de vitela, cebola, cenoura, queijo e muitos outros ingredientes e faz parte da tradição popular milanesa, não faltando na vigília de Natal de muitas casas. É um ensopado, muito rico e quente, mas não posso dizer se é gostoso porque eu não como tripa, ainda! Quem sabe me aventuro um dia e conto para vocês.
trippa
Tripa… Um dia provo! 
Rustin negàa
Poucos restaurantes ainda o fazem, mas é um dos pratos mais tradicionais da cozinha milanesa. Significa literalmente “assado afogado”, onde pedaços de vitela são dourados na manteiga e sálvia e depois afogados no vinho e caldo de carne, cozinhando por horas e acompanhados finalmente por polenta, batatas ou risoto. Você pode imaginar o quanto isso é saboroso e sendo difícil achar um restaurante que o faça, faço eu! Uma delícia.
rustin negaa
Barbajada
Doce/bebida típica de Milão, ótima em qualquer momento do dia é uma mistura de chocolate, café e leite (não confundir com cappuccino) e sua receita tem mais de 200 anos. Hoje em dia não tão famosa, é preciso ir a algum local mais tradicional para beber. Ou, assim como eu, fazer em casa. É sensacional principalmente nos dias frios.
barbajada
Panettone
Terminando esse post pela sobremesa, claro, ele que é conhecido em nossas festas de Natal no Brasil, o Panettone que foi criado em Milão, é consumido o ano todo, e ainda mais no Natal, tamanha tradição. Aqui ele é um pouco mais fofinho e o sabor é um pouco diferente do brasileiro e existem versões salgadas que são recheadas com queijo, salame, presunto, e ficam uma delícia! A versão doce tradicional tem uma infinidade de sabores, a minha predileta é a de creme de limoncello (um licor de limão). As confeitarias tradicionais normalmente têm o panettone o ano todo e no período de Natal todos os mercados ficam lotados deles.
panettone
Fiquei com fome só de falar nesses pratos. Até o próximo post! Ciao!
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Carolina Martins é paulistana e mora atualmente em Milão, onde estuda confeitaria. Para saber mais sobre ela e a conta pessoal no Instagram acesse aqui a mini biografia.
Mora no exterior, gosta de escrever e quer concorrer a participar do blog “Brasil com Z” como autor ou colaborador? Seja ousado como a Carolina e envie-nos um e-mail contando sua motivação, interesses e disponibilidade: blogbrasilcomz@gmail.com  Para mais informações acesse aqui. Blog “Brasil com Z”, um blog feito por brasileiros morando nos quatro cantos do mundo! Sigam-nos no Facebook para atualizações diárias, e no Instagram para ver as fotos da Carolina e de outros autores. Agradecemos!

O descolado e alternativo norte de Amsterdam

06/04/2019

bz_holandaAna Fonseca – Holanda  

Você já esteve em Amsterdam e fez os programas “turistão”. Conheceu o Rjksmuseum e/ou o Van Gogh, passeou de barco envidraçado nos anéis de canais e talvez tenha visitado a Heineken. Ou quem sabe, se esteve durante a primavera no país, conheceu as flores do parque Keukenhof e a noitinha foi jantar num daqueles restaurantes étnicos barateiros da Leidseplein. No dia seguinte se deslumbrou com o museu Hermitage pela manhã  e foi descobrir a pé os ateliers e lojinhas das 9 ruazinhas durante à tarde e à noitinha.  Durante o dia verificou que a Red Light é bem menor que esperava. Mas tudo bem, fez compras no sofisticados Magna Plaza ou Bijenkorf durante a tarde e terminou o dia jantando com classe no Nieuwmarkt.

Então você é daquele turista que já fez o que os guias recomendam fazer em Amsterdam. Já rolou Anne Frank Huis, já rolou de tudo. Você boceja. Agora você vai para lá uma segunda (ou terceira ou quarta vez?) e se pergunta o que tem ainda para descobrir… Quer sair do deslumbramento de visitar o fino do finório de uma capital europeia e fazer o que os locais fazem, saindo do caminho batido. Quer se surpreender, quer sair das recomendações dos guias de turismo e livros de arte. Por onde ir? Como? E existe isso em Amsterdã?

Para quem visita Amsterdã pela primeira vez, as maiores atrações se concentram no Centrum e Zuid (sul);  e um pouco nas áreas oeste (West) e leste (Oost). Amsterdam Noord está cada vez mais interessante.  

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Dia das mulheres em Berlim – Frauen*kampftag

08/03/2019

Lilian Nosralla – Berlim, Alemanha

Dia 8 de março, é dia internacional das mulheres e é um dia lindo para se estar em Berlim.

Dia da luta das mulheres, Frauen*kampftag

Na Alemanha as mulheres recusam o nome “Dia das Mulheres” (em alemão: Frauentag) e chamam de “O dia da luta das mulheres” (em alemão: Frauen*kampftag). E é exatamente isso o que este dia representa e a ideia deste dia é que a luta feminista ainda não acabou. As mulheres precisam se manter vigilantes para não perder nenhum dos direitos conquistados e continuar abrindo mais espaço em direção à igualdade entre os sexos.

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10 lugares fantásticos em Milão que você deve conhecer!

25/02/2019

Carolina Martins – Milão, Itália
Ciao! Toda cidade tem lugares de visita “obrigatória”. Aqui selecionei 10 deles em Milão, adoro esses lugares e mesmo sendo considerados turísticos, os moradores e eu, frequentamos no dia-a-dia. Milão é uma cidade fantástica e garanto que você vai adorar conhecer. Vamos lá!
Duomo
Meu lugar predileto em Milão e não precisa de apresentação (leia aqui o post que fiz exclusivamente para ele). O Duomo é feito em mármore branco-rosa de Candoglia, todo ornamentado e cheio de lendas e de uma beleza ímpar, com estátuas como a de São Bartolomeu que segura sua própria pele em sinal de seu martírio, e algumas outras estranhas como a de pugilistas e uma raquete de tênis. Além da primeira Estátua da Liberdade na sua fachada, feita 70 anos antes da americana e serviu de inspiração para essa. São 3.400 estátuas no total, 135 gárgulas e 700 outras figuras.
Um dos pregos sagrados da cruz de Jesus também está no Duomo, e pode ser visto por todos nós no segundo sábado de setembro, por dois dias.

DUOMOO Duomo é passagem obrigatória quando se vem a Milão.

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O extremo consumismo e desperdício em países ricos

12/02/2019

 Elieser Borba – Áustria

Há alguns dias atrás estive conversando com minha esposa sobre a preocupação que tenho acerca do desperdício em nosso carinhoso e aconchegante “mocó” aqui na village que moramos na Áustria. Somos só nós dois e nossa velha cadela, que apesar de comer até pedras não pesa muito no orçamento exceto por esporádicas internações veterinárias. No entanto, toda semana percebo o quanto de gêneros alimentícos ainda colocamos no lixo. Alguns, pasmem, sem nem ao menos ter provado, o que me causa ainda mais indignação!

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Os waffers Manner são muito tradicionais na Austria

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Aproveite o inverno alemão

29/01/2019

Lilian Nosralla – Berlim, Alemanha

Janeiro e fevereiro são os meses mais frios em Berlim, é também neste período que a neve aparece mais e você precisa redobrar os cuidados pra evitar o danado do winter blues (depressão de inverno), já que as festas e comilanças de Natal e Ano Novo já passaram, as decorações e luzinhas já foram retiradas e só sobra a dura realidade da paisagem fria cheia de àrvores sem folhas pra olhar, enquanto seus amigos estão no Brasil postando fotos da praia no Instagram e combinando o que fazer no Carnaval (olha o drama!).

Mas enquanto o calor não volta, é importante que quem escolheu morar no hemisfério norte se adapte e aprenda a curtir o inverno tanto quanto o verão. Não adianta nada ficar reclamando do frio e da escuridão todo ano.

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Linda e elegante: conhecendo Viena!

22/01/2019

 Carolina Martins – Viena, Áustria
Olá, leitores do BZ! Vou contar para vocês hoje uma viagem para Viena.
Fui para Viena partindo de Milão pelo Aeroporto de Bérgamo (já falei antes deste aeroporto, ele é uma ótima opção para viagens dentro da Itália e países vizinhos). O vôo ao Aeroporto Internacional de Viena durou 1h20, super rápido. De lá peguei um trem que fica junto ao aeroporto e me deixou na estação central de Viena. Custou €4,20 (comprei o bilhete naquelas máquinas de auto-atendimento) e demorou cerca de meia hora até a Estação Central da cidade.
Da Estação Central até o hotel fui a pé, era uns 15 minutos de distância e já aproveitei para ir conhecendo a cidade. Aliás, em Viena é possível fazer quase tudo a pé, o centro da cidade é bem compacto.
Tem um mercado na Estação Central de Viena, se chama Spar. Guarde essa informação porque ele abre de domingo. Nenhum mercado abre de domingo em Viena, só esse.
A primeira impressão de Viena é UAU! Limpa, elegante, com prédios fantásticos, parece coisa de filme! Porém ela é cara. Sim, tudo é muito caro em Viena, então prepare o bolso caso vá visitá-la.
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Uma das principais avenidas de Viena, ao lado da Ópera

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