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A Chegada

06/08/2008

Big Ben
Ao contrário do que muitos pensam, Big Ben, não é o nome do relógio, nem da torre. E sim do sino que está dentro da torre e badala a cada 60 minutos!

O avião era da finada Transbrasil de Guarulhos a Lisboa onde fiz conexão para Londres pela TAP, companhia aérea de Portugal. Assim que a luz do cinto de segurança apagou, não vi nada daquela correria de gente apressada querendo sair do avião. “Bem vindo ao Primeiro Mundo”, pensei achando tudo muito civilizado.

A primeira preocupação da maior parte dos brasileiros quem vêm ao exterior é relacionada a dinheiro. Sem noção do quanto as coisas custam, você quer economizar o máximo possível e não gastar tudo em uma semana. Então fui eu pegar o trem chinfrim com vinte paradas que custava metade do preço do trem expresso do aeroporto de Gatwick até Victoria Station. Após meia hora, todos os passageiros saíram do trem, então achei eu que tínhamos chegado a Londres. Após perambular pela estação achando tudo muito estranho, fui me informar e descobri que estava em East Croydon, na zona sul de Londres!  Entre erros e acertos, de toda experiência você sempre aprende algo. Nesse caso, o barato as vezes pode sair caro.

Consegui acomodação por uma semana na casa de uma amiga da minha irmã que morava aqui já há muitos anos. Era uma “republica” com cinco meninas brasileiras dividindo uma casa. Ali fiz minhas primeiras amizades, algumas com quem mantenho contato até hoje. Não existe nada como encontrar algo familiar quando você esta completamente sozinha num país estrangeiro pela primeira vez. Tive a sorte de o lugar ser limpo e paguei um valor simbólico de aluguel já que a menina não queria me cobrar nada.

Na minha primeira noite, sai para fazer umas comprinhas e sentir a atmosfera do bairro onde ia ficar por uma semana, Clapham. O lugar era descolado com várias lojinhas, pubs e gente bonita. Entrei no Iceland, uma rede de mercados mais conhecido pela comida congelada e, sem idéia nenhuma do que comprar, sai de lá com chocolates, suco e um saco enorme de batatas que tava em promoção. Nem preciso dizer que metade das batatas apodreceram dois dias depois!

No dia seguinte, armada com meu cartão “weekly Travelcard”, fui ao ponto de ônibus fazer minha primeira viagem num dos famosos “double-decker”. No trajeto, atravessamos o Rio Tamisa, passamos pelo “Houses of Parliament”, vi o “Big Ben” pela primeira vez e desci na Trafalgar Square. Durante aquela minha primeira semana eu realmente “me joguei” em Londres, foram dias incríveis e me apaixonei perdidamente por essa cidade.

Cometi todos os erros clássicos dos recém-chegado. Achando que fora do Brasil estaria longe de trombadinhas, minha bolsa foi roubada num pub contendo dinheiro, maquina fotográfica cheia de fotos e passaporte com visto. Subestimei o frio achando que aqui já era primavera e trouxe apenas dois casacos leves. Me perdi. Conheci gente estranha. Peguei escada rolante parada do lado esquerdo, quando deveria estar do lado direito. Apesar de tudo isso, me diverti pacas batendo perna pra todo lado.

Ao final da primeira semana, peguei um trem para Brighton, uma cidade ao sul da Inglaterra aonde passaria um mês estudando inglês e conhecendo mais sobre esse país. Infelizmente, minhas aventuras nesse lugar vão ficar para um outro dia.

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