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Linda e elegante: conhecendo Viena!

22/01/2019

 Carolina Martins – Viena, Áustria
Olá, leitores do BZ! Vou contar para vocês hoje uma viagem para Viena.
Fui para Viena partindo de Milão pelo Aeroporto de Bérgamo (já falei antes deste aeroporto, ele é uma ótima opção para viagens dentro da Itália e países vizinhos). O vôo ao Aeroporto Internacional de Viena durou 1h20, super rápido. De lá peguei um trem que fica junto ao aeroporto e me deixou na estação central de Viena. Custou €4,20 (comprei o bilhete naquelas máquinas de auto-atendimento) e demorou cerca de meia hora até a Estação Central da cidade.
Da Estação Central até o hotel fui a pé, era uns 15 minutos de distância e já aproveitei para ir conhecendo a cidade. Aliás, em Viena é possível fazer quase tudo a pé, o centro da cidade é bem compacto.
Tem um mercado na Estação Central de Viena, se chama Spar. Guarde essa informação porque ele abre de domingo. Nenhum mercado abre de domingo em Viena, só esse.
A primeira impressão de Viena é UAU! Limpa, elegante, com prédios fantásticos, parece coisa de filme! Porém ela é cara. Sim, tudo é muito caro em Viena, então prepare o bolso caso vá visitá-la.
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Uma das principais avenidas de Viena, ao lado da Ópera
Minha primeira visita foi a Catedral de Santo Estêvão (St. Stephen’s Cathedral ou Domkirche St. Stephan) que fica no coração da cidade e foi construída por cima das ruínas de uma igreja românica em 1147 e é de estilo gótico.
A Catedral tem uma torre de 137 metros, e vi essa torre de vários pontos na cidade. Subindo nessa torre se tem uma vista maravilhosa!
O telhado da Catedral é um espetáculo com mais de 250.000 azulejos e dá um ar moderno. Ele foi bem castigado durante a II Guerra, onde esse telhado foi danificado e restaurado, ficando lindo como está agora.
Mozart se casou nessa Catedral, e na sua morte foi o local de seu funeral. Motivos que me fizeram muito querer conhecê-la. Além disso, foram as catacumbas um dos motivos de minha ânsia em visitar Viena.
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Catedral de Santo Estêvão, um espetáculo
A Catedral de Santo Estevão era inicialmente rodeada de cemitérios dos antigos romanos, isso era comum na época. Com a peste bubônica, em 1735 e o fechamento dos cemitérios, houve um grande problema de onde colocar os montes de corpos que chegavam.
A solução que acharam foi transferir os ossos para a parte de baixo da Catedral. Com o acúmulo de corpos a igreja chegou a ser fechada por causa do cheiro que vinha lá de baixo e chegaram a obrigar os prisioneiros a entrar e arrumar os corpos para abrir mais espaço. Entrando nas catacumbas ainda tem um cheiro meio forte, de ar parado. Fiquei imaginando o cheiro daquilo quando os mais de onze mil corpos em decomposição que ainda estão ali, estavam “frescos”.
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Eu adoro catacumbas, já visitei a Igreja dos Capuchinhos em Roma e a Igreja de San Bernardino em Milão, nenhuma delas tem esse “ar parado” e as duas usam os ossos como decoração, a de Roma por exemplo faz lustres com os ossos. Já a catacumba de Viena os ossos estão literalmente jogados, se percebe que foram colocados ali as pressas.
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As visitas só podem ser guiadas (o guia fala inglês e alemão no tour) e começa com as tumbas de membros da nobreza e clero. Essa parte é bem tranquila. Depois vem uma sala cheia de caixões e caixas que contém os orgãos internos da família real Habsburgo (era considerado um privilégio desmembrar e “espalhar” sua família).
Passei também por umas esculturas bizarras que decoravam o externo da Catedral, mas por serem de materiais mais delicados, retiraram e colocaram ali para preservar. E é aí que começa a parte macabra: salas com pilhas e pilhas de ossos humanos, paredes forradas, um buraco cheio deles, ossos quebrados, misturados, sujos. Tudo muito silencioso, úmido e escuro. Cada osso naquele lugar conta uma história e um sofrimento, a ponto de ter sido colocado ali em meio a tantos outros sem nenhuma identificação. É uma grande parte da história da cidade e da grande peste.
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A visita é rápida, cerca de meia hora e não tem perigo algum visitar as catacumbas. Eles desinfetam o lugar, tem até entrada para crianças. Lógico que se você estiver com algum problema imunitário, evite por garantia. Infelizmente não tem acesso especial nas catacumbas para deficientes.
A entrada para as catacumbas fica do lado esquerdo dentro da igreja, procure a placa que fica numa escada. Nessa placa indica o horário da próxima visita, só ficar por ali na hora, que o guia aparece e todo mundo entra para o tour. O pagamento: €6 adulto e €2,5 criança, apenas em dinheiro no final do tour.
Saindo das catacumbas e desse clima mórbido, na esquina do lado direito da Catedral tem uma loja da Manner, criadora e fabricante da bolacha Waffer. A Manner foi fundada em 1890 com o lema “chocolate para todos” (naquela época eram necessários dois dias de trabalho para comprar um kilo de chocolate). Essa loja é uma loucura, tem tudo que você possa imaginar de maravilhoso, waffer de todos os tipos, pães-de-mel, chocolates, chocolate em pó, imãs, camisetas, luvas, tudo! É uma paixão da cidade e você vê tudo dessa marca espalhadas pela cidade. O pacotinho de waffer tradicional é pequeno, individual (o que achei ótimo, não sobra no pacote para murchar depois) e a primeira impressão ao comer é que ele é meio pesado, mas passando essa impressão, você vicia, quer comer o tempo todo, em todo lugar, ele é sensacional! Eu voltei com meia mala de produtos da Manner, chorando, já pensando no que ia fazer quando eles acabassem.
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Loja da Manner
E falando em comida, existem 3 outras coisas que você absolutamente deve comer em Viena: a Sachertorte, a Würstel e o Schnitzel.
Sachertorte: é um doce típico austríaco inventado em 1832 por Franz Sacher para o príncipe Metternich. É um bolo de chocolate perfeito, não muito doce, com uma camada de marmelada de pêssegos e cobertura de chocolate amargo.
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Uma delícia!
O Hotel Sacher em Viena, da família que inventou a torta tem um café (luxuosíssimo). Comi a torta com um cappuccino. Não tem bolo de chocolate melhor no mundo. Caso queira levar para casa ou hotel, do lado existe a loja que vende em embalagens para viagem. Essa embalagem da imagem abaixo vem com dois bolinhos maravilhosos.
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Würstel: eu achava a würstel (salsicha) alemã a melhor de todas, errei miseravelmente, a austríaca é melhor. Ela tem queijo dentro que derrete e escorre quando mordemos e nem preciso dizer mais nada. Bitzinger Wustelstand é uma “barraca” que vende hot dog, würstel de vários sabores, inclusive sozinha cortada em pedacinhos com mostarda forte e uma fatia de pão. Além de cerveja, champagne (ela fica atrás da ópera, é normal as pessoas super elegantes comerem um hot dog depois da ópera, então também tem champagne), a waffer Manner (que combina muito bem com würstel), tem pretzels, ou seja, é um lugar que você deve ir obrigatoriamente se for a Viena. Eu achei essa a melhor würstel da cidade.
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Bitzinger Wustelstand
Schnitzel: é o bife a “milanesa” versão austríaca digamos, crocante, sequinho e gigante! Eles não têm dó em fazer esse bife, ele passa do tamanho do prato. Existem muitos lugares bacanas para comer o schnitzel. Um dos mais famosos e o mais antigo é o Figlmüller (ele faz fila na porta, se programe), mas gostei muito do Gasthaus Kopp, nada turístico, ótimo preço e achei muito mais saboroso porque o bife não é tão fino, você sente mais o sabor da carne. Sempre vem acompanhado de uma sensacional salada de batata, também tradicional da Áustria.
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Schnitzel do Gasthaus Kopp
Aproveitando a visita a cidade fui ao Cemitério Central de Viena (Zentralfriedhof), com mais de 3 milhões de mortos, conta com enterros católicos, uma sessão para os protestantes e ortodoxos, além de outras religiões como muçulmana, judia e atualmente budista. Com tantas religiões nesse cemitério, houve um certo mal-estar, então as autoridades decidiram deixá-lo mais “popular”, levando mortos famosos para lá. Existe um setor dos “músicos”, onde os grandes compositores clássicos ficam lado a lado.
Ludwig Van Beethoven – O grande compositor morreu em 1827 e foi enterrado com mais de 200 mil pessoas lhe prestando homenagem no cemitério de Währing. Em 1888 foi exumado e novamente enterrado em Zentralfriedhof.
Wolfgang Amadeus Mozart não pode ser transferido. Existem diversos mistérios sobre sua morte e as informações são vagas e confusas. O que se sabe é que Mozart morreu na madrugada de 05 de dezembro de 1791 aos 35 anos. Sua esposa Constanze foi aconselhada que gastasse pouco com o enterro, eles passavam por sérios problemas financeiros. A questão é: como não se sabe sua exata localização?
Segundo costumes de época, os vienenses não costumavam acompanhar os enterros, o que explicaria a ausência da esposa, além de sua saúde debilitada, não havendo assim nenhuma testemunha. Porém, existem informações que Constanze teria ido no dia seguinte no cemitério, mas ninguém soube dizer onde Mozart estava. Outras informações dizem que ela foi apenas 17 anos depois visitar e colocou uma cruz onde agora existe o monumento em sua homenagem no Cemitério de St. Marx.
Como não é concebível que o gênio ficasse fora do setor dedicado aos compositores, fizeram um monumento em homenagem a ele junto a Beethoven, Schubert, Strauss e Brahms, que também estão em Zentralfriedhof.
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Cemitério de Zentralfriedhof – túmulos de Beethoven, Mozart e Schubert
Fui também ao Zoológico de Viena, sei que muitos não gostam de zoológicos, eu mesma fico com o coração apertado ao vê-los ali, mas o zoológico de Viena tem um forte programa de proteção aos animais, ajudando a salvar espécies em extinção. E dá pra ver os animais sendo muito bem tratados, os cuidadores brincam, fazem carinho. É um lugar muito bonito e moderno e gostei bastante da visita.
Ele fica dentro da cidade, e tem um metrô pertinho, então é fácil chegar. Já na entrada ficam os koalas numa sala climatizada e não vi muito bem, eles estavam meio escondidos na árvore. Saco! Mas na sequência ficam os pandas! Eles parecem ursinhos de pelúcia gigantes, a coisa mais fofa e linda. Dá vontade de invadir aquilo e agarrar um de tão lindo. Tinha um comendo bambu tranquilamente quando foi se mexer e caiu de costas. Pandas são muito atrapalhados. Ele levantou rapidinho como se nada estivesse acontecendo e continuou comendo.
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Panda, pura fofura
Continuando o passeio passei pelas girafas, cangurus, zebras, macacos, tem até coelhos. Foi ai que cheguei numa espécie de estufa simulando uma floresta, bem quente e úmida, onde ficam as lontras. Estava toda feliz vendo as lontras e fazendo o caminho dentro dessa floresta para sair dela quando entrei do nada em uma sala escura. Era uma sala cheia de morcegos! Sim, morcegos soltos numa sala, e você tinha que passar por dentro dela para sair da floresta. Voltei com o coração saltando e como fazia para passar naquela sala? Chegou um outro grupo de turistas com homens, mulheres, crianças e ninguém estava com coragem para passar também. Depois de uns dez minutos ensaiando e muita coragem, todo mundo saiu quase correndo (sem fazer nenhum barulho) por dentro da sala para passar rápido. Passando você sente um ventinho dos morcegos passando por você. Nunca mais eu faço isso na minha vida, mas foi legal ter feito.
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Sala dos morcegos, socorro!
Do lado dessa estufa ficam os ursos polares, eles estavam se alimentando com um baita pedaço de carne, brigando pra ver quem mordia. Lindos e assustadores, gigantes. Eles ficam numa sessão enorme do zoológico, perto dos pinguins. Os pinguins são um show a parte, eles tomam banho e depois ficam com os bracinhos levantados para secar, muito fofos e engraçados. São várias espécies de pinguins ali, inclusive o pinguim-imperador que é enorme e o pinguim-macaroni que tem um cabelo super estiloso e ficavam olhando as crianças e seguindo-as pelos vidros.
Passamos pelo leão-marinho, elefantes, leão, pantera (os felinos sempre tem aquele olhar que te faz sentir um baita medo). Já os elefantes são aquela calmaria.
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Ops…
Esse zoológico é enorme, andei umas 5 horas e daria para ficar bem mais tempo, é bem organizado, os animais são lindos e bem cuidados. Já quase indo embora passei na área que ficam os flamingos vermelhos, que espetáculo! Tem duas espécies de flamingos nesse zoológico, os flamingos americanos que são um rosa mais clarinho, esses ficam perto dos cervos e emas. Os vermelhos ficam em um ambiente mais controlado quase na saída do zoológico.
No fim adorei Viena e recomendo a visita. Excelente gastronomia, qualquer coisa ali é extremamente saborosa, a arquitetura é linda, a cidade é funcional, tudo organizado e limpo, pontual, pessoas muito educadas, vale a pena. Até a próxima!
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Carolina Martins é paulistana e mora atualmente em Milão, onde estuda confeitaria. Para saber mais sobre ela e a conta pessoal no Instagram acesse aqui a mini biografia. Mora no exterior, gosta de escrever e quer concorrer a participar do blog “Brasil com Z” como autor ou colaborador? Seja ousado como a Carolina e envie-nos um e-mail contando sua motivação, interesses e disponibilidade: blogbrasilcomz@gmail.com  Para mais informações acesse aqui. Blog “Brasil com Z”, um blog feito por brasileiros morando nos quatro cantos do mundo! Sigam-nos no Facebook para atualizações diárias, e no Instagram para ver as fotos da Carolina e de outros autores. Agradecemos!

Entrevistando Expatriados: Anaté Merger

16/01/2019

Ana Fonseca e Anaté Merger – França

Hoje temos uma entrevista com a Anaté Merger, que já contribuiu durante anos para o BZ falando sobre a Provença, na França. Ela tem uma agência de turismo voltada para brasileiros e escreveu vários romances. A Anaté nos conta como foi o processo de adaptação na França, como começou uma nova carreira e como é a rotina de trabalho conciliada com as tarefas de mãe e romancista. 

Anaté com os filhos nos campos de lavanda da Provença.

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Amigo é coisa pra se guardar

09/01/2019

Lilian Nosralla – Berlim, Alemanha

A maior reclamação que escuto de quem deixou o Brasil pra ir morar em outro pais é sobre a danada da solidão. Brasileiros, em geral, sentem muitas saudades da família e dos amigos que ficam pra trás. É mais difícil fazer novos amigos na vida adulta, principalmente em países europeus, onde as pessoas são mais reservadas. E essa solidão toda dificulta muito a adapção ao novo endereço.

Pensei em escrever um post dando dicas sobre como fazer amigos na Alemanha, mas meus amigos brasileiros bem sabe que sou tão alemã quantos os alemães na hora de conhecer novas pessoas e acho que não sou a melhor pessoa pra dar dicas sobre como fazer amigos e influenciar pessoas, pra isso já existem vários livros de auto-ajuda por aí 😉

A localização geográfica não importa

Neste post quero contar como mantenho os meus amigos queridos de sempre mesmo morando tão longe de todos eles e quem sabe assim, compartilhando a minha experiência, posso ajudar a amenizar a solidão de mais alguém pelo mundo a fora.

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Torre da TV em Berlim, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Já moro na Alemanha há 2 anos e meio e antes disso morei durante 1 ano na Irlanda. Posso afirmar que sou uma completa catástrofe pra fazer novos amigos, mas prezo muito pelos meus amigos brasileiros cultivados cuidadosamente ao longo de toda a minha vida. São pessoas queridas, que mesmo que eu não fale todos os dias moram no meu coração e carrego onde quer que eu vá. (ah como tô romântica hoje! hahaha)

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Felizes Festas!!!

19/12/2018

 Ana Fonseca – Mundo

O “Brasil com Z” está de recesso até meados de janeiro, quando voltamos com mais posts e entrevistas. As atualizações no Facebook e Instagram continuam, sigam-nos para acompanhar as novidades. E vejam AQUI nossos melhores posts sobre inverno, Natal e Ano Novo pelo mundo afora.

Vemos vocês do outro lado, em 2019!

A equipe de autores do BZ.

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Blog Brasil com Z, um site feito por brasileiros vivendo nos quatro cantos do mundo. 

Mercado de Natal em Dordrecht, Holanda

18/12/2018

Ana Fonseca – Dordrecht, Holanda

Dica para quem planeja visitar a Holanda e quer passar num mercado de Natal: visite Dordrecht.

A chegada à Dordrecht: frio e muito nublado. Dá aquela dúvida se o negócio vai ser bom mesmo…

A cidade fica no sul do país e tem um pouco mais de cem mil habitantes. Algo que eu não sabia: Dordrecht é a cidade mais antiga de toda a Holanda.  

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Vida de expatriado: difícil e transformadora!

29/11/2018

 Elieser Borba – Áustria

A vida fora fora do local de origem sempre foi motivo de grandes debates para algumas pessoas. Existem os que não acreditam em levar a vida fora do Brasil, e pasmem, existe quem acredita que nem fora de seu bairro sua vida funcione. Há aqueles que dizem ser o termo “local de origem“ uma mera piada de mau gosto para manter indivíduos em suas “caixinhas“, dentro de suas próprias pátrias. Mas e quando a pátria amada é tão desolada que nos faz sentir exilados dentro de seus limites territoriais?

Molhobico bar. Ótimo lugar para ouvir filosfia de boteco. Foto: Paulo V. Lopes

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Museu Armani/Silos em Milão

22/11/2018

Carolina Martins – Milão, Itália

Ciao! Recentemente, fui conhecer o museu dedicado ao mega estilista italiano Giorgio Armani!

Giorgio, que há quarenta anos definiu uma nova identidade na moda, desafiou todo o correr do tempo com suas cores e fluidez de tecidos, desconstruiu e construiu tendências.

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O Museu Giorgio Armani é um espaço que oferece a sua visão de mundo entre o masculino e feminino, e revela todos os segredos da sedução moderna, mudando não apenas o nosso modo de vestir, mas também o nosso modo de pensar.

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