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Pimenta no país dos outros é refresco!

30/08/2016

bz_india Juliana Paula – Mumbai, Índia

A idéia para este post surgiu após uma conversa com uma colega brasileira que acabara de chegar à Índia e me narrava sua dificuldade com a bendita pimenta nossa de cada dia.

– “Mas, Ju! Tudo aqui tem pimenta!!??”

Lamento informar, mas….quase tudo! Mesmo que a pimenta não seja o principal ingrediente da culinária indiana, há diversos outros condimentos aos quais, infelizmente, nosso pobre estômago brasileiro não está acostumado e, que deixam a comida com um sabor forte, além de deixar a nossa boca queimando por alguns minutos.

Hoje, após quase 4 anos de intenso treinamento em comida indiana, posso dizer que já estou praticamente acostumada, mas ainda posso lembrar da primeira vez que visitei a Índia, em 2012 e do quanto foi difícil achar algo para comer. Até mesmo no Mc Donalds!

A intensidade da pimenta e das especiarias pode variar. No geral, tudo é apimentado, mas o nível varia conforme a região do país. Aliás, esta mistura louca de especiarias é o que causa um revertério no estômago e intestino de muitos marinhos de primeira viagem na Índia. Esta famosa dor de barriga, foi apelidada pelo nome de Delhi Belly.

Para que nosso leitor consiga entender melhor a situação da pimenta aqui na Índia, vou dar alguns exemplos ilustrativos.

Fast food com pimenta

Comecemos pelo menu do Mc Donalds, que é sempre o salvador da pátria para viajantes ao redor do mundo. Porém, caso você entre no Mc Donalds da Índia tentando escapar da pimenta, só há uma opção para você: O Mc Fish. Fora isso, todos os sanduíches têm pimenta. A batata-frita vem sem pimenta, mas você ganha um pacotinho para adicionar pimenta e outras coisas na batata. Os indianos adoram!

Vejam como a palavra “spicy” se repete! Fique longe disso se você não está acostumado a pimenta!

Frutas com pimenta

Você está cansado de tanto andar pelas caóticas ruas de Delhi, quando de repente, avista um vendedor de frutas. Elas parecem frescas e apetitosas.- “Estou com sorte! Pelo menos, fruta não tem pimenta!“- pensa nosso ingênuo viajante. Só que não!

Há uma variedade enorme de frutas na Índia, e a maioria, se assemelha com as que temos no Brasil. Porém, na hora de servir, eles usam este famigerado pó, cujo nome é chat (ou chaat) masala:

Jamais esquecerei minha traumática experiência com o masala chaat. Eu era visita em uma casa e tive que sorrir e agradecer após comer banana com masala. Tenso!

O mesmo acontece com o milho. Aqui na Índia é comum comer aquele milho na brasa, que nós adoramos comer no Brasil na época de festa junina. Porém, aqui, como não podia deixar de ser, o milho leva uma pitada de pimenta (e outras especiarias) e limão, o que, para mim, deixa o milho com um gosto insuportável.

Omelete de pimenta

Esta foi uma das experiências mais recentes com os efeitos da pimenta verde. Pedi um omelete no hotel que estava hospedada e, já esperava que fosse vir com um punhado de masala, mas, qual não foi meu desespero quando dei a primeira mordida e tive esta sensação:

Demorou pelo menos uns cinco minutos para o efeito passar. Nem meu marido, que praticamente nasceu comendo pimenta, conseguiu comer aquele omelete do mal.

Pizzas e massas em geral

Se tem algo que eu não sinto vontade nenhuma de comer na Índia, salvo raras exceções, é pizza. No Brasil e no Japão, eu sempre ia aos rodízios de pizza ou pedia para entregar em casa naquele final de tarde de domingo. Porém, aqui na Índia, a experiência com a pizza sempre foi traumática. Outro dia, um casal de amigos italianos residentes em Mumbai, me disseram que achavam a pizza indiana um ultraje à culinária de sua terra. Realmente!
Pizza com pimenta e masala não dá!
Além da massa ser borrachuda, a maioria das pizzas têm um gosto artificial e são extremamente picantes. Veja o menu da Pizza Hut, por exemplo e reparem na quantidade de itens onde o símbolo da pimenta está presente… Porém, não se deixem enganar! Os itens sem símbolo de pimenta também são apimentados em sua maioria. Achar um spaghetti feito decentemente, sem pimenta, também não é fácil e, quando achamos, o preço é que é apimentado!

Quem me vê amaldiçoando a pimenta indiana através deste post, até pensa que eu sofro com a comida aqui. Mas, é exatamente o contrário! A comida aqui (vegetariana ou não) é tão deliciosa que me fez ganhar muitos quilinhos nos últimos anos. Como quase tudo leva pimenta mas é extremamente gostoso, o negócio é tentar acostumar seu paladar (yes, we can!), saber até onde vai seu limite para a pimenta e mergulhr neste novo mundo culinário! A culinária indiana é uma das maiores riquezas deste país e cada região tem pratos e temperos diferentes. Eu, como boa glutona, adoro experimentar de tudo um pouco quando viajo pela nossa incrível Índia!

Só para encerrar, que tal ouvir a Rádio Pimenta?  Não, não é piada. Ela existe. Claro, aqui na Índia! O nome é Radio Mirchi (mirchi significa pimenta) e é uma das estações de rádio mais populares do país.

Viu? Na Índia, não tem mesmo como correr da pimenta!

Um abraço e até a próxima!

por Juliana Paula

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Juliana Paula já morou e trabalhou no Japão. Foi para a Índia em 2013 e, desde então, tem desbravado aquele belo e encantador país. Para saber mais sobre ela clique aqui. Sigam a nossa página no Facebook acessando: http://www.facebook.com/blogbrasilcomz e dêm uma curtida ! Temos também uma conta no Instagram e no Twitter. Divirtam-se!

 

Roteiro de 5 dias em Santiago e região

26/08/2016

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Carlos Fernandes – Santiago, Chile

Resolvi montar um roteiro especial para os leitores do BZ que irão visitar a cidade de Santiago e terão 5 dias para conhecer o máximo dessa cidade. Lembro que é muito fácil conhecer a capital chilena a pé e através de transporte público. Sendo assim, vamos as nossas dicas:

1º dia – Centro e Bairro Bellavista

Um bom roteiro que se preze indicará ao turista conhecer o centro de Santiago no primeiro dia. E a passear o máximo possível pela região. Mas, para começar, indico aproveitar a ida ao centro e trocar seu dinheiro, se for o caso e necessidade, nas casas de cambio da rua Agustinas. Com os pesos chilenos no bolso, você continuará pela região e visitará o Palacio de la Moneda, a sede do governo chileno. Caso deseje visitar o palácio bem pela manhã, terá a sorte de assistir a Troca da Guarda.

Palacio de la Moneda - Foto: Carlos Fernandes

Palacio de la Moneda – Foto: Carlos Fernandes

Após a visita ao palácio, você caminhará uma pequena distância, aproveitando para conhecer o centro da cidade, até a Plaza de Armas, o marco zero da capital chilena, repleta de construções que relatam muito da história do país. Após conhecer os quatro cantos da Plaza de Armas, te oriento a seguir caminhando pelo centro através das variadas ruas (calçadões), principalmente pela rua Ahumada. Durante esse trajeto, encontramos os famosos Café con Piernas, cafeterias onde as atendentes trabalham com vestidos curtíssimos sobre um piso estrategicamente elevado.

Agora é hora de almoçar. E o primeiro almoço na capital deve ser desfrutado no Mercado Central de Santiago. O mercado é um dos mais conhecidos pontos turísticos da cidade. Apesar de não ser um local belo, ele abriga o mais famoso restaurante turístico santiaguino, o Donde Augusto. É um passeio 2 em 1: almoçar e curtir um ponto turístico.

Mercado Central de Santiago: onde se encontra o restaurante Donde Augusto - Foto: Natalia Maimoni

Mercado Central de Santiago: onde se encontra o restaurante Donde Augusto – Foto: Natalia Maimoni

Após o descanso, podemos continuar nosso passeio tomando um táxi (que não são caros) ou o metrô até um dos bairros mais indicados aos brasileiros, o boêmio Bairro Bellavista. A ideia é que você possa conhecer o local no primeiro dia para poder voltar para lá em uma próxima oportunidade.

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Playa del Carmen, outra jóia mexicana

24/08/2016

bz_mexicoMelissa Lima – México 

Da maioria de turistas que você pesquisa com intenção de vir conhecer o México, garanto pra vocês que 85% citam e querem vir a Cancún. Eu de verdade adoro Cancún, e acho digna a fama da cidade. E tenho outra coisa pra destacar: o azul do mar de Cancún é único, é uma coisa linda de se ver. (Bom levar em consideração que só terá acesso as paisagens paradisíacas se estiver hospedados em um das centenas de hotel que a cidade oferece.)

Mas esse verão eu tive a oportunidade de ir além de Cancún e seus resorts maravilhosos: me hospedei em Playa del Carmen.

Playa del Carmen, é bem menor que Cancún, localizada ali, no coração da Riviera Maya, no maravilhoso Caribe Mexicano. Ela tem um total de um pouco mais de 120 mil habitantes (contra quase 1 milhão em Cancún). Aí já dá pra imaginar a diferença entre as duas cidades. Eu nunca vou deixar de falar que Playa, tem muito mais ares mexicanos que a vizinha famosa, que apesar de linda, tem um jeito ¨gringo¨ de ser.

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Playacar , Playa del Carmen

O mar de Playa, não é do azul inesquecível de Cancún, mas é de um verde esmeralda lindo. E fora a tranquilidade dessas praias, Playa (que fica a mais ou menos 45 minutos do aeroporto de Cancún) tem a vantagem de estar pertinho de Cenotes maravilhosos, dos parques temáticos famosos na região , de Tulum e de Akumal. E outra coisa: de Playa, através do seu porto, temos acesso a espetacular Cozumel, um dos lugares mais fascinantes para o mergulho que eu tive o prazer de conhecer.

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Explorando Kiev como um local

22/08/2016

bz_colaborador  Andre Fernandes – Ucrânia

Neste post, pretendo compartilhar dicas sobre Kiev na perspectiva de um local, sugestões de lugares onde você não vai ver muitos turistas tirando selfies; normalmente, sou um dos poucos estrangeiros nestes locais. É uma das minhas cidades favoritas!

É a minha segunda vez em Kiev e já foi o suficiente para ver muito gringo saindo da cidade sem ter alguma ideia do que é realmente existe por lá. Como experiências são relativas a cada indivíduo, sinta-se livre para sugerir outros locais caso você já esteve em Kiev.

Puzata Khata

Diz-se “Puzata Rrata“, em cirílico “Пузата Хата”. Um restaurante local, rápido e barato; além de excelente. Neste local, você pode experimentar todas as comidas que fazem parte da culinária ucraniana, como o varenyky, o borsch, só para citar alguns exemplos.

puzata khata

Entrada do Puzata Khata. Agora, você sabe como encontrar!

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Conheça Beijing em 72 horas

19/08/2016

BZ_China Edvan Fleury – Beijing, China

Você sabia que é possível visitar Beijing sem tirar um visto? Desde 2014, Beijing oficializou o visto de trânsito ao qual permite que os turistas possam permanecer por até 72 horas em solo chinês. Esse visto é dado na entrada do aeroporto e É MUITO importante que você comprove a sua saída do país pelo mesmo aeroporto em que chegou no período de 72 horas a contar da hora de entrada no check-out da imigração. ATENÇÃO: esse tipo de visto não permite que você saia de Beijing! E, pensando, nisso eu selecionei aqui algumas sugestões de lugares para conhecer em 72 horas e que vão fazer cada minuto ser uma experiência sem igual. Vamos lá!

1 – Gulou

Se você é fascinado pela China dos filmes de Kung fu, com todos aqueles prédios históricos e pessoas simples comendo comidas tipicas nas ruas, eu recomendo vocês passearem por uma área conhecida como Gulou. Esse lugar é cercado por casas tradicionais chinesas conhecidas como Hutongs. Essa área mistura o tradicional com o moderno e aqui você pode encontrar muita bugiganga como sombrinhas, chaveiros, camisas e etc para comprar de lembranças. Prepare-se para andar muito por vários becos históricos e por isso calçar um bom tênis vai ajudar a deixar o seu passeio mais confortável.

Como chegar: Desça na estação de metro Gulou da jie, cruzamento entre as linhas 8 (verde) e 2 (azul)

Tempo médio que você vai gastar nesse passeio: 4 horas

2 –  Distrito de arte 798

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Eu deveria ter ficado quieto

16/08/2016

japão&    bz_franca W. Anderson – Japão & França

Brasileiro é mesmo uma figurinha premiada. Muitas vezes peca por não ficar quieto.

Tinha acabado de me mudar para Tóquio, enquanto minha esposa estava passeando no Brasil. Então, resolvi conhecer alguns lugares, e a escolha foi Kamakura, uma cidade litorânea ao oeste de Tóquio, já na província de Kanagawa-ken. Porém, relativamente perto e famosa por sua estátua gigante de Buda. O Japão possui duas estátuas gigantes de Buda. A estátua de Kamakura, com 13,35 metros e o Grande Buda de Nara, com 16,2 metros (há fontes que dizem 12 e 15 metros respectivamente e também, que difere de todas elas). Ambos apresentam Buda sentado.

Buda - Templo de Koutoko-in (Kamakura/JP) arq. pessoal

Buda – Templo de Koutoko-in (Kamakura/JP) arq. pessoal

Estava dentro do trem, um pouco lotado, enquanto eu sentado, dois homens estrangeiros, um em torno dos 50 anos e o outro perto dos 30 anos de pé, bem próximos, conversavam entre si, em inglês. Eu estava lendo um ebook, mas mesmo assim ouvia algumas coisas  da conversa deles, já que não falavam tão baixo, além da proximidade. Até aí tudo bem, o assunto era do cotidiano.

Quando chegamos a Kamakura, trocamos de trem, para um outro de pequeno porte, que nos levaria até bem próximo da entrada do Templo. Por coincidência, ficaram do meu lado, todos de pé.

A conversa prosseguia entre eles, mas em determinado instante, um deles reclamou que o outro (então percebi que eram um casal), havia feito “as coisas” com muita força. Não me contive e, soltei uma risada, ainda que discreta. Eles me olharam “feio” e passaram a falar em alemão.

Numa outra oportunidade eu fui fazer um estágio na França, por indicação de um amigo.

Sabem quando você sente vontade de um “pipi” e fica balançando as pernas? Bem… Eu estava num passeio com algumas pessoas que trabalhavam comigo, quando fui ao banheiro. Neste instante, chegou outro homem (depois vi que era um japonês) e talvez ele tivesse mais apertado do que eu, estava com a mão na tentativa de livrar-se do zíper ou das roupas internas (ou procurando o “bilau” mesmo), balançando as pernas cada vez mais e, falando uma expressão de conotação desesperada, tipo, “não vai dar tempo” (あれ – are), repetidamente (あれ、あれ、あれ。。。). Mas eis que ele conseguiu, e soltou outra interjeição (あった – atta), que significa “encontrei/achei”, demonstrando alívio. É claro, tudo isso em japonês (imagino que ele falava consigo mesmo). Contudo, mais uma vez, eu soltei uma risada e ele então olhou pra mim e me perguntou se eu entendia japonês, claro, eu moro no Japão, respondi. Rimos juntos. Lá fora, já recomposto, ele me cumprimentou e se apresentou. Levou numa boa e não imaginava que em Paris, encontraria “um gaijin” que soubesse japonês. Eu falei com ele, “aqui na França, nós dois somos gaijin“.

E vocês, passaram por algo engraçado por saber outro idioma?

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W. Anderson é engenheiro elétrico e mora com a família há 11 anos no Japão. Para saber mais sobre ele clique aqui

Vejam fotos dele e de outros autores no perfil do BZ no Instagram. E sigam nossa página no Facebook acessando aqui.

O Caribe da Costa Rica

15/08/2016

bz_costaBruna Costa – Costa Rica

Quando a maioria dos brasileiros pensa em Caribe, lembra de praias com água cristalina, hotéis luxuosos e muito investimento financeiro para chegar lá. Bem, muitos países nos passam essa ideia e em alguns, isso procede. Mas não na Costa Rica. Viver na Costa Rica me ensinou que luxo e ostentação é sinônimo de preservação da natureza. Não tem absolutamente nada a ver com o quanto se gasta em uma simples cadeira a beira-mar.

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Airbnb – Bangalô que me hospedei em Playa Cahuíta

Na Costa Rica temos sim hotéis luxuosos, resorts all inclusive e famosos internacionais que escolhem o país para passar suas férias. Mas isso prioritariamente você irá encontrar ao lado da Costa do Pacífico do país, principalmente na Província de Guanacaste, e não na Costa do Atlântico, aonde temos o mar do Caribe.

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Parque Nacional Cahuíta – para entrar, contribuição espontânea

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