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Entrevistando Expatriados: Ana Fonseca

02/06/2019

Manuela Marques Tchoe (Munique) e Ana Fonseca (Amsterdã)

Retribuindo a entrevista que dei aqui no blog ano passado, eu agora entrevisto a administradora do blog “Brasil com Z”, a Ana Fonseca (Holanda), que está lançando seu primeiro livro com crônicas de viagens. 

Manuela: Você é carioca e mora no norte da Holanda, ao lado de Amsterdã. Como se mudou para o país?

Em Roterdã

Eu planejei mochilar por três países em 1997. Em Amsterdã, meu primeiro destino, fui com alguns brasileiros (que conheci no albergue da juventude) para um clube no canal Singel, onde conheci meu atual marido. Apenas batemos um papo e tomamos umas cervejas. No final da minha viagem, depois de ter visitado as cidades que tinha planejado, nos encontramos de novo em Amsterdã um dia antes da minha volta para o BR. Ele me ligou e foi me visitar um par de vezes no Brasil, começamos a namorar. E em 1999 me mudei definitivamente para a Holanda. Arrumei emprego, aprendi a língua, nos casamos, comecei a blogar e tivemos filhos. The rest is history! 

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Sisterwave: Empoderando mulheres viajantes!

23/05/2019

Ana Fonseca – Mundo

Aqui no BZ adoramos saber de brasileiros que gostam de viajar e estimular os outros a fazê-lo: Escritores de ficção e não-ficção sobre viagens, youtubers brasileiros que falam sobre diferenças culturais, e empreendedores no turismo. Recentemente, a administração do blog Brasil com Z foi abordada pelo Sisterwave, uma plataforma só para mulheres que queiram se hospedar com outras mulheres. Conversamos com a Jussara Pellicano, brasiliense e fundadora do Sisterwave para saber mais a respeito.

Viajante em La Candelaria, em Bogotá. Fonte: arquivo pessoal da Jussara Pellicano. 

Jussara, você é fundadora da Sisterwave. Como surgiu para você a ideia que criar uma rede de hospedagem colaborativa? 

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Mamães Brasileiras pelo Mundo! (II Parte)

12/05/2019

Continuando com o depoimentos algumas mamães pelo mundo (veja a primeira parte aqui), hoje mais duas autoras do blog compartilham brevemente como experimentam a criação dos filhos na Itália e no Canadá.

 Carla Guanais – Roma, Itália

Sempre sonhei ser mãe e criar uma família. Me preocupava com o parto e queria que fosse um momento especial e o mais natural possível. E assim foi! O parto na Itália é prioritariamente natural, cesáreas só em caso de emergência ou problema/complicação de saúde que possa ser um risco para mãe e bebê. A possibilidade de analgesia no parto normal, diferentemente do Brasil, faz com que o índice de partos normais seja alto.

Uma das maiores dificuldades, minha particularmente, de ser mãe na Itália (Laura agora tem quase 2 anos) é não ter minha família por perto para ajudar. É muito difícil uma mãe continuar trabalhando sem ter com quem contar, mesmo porque as vagas nas creches públicas são limitadas, as particulares são caras e, mesmo podendo pagar, o horário é quase sempre incompatível com o horário de trabalho da mãe (ou do pai). O que exigiria uma babá ou alguém para cobrir esse período.

 

O estereotipo da “mamma italiana” é compreensível. A criação aqui, ao meu ver, é muito limitada de liberdade e independência. Vemos muita diferença o quanto filhos de brasileiros são mais adiantados por serem mais estimulados. Por exemplo deixar o bebê engatinhar no chão para eles só se for em casa e com tapetinho emborrachado (rs).

Laura sendo apresentada à Turma da Mônica

Estou priorizando a comunicação com a Laura em português. Será sua língua de herança e a quero pronta para se comunicar na nossa língua quando formos para o Brasil, por exemplo.

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Mamães brasileiras pelo mundo!

05/05/2019

Comemorando o Dia das Mães, hoje e numa próxima postagem, algumas de nossa autoras contam como é a experiência de ter e/ou criar filhos fora do Brasil. 

Manuela Marques TchoeMunique, Alemanha

A independência das crianças é muito importante na Alemanha e esse é talvez o meu maior desafio como mãe aqui em Munique. Existem muitas coisas que espera-se de uma criança pequena faça, desde a trocar de roupa por conta própria até caminhar até a escola sozinho. Aqui, os pequenos já andam de bicicleta na rua com seus quatro, cinco anos (é claro, aqui existe pista de bicicleta), saem para comprar pão, limpam seus pratos e tantas outras coisas que para uma criança no Brasil seria inimaginável. Quando fomos visitar a futura escola de meu filho, eram as crianças que comandavam o tour – e não os professores.

Mas, é claro, quando vejo uma criança andando na rua sozinha eu ainda fico pasma; simplesmente não foi assim que eu cresci. No Brasil, temos a ameaça constante da violência, principalmente nas grandes cidades, e aqui isso não é uma preocupação. As crianças têm um ambiente no qual podem florescer sua independência, e isso é algo muito positivo.

Apesar de às vezes a pressão pela independência ser exagerada – na minha opinião – em geral eu acredito que muitas crianças alemãs crescem com uma desenvoltura muito grande, e que isso trará grandes benefícios no futuro!

 

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9 pratos milaneses típicos!

15/04/2019

Carolina Martins – Milão, Itália
Ciao a tutti! Hoje o post é sobre uma coisa super gostosa: a gastronomia italiana! Ela é extremamente regional, e cada região tem seus pratos típicos gerando uma riqueza e diversidade enormes. E todas são maravilhosas, do norte ao sul! Comer bem é uma arte, e posso dizer seguramente que os italianos são artistas. Meu primeiro professor de italiano, nascido em Palermo, dizia: italianos ou estão comendo, ou fazendo comida, ou pensando em comida, ou falando em comida. O que é verdade, a comida aqui é uma religião. E morando aqui posso dizer que me tornei extremamente religiosa.
Localizada no norte do Itália, a região lombarda onde se encontra Milão, tem uma temperatura bem fria durante uma boa parte do ano, então é comum o consumo de pratos mais “pesados”, mais carnes que peixes (muita vitela!) e muita polenta. Além do arroz para o mais icônico de seus pratos, o risoto.

Nesse post, cito os 9 pratos mais tradicionais da minha cidade. Andiamo!

Risotto alla milanese 
Aqui o meu prato preferido de Milão. Esqueça o risoto que fazemos no Brasil, o milanês trata-se de um risoto feito com arroz, açafrão, manteiga, cebola, vinho branco, caldo de carne e muito, muito queijo.
O Risotto alla milanese nasce em 1574, quando o vidraceiro belga Valerio di Fiandra, que na época morava em Milão e trabalhava nos vitrais do Duomo, decide, para o casamento de sua filha, fazer um risoto com manteiga de açafrão. Essa especiaria era muito usada pelos vidraceiros para dar a coloração amarela aos vidros, lembrando o ouro, sinômino de riqueza.
Nos dias de hoje, é  possível encontrar o risoto em praticamente todos os restaurantes e casas de Milão. Na minha casa, faço toda semana. É cremoso, saboroso e você deve experimentar!
risottoMeu preferido!

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O descolado e alternativo norte de Amsterdam

06/04/2019

bz_holandaAna Fonseca – Holanda  

Você já esteve em Amsterdam e fez os programas “turistão”. Conheceu o Rjksmuseum e/ou o Van Gogh, passeou de barco envidraçado nos anéis de canais e talvez tenha visitado a Heineken. Ou quem sabe, se esteve durante a primavera no país, conheceu as flores do parque Keukenhof e a noitinha foi jantar num daqueles restaurantes étnicos barateiros da Leidseplein. No dia seguinte se deslumbrou com o museu Hermitage pela manhã  e foi descobrir a pé os ateliers e lojinhas das 9 ruazinhas durante à tarde e à noitinha.  Durante o dia verificou que a Red Light é bem menor que esperava. Mas tudo bem, fez compras no sofisticados Magna Plaza ou Bijenkorf durante a tarde e terminou o dia jantando com classe no Nieuwmarkt.

Então você é daquele turista que já fez o que os guias recomendam fazer em Amsterdam. Já rolou Anne Frank Huis, já rolou de tudo. Você boceja. Agora você vai para lá uma segunda (ou terceira ou quarta vez?) e se pergunta o que tem ainda para descobrir… Quer sair do deslumbramento de visitar o fino do finório de uma capital europeia e fazer o que os locais fazem, saindo do caminho batido. Quer se surpreender, quer sair das recomendações dos guias de turismo e livros de arte. Por onde ir? Como? E existe isso em Amsterdã?

Para quem visita Amsterdã pela primeira vez, as maiores atrações se concentram no Centrum e Zuid (sul);  e um pouco nas áreas oeste (West) e leste (Oost). Amsterdam Noord está cada vez mais interessante.  

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Dia das mulheres em Berlim – Frauen*kampftag

08/03/2019

Lilian Nosralla – Berlim, Alemanha

Dia 8 de março, é dia internacional das mulheres e é um dia lindo para se estar em Berlim.

Dia da luta das mulheres, Frauen*kampftag

Na Alemanha as mulheres recusam o nome “Dia das Mulheres” (em alemão: Frauentag) e chamam de “O dia da luta das mulheres” (em alemão: Frauen*kampftag). E é exatamente isso o que este dia representa e a ideia deste dia é que a luta feminista ainda não acabou. As mulheres precisam se manter vigilantes para não perder nenhum dos direitos conquistados e continuar abrindo mais espaço em direção à igualdade entre os sexos.

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