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10 Peculiaridades de Barcelona

08/12/2016

bz_espanha Míriam Horta – Barcelona, Espanha

1) A Língua

Sim, em Barcelona, assim como em toda a região da “Catalunya”, a lingua oficial é o “Català”. Trata-se de uma lingua românica, como o português, com sua origem no latim. Lá pelo seculo IX a língua nasce nos Pirineus do mediterrâneo, e vai se espalhando por varias regiões.  Aqui se diz: “Bon dia” em vez de “Buenos Dias” e “Adéu” para dizer “Adiós”.
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2) O “Bikini”

Não estranhe se um catalão te convidar (aliás,”convidar” aqui é para dividir a conta, tá?) para “comer” um “bikini”.  Não se trata da famosa peça de vestuario praiano, lançado no Brasil pela nossa querida e saudosa Leila Diniz, nos anos 60 no Rio de Janeiro. O biquini catalão nada mais é que o nosso “Misto quente”. Isso mesmo! Jamón e queso quentinhos, no pão de forma! Você vai encontrar em todos os bares da cidade, a qualquer hora. É um lanchinho leve e vai muito bem no “desayuno” ou nas “meriendas” da tarde. Mas, se for para Madrid, não tente pedir um “bikini” lá, eles vão te indicar uma loja de moda praia…
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3) A Cava

Esse é o vinho espumante da Catalunya. Lembra o champagne. É muito consumido por aqui e também exportado. O nome “cava”, como em francês “cave” significa uma cova subterrânea. Os maiores produtores são a Freixenet e a Codorniù. Vale muito a pena provar, tem um sabor que harmoniza muito bem com a gastronomia mediterrânea. Se encontra em qualquer bar ou restaurante e se pode pedir uma “botella” (garrafa) ou uma “copa” de cava, que seria uma taça.
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4) O Pão com Tomate

Pà amb tomaquet. Muuuuito típico. Em qualquer lugar que te servirem pão, como uma entradinha, por exemplo, ele virá com tomate! Alem disso, em todos os pintxos ou tapas que acompanham pãozinho ou sanduiches, o pão será “amb tomaquet”. Ah sim, a receita segue um ritual: uma fatia de pão, normalmente torrado. Tomate “suquet” (tomate daqui que tem muito suco, é bem molhadinho) esfregado por cima, azeite “bueno” “extra virgem” e sal. “Bon profit” ou “Bom apetite”!
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5) As Scooters

Assim como São Paulo, Barcelona é a cidade das motos. No caso, são as chamadas “scooters” (motonetas ou ciclomotor). Tem um design próprio, as rodas sao bem pequenas e não é exigida a carta para dirigir. Ao invés de serem pilotadas pelos nossos motoboys, aqui, quem pilota uma scooter é a geral! Senhorinhas aposentadas com suas sacolas de compra, executivas de salto alto, mocinhas de mini saia e havaianas. Começaram a surgir nos anos 20, se popularizaram nos anos 50 e hoje em dia são líderes de mercado, fazendo parte inseparável da paisagem urbana de Barcelona, onde circulam mais de 300 mil motocicletas por dia. Com ela, você estaciona onde quiser, gratuitamente.
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6) Os Calçots

Uma modalidade de cebola. Na verdade, é a cebola só que cultivada a moda catalana. Fica com cara de alho poró, mais ou menos. Muito comum por aqui, as “calçotadas” se dão no final do inverno e inicio da primavera, são preparadas em churrasqueiras e se come com as mãos. Fica carbonizado por fora e macio por dentro. Nham nham.
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Fotos acima e abaixo via http://expediablog.co.uk/get-involved-in-barcelonas-barbecued-calcots-tradition/
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7) A Tourada. Touro não, é burro!

Tradicional em toda a Espanha, o símbolo do touro é substituido por um burro, na Catalunya. Sim, a mascota da cidade é um burro! As touradas em Barcelona foram proibidas atraves de um decreto lei de 2010, que entrou em vigor a partir de 2012. A antiga arena da Plaça Espanya virou um shopping center, o Arenas de Barcelona e a plaza de Toros La Monumental, outra arena que está fechada desde 2011, funciona como palco de espetaculos e conciertos. O decreto de proibição dass corridas de touro mais antigo que se tem conhecimento, data de 1567, do Papa Sao Pio V, que excomungava todos os que participassem ou assistissem.
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8) A Fama de Pão duro

Na Divina Comedia, escrita no ano de 1313, ja se falava do ódio que os italianos da época tinham aos catalães. A fama vem da atividade comercial a que sempre se dedicaram os catalães. A excelente posiçao geográfica da Catalunya e sua vocação para o comércio por toda espanhola, receberam a fama de ávidos e “tacãnos” (avarentos). Não faltam as piadinhas sobre o tema, como por exemplo: “Sabe como juntar 85 catalãos em um carro?” Resposta: “Joga uma moeda”….rsrs

9) Muita “merda” no Natal (O Caganer e o Caga Tio)

Fazem parte das festividades e tradiçao do Natal. Nada de “Papai Noel”. Por aqui, quem traz os presentes é o… Caga Tio!!! Um boneco feito geralmente em madeira, com um cobertorzinho em cima do seu traseiro, onde se colocam os presentes. No dia de Natal, as crianças cantam canções e, segurando um pedaço de pau, começam a socar o boneco! Entoando hits como “Caga, tiooo”! E, conforme vão dando as pauladas, os presentes vão caindo do seu traseiro. Você não leu errado, é isso mesmo, o tio (o pedaço de lenha) “caga” os presentes de Natal.
 blog-caga-tio-2Foto acima, via eyeonspain.com
Veja abaixo um trecho do programa do Anthony Bourdain (“No Reservations Holiday Special 2011”) em que o “Caga Tió” aparece:
 Já o Caganer é uma figura, um outro boneco que se incorpora ao Presépio de Natal. Ao lado do menino Jesus, José e Maria, está lá, o sujeito de cócoras, “cagando” na cena do Natal. Hoje em dia há caganers de todos os tipos: com a cara do Messi, dos politicos e o ultimo modelo (compreensivelmente muito reprovado pela Igreja) de um fabricante de caganers foi dar a cara da Nossa Senhora de Montserrat (que é a padroeira daqui), na mesma situaçao: agachada, com sua vestimenta levantada, “cagando”. É meio bizarro. E você, conhecia essa história?
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10) Natal não! É Sant Esteban!

Aqui, em Barcelona, a noite de Natal não tem tanta tradição quanto o resto da Espanha. Se comemora timidamente essa data e se “guarda energia” para o dia 26 de dezembro, dia de San Esteban (ou Sant Esteve, em catalá). Esse dia se celebras com uma grande comida em familia. A tradição manda comer canelones feitos com a carne que sobrou do dia anterior. Por que é assim? Esse fato se repete desde a Idade Media na região. Devido à dificuldade que se tinha naquela época de viajar, com transportes ainda precários, visitar os parentes que viviam mais longe, era quase impossível. Por essa razão, se criou mais um dia festivo, um  “pós festa”, para seguir celebrando!
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E aí, o que achou dessas curiosidades tão típicas de Barcelona?
Até o próximo post!
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 Miriam Horta é publicitária de São Paulo, e mora atualmente em Barcelona, casada com um catalão. Vejam fotos dos autores do BZ nos seguindo no Instagram. Fique ligado nas atualizações do blog seguindo nossa fanpage no Facebook e nosso Twitter. Quer participar do blog Brasil com Z? Envie uma mini-bio e sua motivação para: blogbrasilcomz@gmail.com Agradecemos! 

Inesperado romantismo na Alemanha: a Estrada Romântica

06/12/2016

bz_alemanhaManuela Marques Tchoe – Alemanha

Parece consenso geral que os alemães têm aquela fama de serem sisudos, sérios, frios, reservados. Não se sabe como essa reputação foi construída ao longo dos tempos; pode ter sido o passado negro do nazismo que os fez ficar mais reservados, talvez sejam os longos invernos com seus dias curtos que azedam o humor dos germânicos (e, sinceramente, de quem quer que viva num lugar onde o frio e a falta de luz é uma constante por metade do ano).

Porém, quando descobrimos sobre a Rota Romântica Alemã vemos um monte de coisas que contradizem essa percepção inicial de sisudez e frieza: uma overdose de arquitetura de contos de fadas está à disposição, casas bávaras com corações talhados em madeira e repletas de flores, cidades medievais construídas com esmero, mercados de Natal com artesanatos feitos com carinho e cuidado. Como um povo tão sisudo, tão sério e frio, poderia criar coisas tão belas, românticas, cheias de calor e luz?

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Essa percepção ainda nos invade quando pensamos em oportunidades de viagens românticas pelo mundo. Quem escolhe ir a Alemanha como destino de lua-de- mel? Acredito que sejam pouquíssimas as pessoas que associam o país germânico com calor humano, com romantismo e paixão! Os destinos de romance em nossas cabeças imediatamente imaginam Ilhas Gregas, Tahiti, Espanha ou sei lá o quê. Alemanha? Nem pensar!

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Adeus Sinterklaas, até o ano que vem !

05/12/2016

bz_holanda Ana Fonseca – Holanda

Eu já falei num post anterior que uma festa importante no final do ano na Holanda é a do Sinterklaas. O santo chega à Holanda em meados de novembro e vai oficialmente “embora para a Espanha” no barco a vapor no dia 5 de dezembro.  A maioria das famílias celebra em casa nesse dia. Mas, na verdade, cada família  celebra o Sinterklaas qualquer dia entre 15 de novembro e 5 de dezembro quando bem lhe aprouver (geralmente no fim de semana).

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Docinhos de marzipã no formato de carinhas de Sinterklaas e o Pedro Negro. Foto, arquivo pessoal da autora.

Hoje, segundaa-feira, minha filha pequena tem um “dia contínuo” sem pausa para o recreio das 10h e todos permanecem para comer o sanduíche do

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A Festa do Sinterklaas na Holanda

05/12/2016

bz_holanda Ana Fonseca – Holanda

Algo que muita gente não sabe é que na Holanda a festa mais forte de fim-de-ano é a festa do Sinterklaas. Não, não se deve chamar de “a celebração de Natal dos holandeses” ou dizer que “O Sinterklaas é o Papai Noel na versão holandesa”. O Sinterklaas não substitui o Natal na Holanda. Ambos festejos coexistem, em datas diferentes. Simplesmente os festejos de Sinterklaas existem na Holanda muito antes do Papai Noel (Santa Claus) ter sido criado nos EUA e adotado nas celebrações de Natal no mundo ocidental. O Sinterklaas chega em meados de novembro à Holanda e fica aqui pela terrinha até  5 de dezembro quando volta de barco a vapor (oi?) para a Espanha (!).

Pra quem não sabe, a figura do Santa Claus é um  arremedo. Foi figura criada pela Coca-Cola, baseada em mitos escandinavos antiquíssimos, e nas crenças que circulavam pela Europa do Norte e Ásia desde o seculos XV e XVI. Alguns dizem que o Santa Claus faz referencia às crenças de gnomos gordinhos da Europa do Norte e Escandinávia (daí a barba platinada ou loura, cabelo louro cacheado, roupinha medieval vermelha, gorro, olhos azuis, renas). Outros dizem que se baseiam nos cultos de santos católicos europeus benevolentes com os pobres (daí ele dar presentes). Ou o deus Odin dos povos germânicos e celebrações de solstício de inverno. De qualquer forma, o próprio nome dele (Santa Claus) é uma corruptela do nome Santo Nicolau em holandês (Sint Nikolaas ou Sint Nicklas, abreviadamente que virou mal e mal falando: Santa Claus). Como havia uma colônia expressiva de holandeses na costa leste dos EUA no início do século XX, marqueteiros e publicistas se basearam nas crenças dele para desenvolverem a figura do Santa Claus vestidos de vermelho (a cor do refrigerante Coca Cola) para promover o produto. Daí a figura ganhou popularidade, músicas tipicas, renas psicodélicas voadoras com nomes (Rudolph) etc. etc. nas décadas seguintes.

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Acima: anúncios feitos pela equipe de publicidade da Coca-Cola nos EUA

Os holandeses batem o pé e dizem que eles são donos do verdeiro culto ao santo e que Papai Noel (que eles chamam “o homem do Natal” ou “de kerstman”) é uma figura menor, invenção de marketing americana e deve ser ignorada. Realmente, as poucas vezes que vi um homem fantasiado de papai Noel numa loja em Amsterdam ele não tinha a mínima ideia do que fazer ou dizer e as crianças se afastavam dele.

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Atração turística imperdível em Zwolle, Holanda: a livraria Waanders

03/12/2016

bz_holanda Ana Fonseca – Holanda

Dando continuidade às postagens de Zwolle (já publiquei um post introdutório e também um post sobre o Museu Fundatie) fechamos agora com uma atração única na cidade: a Livraria Waanders.

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Em Zwolle, essa livraria funciona numa igreja chamada de “Broeren”. A Igreja foi fundada em 1465 por monges dominicanos. Em 1983 já não tinha função religiosa, e passou por algumas restaurações. Desde 2005 Wim Waanders  luta por aprovação de planos na prefeitura de Zwolle para obter licença para funcionar como livraria. O orçamento inicial de 2 milhões de euros acaba por consumir 5 mihões de euros. Finalmente em fins de 2012 a livraria Waanders abre as portas na igreja “De Broeren”, com enorme sucesso (fonte: http://www.kennisbankherbestemming.nu/projecten/broerenkerk-zwolle).  Com portas bem abertas, tem um mundão de gente sempre entrando e saindo, e música no ar. Desconfio que várias pessoas de outras partes da Holanda visitam Zwolle só para ir a essa livraria e passar algumas horas de puro deleite por lá. No estilo “Books are my religion”. Yay!

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Museu “De Fundatie”, em Zwolle

02/12/2016

bz_holanda Ana Fonseca – Holanda

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(Essa é uma continuação do post sobre Zwolle, veja a introdução aqui). 

Se você planeja uma visita à Zwolle, certamente é porque intenciona visitar o museu “De Fundatie” (sobre a outra preciosa atração na cidade você vai poder ler amanhã). Se não intenciona, envergonhe-se! O museu é de classe internacional, com um acervo fantástico. Eu nunca tinha ouvido falar desse museu até ver no Instagram da @aledysver a respeito.

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Que tal visitar Zwolle, na Holanda?

01/12/2016

bz_holanda Ana Fonseca – Holanda

Recentemente passei um finde em Zwolle, curtindo o outono com a família. Já estava querendo visitar a cidade novamente há anos, também devido às belas fotos que via no perfil do Instagram de uma blogueira argentina (@aledysver) que mora por lá e é antiga conhecida minha. Eu só conhecia a cidade muito superficialmente, por um par de horas que passei visitando uma atração anos atrás (esculturas de gelo).  E certamente Zwolle merece uma visita de um dia inteiro, ou mesmo dois dias.

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A cidade tem cerca de 125.000 habitantes e tem vestífigos de ter sido habitada desde a idada da Pedra. Tem o centro cercado por água, formando uma estrela. Ficamos no hotel Bilderberg Grand Hotel Wientjes, que tinha um pacote incluindo café e bolinho na chegada, quarto com café da manhã e desconto para entrada num museu. Também distribuíram cartões postais e uma mapa com documentação sobre um tour a pé pela cidade.

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Em vários pontos da cidade, bicicletas profusamente decoradas com flores servem de anunciantes charmosos para estabelecimentos comerciais (restaurantes, bares, lojas de flores, etc.).

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