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O BZ está de férias!

26/07/2016
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Os autores do blog Brasil com Z estão todos curtindo algumas semanas de férias. Por isso ficamos sem postagens por alguns dias. Voltamos logo logo com mais relatos sinceros de viagens incríveis, dicas de turismo/estudo/trabalho,  avisos sobre furadas, diferenças culturais e lindas fotos para nossa conta no Instagram.

BLOG ferias 2

Enquanto isso temos quase mil posts que valem a pena ser consultados. Comentários serão respondidos quando voltarmos.

Divirtam-se!

A equipe de autores do BZ. 

 

Deserto do Atacama II: a visita ao paraíso continua

22/07/2016

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Carlos Fernandes – Santiago, Chile

Conforme eu disse no post anterior “Deserto do Atacama, um paraíso de visita obrigatória”, eu precisei dividir esse assunto em duas partes para que eu pudesse escrever o máximo possível sobre o Atacama. Portanto, se você ainda não leu o texto anterior, clique no título acima ou clique aqui. Assim você poderá ter as duas páginas abertas para ler o artigo completo.

Bom… no texto anterior vimos como chegar ao Atacama e como é a cidade de San Pedro de Atacama, o QG dos turistas que visitam o deserto. E vimos também os passeios ao Valle de la Luna, Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebinquiche. Hoje continuaremos nosso tour ao deserto mais alto e árido do mundo.

Lagunas Altiplanicas, Laguna Chaxa, Socaire e Toconao

Outro passeio muito procurado pelos turistas que desejam conhecer o deserto do Atacama é o Tour Lagunas Altiplanicas. Localizadas dentro da “Reserva Nacional Los Flamencos” e a cerca de 120km de San Pedro de Atacama, as Lagunas Miscanti e Miñique são conhecidas como as Lagunas Altiplanicas. Elas estão a cerca de 4.200 metros de altitude no meio da Cordilheira dos Andes e cercadas pelos vulcões com os mesmos nomes.

Laguna Miñique ao fundo - Foto: Natalia Maimoni

Laguna Miñique ao fundo – Foto: Natalia Maimoni

O passeio até as Lagunas começa ao amanhecer por volta das 06:30h. Temos, então, a oportunidade de observarmos o lindo amanhecer na Cordilheira dos Andes e o Vulcão Lascar, um vulcão ativo localizado no Deserto do Atacama com 5.592 m de altitude. As agências oferecem o café da manhã assim que o sol nasce.

Laguna Miscanti vulcão de mesmo nome - Foto: Carlos Fernandes

Laguna Miscanti e o vulcão de mesmo nome – Foto: Carlos Fernandes

Vulcões ao fundo - Foto: Carlos Fernandes

Vulcões ao fundo – Foto: Carlos Fernandes

De lá o passeio segue com destino a Socaire, um povoado com cerca de 800 habitantes localizado a 3.500 metros de altitude. Trata-se do último povoado chileno na rota CH-23 com destino a Argentina.

Após uma rápida parada em Socaire, seguimos viagem até a Laguna Chaxa. A Laguna Chaxa, que também é parte da “Reserva Nacional Los Flamencos“, está localizada dentro do Salar de Atacama, a maior reserva salina do Chile. Está situada a 2.300 metros de altitude e possui um piso extremamente irregular de crostas de sal. Ela possui vários espelhos de água onde você poderá observar uma grande comunidade de flamingos e outros animais da região. Ali o calor é intenso. Soma-se ainda o excesso de sal para ajudar a queimar nossa pele.

Imensidão de sal - Foto: Carlos Fernandes

Imensidão de sal – Foto: Carlos Fernandes

Flamingos ao fundo - Foto: Natalia Maimoni

Flamingos ao fundo – Foto: Natalia Maimoni

Após a Laguna Chaxa, parti para a última parada: o povoado de Toconao. Toconao é uma vila a cerca de 38km de San Pedro de Atacama e possui uma população de mais ou menos 750 pessoas. A vila é um oásis no meio do deserto que, graças a pureza da sua água, permite o cultivo de várias frutas.

Geysers del Tatio, Vado del Río Putana e Pueblo Machuca

O passeio aos Geysers del Tatio é outro que provavelmente vai estar na sua lista. É um dos mais procurados pelos turistas que desejam conhecer as belezas do deserto. E também nos reserva uma oportunidade única de conhecer esse espetáculo natural.

Os Geysers del Tatio se encontram dentro da Cordilheira dos Andes a cerca de 100km de San Pedro de Atacama e a 4.300 metros de altitude. O campo geotérmico de origem vulcânica chileno é considerado o 3º maior do mundo, perdendo apenas para os Geysers de Yellowstone National Park nos Estados Unidos e para o Valley of Geysers na Rússia. É também o maior campo geotérmico do Hemisfério Sul e um dos mais altos do mundo. Com cerca de 80 geysers ativos, é um dos locais mais extremos do planeta Terra devido a sua altitude e localização. Cercado por 3 vulcões, o nome “El Tatio” vem do indígena e significa “forno”.

Os geysers em ação ao amanhecer - Foto: Carlos Fernandes

Os geysers em ação ao amanhecer – Foto: Carlos Fernandes

Os geysers estão em seu pico entre cerca de 5:00 e 7:00 da manhã. O choque das águas fervendo dos geysers (a cerca de 85 graus) com as temperaturas negativas formam uma nuvem de fumaça pelo campo. Além de muitos deles apresentarem uma forte ebulição e jorrar água fervendo.

Água em ebulição - Foto: Carlos Fernandes

Água em ebulição – Foto: Carlos Fernandes

Os tours começam às 4h30 e a temperatura por lá era de -2 graus, quando visitei, no verão. Depois de ver os geysers de perto, os tours seguem até as Termas del Tatio. As termas formam uma piscina de água proveniente dos geysers onde os mais corajosos podem desfrutar de um mergulho.

Ali presenciamos o lindo nascer do sol no Vulcão El Tatio e desfrutamos do nosso café da manhã com uma das paisagens mais lindas da viagem.

Um dos locais mais lindos que já tomei um café da manhã em minha vida - Foto: Carlos Fernandes

Um dos locais mais lindos que já tomei um café da manhã em minha vida – Foto: Carlos Fernandes

Espetáculo da natureza - Foto: Carlos Fernandes

Espetáculo da natureza – Foto: Carlos Fernandes

Partirmos dos Geysers e fizemos uma parada em um local magnífico chamado Vado del Río Putana. O rio serve de atrativo para muitos animais e aves da região. Podemos ver grupos de vicunãs, lhamas e aves locais vivendo tranquilamente por lá. Temos a linda vista da Cordilheira dos Andes e dos vulcões Putana, Curiquinca, Colorado, Escalante e Sairécabur a sua frente. O vulcão Putana é a divisa entre o Chile e a Bolívia e é um vulcão em atividade constante, tanto que podemos observar fumaça saindo dele.

Vado Rio Putana - Foto: Carlos Fernandes

Vado del Río Putana – Foto: Carlos Fernandes

Vado del Río Putana - Foto: Carlos Fernandes

Vado del Río Putana – Foto: Carlos Fernandes

Dali partimos para um povoado chamado Machuca. O povoado possui cerca de 20 casinhas e uma igrejinha pitoresca a 4.000 metros de altitude. Ali você poderá desfrutar de empanadas de queijo de cabra ou até mesmo de um espetinho de carne de lhama.

Povoado Machuca - Foto: Carlos Fernandes

Povoado Machuca – Foto: Carlos Fernandes

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Igreja Machuca – Foto: Carlos Fernandes

Tour Astronômico

Esse passeio é altamente indicado para as pessoas que gostam de apreciar o céu a noite e as estrelas. Na verdade é indicado para todas as pessoas que, pelo menos uma vez na vida, gostou de ficar olhando o céu estrelado. Para pobres mortais como eu, que não tenho uma máquina fotográfica para registrar momentos como esse, me restou levar essa experiência somente em minha memória.

O céu do Atacama é considerado um dos melhores do planeta para ser observado e estudado. São mais de 300 noites por ano de céu limpo, além de estar a 2.400m de altitude e disponibilizar de pouca luminosidade artificial. Por lá encontramos os maiores projetos do mundo no quesito astronomia. Países da Ásia, Europa e os Estados Unidos investem muito nesses projetos, principalmente no ALMA Observatory (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), o maior deles abrigando um telescópio com 66 antenas de alta precisão há uma altitude de 5.000m.

O céu do Atacama. O feixe de luz verde é uma espécie de caneta que os astrônomos usam para sinalizar as estrelas - Foto: Space Chile

O céu do Atacama. O feixe de luz verde é uma espécie de caneta que os astrônomos usam para sinalizar as estrelas – Foto: Space Chile

Ali, a céu aberto, você terá uma aula fantástica de astronomia. Temos a oportunidade de ver o céu como ele realmente é, pois nos dias de hoje isso se torna praticamente impossível nas cidades. É possível visualizar a olho nu as mais variadas estrelas e constelações, aglomerados de galáxias, planetas, nebulosas e tantas outras coisas mais que nós nunca soubemos que poderia existir no céu.

Pude nesse tour enxergar a Via Láctea. Vi que a estrela que corresponde ao planeta Marte é realmente vermelha. Vi um buraco no céu onde não há estrelas e que corresponde ao exato local onde gira o nosso planeta Terra. Vi um satélite em movimento por entre as estrelas. E três estrelas cadentes riscando o céu. Espetacular!

ALMA, um rádio-observatório constituído por um conjunto de 66 antenas - Foto: Carlos Fernandes

ALMA, um rádio-observatório constituído por um conjunto de 66 antenas. A Via Láctea acima – Foto: ALMA

Considerações finais

Por mais que eu tente escrever sobre o Atacama ou exemplificar com fotos, a verdade é que todos deveriam um dia ter a oportunidade de conhecer pessoalmente esse local. E se você já fez isso um dia, compartilhe pelos comentários sua experiência de ter conhecido esse espetáculo da natureza.

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Carlos Eduardo Fernandes é publicitário,  já morou na Irlanda e atualmente é professor de inglês online em Santiago, no Chile. Saiba mais sobre ele e o blog pessoal clicando aqui. Sigam-nos no Facebook acessando aqui. Instagram e Twitter, procure por: @blogbrasilcomz

Deserto do Atacama, Parte I: um paraíso de visita obrigatória

15/07/2016

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Carlos Fernandes – Santiago, Chile

Se eu escrevesse minha versão do livro “1.000 lugares para conhecer antes de morrer”, eu colocaria o Deserto da Atacama como o número 1 na América do Sul. Confesso que eu não esperava que essa viagem fosse ser uma das melhores da minha vida. O motivo? Nunca fui fã de areia. E eu tinha uma visão deturpada do que seria um deserto. Mas o que eu posso dizer a todos hoje é que a visita ao Atacama é obrigatória para quem curte a natureza e locais mágicos.

Já em San Pedro de Atacama - Foto: Natalia Maimoni

Já em San Pedro de Atacama – Foto: Natalia Maimoni

Como eu tenho muito para contar, resolvi dividir esse texto em duas partes. Assim não fica chato para os amigos do BZ e eu consigo explicar um pouco de tudo o que vi e senti naquele deserto.

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Uma aventura chamada Monte Fuji

14/07/2016

japão W. Anderson – Japão

O Monte Fuji, é chamado carinhosamente pelo povo japonês de “Fujisan”, isso porque, o kanji de montanha (yama) também se lê como “san”, nada a haver com o tratamento honorífico que se aplica quando chamamos alguém pelo nome, colocando o sufixo também “san”. É patrimônio cultural, declarado inclusive pela ONU.

É muito fácil encontrar informações de como subir o ‘Fujisan’, mas em tudo que pesquisei, era muito genérico e geralmente com traduções do japonês para o inglês ou português, muito confusas.

Desde que cheguei ao Japão, sempre tive vontade de subir e assistir o nascer do sol lá no topo. Uma vez, cheguei a ir de carro até a 5ª estação, com um primo, para conhecer. Fiquei mais fascinado ainda. E naquele dia, prometi a mim mesmo que iria muito brevemente, impor o desafio de subir até o cume.

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Taiwan – a viagem continua

12/07/2016

BLOG Taiwan Juliana Paula – Taiwan

Como disse no post anterior sobre Taiwan, o país não se resume somente a Taipei. É saindo da agitada capital que conseguimos conhecer os verdadeiros encantos de Taiwan, um país que realmente surpreende.

Depois de alguns dias em Taipei, eu e minha amiga pegamos um trem super rápido e fomos para a cidade de Hualien, ponto de partida para quem deseja conhecer uma das principais atrações turísticas do país: O Parque Nacional de Taroko.

BLOG Taroko Gorge

Hualien é uma cidade muito simpática, tranquila e à beira do Pacífico. Sendo assim, recomendo que você alugue uma scooter ou bicicleta mesmo para desbravar bem a cidade. Nós fizemos diversos passeios de bicicleta e fomos até a praia de Chinshingtan. A areia é escura e cheia de pedras, mas o mar é belíssimo. Infelizmente, quando fui, o tempo não ajudou muito, já que estávamos na época das chuvas. Mas, mesmo assim, valeu o passeio.

chinshingtanbeach

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Bellagio, uma das aldeias mais bonitas da itália

07/07/2016

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Ana Patricia da Silva – Itália

Nesse artigo, vamos explorar o belíssimo Borgo di Bellagio, considerado a “Pérola do Lago de Como”. O lago de Como é romântico e fascinante, são muitas as cidadezinhas características com vista para o Lario que situado nas montanhas, presenteia os turistas com vistas únicas e cheias de emoção. Entretanto, a cidade que possui mais procuras é a própria Bellagio.

Bellagio ficou famosa no mundo porque a sua beleza teve uma imitação, a do Hotel Bellagio, uma reconstrução feita em Las Vegas.

Bellagio. Fonte flicky David Marty Hunt

Bellagio. Fonte flicky David Marty Hunt

O ser-humano se adaptou a natureza sem tirar a sua essência, presenteando a cidade com um resultado verdadeiramente raro, luzes e cores que parecem se modificar com o tempo e os reflexos que presenteiam o lago. A velha aldeia é realmente cheia de fascínios. Em primeiro lugar porque o panorama é abraçado pelo olhar de grande parte do lago de Como. E depois, pelos seus esplêndidos vilarejos, a exuberância profusa das árvores e flores, as escadarias pitorescas e as variedades de paisagens que podem atravessar panoramas inesquecíveis. É uma aldeia pequena que pode ser visitada em apenas um dia. O Borgo di Bellagio, se encontra na parte mais alta que divide o lago nos ramificações de Como e Lecco no centro. É por essa posição particular que vem a ser chamado de “A Pérola do Lago”.

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Michelangelo Buonarroti – Descubra suas obras em Roma

01/07/2016

bz_italia

Carla Guanais – Roma, Itália

 

Roma é também Michelangelo

Michelangelo_1Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (1475 -1564), ou simplesmente, Michelangelo, segundo o Wikipedia, foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.

Ele desenvolveu o seu trabalho artístico por mais de setenta anos entre Florença e Roma. Iniciou-se como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio em Florença. Tendo o seu talento logo reconhecido, tornou-se um protegido dos Medici, para quem realizou várias obras. Depois fixou-se em Roma, onde deixou a maior parte de suas obras mais representativas.

Ainda em vida foi considerado o maior artista de seu tempo; chamavam-no de o Divino, e ao longo dos séculos, até os dias de hoje, vem sendo tido na mais alta conta, parte do reduzido grupo dos artistas de fama universal, de fato como um dos maiores que já viveram e como o protótipo do gênio. Michelangelo foi um dos primeiros artistas ocidentais a ter sua biografia publicada ainda em vida. Sua fama era tamanha que, como nenhum artista anterior ou contemporâneo seu, sobrevivem registros numerosos sobre sua carreira e personalidade, e objetos que ele usara ou simples esboços para suas obras eram guardados como relíquias por uma legião de admiradores.

Obras de Michelangelo Bonarrotti em Roma, onde estão:

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