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Como é a vida no interior da Áustria?

16/10/2018

 Elieser Borba – Áustria

Olá, galera que acompanha o “Brasil com Z”!! Costumo dizer que lugares são lugares, pessoas são pessoas e processos sociais são processos sociais independente dos lugares onde seres humanos habitam. Sendo um brasileiro que vive fora do país, sou muito perguntado sobre “como são determinados processos no Brasil” e minha resposta é sempre a mesma:

“Tudo que acontece aqui fora acontece no Brasil. Sendo que lá no Brasil o nível é mais hard”.

Sou escritor, algo mencionado na última postagem que fiz aqui. Acredito que, assim como eu, a maioria dos escritores escreve o que vive, e por isso são muito atentos ao que está à nossa volta. Vivo na Austria há quase dois anos. Um período curto, mas que tem me propiciado a observância de algumas caracerísticas interessantes que perpassam a vida moderna em todas as cidades do mundo, sejam estas megalópoles ou não. Por exemplo: Os estacionamentos de mercados são um cenários atípicos em relação à suas funções. Na Áustria, em geral estes locais assim como os postos de combustíveis, funcionam como ponto de encontro para colecionadores de carros, encontro de amigos que param por ali para tomar cerveja e jogar conversa fora e também são pontos de parada para as diversas caravanas de hyppies e famílias que excursionam pelo continente. É possivel parar para estacionar e perceber a diversidade de idiomas que permeiam as conversas.

Foto via www.camping-achensee.com

Algo interessante sobre essas caravanas é que alguns jovens e adultos praticamente levam a vida viajando e curtindo festivais em países vizinhos. Daí você leitor se pergunta: Essa galera não trabalha?! Bom, após um ano de contrato com qualquer trabalho todo indivíduo tem direito à um pecúnio do Governo via AMS (uma agência pública para emprego e renda). Muitas dessas pessoas (imagino que com um esforço incomensurável) se mantem em alguma trabalho por um ano e após isso simplesmente vivem de auxílio fornecido pelo governo e vivem a vida sem ter pressa por terem seus lares em quatro rodas. Peculiar!

Uma outra questão ligada à esses processos sociais que rolam aqui e acolá é a fofoca. A mesma rola, e muito. Mesmo porque em condados como o de Parndorf, onde habito, quase nada acontece. Então, quando adolescentes foram flagrados transando em um dos parques recentemente, isso ganha a proporção de “acontecimento do semestre” e quiçá “do ano”. Homens e mulheres que viem no interior fofocam, mas as maiores “compartilhadoras de informações” são umas senhorinhas que, ou passeiam com seus cachorros dez vezes por dia ou passam horas em suas varandas à observar com olhos de gato tudo o que se passa na vida alheia!

Outra coisa: percebo muitos adolescentes não só fumando cigarros, mas fazendo uso de alcóol muito cedo. É muito comum, por exemplo, ao cair da noite ver grupos destes fumando maconha nos estacionamentos dos mercados. Agora, os adultos que gostam da “Mary Jane” por sua vez, não são vistos em grupos pelas ruas. Sabe-se bem quem fuma um baseado e quem não não fuma, mas ao contrário de alguns lugares do mundo como no Brasil onde grupos se reúnem nos campinhos de futebol de bairro apelidados “maconhão”, ou em qualquer “mocó” que dê pra “fazer a cabeça” sem levar umas tapas da polícia, por aqui o adulto que fuma não se encontra com outros na rua para fumar. São discretos. Quem faz o faz na maciota, em casa e não deixando às claras a particularidade do vício.

Acho muito bacana também ver a mulherada fazendo topless no verão à beira dos lagos e os homens não ficarem olhando atônitos. Impossível eu, brasileiro, carioca  não comparar esse ambiente ao way of life das praias cariocas onde a azaração reina mais do que ectsasy em festa eletrônica.

Foto: arquivo pessoal Eliezer Borba.

Enfim, como foi dito no início, todo processo social é reflexo da cultura cosmopolita fruto do mundo globalizado onde a única coisa que muda é a intensidade com as quais acontecem em diversas partes do globo onde:

A política é suja
o racismo assusta
Há ruas imundas 
homens e mulheres
que vivem na luta.
Palavras de ódio
atos de amor
alegrias na vida
há angústia e dor.
Há vozes que ecoam 
outras que são caladas
correria no dia
perigo à madrugada
Tristeza no olhar 
Esperança perdida
Azar no amor
mas com sorte na vida.
Uma Terra que gira
dados rolam na mesa
Se acorda e respira
mande embora a preguiça
caminhar é certeza
(Poema “Cosmopolitador, cosmopolitamor”, de minha autoria)
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4 dicas de filmes franceses

15/10/2018

 Fabio T – França 

Olá, leitores do Brasil com Z! Um dos meus passatempos favoritos é ir no cinema. Quando vemos um filme estrangeiro, muitas vezes nos aprendemos um pouco mais sobre a cultura do país de origem do filme. Hoje quero recomendar 4 divertidos filmes franceses recentes e que fizeram muito sucesso por aqui.

Não se preocupem, não vou estragar o final dos filmes! Clique nos links em azul para ver os trailers no Youtube.

1- Qu’est-ce qu’on a fait au bon Dieu?

Título em português : Que Mal Eu Fiz a Deus?

Ano de lançamento: 2014

Trama: Veja o que acontece quando a filha caçula de um casal conservador resolve se casar com um homem de uma origem diferente dela, como já fizeram suas 3 outras irmãs. Este filme trata em um tom de comédia temas como racismo, casamento interracial e também valores universais, como amor e família.

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Carolina Martins: Em busca della Dolce Vita…

02/10/2018

 Carolina Martins – Milão, Itália

Ciao! Muito prazer! Sou Carolina, paulistana. Já fui modelo, fiz faculdade de direito…mas mudei completamente de rumo quando aceitei finalmente que minha verdadeira vocação é ser a terceira geração de mulheres confeiteiras na família. Atualmente estudo pasticceria (confeitaria) em Milão.

Minha vida é feita de mudanças de rumo, mas a maior delas sempre vai ser a de ter me mudado para a Itália. Nascida na Mooca em São Paulo, neta de italianos, espanhóis e irlandeses, sempre fui rodeada pela cultura italiana, com minha nonna fazendo quilos de macarronada para duas pessoas e jogando bingo em toda e qualquer reunião de família. E mesmo assim nunca tinha passado pela cabeça morar fora do Brasil.

Foi quando conheci meu marido, que é cidadão italiano e passamos a lua de mel na Itália que o nosso mundo virou de ponta cabeça. A Itália nos pegou de jeito! Adoramos a pizza, o vinho, o canolle, a limpeza das ruas, a quantidade de história que se absorve apenas andando nas ruas, poder andar com o vidro do carro aberto, a atmosfera, tudo. Mas ao vermos alguns velhinhos andando de bicicleta como jovens, que reparamos que a qualidade de vida aqui é diferente e foi a gota d’água, nos apaixonamos. Queríamos ter essa expectativa para o nosso futuro. Voltamos para o Brasil, mas o coração ficou aqui.

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Cervejarias artesanais na Holanda: Het Ij

27/09/2018

Ana Fonseca – Amsterdam, Holanda

E lá vamos nós continuando com as dicas de cervejarias em Amsterdã. Que tal visitar uma das mais badaladas?

A “cervejaria Ij” se chama em holandês Brouwerij ‘t IJ . O “Ij” você pronuncia “ái” e tem esse nome por causa da água do mar interior (que você pode ver atrás da Estação Central) e se chama “Ij” (Ijmeer). A cervejaria fica situada numa antiga casa de banhos, ao lado de um moinho. Foi inaugurada em 1985 como cervejaria artesanal, alternativa às cervejas produzidas em larga escala por grandes empresas. Atualmente são oito tipo de cervejas, mais três sazonais, além de edições limitadas.  

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Índia- Onde estão as privadas?

18/09/2018

Juliana Paula – Mumbai, Índia 

Mumbai. Capital financeira do país. Terra de Bollywood. O lugar dos sonhos, onde todos almejam subir na vida e viver com dignidade. As construções luxuosas não páram. Condomínios em estilo ocidental são construídos sem piedade. Em uma visita a um destes condomínios, eis que me deparo com o extremo: O condomínio, com segurança e entrada grandiosa, dividia o espaço com um lixão + favela que fora construída pela comunidade de baixa renda. Crianças brincam, adultos trabalham, mulheres lavam roupas…tudo ao ar livre.

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De repente, meus olhos congelam em uma cena que dificilmente esquecerei. A mesma cena se repetiria outras vezes, infelizmente. Uma criança, de uns 5, 6 anos, abaixa as calças e simplesmente começa a defecar ali, na pseudo calçada, olhando o movimento dos carros e autoricksaws. Eu fiquei envergonhada quando nossos olhos se cruzaram. Porém, ela continuou me olhando como se buscasse a resposta para uma questão na qual a Índia, cuja economia cresceu 7% no último ano, ainda não conseguiu resolver: Onde estão as privadas?

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Primeiro dia de escola na Alemanha

07/09/2018

Lilian Nosralla – Berlim, Alemanha

Na Alemanha o primeiro dia de uma criança na escola é considerado um dia muito importante em sua vida e portanto celebrado com muita festa e presentes. Esse momento tem até um nome específico em alemão: Einschulung, que pode ser traduzido como “entrada na escola”.

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Crianças carregando seu cone de presentes (Schultüte) para a escola. Fonte: Weser Kurier.

O ano letivo na Alemanha começa sempre no final de agosto ou inicio de setembro, quando acaba o verão. Acho ótimo as crianças poderem aproveitar o verão pra brincar muito, curtir o sol, viajar e usar o inverno pra focar nos estudos.

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Mercado de queijos em Alkmaar

04/08/2018

Ana Fonseca – Alkmaar, Holanda

Recentemente, tive um casal de amigos brasileiros na minha casa. Para encerrar os passeios deles pela Holanda, decidimos na sexta-feira pela manhã leva-los a Alkmaar para ver o famoso mercado de queijos da cidade. Passeio obrigatório para quem está pelo norte da Holanda!

Alkmaar fica a uma hora de trem saindo da Estação Central de Amsterdã. De carro é super rápido, e fácil para achar estacionamento grátis fora do centro. Indo a pé para o centro da cidade, já dá para ir vendo o transporte de queijos dos produtores pelos canais.

Alkmaar tem um pouco mais de 100mil habitantes e é bem fácil de achar seu caminho pela cidade. Várias marcas holandesas como Sissy-Boy, Dille & Camille e muitas outras estão pelo centro, muito bem preservado e agradável, com várias ruas livres de carros. A cidade tem 399 monumentos públicos registrados, então prepare-se para olhar para cima e para muitos detalhes arquiteturais. Lojas de antiguidades, bares e restaurantes também não faltam.

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