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Como é viver no Japão?

20/11/2018

japão Samanta Imanishi – Tóquio, Japão

Olá, leitores do BZ!

Meu nome é Samanta, sou do interior de São Paulo e moro em Tóquio há quase 4 anos. Esse é o meu post de estreia no “Brasil com Z”.

Ao contrário da maioria das pessoas que moram foram do Brasil, isso nunca foi um sonho meu. Acho que tudo começou em 2012, quando conheci meu marido. Já no primeiro encontro ele veio com essa conversa de morar fora. Eu lembro que fui muito firme quando disse “NÃO! Eu não tenho vontade de sair do Brasil, já tenho planos aqui e um projeto de vida que não se encaixam em outro país!” Hahaha! Eu não sabia de nada!

Meu marido (na época namorado) foi muito esperto, foi semeando a ideia na minha cabeça aos poucos e sempre voltava nesse assunto, e eu sempre firme na minha decisão de permanecer morando no Brasil.

Sou advogada e na época era concursada na Secretaria da Fazenda. Mas em janeiro de 2014, um pouco cansada do trabalho, que era muito desmotivador, resolvi esperar mais 6 meses para pedir exoneração e somente estudar para concurso (queria um cargo melhor). Nesses seis meses muita coisa aconteceu, fomos viajar para a Europa, e aí finalmente eu concordei com ele que aceitaria mudar do país se fosse de forma provisória. E que de lá eu continuaria meus estudos.

Bom, ele se colocou à disposição da empresa que ele já trabalhava no Brasil para ser transferido para outro país. A partir daí nós só tínhamos que esperar aparecer alguma vaga.

Acho engraçado quando lembro da gente pensando para onde iríamos, poderia ser qualquer lugar no mundo, você já imaginou a sensação de não saber onde estará morando no próximo ano? Mesmo sabendo de todas as possibilidades, nós nunca imaginávamos Japão. Sei lá, parece tão longe, uma realidade tão diferente da nossa, e realmente é!

A ideia que tinha de Japão era totalmente errada. Eu achava que era uma selva de pedras com aquelas luzes coloridas, coisas modernas e só isso. Mas o Japão é muito mais que isso. O moderno e o tradicional estão lado a lado. No meio da multidão e da selva de pedras encontramos templos silenciosos e parques lindíssimos, que são verdadeiros refúgios de paz! Quantas vezes não me perdi dentro desses parques…rs São enormes! E cada estação do ano tem sua beleza. Mas vou falar mais sobre isso nos próximos posts!

Quando cheguei em Tóquio era início de inverno, véspera de Natal, acho que cheguei na época mais difícil. Meu marido teve que viajar a trabalho alguns dias depois, e eu me vi completamente sozinha numa metrópole como Tóquio, sem saber falar nada de japonês, sem saber pegar o metrô e sem conhecer ninguém! Bom, foi aí que minhas aventuras pela cidade começaram… Aos poucos eu fui explorando a cidade e conhecendo seus segredos e seus encantos. Descobri que o povo japonês não tem nada de “frio” como dizem por aí, sempre solícitos a ajudar quem precisar!

As dificuldades começavam por uma simples ida ao supermercado. Eu não entendia nada do que estava escrito nas embalagens (isso não mudou até hoje!), demorava uma eternidade para conseguir fazer compras, mas sempre levei tudo com muita leveza e me divertia com os erros que cometia.

Tóquio é uma cidade que não para, a todo momento novos lugares vão surgindo, não importa quanto tempo você está aqui, a sensação é de que sempre tem algo novo para conhecer e aprender. Mesmo depois de quase 04 anos morando nessa cidade, ainda sinto um pouco daquele frio na barriga toda vez que vou conhecer algum lugar diferente!

Eu costumava dizer que caí no Japão de paraquedas e por um acaso. Hoje eu vejo que o Japão tinha que ser parte de um capítulo da minha vida. E diga-se de passagem, o capítulo mais importante da minha vida. Eu iniciei a minha vida de casada aqui, tive minha filha aqui, que hoje tem 7 meses. Vivi e ainda vivo momentos maravilhosos e ao mesmo tempo desafiadores por aqui!  Tenho uma conexão forte com esse país. Não importa se você vai passar 7 dias, 7 meses ou 7 anos nesse país, o Japão é um lugar que vai te marcar e te transformar para toda a vida!

*Todas as fotos desse post foram feitas pelas propria autora do post. 

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Samanta Imanishi é de São Paulo e mora desde 2014 no Japão. Leia mais sobre ela acessando a mini bio aqui. 

Mora no exterior, gosta de escrever e quer concorrer a participar do blog “Brasil com Z” como autor ou colaborador? Seja ousado como a Samanta e envie-nos um e-mail contando sua motivação, interesses e disponibilidade: blogbrasilcomz@gmail.com  Para mais informações acesse aqui. Blog “Brasil com Z”, um blog feito por brasileiros morando nos quatro cantos do mundo! Sigam-nos no Facebook para atualizações diárias, e no Instagram para ver as fotos da Samanta e de outros autores. Agradecemos! 

Dicas Básicas do que comer em Dubai: a extravagante culinária do Oriente Médio

13/11/2018

 Carlos André Marinho – Dubai, Emirados Árabes

Quando se pensa numa viagem ao Oriente Médio uma das grandes sensações, é conhecer a Metrópole de Dubai. E entre tantas possíveis preocupações e dúvidas, uma dessas é: o que comer?!

Como qualquer “Big City” globalizada Dubai não foge a regra, tem de tudo; ou melhor, de quase tudo. Explico…

Primeiramente, quando se quer resolver o problema da fome, sem perder muito tempo, ao estilo “fast food” os pontos de acesso, estão muito bem distribuídos, não só Dubai, mas em todo os Emirados, podemos encontrar facilmente as marcas tradicionais como McDonalds, Burger King, Subway, KFC, etc … Ancoradas nos inúmeros postos de abastecimento de combustíveis, pelas rodovias e nas cidades, nesses “pit stops”, os clássicos “fast food drive-thru”, são muito comuns por toda a parte e, também, muito bem equipados para o atendimento aos visitantes; e, claro, os “fast foods” estão em todos os shoppings centers espalhados pelo país.

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Quanto a comida básica, digo … aquela, esfiha, o kibe, o kebab, etc., os tradicionais “petiscos” árabes. Pois então, é aí que as coisas, pelo menos por essas áreas do deserto, mudaram relativamente. É possível, que pelo desenvolvimento do país, a classe trabalhadora (que come o que está mais “à  mão”, o que é mais barato) tenha modificado os hábitos das cidades.

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Quase ficando careca na Itália

10/11/2018

Carolina Martins – Itália

A água na Itália é potável, mas rica em calcário, a chamada água dura. Em determinados lugares do país dá pra sentir um certo gostinho estranho quando se bebe, diferente do que estamos acostumados no Brasil.
Como um dos maiores consumidores de água no mundo, aqui na Itália tem um tipo de água mineral para cada coisa, tem água com magnésio, água com potássio, água que ajuda no bom funcionamento do fígado, do intestino, da bexiga, tem água para tudo. O normal aqui é comprar água no mercado, que custa muito barato. É possível achar garrafa de 2 litros por 17 centavos! O difícil é escolher qual água comprar.

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Uma versão ainda mais econômica é a jarrinha que você troca o filtro e vai usando a água da torneira mesmo. Eu uso tanto essa jarrinha, quanto água mineral de mercado, não sinto muita diferença no sabor.

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Bucareste e o Castelo do Drácula: um fim de semana vampiresco!

31/10/2018

Carolina Martins – Bucareste, Romênia

Bună ziua! Sim, a Romênia é um lugar muito interessante de visitar, e aqui conto um pouco dessa minha experiência, indo de Bucareste a Bram, onde fica o Castelo do Drácula.

Saindo de Milão, parti do Aeroporto Internacional de Orio al Serio, um pequeno aeroporto na cidade de Bérgamo que fica a uns 40 minutos. É uma boa opção para quem deseja viajar dentro da Europa ou mesmo dentro da Itália. O vôo até Bucareste para o Aeroporto Internacional Henri Coandă durou cerca de 2h15. Este também um aeroporto pequeno, atende bem todas as necessidades. Cheguei umas 9 horas da manhã e pude aproveitar bem o dia. Fiquei um dia apenas em Bucareste e consegui ver quase tudo que queria, mas o ideal seriam uns dois dias pelo menos, a cidade merece um pouco mais de tempo para se visitar!

Começando o passeio pela cidade, dei de cara com as fontes no Boulevard Unirii. São várias fontes, um parque lindo e que espetáculo! O dia estava com sol o que deixou tudo ainda mais bonito. Desta praça pude partir para todos os locais importantes. A Praça dá acesso à Cidade Antiga, ao Parlamento, às grandes áreas comerciais e o melhor, tudo a pé, é tudo pertinho.

Uma das ruas do centro histórico de Bucareste. 

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Descobrindo Haarlem, na Holanda

27/10/2018

Ana Fonseca – Haarlem, Holanda

Hoje entrevistamos a Eliane Gomes, de Santos (SP), que mora há anos em Haarlem e vai nos dar dicas de como explorar essa cidade.

Foto arquivo pessoal Eliane Gomes

Eliane, qual a importânica de Haarlem para o turista internacional que quer esticar as pernas para além de Amsterdã? 

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Entrevistando Expatriados: Eliane Gomes

24/10/2018

Ana Fonseca – Haarlem, Holanda

Depois de entrevistarmos nossa colaboradora de Munique e nosso colaborador da Áustria, hoje entrevistamos uma leitora e seguidora fiel do blog Brasil com Z há muitos anos: Eliane Gomes, que tem uma empresa própria de encadernação artesanal e restauro de papel e livros, a Nautilus. Ela nos conta sobre o povo holandês, como mudou de carreira e dá dicas de turismo em Haarlem, onde mora.

Eliane, você é de Santos (SP) e atualmente mora em Haarlem. Como foi sua vinda para a Holanda/saída do Brasil?

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Duomo de Milão: Um Fantasma e a primeira Estátua da Liberdade.

21/10/2018

Carolina Martins – Milão, Itália

Ciao! Sou fascinada por histórias de terror, curiosidades e obras de arte. Sempre me interesso em saber essas curiosidades e acho que isso sempre transforma os lugares em mais que apenas monumentos, quadros ou uma boa foto. Aqui hoje, conto um pouco sobre o Duomo de Milão e o porque dele ser o ponto central da cidade.

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O nome Duomo vem do latim domus (casa) e é a casa de Deus, a igreja mais importante de uma cidade. O Duomo nasceu entre 1386 e 1387, onde o Arcebispo Antonio da Saluzzo projetou uma nova catedral, que ficaria no lugar da Igreja de Santa Maria Maggiore e seria dedicada a Santa Maria Nascente, que é a Madonnina, estátua banhada a ouro que se pode ver de longe em cima do Duomo brilhando e cuidando de todos nós na cidade.

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