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Como é trabalhar na Índia? Parte 2

23/02/2017

bz_italia Juliana Paula – Índia

Esse post e uma continuação da minha primeira postagem sobre Trabalhar na Índia.

O idioma

Com tantas línguas no país, você deve estar pensando: Afinal, que língua os indianos usam no ambiente de trabalho? Depende. Depende da empresa e de onde ela fique. Vou dar um exemplo. Na primeira empresa que trabalhei, uma empresa de tradução e edição de textos em inglês, a grande maioria dos funcionários tinha um inglês impecável, havia um grande número de estrangeiros em diversos departamentos e, a língua mais usada, era o inglês mesmo. Porém, quando tinham que falar com a faxineira ou com o tiozinho da portaria, eles usavam o hindi ou o marathi (língua daqui do estado de Maharashtra). Já em Delhi, a maioria faz questão de usar o hindi, mas com os estrangeiros, claro, eles vão falar em inglês. Na empresa onde trabalho atualmente, aqui em Mumbai, a maioria fala em inglês, misturado com hindi e um pouco de japonês (já que todos os funcionários sabem japonês). Já no nosso escritório em Chennai, no sul da Índia, eles têm muito orgulho de sua língua local e, só usam o Tamil entre eles. Quando vou lá, eles falam comigo em inglês ou japonês. Mas, na maioria dos escritórios, você, estrangeiro, terá que se comunicar em inglês.

Como se vestir

Mesmo estando em uma empresa grande ou multinacional, você ainda está na Índia, um país extremamente conservador e machista. Os homens, não terão muitos problemas com as vestimentas, creio eu. Já as mulheres, devem tomar cuidado para não usarem decotes ou roupas que mostrem demais os braços, por exemplo. Roupas apertadas também devem ser evitadas.

dressing-up-to-work-in-india

Nada de tentar ser sexy por aqui, pois isso pega muito mal, considerando a ideia que eles já têm da mulher estrangeira. A maioria das moças que trabalham em escritórios de grandes cidades como Delhi, Mumbai e Bangalore usam roupas ocidentais, sendo a maioria, calça e blusa social. O uso de saia é permitido, claro, mas não muito comum. Muitas mulheres indianas, como minha colega de trabalho, preferem usar e abusar dos trajes tradicionais indianos como punjabi suit ou uma kurta com legging. Já algumas indianas que ocupam postos mais altos, muitas vezes gostam de ir trabalhar de sari. Algumas vezes, em Mumbai e Delhi, vemos algumas indianas tentando ser muito modernas e usando vestidos apertados ou saias curtas para trabalhar, mas dá para perceber o quanto elas estão desconfortáveis com a roupa e, claro, com os olhares de todos ao redor. Então, a regra é: desde que seja decente, qualquer roupa tá valendo.

A competição

Há competição em todo lugar do mundo, mas eu vejo que a competição aqui na Índia é extremamente ferrenha. Não só competem com os colegas para ver quem é melhor, quem sabe mais, quem ganha uma promoção primeiro, como também competem para saber quem é o predileto do chefe e outros atos que considero extremamente infantis. Sabem aquela estória de os fins justificam os meios? Muitas vezes você verá isso por aqui. Gente querendo subir na vida de qualquer jeito, mesmo que isso signifique passar por cima de todos os seus valores morais. Isso é algo que cansa e pode causar um grande desânimo no funcionário estrangeiro. Portanto, fique de olho e cuidado com as panelinhas!

blog-abcOs indianos no dia-a-dia

Quando se trabalha na Índia, entende-se  porquê de o yoga ter nascido aqui. Você realmente vai precisar meditar muito para não ficar louco ou bater em alguém, porque os funcionários indianos vão te tirar do sério!

1) Os atrasildos

blog-atraso

Para começar, muitos chegam atrasados (mais de 15 minutos) e acham isso super normal. O manager do nosso escritório começou a fazer isso e tornou-se um hábito. Mas, como estamos em uma empresa japonesa, a banda toca de outra forma e, após três dias atrasado, ele começou a ter seu salário cortado. Resultado? Tá chegando na hora todo dia desde que este mês começou! Se quiser fazer um indiano sentir, toque no bolso dele. Caso contrário, não terá efeito.

2) Os argumentadores

Todo mundo aqui sempre tem um argumento e uma desculpa. Isso era algo inadmissível no Japão e, os japoneses odiavam desculpas, ainda mais esfarrapadas. Mas aqui, é algo tão corriqueiro, que eu acho que nem eles mesmos percebem. Se um projeto ou trabalho tem um certo prazo e este prazo não é cumprido, ninguém vai se sentir mal por isso. Talvez nem peçam desculpas. Mas, eles darão uma desculpa, certamente, e, consequentemente, o prazo terá que ser esticado.

3) Todo mundo tem uma opinião

Enquanto no Japão expressar sua opinião em público e abertamente não é considerado algo muito bom, aqui na Índia, o ruim é não expressar. Pode ser em relação a qualquer coisa, como o sabor do chai da esquina ou a queda da bolsa. Mas, todo mundo sempre tem uma opinião, um pitaco para dar. Se há uma reunião, eles certamente vão dar um jeito de dar sua opinião, mesmo que tenham que interromper o locutor para tal. Mas, como sou brasileira e cresci aprendendo que tinha que me expressar, também não faço feio perto dos indianos!

4) “A culpa nunca é minha!”

Este é o fator mais irritante de todos. Quando algo dá errado ou quando eles fazem alguma coisa errada e, jamais assumem a culpa. Vão culpar o cliente, o tempo, os deuses, mas jamais a culpa cairá sobre si. Geralmente, vão tentar jogar a culpa em alguém próximo. Mas, assumir a culpa, definitivamente, não é algo que um indiano faça com facilidade.

Tratamento aos estrangeiros

Tudo vai depender de qual país o estrangeiro é. No meu caso, como eles não sabem muito bem onde fica o Brasil e muitos acham que somos parte dos EUA, eles acham que sou americana. Mas, como tenho cara de indiana e ainda sou casada com um deles, eu vejo que eles me tratam praticamente como qualquer outra colega indiana. Outro dia uma amiga portuguesa que contou que na empresa onde ela trabalha, uma indiana virou na cara dura e disse assim: “Para nós, indianos, os estrangeiros estão aqui para serem explorados. Nós usamos eles e extraímos deles o que queremos, mas não necessariamente gostamos deles.“. Mas, não se assuste. Nem todos são assim.

Não tem como prever e tudo mais depender da mentalidade dos indianos que estarão ao seu redor. No geral, os indianos são muito simpáticos, adoram puxar papo, fazer diversas perguntas, saber mais sobre nossos países, sobre o que pensamos sobre a Índia, etc. Mas, claro que há indianos muito queridos, que são sinceros e realmente estão querendo fazer uma amizade. Tenho duas colegas muito queridas e, uma delas, mesmo já tendo saído da empresa há mais de 2 anos, continua mantendo o contato e sempre escrevendo e-mails.

Religião e trabalho

Como vocês sabem, a Índia abriga diversos grupos religiosos, como hindus, muçulmanos, sikhs, cristãos e outros. A religião estará sempre presente de alguma forma no dia a dia. E, é muito interessante para quem vem de fora. No meu escritório, eu sou a única cristã, mas como não sou abitolada, eu participo com eles de todos as comemorações hindus. Já em feriados como Páscoa e Natal, eu tenho a preferência para tirar folga, já que sou a única cristã. No escritório, temos um pequeno altar onde há várias estátuas pequenas de deuses como Ganesha, Laxmi, Krishna e outros e, nosso manager, toda manhã, acende um incenso e coloca lá para eles. O motorista da nossa empresa, é hindu e brahmin. Portanto, vegetariano. Não gosta que ninguém coma nada que tenha carne ou ovo no carro e, a cada templo que passamos, ele se benze e faz uma pequena oração. Quando estamos com bastante tempo entre uma reunião e outra, ele pergunta se pode parar para fazer uma oração no templo. Eu sempre concordo. Afinal, quem sou eu para impedir que as pessoas falem com seu deus? Já o outro motorista que trabalhava conosco, era muçulmano e sempre que passávamos pelos bairros muçulmanos ou por alguma mesquita, ele gostava de me contar as estórias dali e falar de sua religião. Ele gostava de me levar para as reuniões, porque além de dizer que servíamos o mesmo deus, eu deixava ele parar às sextas-feiras para fazer suas orações e assistir a pregação da mesquita. Então, se você é uma pessoa avessa à religião, melhor já ir preparando seu coração, pois ela estará acima de tudo aqui na Índia. É ela quem rege a vida da maioria deles, seja o vendedor de chai ou o dono da empresa.

Enfim… Apesar de ter alguns momentos de stress e agonia (rs), trabalhar na Índia é, sem dúvida, um grande desafio! Mas eu vejo de uma forma positiva, pois estar todo dia à mercê de algo inusitado nos faz ser mais pacientes e entender que mesmo no caos, há uma certa ordem. Trabalhar na Índia vai te dar a confiança de que depois daqui, você pode trabalhar e se adaptar em qualquer canto do mundo! Além disso, a melhor parte, é a chance de poder conhecer tão de perto os hábitos e as tão variadas culturas dos colegas indianos, dividir uma refeição com eles, celebrar os festivais com eles e, claro, levá-los no coração para o resto da vida!

Então, aceite o desafio e venha trabalhar na Incredible India!

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Juliana Paula já morou e trabalhou no Japão. Está na Índia desde 2013 e desde então, tem desbravado aquele belo e encantador país. Para saber mais sobre ela e o blog Tabibito Soul  clique aqui. Sigam a nossa página no Facebook acessando: http://www.facebook.com/blogbrasilcomze dêm uma curtida! Temos também uma conta no Instagram e no Twitter. Divirtam-se! 

Como é trabalhar na Índia? Parte 1

21/02/2017

bz_indiaJuliana Paula – Mumbai, Índia

Olá, pessoal!

Através do meu canal e blog, recebo muitos e-mails de pessoas querendo saber como é trabalhar na Índia. Algumas, estão estudando uma proposta de trabalho, outras simplesmente querem morar na Índia por um tempo e decidiram procurar algum trabalho aqui e, outras, simplesmente por mera curiosidade. Seja lá qual for o motivo, todos são válidos e, espero que através deste texto, vocês considerem todos os fatores e façam a melhor decisão.

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Talvez um dos maiores choques que eu tenha encontrado aqui na Índia, seja relacionado a maneira de eles trabalharem e as regras em uma empresa. No Brasil, trabalhei quando jovem apenas por 2, 3 anos, dando aulas na faculdade e em cursinhos de idiomas pelo Rio de Janeiro. Em 2007, me mudei para o Japão e, aí, sim, comecei a trabalhar em tempo integral, com benefícios, férias remuneradas…enfim, como “gente grande”. Apesar de nada ser fácil no início, logo me adaptei ao modo japonês de trabalhar e, é algo que gosto e trago comigo até hoje, mesmo já tendo deixado o Japão há 4 anos.

Pontualidade, sinceridade, trabalho em grupo, ter responsabilidade e assumi-la quando preciso, não enrolar para terminar determinada tarefa, cumprir os prazos, etc. Eu poderia enumerar inúmeros fatores que me fazem admirar o jeito japonês de trabalhar. Porém, não é bem o que acontece na Índia. E, é aí que muitos estrangeiros vão à loucura. E, você, que está pensando em vir trabalhar aqui, precisa saber disso! Então, respire fundo e bem-vindo ao nosso guia.

Os horários de trabalho

Pasmem, mas na maioria das empresas indianas, trabalha-se de segunda a sábado. Sim, eu sei que nós amamos ter nossos fins de semana livres, mas dependendo do estilo da empresa e do serviço que ela ofereça, você terá que trabalhar aos sábados.  No meu caso, meu contrato diz que só trabalho de segunda à sexta, de 09:00 às 17:00, mas como trabalho fazendo atendimentos à hospitais e clínicas, e muitos dos pacientes preferem ir aos sábados, eu praticamente não tenho fins de semanas. E, em muitas empresas, você ganha hora extra, mas não tem permissão para compensar os fins de semana trabalhados. Portanto, olho aberto!! Falando em contratos…

Os contratos

Como vocês sabem, aqui todo mundo tenta tirar vantagem. Portanto, olho aberto antes de assinar seu contrato. Preste atenção, sobretudo nas partes que mencionam quanto será seu salário bruto e líquido. Preste atenção também nas férias remuneradas e se você pode tirar todas juntas, por exemplo. Para aqueles que vêem como “expats “, prestem atenção em todos os benefícios que a empresa te dará em terras indianas, além do seu salário. Eles vão pagar o depósito do seu apartamento + a taxa do broker? Isso precisa ser conversado e decidido com antecedência.

Os contratos, sempre foram muito importantes para mim, pois é nele que me baseio para poder lutar por meus direitos trabalhistas caso algo não vá bem. Mas, contratos, muitas vezes aqui, são meros pedaços de papéis. Os indianos costumam trabalhar e aceitar qualquer coisa que lhes é imposta por um superior e, jamais abrem a boca para dizer: “Meus direitos” ou “No meu contrato não está escrito assim”. Mesmo que eles discordem, geralmente não reclamam e trabalham como jumentos. Por exemplo: Na primeira empresa indiana onde trabalhei, meu contrato dizia que eu teria que trabalhar de segunda a sexta, em turnos alternados. Tudo bem. Como teria os sábados livres, me matriculei em uma turma para aprender hindi. Quando alguns meses se passaram, começaram com um papo de que eu teria que trabalhar aos sábados. Eu reclamei e disse que esse não fora o combinado. Mas, a desculpa é que os outros funcionários também trabalhavam e que a empresa estava precisando de mão-de-obra. Depois de muita discussão e stress, eu acabei aceitando trabalhar apenas 2 sábados por mês. Mas, o salário continuou o mesmo. Portanto, já deixe claro na entrevista que os fins de semana para você são sagrados. A não ser que você não se importe de trabalhar seis dias por semana.

Férias

Férias é um outro assunto que dá dor de cabeça. Pelo menos, para mim e outras colegas brasileiras que também trabalham na Índia. No meu caso, por exemplo, só tenho 13 dias de férias remuneradas ao ano. A cada ano que passa, você ganha um dia a mais, o que não é grandes coisas. Aqui a lógica é a seguinte: como temos muitos feriados no país, não precisamos de tantas férias. Errado, pois tirando os feriados da República e Independência, no resto dos dias, muitas empresas funcionam normalmente e os funcionários têm que trabalhar. Tudo depende do perfil da empresa, como já mencionei. Meu esposo é indiano, mas trabalha para uma empresa americana e, eles têm ótimos benefícios e um bom número de férias. Ele tem férias sobrando e acumulando através dos anos e, eu, fico contando cada diazinho para não gastar as minhas. Ó, vida!

Hierarquia

Este fator vai causar choque cultural em muitos brasileiros e estrangeiros em geral que vêm trabalhar aqui. A hierarquia é muito forte na sociedade indiana em geral. Seja dentro ou fora de casa. No local de trabalho, isso logo se reflete com os títulos. Você vai ouvir: – Yes, sir. – Yes, madam (ou a versão curta disso: – Yes, mam.Fulano sir, Fulana madam e por aí vai.

O que mais me impressiona (para não dizer irrita), é fato de as pessoas acharem que só por terem um título de manager ou supervisor ou leader, não precisam mais colocar a mão na massa e, seu único ofício é dar ordens aos outros. E, em dar ordens, os indianos são muito bons. Na hora de abusar do poder, também. Em uma sociedade onde há um rígido sistema de castas que por mais que não se toque no assunto, ele está sempre presente e visível, ter uma posição é algo de muito orgulho. Só que muitas vezes este orgulho excede e transforma-se em power harassment, ou abuso de poder.

Trabalho numa empresa japonesa. No Japão, claro, também há uma hierarquia forte no ambiente de trabalho, mas a diferença é que as pessoas respeitam umas às outras e não chegam a ser tão grosseiras com seus subordinados como vemos aqui. Aqui, é chefe jogando papel na cara do funcionário, batendo a porta na cara, gritando, exigindo que o chame de sire, entre outras cenas que seriam dignas de um filme de comédia. Porém, mostram a triste realidade da sociedade na qual estamos. Vou dar um outro exemplo bem bobinho: no escritório que temos em Bangalore, onde vou de vez em quando, há um japonês que é o gerente e os outros funcionários indianos. Tem uma moça que vem limpar o escritório todo dia. Os indianos bebem chai, café, etc., mas no final do dia, deixam as canecas sujas todas em cima do microondas, simplesmente porque eles foram criados para pensar que aquele não é o serviço deles. Tem uma pessoa contratada para limpar o escritório e, consequentemente, ela lavará os copos. Porém, o manager japonês fica para morrer, porque ele aprendeu na cultura dele que cada um deve lavar e limpar aquilo que sujou. E ai, as briguinhas começam. Eu também sou do “time japonês” e sempre lavo minha caneca antes de sair do escritório.

Este é o retrato da mentalidade indiana. E estou avisando isso tudo para que vocês não fiquem tão chocados se tiverem que vir trabalhar aqui.

Mas eu continuo com mais revelações no próximo post…

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Juliana Paula já morou e trabalhou no Japão. Está na Índia desde 2013 e desde então, tem desbravado aquele belo e encantador país. Para saber mais sobre ela e o blog Tabibito Soul  clique aqui. Sigam a nossa página no Facebook acessando: http://www.facebook.com/blogbrasilcomze dêm uma curtida! Temos também uma conta no Instagram e no Twitter. Divirtam-se! 

Shopping Center no Japão

17/02/2017

japão W. Anderson – Japão

Quando se fala  sobre o Japão, logo muita gente pensa em robôs e inteligência artificial, proporcionando a qualidade de vida que muitos desejariam ter nos dias de hoje. Talvez, pela exploração do mito de ser um país que serve ao mundo com Tecnologia de Ponta, o Japão esteja associado desta forma.

Quando ainda recém chegado por aqui, ouvia outros brasileiros dizendo que iriam “passear no shopping” no final de semana. Aquilo ficava martelando na minha cabeça.  Afinal de contas, pensava eu, deve ser um shopping muito bonito, grande, com muitas lojas, etc. e tal, pois era numa cidade vizinha e, portanto, deveria ter muitas opções. Ledo engano… Em minha primeira visita, a decepção foi 1000%. Isso que vocês chamam de shopping?

Para quem é de São Paulo, podem fazer idéia da decepção que tive. Eu ainda pequeno, lembro que shopping mesmo, era só o Iguatemi, em Pinheiros, que para mim, era um lugar de difícil acesso nos anos 70, pois era necessário ir até o centro (Anhangabaú) e de lá, pegar outro ônibus para o bairro de Pinheiros. Por isso, foram pouquíssimas vezes que ainda criança, eu fui em um shopping. Lembro muito bem, quando o Shopping Ibirapuera foi inaugurado.

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Guia prático de esportes de inverno na França

15/02/2017

bz_franca Fabio T – Normandia, França 

Olá leitores do Brasil com Z! Eu e meus colegas autores deste blog já escrevemos vários artigos de como passar melhor o inverno em países de clima temperado (“Como sobreviver ao inverno alemão”, “Inverno na Europa”, “Adaptar-se à um novo país no inverno”). E agora é minha vez de dar uma dica de como passar o inverno. 

Uma maneira de divertir-se é aproveitar o que esta estação do ano tem de melhor, na minha opinião: Poder praticar esportes nas montanhas! E um ótimo lugar para praticá-los esporte é na França. Aqui está um pequeno guia prático dos esportes de inverno na França e as dicas deste guia podem até ser úteis em estações de inverno em outros países.

Bom proveito!

Quando ir?

A temporada de abertura das estações é de meados de dezembro até começo de maio; mas atenção, estas datas variam em função da quantidade de neve que cai e da altitude da estação de esqui, geralmente, quanto mais alta, mais cedo abrem e mais tarde fecha.

Aconselho ir fora da temporada das férias escolares francesas:

  • férias de fim de ano: de meados de dezembro à começo de janeiro
  • férias de inverno: todo o mês de fevereiro.

Onde ir?

A França possui várias regiões para a prática dos esportes de inverno :

No Sudeste, as famosas regiões dos Alpes.

No Leste, os maciços do Voges e do Jura.

No centro, o maciço central.

No Oeste, as montanhas dos Pireneus.

Neste artigo vou dar mais em detalhes sobre a região dos Alpes Franceses que eu tive o prazer de ir.

regiões para a prática de ski (fonte: trouver-tout.fr)

regiões para a prática de ski (fonte: trouver-tout.fr)

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Dias dos Namorados… com sotaque estrangeiro!

14/02/2017

BLOG World Ana Fonseca – Mundo

 

A gente aqui do BZ meio que já comentou no passado sobre alguns aspectos culturais da antiga tradição do dia de São Valentim (14 de fevereiro) pelo mundo. O interessante é o que São Valentim tem uma vibe de amor como amizade fraternal, e não só amor romântico.  E como festejamos esse dia no BZ? Bom, lembrando aos leitores, antigos e recentes, tudo que temos sobre o assunto até agora. Fizemos hoje um resumão aqui da maioria dos textos que já publicamos. Olhem só:

Alemanha:

  • Uma antiga blogueira, a Eve, comentou brevemente no BZ como é ser casada com um alemão. Foi assim.
  • A Manuela Marques Tchoe fez um post sobre a Rota Romântica da Alemanha.
  • A Bibiana se pergunta como os alemães namoram, vejam aqui.
  • A Cris Schlup confessou tudo o que sentia pela Alemanha numa carta aqui.

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Rothenburg, Alemanha

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A mania de limpeza dos holandeses

14/02/2017

 
Ana Fonseca – Amsterdã, Holanda

Algumas pessoas me perguntam como é viver num país onde não há mão de obra para faxina doméstica. Isso me fez lembrar de várias fatos, histórias e acontecimentos da época em que eu vivia no Brasil. Por exemplo: Minha mãe sempre reclamava que “assistente” que gostava de cozinhar não gostava de limpar. E quem pegava firme na faxina não gostava de encarar uma fumaça de cozinha.

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Após crescer e observar mais a vida, acho que as pessoas em relação às rotinas doméstica se dividem mais ou menos nesses dois grupos mesmo: ou amantes da cozinha ou amantes da casa. Em qual você se encaixa?

Eu facilmente me encaixo no grupo das pessoas que adoram fazer supermercado, ir a mercados e lojas especializadas, comprar e ler livros de receitas, ter vários serviços de pratos, acessórios e talheres, fuçar blogs de culinária e, sobretudo, experimentar muito na cozinha. Por isso, encara um forno e um fogão tranquilamente. E gosto de manter tudo na cozinha, armários, geladeira e fornos super limpos. Mas meus móveis geralmente têm uma camadinha de poeira. Eu limpo com frequência os vasos sanitários mas os vidros das minhas janelas tem respingos de chuva e poeira… Eu acho que botar roupa pra lavar, passá-las e limpar um banheiro e um toalete duas vezes por semana já está de bom tamanho.  Maridão passa aspirador na casa comigo todo fim de semana e assim vamos vivendo (e o pó vai se acumulando nos móveis).

Vários amigos e familiares que já moraram na França e visitaram casas de franceses disseram que eles recebiam muito bem, cozinhavam bem razoavelmente – mas a casa tinha rolos de pó embaixo dos móveis, panelas mal areadas… Parece que italianos também são assim. Boa comida, variada… e casa meio suja. Até com bichinhos (traças, carunchos, aranhas) aqui e ali.

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O “boom” de brasileiros no Chile II

13/02/2017

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Carlos Fernandes – Santiago, Chile

Na primeira parte desse meu artigo, intitulada O “boom” de brasileiros no Chile, pudemos acompanhar um pensamento baseado no turismo. O Chile se tornou um dos destinos mais procurados pelos brasileiros, fazendo da capital Santiago a sétima cidade mais visitada por nossos compatriotas no mundo.

Hoje vou abordar esse “boom” de brasileiros no país com relação ao mercado de trabalho. Afinal, o Chile vem se tornando uma válvula de escape do nosso povo que busca sair do Brasil em busca de dias melhores.

A partir dessa situação, temos algumas perguntas para responder. Como isso tem acontecido? Vale a pena? É viável se arriscar? Qual o custo de vida? E os terremotos? A segurança? Os chilenos são tão simpáticos assim? Sem perder mais tempo, vamos às respostas.

O “boom” de brasileiros no Chile: mercado de trabalho

Tem sido mais comum do que vocês imaginam a quantidade de brasileiros que estão querendo ou se arriscando a ir ao Chile começar uma nova vida. E isso passa, muitas vezes, pelo fato dessa pessoa ter viajado ao país e se encantado com tudo o que ele oferece. Eu, quando conheci Santiago há anos atrás, cheguei a comentar com minha namorada que moraria fácil na capital chilena. E de fato é uma cidade interessante e com uma qualidade de vida boa. Não a toa está entre as 3 melhores cidades da América do Sul para se viver, junto com Buenos Aires e Montevidéu.

Por essas voltas que a vida dá, fui parar em Santiago à trabalho e realmente me encantei com a cidade. Esse encantamento foi sofrendo algumas alterações com o tempo. Mas isso é normal. Existem situações como os temblores e terremotos que incomodam, o atendimento no comércio, enfim… Quando somos turistas não temos a ideia real do que é morar em um determinado lugar. E isso serve para qualquer cidade e país do mundo. É só virando um cidadão local e vivenciando o dia a dia para que tenhamos uma conclusão exata desse assunto.

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Eu e a galera do trabalho em um momento de folga em dia de jogo do Chile – Foto: Arquivo Pessoal

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