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A arte de ser um Chef

27/06/2010

 
Cynthia Camargo  – Colaboração

Apesar de ter vivido em Paris por muitos anos, a verdade é que, infelizmente, eu não sabia escolher os pratos do cardápio, por total falta de conhecimento, informação, orientação, aliados a uma incômoda insegurança. E eu acabava não comendo bem, logo, sem prazer. Com o tempo, deixei de freqüentar os restaurantes de Paris, deixando para provar a culinária francesa em São Paulo, onde a experiência era bem melhor.

Além do que, eu sou uma verdadeira “chata” para comer. Carne vermelha, nem pensar. Peixe com gosto de peixe, esqueça! Peixe com espinhos, nem morta. Acredito que eu não deva ser a única a ter este tipo de problema.

No entanto, por razões que podem ser atribuídas à sorte, privilégio, honra ou acaso, eu simplesmente descobri um novo mundo de aromas e sabores, aliado a cores e cenários na França, através de um chef de cozinha.

Por questões profissionais, eu tive o prazer de viajar acompanhada pelo chef francês Emmnauel Bassoleil, radicado no Brasil há mais de 20 anos e Chef executivo do baladíssimo restaurante Skye na cobertura do Hotel Unique de São  Paulo, ou seja, um profissional que conhece bem o paladar brasileiro e a culinária francesa.

Durante as cinco viagens que realizamos – onde Emmanuel estava traçando roteiros gastronômicos a serem oferecidos para os brasileiros – fosse em alguma aldeia da região de Provence, ou em grandes metrópoles como Estrasburgo e Dijon, quem escolhia os meus pratos era ele. E detalhe: Nunca errou. Em 100% dos casos, ele acertou em cheio, e pude me surpreender com novos sabores, na segurança da palavra de um chef. E cheguei até a atrever-me a provar pratos que jurei jamais ousaria.

Logo, ser um chef, não significa apenas saber cozinhar bem, usando a criatividade. Ser um grande chef, também implica em sensibilidade, em ter uma noção exata do paladar das pessoas que muitas vezes torna-se uma característica da personalidade baseada em sua cultura, educação e principalmente seu país de origem, onde fatores como clima acabam também influenciando em suas predileções. Aliar o que existe de melhor no mundo a esta característica pessoal, faz parte do talento do profissional que atua nesta área.

Não me surpreendeu, pois, o prêmio recebido por Bassoleil como chef do ano e seu restaurante ter sido eleito o francês do ano. Apenas confirmou minha teoria, baseada na experiência que tive sorte em viver. Além disto, este prêmio me honrou ainda mais por andar com o chef do ano a “tira-colo” por diversas regiões encantadas da França escolhendo os meus pratos!

Vaidades à parte, obrigada Chef, por ter-me apresentado este mundo de cores, sabores, aromas…

Obrigada por me ensinar a respeitar esta arte e a seus colegas alquimistas que transformam uma simples posta de peixe em uma obra, agregando outras partes, pitadas e colheradas de um pouco de toda a riqueza que a terra nos proporciona, em perfeita harmonia, transformando um almoço ou um jantar em um ritual único e inesquecível.

One Comment leave one →
  1. 27/06/2010 17:52

    NOssa q otima viagem deve ter sido, o Emmanuel manda muito bem na cozinha, e como aprendiz d chef tb posso dizer q nada mais legal doque fazer arte com comida. tipo, pega um sushi ou um sashimi q amo, mas se nao fossem tao bonitinhos sera q teria o mesmo gosto e prazer ao comer? Ou sentir o cheiro de uma comida e no mesmo momento ser transladado a outro lugar, com outras pessoas, memorias. Enfim me apaixonei pela cozinha ao aprender a comer bem

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