Eve – Berlin, Alemanha
 

Cocô de cachorro – já li em algum lugar que alemão não tem cachorro, é cachorro que tem alemão. Você vê muitos cachorros nas ruas, lindos, educados, bem tratados, porém, com donos muito mal educados. Aqui se paga imposto pra ter cachorro. Acho que 120 euros por ano. E, acho eu, porque se paga imposto pra ter cachorro, os donos não se sentem responsáveis pela sujeira que eles fazem. Então, é um olho no caminho e outro no chão.

Pichação – eu sei que em muitas cidades grandes do Brasil isso também é um problema. Dá pena ver uma cidade tão bonita como Berlin sendo alvo de pichadores (além de não ser um problema exclusivo desta cidade alemã). Se ainda fosse grafitagem…

Garrafas quebradas nas ruas – geralmente, são os jovens que largam as garrafas de cerveja pela cidade e elas, invariavelmente, estão quebradas. Além de ter que desviar de cocô de cachorro, tenho que prestar atenção em caco de vidro. Lembrando que aqui não tem latinha de cerveja (estão introduzindo as de refrigerante agora). E o pior, existem lixeiras específicas para cada cor de vidro (branco, marrom ou verde) espalhadas pelas principais ruas da cidade, exatamente para evitar que elas sejam deixadas em qualquer lugar. Mas, nem todo mundo é tão educado e preocupado com o outro assim. Infelizmente…

Berlinense reclamão – eu já ouvi muita gente falando mal de Berlin, inclusive a minha professora do curso de alemão, sobre coisas que não considero relevantes. Eu fico me perguntando porque é que eles não são satisfeitos. Se bem que, ninguém é 100% satisfeito, nem eu. Mas, gente, reclamar que a cidade tem engarrafamento!?!? Pelamordeminhasantamaezinha! Alguma vez eles estiveram em SP para saber o que é engarrafamento? Not! E mesmo assim, eu nunca vi um engarrafamento qualquer, nunca vi trânsito parado a não ser por causa do semáforo, nem em horário de pico.

Perguntarem porque eu troquei um país tropical por um país frio e chuvoso
– Nessas horas, dá vontade de mandar a pessoa ficar uns meses no Brasil, com salário de um brasileiro médio, morando nos bairros brasileiros, pegando o trânsito brasileiro, sendo assaltado por ladrões brasileiros, andando em transporte público brasileiro e ainda curtindo uma sensação térmica básica de 45 graus, como me disseram que estava na minha antiga cidade, em pleno mês de março, por exemplo, quando já deveria ter começado as suas “águas”. Vai lá e depois me pergunta novamente. Como se o único critério de escolha fosse o clima, meu Zeus.

Se tem mais coisas, ainda não descobri. 😉