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Homem do Lago

12/01/2011

Barbara Basso
Mundo

Emerson tem 4 anos. Ele é da tribo dos Uros, ou “homens do lago”, que vivem sobre ilhas flutuantes construidas de totora, uma planta bastante comum no Lago Titicaca (fronteira ente Bolívia e Perú).

Emerson vai à escola sozinho – ele já sabe remar e rema o bote de seu avô para se locomover de uma ilha a outra – e reclama que lhe dão muito dever de casa.

O avô, Barnabé, também é um uru, que nasceu e passou toda a sua vida sobre as ilhas feitas de totora. A ilha onde eles moram se chama Utama, que significa “sua casa” em aymara, idioma falado pelos uros. O avô lhe ensina muitas coisas, dentre elas o artesanato de totora – e Emerson diz que quando for grande vai construir sua própria ilha.

Emerson ainda não tem irmãos (mas a sua mãe, Helena, está gravida). Por enquanto ele prefere dizer que as flores (tica, em aymara) são suas irmãzinhas. Ele passa horas brincando com as elas e com as “pipilinko” (borboletas) do seu jardim.

Outra distração para Emerson é receber os turistas e posar com um sorrisão para suas fotos… passamos 1 dia na ilha de Utama com Emerson e sua família… e esse pequeno homem do lago nos ensinou muitas coisas…
6 Comentários leave one →
  1. 13/01/2011 16:23

    Que força que o menininho tem !!!! Nossa, já tentei remar algumas vezes e quase fiquei no meio do lago por falta de força nos braços! hahahaha O garoto com 4 anos já vai até sozinho pra escola remando!
    Espero que ele consiga realizar seu sonho de montar sua própria ilha. Tão bonitinho ele dizer que as irmãs dele são as flores! =D
    Bjs,
    Manddy – http://tourdubaiguide.blogspot.com/

    • Barbara Basso permalink
      25/01/2011 1:57

      Sim, ele remava muito melhor do que a gente… nós tentamos remar esse mesmo barco que ele… e levamos no mínimo o dobro do tempo!!
      beijos!

  2. 13/01/2011 22:02

    Fiquei surpresa com os nomes, Emerson e Barnabé, tão familiares para a gente. E curiosa quanto à extensão da nossa influência no universo deles, com a visita constante de turistas e tudo mais. Por exemplo, será que teriam acesso a filmes? Compartilhariam as nossas doenças?
    Em outra nota, o excesso de trabalho de casa parece ser um queixa universal dos pequenos, né?

    • Barbara Basso permalink
      25/01/2011 2:00

      Pois é… fiquei pensando nisso da influência também… com certeza tem, já que milhares de turistas visitam eles por ano (nos dias que estivemos lá, eles recebiam de 3 a 4 barcos de turistas por dia naquela ilha). Mas achei interessante que eles conseguem preservar muito da identidade e cultura deles… eles se comunicam em aymara, o idioma deles, mantém as tradições de como fazer o artesanato, as casas, os barcos… que continuam sendo de totora…
      Mas, por exemplo, a professora do Emerson vem de Puno, que é a cidade na costa do Peru mais próxima das ilhas…
      beijos e obrigada pelo comentário!

  3. 18/01/2011 16:11

    Impressionante. Queria ver mais fotos!

    • Barbara Basso permalink
      25/01/2011 2:02

      Obrigada!
      Tenho várias fotos de lá… vou tentar colocar mais delas em um post no meu blog pessoal… 😉

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