Ellen Oioli
Bruxelas, Bélgica

Grand Place ainda em trajes natalinos

Digo, Bruxelas. O resto da Bélgica eu ainda não conheço.

Tive minha primeira impressão, mas ainda não pude fazer muitas conclusões. É aquela coisa de não ser turista, mas também não me considerar um super morada imersa na cultura local. Questão de tempo.

Aqui todo mundo fala francês, mas por ser a capital do país é oficialmente bilíngue. O francês e o holandês. Bruxelles em francês. Brussel em holandês. Daí em inglês é Brussels. Eu sempre me confundo toda e acabo chamando de Bruxells.

É terra de cerveja, dos Smurfs e do TinTin do átomo gigante e do menino-anão que faz xixi constantemente – o que não é necessariamente uma coisa de se orgulhar, mas eles se orgulham. Esse é o espiríto.

Aqui se come chocolate, wafle e mexilhões com batata frita – o tal do Moules Frites. Aliás, eles alegam que inventaram a batata frita! Verdade ou não, acredito que eles a consumam mais do que um irlandês. Diferente de Dublin, eles tem fogão a gás, dia do lixeiro, caqui (!!!), horário pra sair o pão fresquinho e feiras de rua, ainda que sem pastel.

Aqui é a sede da União Européia, tem a Otan, o Parlamento europeu e um rei. A Audrey Hepburn e o Jean Claude van Damme também saíram daqui.

Tudo é mais lento e burocrático, e as pessoas mais mal humoradas e mal educadas. O serviço é ruim. As gorjetas em restaurantes não são comuns.

O transporte público funciona. Tem metrô, bonde, ônibus e bicicleta de aluguel. Aqui se bebe champagne. Se come muito bem. Toma-se café em cada esquina. Aliás, em cada esquina há uma praça charmosa, mas a principal está no centro – a Grand Place ou Grote Market (para deixar as duas línguas felizes). Os carros param se você ameaçar atravessar a rua, o que sempre dá medo. Aqui chove muito, venta muito e faz frio.

Eu virei mademoiselle e voilà virou minha expressão favorita.

un bisou,
Ellen