No país onde o chá constitui parte de uma tradição milenar, tanto que existe até mesmo uma cerimônia para prepará-lo, não é de se estranhar que o café acabe ficando para segundo plano.

Talvez por isso mesmo, o tipo mais comum é o que chamamos de chá-fé. Exatamente como o americano, é bem diluído e tem gosto de água suja. Outro detalhe é que muita gente tem o costume de tomá-lo sem açúcar, e ainda tem aqueles que o preferem gelado.

Em comparação com o chá, o café não tem chance. Apesar de se encontrar café de marcas e tipos de toda parte do mundo, a variedade de chá a venda é descomunal. Tanto, que é de praxe servir chá gratuitamente e à vontade a clientes em qualquer estabelecimento comercial. Há chás de todos os sabores e para todas ocasiões.

Mesmo assim, cafeterias como o famoso Starbucks estão sempre lotadas. Lá o café é mais próximo ao nosso, saboroso e consistente. A maioria das pessoas preferem o “café au lait” ao puro. Já quem trabalha em escritório tem sempre a disposição um cháfézinho para despertar. Há também o café em lata, vendido em lojas de conveniência e máquinas automáticas.

Onde trabalho temos o luxo de poder escolher entre o grão japonês, grande e com sabor azedo, e o brasileiríssimo Pilão. E há quem desça escadas só para usurpar o nosso cafezinho.

Talvez seja a convivência, mas eu passei a tomar café sem açúcar. Além de mais saudável, o efeito é mais eficaz. Claro que com leite fica mais gostoso, mas não é ruim. Experimente!