Ana Fonseca – Amsterdam, Holanda

 

Leitores, eu poderia facilmente dizer umas 10 rotinas novas, mas pra encurtar a estória lá vai:

1) Verificar o tempo à noite pelo jornal na TV ou através do site weer.nl. É muito comum de se escutar na Holanda: “O país tem quatro estações bem marcadas: primavera, verão outono e inverno… num só dia!” Mas esse hábito de verificar a previsão climática não é só meu não, a maioria dos holandeses faz isso. A revisão é sempre apuradíssima e os meteorologistas holandeses são excelentes. Assim eu posso ficar sabendo se é necessário levar guarda-chuva, se posso usar um sapato mais leve ou devo usar algo mais pesado. Já imaginou ter que ir fazer uma entrevista de trabalho, planejar ir de carro ou bicicleta sair de salto alto e cair a maior tempestade e ventania de arrancar telhado? Melhor pegar o transporte público, esquecer a sandália e ir de botas! Ou no verão o sol de repente estar forte e você não saber/lembrar onde está guardada a tenda para proteger os convidados da sua festa de aniversário que vai rolar no quintal? Não da para ficar desprevenido(a)!

2) Enviar convites para festinhas e reuniões com um pedido incisivo de confirmação. Diz no final do convite algo fofo do tipo: “Se você não puder vir me deixa ficar sabendo?” E o pessoal quando não pode avisa mesmo! Do tipo: “Lamento, mas tive uma semana de lascar, muito engarrafamento e filho doente. Não vou poder dirigir até sua cidade, necessito descansar” ou então: “Já tenho outro compromisso confirmado há mais tempo”. Ou: “Vou estar fora do país no fim de semana todo”. Ou: “Eu ainda estou doente e tossindo muito. Melhor eu não comparecer.” Quem convida fica perfeitamente satisfeito com esses retornos e pode planejar tranquilamente a festa sem fazer 5 vezes mais quantidade de comida desnecessária. Eu ficava irritada/decepcionada quando eu vivia no Brasil e perguntava se a pessoa achava que vinha a minha festinha e ouvia coisas vagas do tipo: “Ah, não sei né?”; “Você mora longe de mim?”; “Vou olhar na minha agenda, depois te falo.. “; “Olha, não sei qual vai ser meu estado de espírito no dia…”. Acho insuportável o brasileiro (ou pelo menos o carioca…) não saber dizer “NÃO!” e deixar muitas coisas “flutuando”.

3) Cumprimentar a todos quando entro na academia de ginástica/consultório médico, sala de espera em hospital… e não só a recepcionista. “Um bom-dia a todos!” ou “Dag” e quando saímos também.

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