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Comparando preços nos EUA

03/10/2011

Lorna
Birmingham, Alabama -EUA
.

Falar que os produtos aqui nos EUA são mais baratos que no Brasil não é necessário. Tem gente viajando para os EUA para fazer o enxoval da criança, comprar roupas, eletrônico e a lista é grande. Realmente os produtos aqui são bem baratos, mas serviço é algo absurdo de caro. Por exemplo, uma senhora americana “encostou” no meu carro e o conserto custou $1000, só para pintar!!! Um absurdo! Por outro lado, uma janela caiu em cima do meu carro (sortuda, né?) no Brasil e eu paguei R$ 600,00 para desamassar e pintar na concessionária! Outro exemplo, para pintar as paredes da minha casa aqui nos EUA a administração do condomínio cobra $85 por parede! E eu preciso escolher uma cor que eles já tenham, pode?

Comprar frutas e legumes aqui nos EUA também é doloroso. A dor vem do gosto do produto (ou às vezes falta dele)  e do preço. Lembro que assim que mudei fui fazer mercado e fiquei espantada com o preço das coisas: 1 único pimentão custava $1.78, 1 abacate pequeno $2. Pode? Maçã, batata e tomate têm preços comparados aos do Brasil, mas qualquer coisa que saia do básico (e eu que achava pimentão básico) custa muito caro (bom, pelo menos aqui no Alabama). Um terror!

Mas para mim, o supra-sumo do caro na terra do tio Sam são  as casas americanas. Tudo feito de madeira, OSB e cimento só na fundação. Lembro que no Brasil a gente pintava as paredes 1 vez ao ano, cuidava de vazamentos ou coisas do tipo, eventualmente uma reforma num cômodo, mas eu nunca pensei em trocar o telhado da casa (custa em torno de $10 mil) e muito menos fazer uma vistoria antes de comprá-la.  Mas o vídeo abaixo diz que eu estou errada e o custo da construção aqui gira em torno de $150 mil.

Por outro lado, você já imaginou “comprar” produtos de graça? Ou melhor, ser pago para comprar? Ou ainda pagar alguns centavos (porque temos de pagar as taxas) por suas compras? Não? Pois então, aqui nos EUA eu faço isso e raramente pago full price em algum produto. Revelo fotos de graça (Mora nos EUA e quer um free poster de uma foto sua? Clica aqui), pago menos de $2 por cartões de natal personalizados, recebo produtos em casa para testar. Uma maravilha! Quer saber como eu faço essa mágica? PROMOÇÃO e CUPOM! Sim, recebo os cupons no jornal de domingo, imprimo outros pela internet, procuro as promoções pelos panfletos, sites e pronto. Mentira, eu ainda recebo descontos no conforto do meu lar pela internet e também tem um truque: o site cuponmom. Lá você encontra as promoções da semana do seu estado, a lista lindinha dos produtos grátis e dos produtos mais baratos. Infelizmente, não consigo economizar mais, pois compro marcas específicas (metida!). Outras formas legais de economizar: cadastrar-se nas suas lojas favoritas e receber cupons sempre ou ainda receber amostras grátis com cupons gordinhos. Ah, não posso esquecer as promoções “compre 1 e leve outro” (perfeita para comprar carne), “compre 1 e o outro sai a 50% do valor” que somados aos cupons dão uma super economizada!  Tá duvidando? Veja aí alguns exemplos.

Fabreeze ($3.00) recebi $0.50; Esmalte ($3.99), Advil ($4.50), Hersheys ($1), desodorante Dove ($2.50) todos de graça!Colgate de $2.50 por $0.04, molho inglês de $1.87 por $0.25 e Cheerios de $2.97 por $1.09. Tá bom né?

10 Comentários leave one →
  1. 03/10/2011 12:04

    A maneira de construir casas na Holanda também é limpíssima, com desperdício mínimo. Só que o telhado por aqui é de barro. Achei 150 mil dólares baratíssimo, e a casa do filme me pareceu grande. Uma casa básica na Holanda, geminada, em bom estado de conservação, de uns tres quartos de dormir mais sótão e quintal sai por uns 250 mil euros.

  2. RenatoAlves permalink
    03/10/2011 13:14

    Lorna
    Isso aqui é a terra das compras! Não é a toa que o americano é consumista. O que eu acho bom é poder ter boas coisas sem pagar o absurdo que é no Brasil. Eu vou sempre na ROSS e compro calças da Levi’s (porque duram anos e anos) e já paguei 3.90 dólares por uma. Uma vez comprei 5 calças por 28 dólares. Fiquei com 2 e 3 levei de presente para meus irmãos.
    Sempre recebo por email o jornal do publix e corro ao supermercado para aproveitar todas as promoções “compre um e leve outro grátis”. Eu praticamente compro tudo nessa promoção.
    Essa dos cupons já virou mania. Tem até seriado na TV. As mulheres são completamente obcecadas por cuponing. Passam em média 4-6 diárias à caça de cupons. Até lixo revolvem atrás de jornais que as pessoas jogaram fora. Vi em um dos episódeos uma mulher que foi ao supermercado, gastou 900 e pagou somente 3.50. O resto tudo era cupom. Na casa dela, ela tinha estoque de mantimentos para 3 anos…gente doida, eu hein?
    Quanto às casas eu posso dizer, porque minha primeira formação foi em contrução civil. Se não fossem os desastres naturais essas casas seriam as ideais.
    Em lugares onde não tem tornado nem furacão, elas são ótimas. No entanto, vale lembrar que mesmo casas de tijolos não suportam um furacão acima de categoria 3.
    As casas são muito confortáveis, tem isolamento térmico (é fresca no verão e quente no inverno), sistema de ar controlado, etc e muito baratas, acessíveis à classe média.
    Quem sabe um dia eu não compro uma??
    Bjs

    • 03/10/2011 14:26

      O que eu acho caro das casas aqui é o preço da manutenção, de qualquer forma, se eu resolver ficar por essas bandas, comprarei uma casinha linda que será toda decorada e reformada ao meu gosto pelo meu digníssimo amigo Renato. Com certeza a casa terá um porão com pelo menos 1 quarto de concreto, pois quem já viu um tornado grau 5 de perto, sabe que quem sobreviveu estava nesse tipo de local.
      Na Ross daqui os preços não são tão baixos, mas compensa muito! Ah, ontem mesmo fui comprar meu remédio para o estômago e além de não gastar nada, ganhei $10 de rebate,pode?

    • Isac Luz permalink
      07/10/2011 15:53

      e depois eles não sabem o porquê da crise… compra 900 e paga 3,5, uma hora a bomba explode

      • Lyy permalink
        07/02/2017 17:11

        Bom, eu acho que ninguém é troxa o suficiente, pra dar alguma coisa pra alguém sem estar sobrando. Se fizeram essa promoção, é porque podem, se não, com certeza não fariam, pois aqui no Brasil, é tudo um absurdo de caro, e o que adianta? Estão muito mais em crise do que, acredito eu, que os Americanos.

  3. 03/10/2011 14:43

    Tudo isso, desde a minha humilde opinião, só serve pra aumentar o consumismo. A pessoa acaba comprando porque está barato e não porque realmente precisa. Os preços baixos também são conseguidos por meio de acordos comerciais e internacionais que quase sempre acarretam na exploração de mão de obra e contaminação ambiental nos lugares de produção (a tal da mochila ecológica dos produtos). Sem contar que no preço que pagamos também não estão incluidos os gastos quando o produto já não servir mais, ou seja, quando vira lixo… isto não vem incluido no valor dos produtos porque ninguém se importa muito com o depois (muitas vezes vai tudo para algum país bem, bem longe dos nossos olhos). Odeio site de comrpas coletivas, odeio cupons (que só fazem a gente ter vontade de gastar com o que não precisa) e odeio cartões de desconto para a próxima compra (que te obriga a compra de novo e de novo e de novo só para ter um suposto desconto, qdo na verdade, vc está gastando mais e mais).

  4. 03/10/2011 15:04

    Glenda, você está certíssima! Aqui rola essas discussões também. Para mim não tem sentido nenhum você comprar, mesmo que custe centavos, coisas que você não vai consumir ou que você não compraria. Eu uso cupons e todos os descontos possíveis, mas só compro o que uso. Eu não compro lata de sopa só porque está de graça, mas sei que tem gente que guarda estoque de comida na garagem que vale mais de $15,000, porque foi de graça.

  5. RenatoAlves permalink
    04/10/2011 0:04

    Glenda, concordo com você. No entanto eu defendo que tudo deveria custar barato e que todos deveriam ter acesso ao que for para elevar sua qualidade de vida. O problema é que não há, nem aqui nem no Brasil, uma política de educação da população sobre o consumismo e essa porcaria de TV só faz as pessoas acreditarem que seus desejos são necessidades. Em dia de promoções aqui você pode morrer pisoteado em frente a uma loja quando esta abre suas portas. As pessoas correm literalmente. E não acho que é um problema do americano não, é um problema de natureza humana. A grande maioria não consome porque não pode. Quando tem dinheiro…
    E na Europa, existe essa conscientização?
    Bjs

    • 04/10/2011 7:55

      Eu não sei se tudo deveria custar “barato”, mas o que tenho certeza é que o valor das coisas deveriam ser correspondentes ao esforço para produzir-las e, principalmente, pelos danos ecológicos que causam essa produção. As externalidades negativas da industrialização nunca são contabilizadas nos preços e isso é muito grave! Quando vejo um kilo de laranja sendo vendido por centavos nos supermercados, fico pensando quando ganhou o pobre do agricultor, que trabalhou de sol a sol para que a gente tome suco engarrafado baratinho, depois de passar por inúmeros atravessadores. Nem vou entrar aqui no caso das roupas baratas e tecnologias acessíveis porque todo mundo está careca de saber que são produzidas em países onde as leis são mais brandas ou não são cumpridas (leia-se a roupa que vem de Comboja e as TVs americanas que são fabricadas no México). Aqui na Espanha o povo consome bastante, mas sinceramente, acho que no Brasil consumimos mais. Nada dessa loucura e corre-corre que a gente vê na Tv naquela tal de sexta-feira (não lembro como se chama!) nos EUA. Eu me movo muito entre pessoas que praticam o consumo responsável, compram produtos ecológicos por meio de grupos de consumo (contato direto com o agricultor), compro muitas coisas em lojas de comércio justo e cada vez estou mais consciente dos meus atos na hora de passar o cartão de crédito. Realmente, no mundo em que vivemos que nos diz que é melhor quem mais tem, é complicado atuar de outra forma… mas acho que esta será a tendência dos próximos séculos, já que estamos em fase de transição e tem um monte de gente (uma minoria, claro, mas existem) que já tem outro tipo de pensamento, principalmente na Europa.

  6. 04/10/2011 11:24

    NESARA now !

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