Aqui quem vos fala é o Edu Justo, colaborador do blog na Espanha. Vou pedir licença neste post a minha colega de blog e colaborada da Holanda, Ana Fonseca (agora nova amiga), para falar de Amsterdam, cidade que tive o prazer de conhecer na semana passada. Este post tem o único objetivo de dar as dicas básicas para você aproveitar tudo que a cidade tem para oferecer, sem cair em furadas.

Ao chegar a Amsterdam de avião, você desembarcará no aeroporto de Schiphol, considerado o 8º melhor aeroporto do mundo (Fonte: Rankeen.com). E aí vem a primeira dica. Não pegue um táxi.  Dentro do aeroporto existe uma estação de trem que te leva diretamente ao centro de Amsterdam, mais exatamente a “Centraal Station”. O percurso é de aproximadamente 20 minutos. Chegando na Central Station, outra dica: Não pegue um táxi, porque ali você terá a disposição uma complexa rede de ônibus e tranvias que se dirigem a todos os pontos da cidade.  Os táxis em Amsterdam são caros, e na o faz sentido você fazer uso deles já que a cidade tem outras opções de transporte eficazes. A não ser que você esteja carregado de malas.

Dica de hotel: Quando viajo, procuro pegar o hotel mais econômico possível, por simples razoes orçamentárias. Porém, pegar um hotel barato muitas vezes pode ser uma experiência traumática.

Eu decidi pagar um pouco mais (não muito) e fui para o Hotel Ibis, que é pertence a uma rede internacional francesa de hotéis (Accord).  Além de ser um hotel novo e com todos os serviços, tem uma vantagem excepcional: fica justamente ao lado da estação central de trem de Amsterdam. Eu levantei do meu assento do meu avião e sentei na cama do hotel praticamente sem ver a rua. Melhor, impossível. Tirei uma foto do hotel, para você conferir.

Amsterdam é uma cidade muito movimentada, com muitas opções de ócio. A melhor forma de explorar a cidade é se embrenhar no seu infinito labirinto de canais, onde você vai encontrar dezenas de lojas, bares, restaurantes e museus. Amsterdam não tem monumentos grandiosos como a Torre Eiffel de Paris, o Big Ban de Londres ou o Coliseu de Roma. Seus monumentos são sua arquitetura, sua arte e sua história.  Se perca pelos canais e não deixe de fazer o tour de barco que tem uma duração de 1 hora e custa 16 euros.

C6R14N Europe, Netherlands, Amsterdam, Tour Boat on Brouwersgracht Canal

Para quem gosta de museus há várias opções. Vou indicar os que eu visitei:

Anne Frank Huis: Foi em Amsterdam que a família de Anne Frank foi presa pelos nazistas e levada ao campo de concentração. Anne ficou escondida em uma casa durante 2 anos, que hoje virou um museu. Lá você vai saber mais sobre sua vida, seu famoso diário e vai conhecer os aposentos originais da casa, o esconderijo, etc. Site: www.annefrank.org

Rijksmuseum: O Museu do Reino é o principal museu de arte da cidade, lá você encontrará as obras mais famosas da arte holandesa: Site: www.rijksmuseum.nl

Museus Van Gogh e Casa Rembrand: Bom, o nome já diz tudo. Se você curte Van Gogh e Rembrandt, não vai encontrar um lugar melhor para apreciar suas obras. Site: www.vangoghmuseum.nl e  www.rembrandthuis.nl

Heineken Experience: Ou Museu da Heineken. Ali você poderá conhecer a historia da Heineken, vai aprender como se produz uma cerveja e poderá comprar tudo relacionado à marca na lojinha do museu Site: www.heinekenexperience.com

Dica importante: Quase todos os museus tem opção de compra de ingressos on-line que você imprime na hora, o que eu recomendo expressamente. Alguns museus têm longas filas de entrada e se você já tem seu ingresso na mão, pode fazer que nem eu, que passei na frente de todo mundo da fila, balançando meus ingressos pra cima, sem olhar para trás para conferir a cara de ódio da galera J

Não deixe de conferir 3 programas que eu considero imperdíveis:

Coffeshops: São estabelecimentos onde é legal comercializar e consumir maconha. Não sou usuário do “artefato” e nunca fui, e se você não se interessa pelo assunto, eu entendo perfeitamente. Mas, as coffeeshops fazem parte do roteiro turístico da cidade, e são interessantes pela forma como funcionam. Existem umas mais arrumadinhas e outras mais esquisitas. Para encontra-las é muito fácil: primeiro porque todas tem a palavra “coffeeshop” (tudo junto mesmo, meio holandesado) no letreiro, e segundo porque que o cheiro de maconha no ar entrega que existe uma coffeeshop por perto.

Red District: É a zona onde ficam as prostitutas, que trabalham se exibindo dentro de vitrines. Trata-se também de outra peculiaridade da cidade. Só não ouse tirar fotos, porque é proibido. Já li que elas chamam a policia e também que elas vão atrás de você com uma barra de ferros na mão. De qualquer forma, vi muita gente passando pelo Red District e ninguém tirou foto das prostitutas, portanto, não se atreva!

E por último, existe um passeio fora da cidade, há meia hora de trem, saindo da Centraal Station, que se chama Zaanse Schans, ou “cidade dos moinhos”. Trata-se de um local onde estão os famosos moinhos holandeses. É um lugar bucólico, de casinhas típicas holandesas, córregos, lagos, ovelhas, natureza, museus e lojas. Vale muito a pena ir, porém só é indicado em dias de sol.  Este lugar é um campo aberto, e se chover pode se transformar em uma bela furada. Site: www.zaanseschans.nl

Bom, pessoal, eu gostei muito da cidade, fiquei 5 dias e deu tempo para aproveitar todos os programas que eu descrevi em este post e para muito mais. Amsterdam concentra todas suas atrações em um perímetro limitado da cidade, portanto é possível fazer praticamente tudo a pé. A Holanda não tem uma gastronomia forte como a italiana ou a espanhola, mas oferece uma gama de queijos e sanduíches maravilhosa. As cervejas também são imperdíveis, com uma infinidade de opções!

Bom, acompanhe os posts da Ana Fonseca, que vive na Holanda há muitos anos e sempre escreve sobre a cultura, os hábitos e curiosidades do país.