Skip to content

Prós e Contras de Estudar nos EUA

18/11/2011

Renato Silveiro Alves
Orlando, Flórida – EUA
.

Projeto final de Fundamentos do Design

Irei contar os prós e os contras de estudar nos EUA, especialmente em Orlando na Flórida. Já ouvi de todos por aqui que na Califórnia ou ao Norte é bem diferente. Muitas coisas são típicas aqui do sul. O que irei descrever tem muito a ver com a faculdade que estou no momento, a IADT Orlando. Existem muitas coisas que são específicas de escola para escola e não dá pra descrever uma coisa só para todas. Muito do meu relato vem de experiência pessoal.

No geral eu acho que estudar aqui é mais fácil que no Brasil. Enquanto no meu último semestre na UNESP eu carreguei 13 matérias, aqui eu só curso três por vez. Em três dias da semana. Cada dia da semana, uma matéria só e as aulas têm a duração de 5 horas. Para cada hora de aula assistida, espera-se do aluno que estude, desenvolva projetos e trabalhos por, pelo menos 2 horas em casa. Às vezes esse período pode ser multiplicado por quatro, principalmente no final do trimestre com os trabalhos finais.

Prós

Tecnologia disponível. A escola tem aparelhos e programas de última geração. Biblioteca com grande acervo de livros, filmes e DVDs disponíveis. Pelo portal da faculdade, todas as lições e trabalhos, suas notas, participação e outras informações estão disponíveis. Os laboratórios de computação são muito bons e tem-se a opção de trabalhar em Windows ou mesmo em Mac.

Bons professores. A grande maioria dos professores são muito bons com, no mínimo mestrado. Os professores são muito acessíveis, gentis e interessados no seu aprendizado. Pegar matérias com professores doutores é realmente um desafio, eles exigem muito mais dos alunos. Se você não comparece à aula, recebe um email do professor e um telefonema por parte do seu advisor. Precisa-se explicar porque não compareceu à aula e isso fica registrado no histórico escolar.

Estacionamento grátis. Em Orlando o que mais existe é lugar para estacionar e com exceção do centro da cidade, em qualquer lugar os estacionamentos são de graça.

Poder voltar à faculdade depois de formado. A maioria das escolas particulares como a minha, você pode, depois de formado, voltar e assistir qualquer aula novamente sem pagar por isso. De vez em quando temos alunos na sala de aula que se formaram há alguns anos e que voltaram para se atualizar em programas que não estavam disponíveis na época em que eram estudantes. Mesmo quem quer fazer uma matéria novamente pode fazê-lo, quantas vezes quiser. Eu cursei desenho I e Sketching and Rendering duas vezes e pretendo fazer a última pelo menos mais uma vez antes da formatura.

Associação com professores e funcionários. A escola tem diversos eventos, piqueniques, festas e viagens onde professores e funcionários comparecem com suas famílias.

Em visita da faculdade a uma casa sustentável com amigos americanos

Auxílio econômico e psicológico. Quem estiver passando por dificuldades financeiras, pode receber ajudar alimentação, transporte e vestimenta. Existe um psicólogo disponível para conversar e encorajar os alunos. Pode-se marcar hora com o profissional sem ter que pagar consulta. Todo mundo precisa cuidar do psicológico não é? (rsss)

Aulas particulares. Pode-se ter aulas particulares com os próprios professores ou tutores sem pagar por isso nas instalações da faculdade.

Job Hunting. A escola possui uma micro agência de empregos que ajuda os estudantes a encontrar estágios e empregos antes e depois da formatura. Também corrige e elabora currículos e portfólios.

Facilidade de fazer amigos. Quase todos na faculdade são muito gentis e faz-se amizade com muita facilidade.

Contras

Transporte público. Orlando não existe metrô e o número de ônibus é pequeno. Muito pelo fato de os carros e a gasolina serem muito baratos. Então se você deseja ser Green (como eu), não tem a opção de deixar o carro na garagem e usar o sistema de ônibus. Eu levo 15 minutos para ir de carro. Precisaria pegar 2 ônibus para o mesmo percurso e gastar mais de duas horas para ir e 2 horas para voltar. Infelizmente não compensa.

Bolsas de estudo difíceis de conseguir. Se você não pertence a nenhuma minoria, se não é negro, hispânico, mulher, mãe solteira, asilado, militar, pobre, entre outros, é difícil conseguir bolsas de estudo. Mesmo sendo um aluno exemplar as bolsas são dadas primeiramente a americanos (todos os cidadãos inclusive porto-riquenhos ou portadores de Greengard), depois “se sobrar” para estudantes internacionais.

Financiamento caro. O governo financia 100% dos estudos para cidadãos, inclusive material escolar, estadia, alimentação e seguro saúde. No entanto todos têm que pagar. Faculdades e Universidades públicas aqui são pagas, mas o governo financia com juros baixíssimos e sem burocracia para conseguir o financiamento, uma vez que o aluno foi aceito. Por isso é possível uma pessoa pobre fazer medicina, se quiser. Mas, para estudantes internacionais o financiamento só vem de bancos com juros altos (embora mais baixos que os do Brasil). No entanto, fáceis de conseguir se sua família tem bom salário no Brasil.

Material escolar caro. Tudo na loja da faculdade é muito caro. Livros custam em média 200 dólares. Eu compro os meus usados na Amazon.com ou empresto de estudantes que estão em trimestres mais avançados. Essa é a vantagem de ser amistoso e ter amigos. Fiz muitos destes amigos nos eventos da faculdade ou dando ajuda para pessoas com dificuldades em matemática.

Inglês escrito. O inglês acadêmico é completamente diferente de tudo o que se estudou de inglês no Brasil. Todas as matérias têm apresentações em Power Point, redações e projetos que têm que ser escritos no formato MLA (Modern Language Association). No princípio foi muito difícil, tive que esquecer o que sabia, e começar tudo novamente.

Lei de plagiarismo rígida. Prós para uns (como eu), contra para outros. Só está aqui por que me lembrei agora. Todas as redações são submetidas eletronicamente e um programa de computador analisa a porcentagem de similaridade entre a sua redação e tudo o que existe na internet e no banco de dados da faculdade. Até 24% é considerável aceitável (porque quando se faz citações de textos famosos o programa reconhece). Se der 100% significa que você entregou a redação de outra pessoa. Neste caso o aluno é expulso e plagiarismo fica no histórico escolar para sempre. Um garoto da minha sala que comprou na internet um trabalho e o submeteu foi expulso no ano passado. Todos morrem de medo disso. No início do curso, um vídeo foi mostrado com um número enorme de pessoas, jornalistas, escritores, editores e outros americanos famosos que foram pegos em plagiarismo e perderam seus empregos ou tiveram suas carreiras arruinadas (é claro, tudo foi provado). Então esqueça o “copiar e colar” da internet. Tem que escrever tudo nas suas próprias palavras, mesmo assim, se as idéias forem de outros e não citar a fonte (no texto) ainda é considerado plagiarismo.

Abuso da tecnologia. No verão morre-se de frio dentro da faculdade por causa do ar condicionado e no inverno, passa-se calor.

E por último, tenho que dizer infelizmente…

Racismo. Existe um racismo muito forte nos EUA. Negros e hispânicos se ressentem muito do americano branco e todos são atacados mesmo sem motivo. Estes se comportam muito mal nas aulas e nas dependências da faculdade, como se desafiassem alguém a dizer a alguma coisa porque a lei os protege. Em aulas onde o professor é branco eles desafiam a todo o momento a paciência e autoridade do professor e dos outros alunos. Em aulas onde o professor é negro ou hispânico, eles tornam-se santos. Ouvi de uma professora negra que eles irritam de propósito e depois se fazem de vítima dizendo que foram vítimas de racismo. Ela ainda me disse “É provado, sabia?” Quando você faz um ótimo trabalho, a maioria dos alunos americanos brancos elogiam e até pedem ajuda. A maioria de negros e hispânicos tentam encontrar qualquer falha e pouquíssimos tem um elogio sequer a dizer. Não gosto de generalizações, mas tenho prestado muita atenção a isso (há exceções, é claro, e ao norte “dizem” que é bem diferente). Para quem foi criado no Brasil e que não sentia isso na pele, é difícil ser maltratado por ser branco (ou branquelo como já fui chamado). Também são a grande maioria dos que não entregam trabalhos e lições. Chegam atrasados, reprovam e sempre estão metidos em confusões. Mas a culpa nunca é deles…

Trabalho final de Interior Design I para converter uma casa comum em um projeto sustentável

Kitchen and Family room elevation

No projeto da mesma casa o cliente pedia um estudio de Fashion Design

36 Comentários leave one →
  1. 18/11/2011 18:42

    bem interessante =)

  2. 18/11/2011 19:27

    Fiquei com a dúvida: o preço é o mesmo para pobres e ricos e não tem universidade “pública”, certo? Então a diferença é que o pobre passa a vida toda pagando o financiamento e o rico paga a vista ou paga antes? Como é que uma pessoa sem recursos pode chegar à faculdade se igual vai ter que pagar pelos estudos? Não entendi muito bem como funciona…

    • RenatoAlves permalink
      18/11/2011 21:10

      Glenda
      A Michele já explicou bastante. Os ricos pagam a mensalidade. Você pode ir pagando um fundo para seu filho estudar e quando ele chega à idade da faculdade a faculdade está paga. Ou a opção de conseguir o financiamento completo do governo e pagar quando estiver no mercado de trabalho. O interessante é que, embora seja caro, é mais barato que no Brasil. Uma boa faculdade de medicina ficaria em torno de 100 mil dólares o que, um médico, poderia pagar de volta em poucos anos ou pagar normalmente por 15 anos. No Brasil, um curso equivalente fica em torno de 252 mil reais (meu primo estuda medicina na PUC e paga 3.500 reais mensais) Meu amigo aqui, que não tem dinheiro para pagar faculdade, aplicou na segunda feira e na quarta feira estava já na sala de aula. Ele terá a opção de pagar 130 dólares mensais por 15 anos ou pagar mais e pagar na metade do tempo. O que eu acho justo é a possibilidade de você fazer o que quiser independente da condição financeira. Por ex, em SP uma pesquisa mostrou que somente 3% dos alunos da USP não poderiam pagar a Universidade enquanto 97% vêm de famílias de boa condição financeira. Isso se deve porque, como fizeram escolas particulares a vida inteira, saíram-se bem no vestibular. É quase impossível para quem estudou a vida inteira em uma escola pública do Brasil competir com esses alunos. Por isso no estacionamento da USP só se vê carros importados. Ou seja, ricos estudando de graça enquanto pobres não têm acesso à educação superior. Mesmo que alguém pobre passe no vestibular, como comprará os caros livros da faculdade de medicina? O que eu acho justo é que quem teve seu curso pago, agora, trabalhando, paga o de alguém que não pode. O governo só administra esse repasse. Se a pessoa der o calote, seu diploma não caçado e muita gente faz isso.
      Eu não pude fazer arquitetura no Brasil (meu sonho) porque meu pai não podia pagar e eu não consegui financiamento. É claro que a faculdade pública gratuita é bem melhor que o sistema daqui, mas somente se quem estudasse nelas, fossem só pessoas que não tivessem condição financeira para tanto. Bjs

  3. Michelle Depenbrock permalink
    18/11/2011 20:03

    Otimo post Renato. Engracado que tenho muitos amigos estudantes aqui no Texas que se queixam de que estudar aqui eh muito mais dificil que no Brasil. Dizem que a cobranca e a pressao eh maior… eu fico quieta porque nao estudei aqui ainda entao nao sei.

    Glenda,
    Nos EUA ha dois tipos de universidades: as publicas e as privadas. Sendo que publicas nao querem dizer gratuitas, como vc mesma deve saber pois colocou a palavra entre parentesis. Geralmente as pessoas com melhor condicao financeira pagam escolas privadas (como a Harvard – se eles forem aceitos la) para seus filhos, e as pessoas com menos condicao economizam a vida inteira pra pagar a universidade ou pegam student loans, que eh um programa de emprestimo bem interessante porque os juros sao bem baixos. Na maioria das vezes o estudante segue pagando a faculdade apos a formatura, quando ja esta estabelecido no mercado de trabalho. Aqui ha a cultura de que os pais precisam economizar a vida inteira pra pagar os estudos dos filhos (porque eh caro mesmo) caso eles nao consigam bolsa concedida pela propria universidade por bom desempenho em esporte ou qualquer outra atividade que seja de interesse da universidade, ou ate mesmo boas notas. Ah… esqueci de dizer que os estudantes internacionais pagam muito mais caro pelos estudos do que um americano. As universidades costumam ser mais baratas tambem se vc eh residente do estado. Exemplo: Um estudante da Florida vai pagar mais pra estudar numa universidade do Arizona do que um residente do Arizona. Acho que eh porque vc paga as taxas a vida inteira no estado em que reside.
    Espero ter esclarecido um pouco sua duvida.

    • RenatoAlves permalink
      18/11/2011 21:16

      Obrigado Michele por me ajudar a responder a pergunta da Glenda. Sabe o que eu acho muito bonito Michele? Na minha classe de Literatura & Filme tem uma senhora negra que é empregada doméstica estudando Fashion Design e ela tem 48 anos. Minha professora que é doutora, terminou a primeira faculdade aos 50 anos, depois dos filhos criados. Ela me disse que se não fosse por financiamento nunca teria feito a primeira faculdade. E muitos outros exemplos de gente sem condição estudando. Não sei ao certo se isso seria possível no Brasil…Você já assistiu ao filme de um cara que quer entrar na faculdade mas os pais ricos acham que ele que deveria pagar e ele tenta-se fazer por pobre e negro para conseguir um financiamento ou uma bolsa?? Muito engraçado…bjs

      • Michelle Depenbrock permalink
        22/11/2011 21:43

        Imagina… um prazer Renato. Nunca vi esse filme nao… qual o nome? Preciso assistir!

  4. maria regina bernardo permalink
    19/11/2011 15:21

    oie Renato
    Adorei.Muito esclarecedor.
    Sim e a desigualdade continua no Brasil. Eu estudei numa universidade pública (UFC) mas, como diz a minha familia, meu curso era de POBRE (HISTÓRIA). kkkk Mas a maioria dos meus alunos na escola pública, não consegue passar no vestibular para uma universidade pública e vai tentar o financiamento (FIES) para as faculdades ou universidades privadas.

    • RenatoAlves permalink
      19/11/2011 15:28

      Regina
      Na escola que eu lecionava no Brasil, quase todos os professores eram da USP vindos de famílias de classe média alta no Brasil. Somente o professor de história veio de família pobre. Ele tentou arquitetura por anos e nunca conseguiu entrar, até que decidiu tentar o vestibular por algo mais fácil de entrar e fez história. Ele se ressente, assim com eu porque não pudemos fazer o curso que desejávamos no princípio. Espero que mude um dia…Abs!

  5. 21/11/2011 21:08

    Renato, muitos (não todos) marroquinos aqui na Holanda agem exatamente como você falou sobre os negros e hispânicos no sul dos EUA. UM SACO !! São abusados, provocadores, sonsos… Claro, a maioria que vive pela Europa são minorias bérberes. Chegam a odiar a Holanda, os valores ocidentais… só não odeiam o welfare system – porque não são bobos.

    • Alexia Taylor permalink
      31/12/2011 23:17

      Anita e Renato, voces estao certissimos. Negros e hispanicos nos EUA e marroquinos na Europa sao sonsos, abusados, e so querem saber do welfare system ou entrar na universidade de forma mais facil aproveitando-se da raca e da condicao social. O interessante e a paciencia de alguns governantes com essa gente. Ah fico muito chateada. Eles conseguem morar em bons apartamentos,entram na universidade e ainda saem doutores. Quando morei em Londres encontrei alguns destes abusados morando no Chelsea em apartamentos pagos pelo governo. Por isso morro de saudades do Brasil, onde voce entra na USP e quase nao ve diversidade cultural, todo mundo entrou por merito. O merito e a unica forma de chegar la. Tambem tenho saudades de ver as minorias esmagadas na pobreza, dormindo nas ruas, andando com os pes descalcos, criancas na rua roubando e pedindo comida e, o mais importante, esperando por nos la no sinal com um fuzil na mao para acabar com nossas vidas e nossos sonhos em um segundo. No Brasil todos nos estamos perdendo e a exclusao de alguns grupos tambem torna nossas vidas um inferno.Entao essa paciencia com as minorias e uma forma de evitar a barbarie que ocorre no nosso pais E bom viver por aqui mas as vezes sentimos falta da desigualdade e bad governance do Brasil. Nos construimos aquele pais, por isso somos desrespeitados aqui e na Europa. Aquilo que esta la hoje e culpa da nossa mentalidade mesquinha e individualista. Seus comentarios revelam a mentalidade do europeu pobre que migrou parao Brasil.

  6. 23/11/2011 20:06

    Ola a todos.
    Renato.Muito esclarecedor esse seu post.Morei nos EUA, na boa e linda Califa por um ano,de intercambio aonde deixei o couro de tanto trabalhar.Mas valeu a pena,melhorei o meu ingles americano(embora prefire o britanico mas isso é outra historia..) e morar ai me fez muito mais feliz de ser brazuca.

    Vi o filme sim que voce falou acima.Possuimos quase a mesma idade entao dever ser na nossa epoca.Realmente muito engraçado.Depois posto o nome.Irei lembrar.Ao meu ver,o sistema educacional é cultural,como a saude.O sistema americano é diferente do italiano que é do brazuca e pelo que vi da Espanha.,etc.Similaridades,coisas boas e ruins existem por tudo.Mas pelo que vi nos EUA é tudo by $$$.Sem dinheiro,voce nao é ninguem.E morei ai antes da crise e do 11 de setembro.Uma coisa boa do Brasil sao as universidades publicas ao meu ver cujo acesso depende de sorte mas tambem de estudo e pensar sobre pressao(vestibular).Estudei em uma ja que em uma Puc da vida seria impossivel:No RJ falavamos que quem estuda nao PUC nao paga mensalidade e sim ingresso ou consumaçao.

    Acho que algumas etnias sao sempre mais explosivas que outras.Faz parte pois ninguém é igual.E a malicia brasileira faz bem nessas horas por sermos ligados,percebermos o golpe.Mas é bom lembrarmos que embora nao falem diretamtente provavelemente a nos, para europeus ou norte-americanos,no fundo ou no subconsciente deles os brasileiros sao iguais a africanos,latinos,etc( ou seja estrangeiros).Eu nao acredito em educaçao de fachada ou palavras bonitas.Na Italia isso é visivel.

    Mas que agora estamos na moda e com mais dinheiro isso é fato.Vi que portugueses e alguns europeus como italianos,espanhois, estao indo pro Brasil e Africa atras de empregos pois nao conseguem se manter no proprio pais.O que é a globalizaçao,viu?

    Boa noite a todos.

  7. Sigfried permalink
    09/07/2012 23:44

    Me desculpe mas se você é aquele à esquerda na foto do perfil só seria chamado de branquelo na ágrica, no sul dos estados unidos será ou latino / porto riquenho ou simplesmente negro a depender do estado para onde for. Sugiro não se importar com estes estereótipos e focar nos estudos. Preconceitos são alimentados por diferenças econômicas e ignorância, não têm lugar em um mundo de cultura e excelência.

    • RenatoAlves permalink
      10/07/2012 0:26

      Rapaz
      Você não sabe nada sobre mim. Eu não me importo com a minha cor ou a cor dos outros, só relatei como já fui chamado pejorativamente por alguns negros. Minha ex-noiva era negra e eu me orgulhava muito disso. Também tenho uma sugestão a você. Não tire conclusões precipitadas de pessoas que você não conhece. Isso também não tem lugar em um mundo de cultura e excelência.

  8. Paulo permalink
    11/10/2012 21:24

    Olá Renato, você poderia me dizer qual é a grande diferença ou citar pelo menos uma entre o Modern Language Association e o Inglês normal?

    • RenatoAlves permalink
      13/10/2012 13:23

      Paulo
      Não há diferença nenhuma entre o inglês comum e o MLA porque MLA não trata das palavras, frases ou idéias. MLA é como o texto é formatado. Espaçamento, título, maneira de citar no parágrafo( existem dezenas de tipos), bordas, tamanho da letra, estilo da letra, tamanho do parágrago e por aí vai…

  9. Jorge permalink
    26/10/2012 5:28

    OIá Renato, meu nome é Jorge e eu tenho 18 anos, acabei de me formar no ensino médio e estou terminando meu curso de inglês.
    Não tenho condições de pagar, precisaria de uma bolsa. Ao pesquisar encontrei alguns resultados dizendo ser possível consegui-la, Quando você diz que é difícil, você pode me explicar o quão difícil é para conseguir essa bolsa? Minhas notas no ensino médio giram entre de 6.5 e 8, com essas notas é possível? Meu sonho é realizável?

    • RenatoAlves permalink
      26/10/2012 12:53

      Jorge
      Eu não tenho como medir o grau de dificuldade de conseguir uma bolsa. Alguns conseguem, alguns não como eu. Se vc não tem condições de pagar já é bom, porque já preenche um requisito. Tem que escolher o curso, escolher a faculdade, depois ir conversando com a faculdade. Na página das escolas na internet você encontra o processo da bolsa. Abs

  10. Jorge permalink
    27/10/2012 3:11

    Obrigado Renato, tenho outra pergunta, desculpa incomodar.
    Por exemplo eu posso me inscrever em quantas faculdades eu achar necessário ou só em 1?
    E se eu não conseguir a bolsa eu posso fazer de novo o SAT e o TOEFL no ano seguinte e tentar pela segunda vez?

    Obrigado pela atenção. Abraços

    • 27/10/2012 13:12

      Vc pode se inscrever em quantas quiser, mas tem que pagar pela inscrição. Também tem que pagar depois da segunda inscrição para mandar uma cópia do TOEFL para cada faculdade inscrita. Está lá escrito na página do TOEFL. O TOEFL é válido por dois anos. Acho que vc precisa pesquisar um pouco mais. Vc pode tentar quantas vezes quiser. O fato é pesquise, saiba tudo sobre o processo. Eu li mais de 4 vezes todas as instruções da minha faculdade e da página do consulado. E mesmo assim acho que não pesquisei o suficiente
      Abs

  11. Douglas permalink
    15/02/2013 4:52

    Renato, como que você fez para estudar em Orlando? Quais foram os passo? Tenho que ter sorte, por causa do visto?

    • RenatoAlves permalink
      15/02/2013 14:53

      Douglas
      A minha história está toda registrada lá no meu blog
      Abs

  12. Nathalia permalink
    17/07/2013 16:24

    Terminando o ensino medio no Brasil eu ainda vou ter que fazer o 4 ano na High School?

  13. Milena Almeida permalink
    22/07/2013 23:33

    Gostei muito do seu post, muito esclarecedor. Gostaria de saber como vc se preparou para passar pra uma faculdade americana e se vc tem alguma dica, pq eu gostaria muito de fazer minha graduação nos EUA.

    • RenatoAlves permalink
      23/07/2013 2:19

      No meu blog eu conto tudo, tem que ir lá e ler
      Abs
      O blog se chama Um Brasileiro na Terra do Tio Sam

  14. 17/08/2013 18:15

    Olá amigo , como vai estou indo para a Florida agora em dezembro para estudar inglês ESL , acho que vc sabe que ai nas escolas publicas são gratuitos este curso, também penso em transferir minha faculdade ai , isto seria possível ? pois estou no 2º ano de química, outra coisa , sou técnico químico e também técnico de operação química , é possível encontrar emprego nesta área ai no estado, obrigado amigo

  15. 19/08/2013 10:13

    Não sabia sobre esse curso. Você vem com visto de estudante?
    Leia isso
    http://brasileirovivendonoseua.blogspot.com/2013/02/como-imigrar-para-os-eua_16.html
    Abs

  16. 15/09/2013 19:03

    oi muito bom seu post. quem tiver dinheiro e interesse de estudar no estado de New York. Favor falar comigo! trabalho pra faculdade Monroe College.
    bjao

    • Nice D`Almada permalink
      02/01/2014 20:05

      Oi Tenho 50 anos e quero fazer minha 1° faculdade. Moro há 20 anos na Alemanha e meus filhos estao indo estudar por 1 ano nos EUA. A minha pergunta é: Consigo fazer uma faculdade nos EUS com 50 anos? Tenho tendencia para a área de Ciencias Humanas ou Sociais. Como é o mercado de trabalho? Gostaria de todas as informacoes possíveis que pudesse me dar. Desde já agradeco pela atencao. Abracos.
      P.S: Dinheiro nao é problema.

  17. 05/02/2014 12:45

    Renato, como vai? Tenho 32 anos e quero voltar a estudar para fazer um segundo bacharelado. Aqui no Brasil estou achando o ensino caro e de baixa qualidade, então, estava disposto a ir para os EUA. Poderia me falar um pouco sobre o processo para se conseguir isso? Obrigado, abs!

  18. Wanessa permalink
    05/03/2014 13:16

    Eu moro no brasil .. Meu sonho e me forma em medicina …e morar ou em atlanta ou na florida . Queria saber .. Qual a opcao mas facil … Fazer faculdade aqui no brasil .. Ou fazer ai nos EUA … e oq e preciso pra ir para os estados unidos .. Formado aqui no brasil .. ? Me ajudem .. Nao entendo muito .. Por isso que peco ajuda aqui … Please ..

    • 07/01/2015 8:03

      O Renato não publica mais textos no BZ há anos. Portanto não pode responder diretamente às perguntas de cada um dos leitores aqui. Por favor, verifiquem o blog pessoal dele Um Brasileiro Vivendo na Terra do Tio Sam, um blog excepcional. Boa sorte a todos !

  19. Rogerio Gret permalink
    27/08/2014 15:54

    Estudei em Boston e parece ser muito diferente de estudar em Orlando. Nunca percebi conflitos raciais ou étnicos (exceto na TV), o conteúdo era muito mais puxado que no Brasil (incomparável, mas de uma forma organizada e geralmente justa), não havia tanta atenção individual e estacionar lá é um inferno (mas o transporte público é maravilhoso). A avaliação geralmente é em curva, ou seja, você só passa se superar alguns dos demais alunos da classe. Se todo mundo estudou muito, o cara que estudou menos toma um D (ou F).

    Similaridades: Material escolar caro, disponibilidade de financiamentos, agência de emprego (estágios) interna muito útil.

    Não foi mencionado no artigo, mas tenho a impressão que a cultura americana valoriza muito mais o networking dos alumni. Se você estudou no MIT, um outro cara que estudou no MIT quase sempre vai lhe receber com atenção especial, como um parceiro ou antigo colega. No Brasil, se você estudou na USP, um outro ex-estudante vai geralmente achar que isso é uma coincidência interessante

  20. 07/01/2015 4:15

    Renato como vai ? Tenho duas duvidas kkkk…..estou preste a me formar em relações internacionais,faltam-me duas disciplinas apenas e se da por encerrada.Enfim, vc sabe me dizer como e a carreira de um analista internacional por ai? Outra duvida ja estou bem saturada do Brasil,vivi ai alguns anos.Estou pensando que ao inves de eu perder mais um semestre aqui no Brasil,queri pedir a minha grade e validar ai,e terminar as disciplinas por ai mesmo.Por que pelo tenho lido a maioria dos cursos precisam passar por validacao,nao sei o caso de relações internacionais tendo em vista que e um curso bem Global,rsrrsrs.
    O que vc me sugere terminar aqui mesmo? ou correr logo para o desafio que tenho que enfrentar ai pela frente….

    Obrigado

    • 07/01/2015 8:00

      O Renato escreveu durante um curto e marcante período para o BZ. Há anos não o faz mais. Por favor, qualquer pergunta a ele pode ser feita no blog pessoal, o “Um Brasileiro na Terra do Tio Sam”. Ao chegar lá, vejam primeiro por favor nos arquivos se já não há uma resposta para suas dúvidas. Agradecemos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: