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Consumismo: eu sou mesmo exagerado…

13/03/2012

Edu
A Corunha, Espanha
.

Antes de começar a ler este post, já vou avisando: não estou criticando o Brasil, estou apenas apontando diferenças.

Começo este post pisando em ovos, porque recentemente tenho visto muita agressividade nos comentários tanto do meu blog como nos blogs de outros colegas que vivem no exterior. Pessoal, não temos a intenção de falar mal do Brasil (nem estamos deslumbrados, como muitos costumam dizer). É necessário entender que nós nos encontramos diariamente com diferenças politicas, culturais, sociais nos países onde vivemos e nossos blogs tem exatamente o papel de mostrar essas diferenças. Se em algum post criticamos o Brasil, é porque a critica é procedente, e como diz o velho ditado, “só é cego aquele que não quer ver”.  O Brasil pode ser a 6º economia do mundo, mas tem uns dos piores IDH´s do planeta.  E isso às vezes se nota, e fica muito mais evidente para quem mora fora.

Bom, já fiz minhas ressalvas, quem não gostou que vá me xingar no Twitter. O post de hoje foi inspirado no post da minha amiga Anita do blog Greetings forHolland que escreveu sobre o dia dos namorados na Holanda, uma data que praticamente ninguém leva muito em conta por lá. Isso me fez lembrar uma coisa que ocorre no Brasil e que eu só percebi morando fora. O exagero consumista. Me explico:

A páscoa, por exemplo, é um evento cristão, e como todo o bom país católico, é celebrada aqui na Espanha. Mas, praticamente não vejo muitos ovos de Páscoa, diferente do Brasil onde as lojas ficam inundadas de ovos até o teto, pessoas vestidas de coelho circulam pelos shoppings e nos almoços de família ocorre a tradicional troca de ovos. Eu cheguei a participar no Brasil até de um “ovo oculto” (sem maldade, por favor. Se tratava de um amigo oculto, só que de Páscoa). Aqui na Espanha tem ovos de páscoa também, mas tem que procurar muito para achar.

Dia das mães e dia dos pais. No Brasil, até pouco tempo atrás o dia das mães era considerado, se não me engano, a terceira data mais importante para o comércio (acho que só perdia para natal e dia dos namorados). No Brasil, de cada cinco comerciais, três são de dias das mães nessa época do ano. As lojas distribuem encartes com sugestões de presentes e o dia das mães é, normalmente, comemorado em família. E coitado do filho que não leva um presentinho para mãe. Aqui na Espanha, o dia das mães passa batido. Já o dia dos pais é feriado (no caso, dia 19 de março, dia de São José).

No Brasil, o dia dos namorados é um terror para quem não tem namorado (a), porque no dia 12 de junho, não se fala em outra coisa. Já passei muitos dias dos namorados no Brasil sem namorada e tive que ficar escondido em casa para não passar vergonha!

E o Natal? Nossa o Natal no Brasil era um prejuízo. Imaginem só: ceia de Natal com 20 pessoas. Na mesa estava minha mãe, meu pai, tios, tias, avô, avó, sobrinho, prima bebê, prima adolescente, prima velha, e…. presente para todos!!! Aqui na Espanha não existe presente de Natal.  Os presentes são dados no dia de Reis (6 de  janeiro), e só quem é criança ganha presente.

Bom, podia dar mais exemplos de outras datas, mas acho que vou me alongar demais. Aqui na Espanha (e isso se estende pela Europa afora), todas as datas comemorativas que existem no Brasil também  são celebradas, só que de uma forma muito mais discreta. A Europa então é sem graça? Pode ser. Mas no Brasil as comemorações são geralmente levadas muito ao extremo, talvez porque exista um apelo comercial muito forte.  É o famoso 8 ou 80. Talvez aqui as pessoas deveriam dar um pouco mais de importância à estas datas, e no Brasil  povo não deveria ser tão exagerado. Para nós brasileiros que vivemos no exterior, toda essa “pressão” faz com que essas datas sejam mais tristes, já que em muitos casos vivemos longe da família todo o ano.

Acredito que a causa dessas diferenças é, mais uma vez, o fator socio-cultural. O europeu é extremamente mais discreto que o brasileiro, e logicamente, essa discrição é refletida na forma como eles comemoram essas datas. Aqui o povo também ama a mãe, o pai, a namorada (o), os avós, igual ao brasileiro, só que o caráter do povo aqui é diferente. Não rola tanto beijinho, abraço, coisas do tipo “eu te adoro”, “eu te amo”, etc…

Eu particularmente acho legal a forma como as datas no Brasil são comemoradas. Os brasileiros vivem essas datas de forma mais intensa e isso é bom, porque une as famílias, e sem duvida, ajuda a economia se desenvolver.  Porém, para quem leva já um tempo morando fora, eu vejo essas comemorações com certo exagero. Quando chegar o dia das mães em maio, preste atenção nas propagandas, no movimento das lojas e na pressão que você vai ser submetido. Depois você me diz se não achou todo um pouco exagerado.

17 Comentários leave one →
  1. 13/03/2012 8:40

    Oi Edu! Olha, vou ter que concordar com algumas coisas e discordar com outras.

    Eu acho o povo aqui bastante consumista.
    1) Quer coisa mais maluca que os primeiros dias de Rebajas???
    2) Com a influência americana, as crianças agora ganham presentes de Natal e Reyes!!! E, que eu veja, não é só criancinha que ganha presente no dia de Reyes não!
    3) Me dei conta que o dia dos pais estava chegando pelas propagandas na TV. As vitrines das lojas já estão com campanhas publicitárias, igualmente como no dia das mãe e dos namorados (só não lembro de ver o tal dia da criança). Aqui em Sevilla não é feriado no dia de San José!!!! Mas acho lindo que o dia dos pais seja comemorado nessa data, pelo menos parece que tem alguma relação com a paternidade.

    Por outro lado, a Páscoa não é nem de longe celebrada como no Brasil. A Semana Santa de Sevilla é coisa séria e ninguém troca chocolates…

    Eu, sinceramente, ligo para a minha família no Brasil porque sei que lá eles sentiriam muito se eu esquecesse… Mas eu acho tudo isso uma grande bobagem, Há tempos que já não troco presentes no dia dos namorados… e este Natal eu tentei comprar o mínimo possível, só para não passar em branco mesmo. Não acho que isso seja motivo para me definir como sem graça… odeio comprar presentes por obrigação, por uma data específica, gosto de presentear meus seres queridos quando vejo algo que me faz lembrar deles, ou quando encontro algo com a cara deles, enfim… sou “graciosa” a minha maneira!

  2. 13/03/2012 11:05

    Eu gostei do seu texto e já compartilhei pelo Facebook! Eu também concordo e discordo com alguns pontos do seu texto:

    – realmente é triste chegar no Brasil com a experiencia de vida do exterior e sermos taxados de deslumbrados ou de metidos por termos os olhos abertos e habilidade de apontar os defeitos do Brasil. Tenho certeza que aqueles que nos dizem isso seriam os primeiros sair do Brasil na primeira possibilidade.

    -quanto ao consumismo, aqui também existe, menos que no Brasil com certeza, mas também existe. Eu moro na Alemanha e aqui é infernal o que os pais fazem pra garantir certas conquistas dos filhos, por exemplo. Aqui as criancas ganham centenas de presente quando tiram nota boa na escola, quando fazem primeira-comunhao, e eventos similares. Quando se pergutna à uma crianca o porque da primeira-comunhao, por exemplo, elas enrolam e acabam dizendo que é por causa do presente. Grande hipocrisia…é assim que se desenvolvem os grandes religiosos do planeta….

    -mas o Brasil ainda é pior, porque compram sem pensar, se desesperam por ofertas relampago das 5 da manha de lojas populares, passam 24 horas em shopping center se deixar, sao viciados em ofertas. Mas ninguem (ou poucos) atentam à oferta de livros, ao lancamento de um livro com a presenca do escritor pra trocar umas palavras….nao….isso nao dá ibope….BBB dá, a vida dos outros dá…..e assim, como voce falou, continuaremos a ser a 6a ou 5a ou até a primeira economia do mundo…..mas nunca seremos desenvolvidos!!!!!!

    ACORDA BRASIL!!!!!!!!!!!!!!

  3. 13/03/2012 11:53

    Edu, acho o Brasil consumista, mas o americano é muito mais né? Aqui, quando termina uma festa, a loja já está enfeitada com outro motivo. Acabou o dia dos namorados? As vitrines já estão verdes esperando o St. Patrick Day. Como o americano gosta de se preparar com fantasias e motivos específicos, eles compram muito. Por exemplo, na final do futebol americano universitário, tinha revistas com manuais do que preparar para suas visitas, os enfeites para comprar. Uma loucura! Natal, ninguém compra lembrancinha, é presentão mesmo e para filhos, irmãos, pais, sogros. Todo mundo ganha algo. Dia dos namorados, os filhos ganham presentinho, os conjuges, a professora dos filhos, vizinhos…a regra aqui é comprar sempre. Eu não sei como as pessoas dão conta de comprar tanto e de usar tudo que compram. Há 2 semanas as lojas lançaram as roupas da primavera (que ainda não chegou), hoje já começaram as promoções com até 50% nas roupas recém-lançadas. Eu acho isso um absurdo! nem consegui usar as roupas que comprei na promoção de dezembro…

  4. 13/03/2012 12:24

    Aqui nos EUA em alguns sentidos é parecido com o Brasil e em outros não. Por exemplo, não encontro ovo de chocolate a não ser que vá ao supermercado brasileiro (que aliás desisti desse lugar porque Natal passado paguei os olhos da cara em 4 panetones bauducos que estavam secos). No entanto, o comércio pega pesado e as pessoas são consumistas sim. Saem atrás de presentes em todas as datas. Mas vale dizer que eu observo as pessoas com uma ou duas sacolas no máximo. Se for ao Premium Outlets de Orlando e ver pessoas com malas gigantes ou 12-15 sacolas, aí são brasileiros com certeza. Mesmo no Brasil nos shoppings a gente observa muitas pessoas com muitas sacolas. Meus colegas de trabalho, tinham uma lista imensa das pessoas que tinham que presentear no Natal. Já faz uns 20 anos que eu avisei a minha família inteira. Não compro presente pra mais ninguém em data nenhuma. Quando eu tiver vontade compro e presenteio. Também não me dê nenhum presente em datas. Todo mundo entendeu e ninguém criticou. Fiquei livre desse laço…
    Eu gosto muito de comprar, mas fico contente mesmo de achar promoções, coisas fora de época, “clearances” (limpezas das lojas) onde você paga uma mixaria por bons produtos.
    Acho que o comércio dominou essas datas no mundo inteiro, mas no Brasil é apelativo. Aqui também viu? No Black Friday, as pessoas acampam na frente das lojas 2 ou 3 dias antes! Ridículo…

    • Lucido permalink
      30/05/2012 15:47

      Renato, voce é muito deslumbrado com os Estados Unidos.

      Os americanos são tão egoisticamente consumistas como os Brasileiros. Já viu Brasileiro ficar em filas dois dias antes do lançamento de um produto, mal elaborado e cheio de defeitos no software?

      Eu nunca vi no Brasil. Nos Estados Unidos, todos os estados tem isso. Os Estados Unidos são bem parecidos com o Brasil. A diferença é que eles são mais generosos. O Brasileiro é mais pão-duro, mesquinho.

      Mas o Brasileiro não apoia tanto guerras, onde milhares de inocentes morrem. Os Americanos sim.

      Menos, Renato. Menos.

  5. 13/03/2012 13:28

    Ai, estou no trabalho, o novo diretor atras do meu computador…
    Europeu ‘e mais contido sim na hora de fetejar feriados e dar presentes em geral.
    Mas olha: aqui se comemora o Sinterklaas dia 5 de dezembro (ok, presentinhos SO para as crian’cas) e depois tamb’em o Natal ! E tem mais o ” segundo Natal” no dia 26, onde se festeja de novo (n~ao, n~ao com ceia, mas compra-se mais comida).
    Eu tive que rir com esse post sobre consumismo… Muitas vezes quando ia de f’erias ao exterior eu fu’cava as lojas de decroa’c~ao em busca de algo especial… o P. reclamava.

  6. 13/03/2012 14:29

    Olha meses atras eu assisti uma entrevista do “comico” İnri Cristo que declarou “nao gostar do Natal porque é a data onde o pobre se sente mais pobre” … lunático ou nao ele tem razao. E vejo da mesma forma todas as outras datas. pra quem é abastado ok? (afinal cada um gasta o dinheiro que quer) mas pra quem nao é esse consumismo desemfreado impele os mais humildes a se enfiar em parcelas que vao lembra-lo pelos doze meses daquela divida que fez. İsso impulsiona a economia ? Sim, é fato. Mas também aumenta o número de inadimplentes com o nome no SPC ou SERASA. Abraço !

  7. 14/03/2012 10:52

    Galera, de boa, o consumismo é mundial e infelizmente nao so no Brasil.Talvez as datas para aumentar as vendas sejam outras,mas dizer que nao existe no mundo é bem exagerado…

    O consumiso no Brasil é grande porque tem mercado para isso.Alias,a força brazuca é ter tantas pessoas em idade de trabalho e com poucas vagas apesar da economia em alta,isso gera competiçao e empregos inusitados atè de coelho da Pascoa.Fora a cultura brazuca catolica e valorizar a Pascoa,fora ser a terra do cacau,fora ser um pais com muitas crianças(chocolate),fora ter varias empresas nacionais e estrangeiras que fabricam chocolates,fora o mercado publicitario que vende ate a mae,etc.

    Edu,voce acertou em parte mas discordo de voce falar sobre a Europa.Po,a Europa sao varios paises com fatores culturais diferentes,uns ricos,outros pobres,uns protestantes,outros catolicos,outros com grande parte da populaçao com outras religioes,etc.No pais aonde vivo,nao deve nada ao Brasil e existem ovos de Pascoa tambem por aqui com a tal cultura do chocolate a milhao aqui tambèm.

    Eu acho que na verdade o problema nao é falar dos defeitos obvios do Brasil.Tem que falar mesmo e questionar isso.O problema é sempre falar dos defeitos,como se o Brasil nao tivesse qualidades e ver esses mesmos defeitos no exterior como cultura,diferenças sendo que no Brasil é defeito.Isso parece maquiar a informaçao quando é conveniente.

    Pego como exemplo a educaçao:o cara é mal educado no Brasil e falamos que é coisa de brasileiro,mas se for um estrangeiro mal educado é cultural.Po,nao da,né?Se tem mal humor ou nao aprendeu nada em casa em qualquer lugar do planeta,o cidadao deixa a desculpa pra critica.

    Grande abraço.

  8. 14/03/2012 13:50

    Eduardo, você tem razao, mas queria dizer que eu tento ser o mais moderado possivel nos meus posts. O Brasil tem suas qualidades e defeitos como qq lugar do mundo, alias nao existe país perfeito. Repare que no final do meu post eu até acho que no Brasil essas datas unem muito mais as familias do que aqui na Espanha, já que existe a tradicao de almoço de pascoa, almoço de dia das maes, almoço de dia dos pais, etc…. O consumismo vai além da nacionalidade, é um impulso humano. O que eu acho é que no Brasil vc sofre uma pressao muito grande para consumir. Voce é praticamente obrigado a dar presentes

  9. 14/03/2012 20:59

    Gente, agora posso escrever livremente.
    Em compração com vários outros povos, o holandês é super contido com essa estória de dar presente.
    A princípio, só há um motivo para se dar um presente a alguém: se vc for convidado para uma festa de aniversário.
    Mmmm… ok, se você for convidado para uma open house porque seu amigo comprou uma casa nova então você compra um buquê de flores, ou um vinho de preço módico ou dá uma planta legal. Nada muito caro, pois não seria decente.
    Agora, não existe essa de que foi ao exterior então vc traz presentinhos para os colegas de trabalho, os familiares os vizinhos… argh, isso não ! Que cafona. Pode no máximo trazer uns biscoitinhos típicos do local e passar entre os colegas do escritório. Também não se presenteia namorado (a) para comemorar uma semana, três meses de namoro, seis meses, um ano ou uma década.
    Quando uma críança nasce, envia-se um cartão. Se os pais convidarem para uma visita, aí você leva um presente para o recém-nascido.
    Como já disse, durante o Sinterklaas em 5 de dezembro só as crianças p.e.q.u.e.n.a.s. ganham presentes. No Natal a festa concentra-se no jantar (cedo) sem presentes. Aqui não há dia da criança. Dias das Mães é mais para estar junto num almoço. Pode-se sempre estimular as crianças da família a fazer alguma arte em dobradura de papel/pintura/colagem e dar de presente para a avó ou mães da família.
    Eu acho que o Brasil segue muito a linha dos EUA em relação aos festejos de feriados/datas comemorativas.
    O holandês tem um estilo de vida calvinista, sóbrio e contido na expressão da afetividade. O comércio até que tenta empurrar cenas na televisão de um Natal com perú, árvore e muito brilho, bem ao American Way of Life mas o holandês gosta mesmo é de fazer porçõezinhas contidas num jantar íntimo – sem presentes por favor !
    Até o vocábulo para presente (“cadeau” ou na forma mais moderna: “kado”) é gerlamente empregado no diminutivo: cadeautje – kadotje. Ou seja: presentinho. Para uma criança pequena usa-se dar um presente de aniver’sario de até 10euros. Se já passa dos 12 ou 13 pode-se dar um presente no valor de 15 euros. Para presente de casamento os amigos fofocam entre si para saber se vai a recepção vai ter jantar ou só um aperitivo uns petiscos e olhe lá… Daí combinam ou chegam a um consenso da quantia que cada convidado vai dar de preente: 25 euros ? 30 euros ? 40 euros ?

  10. 14/03/2012 21:15

    Poxa, acho uma pena comecar um post ja tendo que se desculpar… por, por, por nada! nao quero te criticar Edu, mas sinto uma pena por isso, menino!! Pena por saber que tem um bocado de gente que lê pronto pra atacar, se é que lê, nao é? E quem escreve, precisa explicar antes: Ohh brasileirim bestadim, nao é bem isso que vou falar…. tá?

    Acho triste ser cego pros problemas do Brasil. E daí que a economia está no 6 lugar? (pra ser sincera, nem levo esses indices a serio). O que sei é que um pais que tem a quantidade de pobreza que ainda tem, que nao ta nem aí pra educacao e saúde, um país com tanta impunidade, com zero de seguranca e onde nao se pode confiar nem mesmo na policia e nos juizes, sinceramente, pra mim é país de último mundo. E o que é pior, um país altamente hipócrita! Que nao assume seus defeitos, que fala mal de todo mundo e que se acha o país da paz, onde todos os diferentes vivem em igualdade, onde nao há terremoto (essa é veeeelhaaaaa!!!!!!). Tudo mentira, hipocrisia.
    O que mais me incomoda no nosso país, é essa super valorizacao do que nao vale na verdade, nada. To sempre ouvindo que o Brasil é país de gente simples…. simples é o povo do país em que vivo atualmente! Brasileiro nunca foi simples! quem tem tres empregadas, vive em salao de beleza, tem celular de ultima geracao pra exibir e adora causar inveja nos outros, é simples? Desde quando?

    Mas sim, acho brasileiro consumista sim, Edu, altamente, mas de coisas supérfluas. Eles compram demais, e mais do que podem pagar, ja conheceu alguma familia que nao estivesse endividada?
    Eu nunca.

    Os alemaes sao muito consumistas, mas o povo aqui sabe como ninguem, economizar e nunca, nunquinha mesmo, conheci alguém que tivesse nome sujo na praca…

    triste nao?
    ah pascoa aqui tbm nao tem o bendito ovo, mas tem mt chocolate! e bom, mt bom!

    ah e sim, sou brasileira, do Amazonas, conheco todo o Brasil, esse país de tantos extremos, amo meu país, sou super orgulhosa de ser brasileira mas me recuso a ser cega.

  11. 15/03/2012 17:00

    Valeu pelos comentarios gente. Muita gente nao concordou com 100% do que eu escrevi, nem deve concordar, porque cada um tem seu ponto de vista. Consumismo é coisa do ser humano gente, mas o meu foco do post nao foi muito voltado no consumismo do brasileiro em si, mas na forma como o brasileiro é pressionado em consumir.

    Em relaçao ao que a Anita falou sobre o vocábulo para presente em holandês, que é gerlamente empregado no diminutivo: cadeautje – kadotje, aqui na Espanha a palavra “presente” é “regalo”, mas normalmente se usa a palavra “detalle”, ou seja, nao existe o costume dar presentes, você dá uma “detalhe” (uma bobagem).

    Quem quiser comprar coisa boa, que vá comprar com seu dinheiro 🙂

  12. 15/03/2012 20:43

    Nina, saindo um pouco do assunto do post… queria só dar um aparte:

    Se a gente fala de alguma coisa que está ou sempre esteve fora dos eixos no Brasil, o pessoal vem dizendo dos inúmeros outros problemas em países desenvolvidos. Se a gente malha alguma coisa do país “desenvolvido” onde residimos, o pessoal diz que somos mal-agradecidos por falarmos mal do país que nos hospeda e que no Brasil tudo é muito pior, que estamos sofrendo de amnésia, etc.. Se ao contrário elogiamos alguma coisa do dito país desenvolvido é porque somos caipiras deslumbrados (as), Alices no país das maravilhas e que no Brasil também tem igual ou melhor. O “pobrema” e onde o bicho pega é que o Brasil é um país anômalo e histérico, cheio de distorções – para o bem e para o mal. E muitos leitores não relativizam alguns dados (ou do histórico/passado do colunista ou quanto tempo ele já saiu do Br. por exemplo). Gente, não vamos levar as opiniões dos colunistas tão a ferro e fogo. São apenas opiniões e observações, nada mais. Amanhã a terra já rodou e vou estar pensando diferente !

    • 16/03/2012 10:47

      Eu sei Anita, acredite, eu sei mesmo sobre o que vc tá falando.. . e mesmo assim, e talvez por isso mesmo, acho triste!

      Brasileiro é mt sensível a crítica. Extremamente 😦

  13. 17/03/2012 0:24

    O que eu vejo é que a críticas aos textos se dão porque geralmente a pessoa que o escreve não se limita a mostrar sua vivência e as impressões que tem do país onde vive, mas quase sempre faz comparações e críticas ao Brasil.

    Dos incontáveis textos que já li de pessoas de vários blogs que estão em várias partes do mundo, quase sempre os comentários ácidos se dão por causa disso…

    É a velha máxima: quem fala o que quer ouve o que o outro quer dizer…

    Penso que cada um faz o que lhe der na telha… vai morar onde quiser, mas quando abandona o barco, as pessoas que continuam pra que ele não afunde não aceitam críticas se o ‘desertor’ não vai colocar a mão na massa pra ajudar a melhorar… rs… é como os descendentes de japoneses que saíram do Brasil e voltaram ao Japão depois de décadas para trabalhar e eram menosprezados, porque na hora da ralação para ajudar na recuperação do país seus ascendentes caíram fora, e depois que o país tava por cima da carne seca foram aos montes pra lá…

  14. 29/12/2012 3:09

    O consumismo é mundial, até porque o sistema politico econômico que vivemos prega isso, o capitalismo é sustentado pelo consumismo. Agora vale lembrar que não existe essa de costume bom e costume ruim, cultura é cultura, não existe inferior nem superior.
    O Brasil é um pais de religião predominate católica, aqui a econõmia está se desenvolvendo é normal que vejamos frequentemente um incentivo ao consumismo e aproveitamento de datas como o natal para aument-lo, isso gera produção, mas dizer que o consumismo é um problema brasileiro é patético, que o costume de dar presentes em datas comemorativas é cafona, é ridiculo. A idéia como critica ao consumismo foi até legal, mas faltou uma analise profundo das causas desse consumismo. É comum vermos pessoas que viajou o mundo chegar com uma visão mais ampla dos problemas sociais, das desigualdades de distribuição de renda, da educação, de qualidade de servições públicos, isso é legal, é produtivo, acredito que a critica e comparação é boa, agora criticar a cultura, costume, criticar aquilo que somos, é nossa identidade meu. Então discordo plenamente, não da idéia do consumismo e manipulação de datas comemorativas para aumentar vendas, mas discordo da forma como vc pôs e do preconceito á brasileiros e a cultura que você pertence.

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