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Colunista Convidada: Jane em Amsterdam

15/05/2014

bz_holanda Ana Fonseca, Amsterdam

Como foi prometido, aqui segue o post da Jane sobre Amsterdam. A Jane é engenheira química de São Paulo e retomou recentemente seu blog pessoal Mulheres Impossíveis (wordpress). Passe lá para ver suas dicas de viagem sozinha por Paris.

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A melhor definição da cidade quem fez foi minha amiga e guia particular Anita: Amsterdam é muito fotogênica! Realmente, a cidade é linda e inspiradora. Fora que têm vários Brads Pitts circulando por todos os lados, a pé, de bicicleta, atrás dos balcões, uma festa de beleza.

Jane 1

Falando em bicicletas, elas também estão por toda a parte, tirando finas de pedestres aéreos (e como não ficar aéreo num lugar como Amsterdam?), buzinando e falando palavras incompreensíveis. Na frente do nosso hotel o estacionamento de bicicletas estava espantosamente lotado, isso porque o Ibis que eu e minha amiga, a Gris,  nos hospedamos fica no melhor local possível: colado na Estação Central.

Ficamos no Ibis Amsterdam Centre, por três noites, de sexta a domingo.  Eu achei o serviço excelente e honesto, além da localização perfeita. De contra tinha o fato de não ter café da manhã incluído na diária, o que pode ser facilmente resolvido na própria Estação Central, onde existem vários locais para tomar café, incluindo uma Starbucks para o caso de bater  aquela saudade do jeito americano de viver. Para os mais liberais, pode-se tomar uma cerveja as 8 da manhã, sem preconceito.

Quando saímos da Estação Central sexta no fim da tarde já demos de cara com a Anita, o que foi uma sorte, já que qualquer palavra em holandês tem umas dez consoantes (mas o inglês é facilmente falado e entendido, ufa! ). Vale registrar que não eu sabia sequer onde ficava a saída quando desembarquei do trem simplesmente por não compreender uma única e básica palavra: uitgang.

Tínhamos saído de Paris no fim do dia e chegamos em Amsterdam na tal Estação Central em torno de 20 horas, de trem (fica a dica: viajar de trem na Europa, super prático). Depois de fazer o check in no hotel  saímos para jantar, num restaurante delicioso, chamado Humphrey’s (até que esse nome não tem tanta consoante, tremas e demais  símbolos). Adorei a comida: saborosa, quente e o lugar muito aconchegante, com paredes escuras.  Todos os requisitos atendidos! Como paulistana da gema devo  admitir que não há muita novidade culinária para mim, não comi nada diferentaço. Mas o jeito de servir, as combinações, o astral do restaurante, foram deliciosas descobertas.

O dia seguinte foi recheado de passeios a pé (e um pouquinho de  barco) entre as encantadoras ruas de Amsterdam. Eram tantas consoantes que jamais lembrarei o nome de todos os lugares que  visitamos. Mas a Ana fez um post no Greetings from Holland (blogspot), que pode dar uma ajudinha.

Primeiro a partir da Estação Central pegamos a Damrak e a Anita apontou para uma loja de departamentos chic, a Bijenkorf. Fomos até a praça do Dam e a Nieuwe Kerk (Igreja Nova) onde havia uma exposição. Mas já que esse sábado era para dar uma geral na cidade e andar muito, passamos só na lojinha da Igreja, onde compramos artigos de papelaria lindos, com flores e tulipas. Numa rua paralela à Damrak visitmaos o shopping Magna Plaza e fizemos umas fotos do hall, divino com muitas colunas. Pegamos a Kalverstraat e e depois na praça Spui passeamos por Begijnhof. Veja mais fotos da Begijnhof no blog da Anita.

Jane 2Minha guia favorita.

Saindo da Begijnhof continuamos na Kalverstraat e chegamos a praça Munt. Dica: visitar uma lojinha  de porcelana Delft (há duas) na praça Munt. Você já está com o mercado flutuante de flores debaixo do seu nariz. Sementes, bulbos, flores, artigos de jardinagem…  Nas lojinhas ao lado do mercado de flores degustei tudo que foi queijo e  mostarda disponíveis  (com mel, com cranberry, etc.). Cada potinho por volta de 6 ou 8 euros… eu achei caro. Como alternativa a Ana nos levou e  a um supermercado (Albert Heijn) na esquina do mercado de flores para comprar água e uma mostarda holandesa em pasta: 1 pote por apenas 1 euro !

Nós já estávamos muito cansadas nesse ponto e decidimos tomar um bonde na porta do supermercado que passaria pelos famosos anéis de canais e chegaria ao bairro dos museus.Podia ser o tram número 2 ou o número 5,  e logo chegaram.  Tivemos passeio pelo Museu Van Gogh, localizado nessa  encantadora ruazinha da foto abaixo. Lindo museu com uma lojinha que olha …. suspiros.

Jane 3

Depois da visita ao Van Gogh decidimos ir comer um sanduíche e tomar umas cervejas holandesas e belgas num restaurante envidraçado (se chama “Cobra Café”, acho)  na Praça dos Museus (Museum Plein) onde o marido da Ana se juntou a nós.  Depois de andar tanto, ver tanta coisa e ter comido e bebido era hora de fazer um tour pelos canais de Amsterdam. Escolhemos um perto do Vondelpark / Stadhouderskade e tínhamos duas opções: o tour de 1h30 (por 18 euros) ou o de 1h (por 15 euros). O solzinho começou a sair e fomos fazer o tour de 1hora. Vale a pena para ter uma noção panorâmica da cidade – ele foi até o mar interior da Holanda (o “IJ”)  que fica atrás da Estação Central e depois voltou para perto do Vondelpark.

Jane 4

Jane os barcos navegam por esses canaisOs barcos navegam por esses canais.

Depois fomos para o lugar mais óbvio para terminar a noite: procurar algum restaurante bom-bonito-barato na Leidseplein – um dos pontos principais de diversão em Amsterdam. Conseguimos um restaurante de tapas espanholas (Granada) com serviço meio confuso, mas precinho muito bom.

No domingo fomos de carro até um local chamado Zaanse Schans (repita se for capaz), que eu – acho – que fica numa village (que eu também não sei direito se equivale a um bairro, distrito, município etc.) . Ou seja, só sei o nome do local e sei que é lindo, lindo, lindo.

Jane 5

Na entrada do Zaanse Schans, muitos narcisos brancos.

(obs.: a Jane aqui se refere ao Zaanse Schans que é uma village histórica muito bem preservada e pontilhada de algumas fazenda, moinhos e museus. As lojas são grandes e vendem queijos, peles, porcelanas, tamancos, suvenires. É possível, claro, chegar ao Zaanse Schans de ônibus. O 391 sai da Estação Central de Amsterdam e passa lá. A passagem deve custar uns 2,50 euros. Eu já fiz umas três postagens sobre o Zaanse Schans, basta procurar no meu blog. Osite oficial em inglês é: http://www.dezaanseschans.nl/en/)

Jane 7 Brad Pitt que faz tamanco

Brad Pitt que faz tamanco. 

No dia de ir embora (embora para Paris, ai que rica!), durante a manhã fiquei andando pela cidade. E é isso que se vê em Amsterdam,  assim, meio sem compromisso:

Jane Becos ou ruazinhas lindasBecos ou ruzinhas lindas

Jane Ruazinhas e bicletas por todos os ladosBicicletas para todos os lados.

Comprei umas camisetas na Mark Raven (http://markraven.nl/main.html) e almocei no Magik, ao lado da Bijenkorf. A loja Mark Raven  tem um estilo muito bonito, com desenhos bastante diferentes nas estampas. O atendimento também é diferenciado, ganhei um jogo de “bolachas” para copos com as ilustrações e um folder em – pasmem – português. Sou a rainha do souvenir mas se der para fugir das camisetas basiconas melhor ainda.

Jane 8

E foram assim meus três dias em Amsterdam. Eu sei que não trouxe muitas dicas, mas com certeza mostrei fotos que facilmente farão todo mundo incluir visitar essa cidade na sua próxima lista de desejos. Agradeço a minha perfect hostess por ter me apresentado tanto encanto !

Jane 6

(Todas as fotos desse post foram feitas pela Jane Murback.)

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Ana Fonseca mora na Holanda desde 1999 e administra o blog Brasil com Z. Siga nossa fanpage no Facebook para atualizações diárias sobre viver, turistar e estudar no exterior!  

7 Comentários leave one →
  1. 15/05/2014 16:44

    interessante a idéia de ter um depoimento de alguém de passagem, Ana. A gente sabe que, morando, a gente vai perdendo este olhar. Gostei.

    ps: e os gatos?

  2. 15/05/2014 17:32

    Muito bom.

  3. 22/03/2015 11:43

    Uma amiga vai fazer um stop-over no aeroporto de Amsterdam, a dúvida é, será que tem os sapatos tradicionais no free-shop pra comprar de presente?

    • 23/03/2015 16:02

      Estranho, não vi esse seu comentário no meu email… Vi por acaso na barra lateral aqui do blog que vc tinha comentado num post meu…
      “Sapato tradicional” você quer dizer tamanco de madeira ? Acho que não. O que tem são tamanquinhos de porcelana ou madeira pintadinhos para serem levados como suvenires (ímã de geladeira, potinho para flores, etc.).

Trackbacks

  1. Amsterdam | Mulheres (Im) Possíveis

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