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A Coruña, Espanha

 

 

35545715--644x362Há duas semanas, uma das políticas mais importantes da província de Castilla-León foi executada friamente com três tiros em pleno centro de León, às cinco da tarde.

Como este tipo de crime não é comum na Espanha, a primeira hipótese foi a de um atentado terrorista do ETA, afinal a vitima era Isabel Carrasco, uma das mais influentes integrantes do PP na região, partido de direita muito visado pelos terroristas. Entretanto, faz tempo que o ETA vem emitindo sinais de abandonar a luta armada e de fato há anos que não se tem noticia de um atentado no país, o que deixou a policia ainda mais intrigada. Mas o crime foi esclarecido no mesmo dia: a politica, na verdade, havia sido vitima de uma vingança pessoal, praticada por duas mulheres – mãe e filha – cujas carreiras, profissional e politica – haviam sido prejudicadas pela politica assassinada.

Este post não é para falar especificamente sobre este crime, mas sobre a repercussão dele nas redes sociais. Em pouco tempo uma avalanche de tweets e comentários no Facebook se apoderou da rede com comentários a favor das assassinas, fato que gerou muita controvérsia. Foram muitos os tweets dizendo que Isabel Carrasco mereceu ter sido morta e que muitos outros políticos deveriam sofrer o mesmo destino. Este ódio é um claro reflexo da péssima impressão que a população tem em relação a classe politica que comanda o país, muitos integrantes da elite empresarial. Muitos culpam a alta taxa de desemprego, os despejos e os cortes sociais na má administração pública.

A economia espanhola vem melhorando gradualmente, isso é fato, porém para isso foi necessário pôr em prática diversas medidas impopulares, como cortes no orçamento de saúde e educação. Enquanto os principais partidos espanhóis, PP e PSOE, se acusam mutuamente pela crise que se instalou no país, a desigualdade social aumenta gradativamente , junto com a indignação da população.

O assassinato de Isabel Carrasco, apesar de ter sido produto de uma vingança social, reflete o estado de nervos dos cidadãos, cansados de falsas promessas.