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O que viver fora do Brasil me ensinou.

24/03/2015

bz_brasilAndré Fernandes – Brasil

Viajar muda as nossas percepções de vida, nos expõe a milhares de novidades, ao desconhecido. Tudo é diferente: sons, cheiros, idiomas e sotaques, gestos e percepções. O viajar nos lembra da essência da impermanência, de sair da rotina, nos faz questionar por que a vida diária tem que ser monótona e chata. Não sou o primeiro e menos ainda o último a escrever neste blog o quanto uma experiência no estrangeiro mudou a minha vida (leia os textos dos autores do blog na série “10 coisas que aprendi morando em outro país).

Índia, Egito, Sérvia e mais um mochilão por outros 11 países no leste e centro da Europa entre 2012 e 2013 foram muito além da experiência de viver em lugares e culturas diferentes; 17 meses que reuniram amigos, choques culturais, aventuras, experiências e momentos que guardo para sempre comigo. Voltei ao Brasil em 2013, processando todas as mudanças ao longo de todo esse tempo com relação ao meu propósito de vida e pensando nas próximas idas, claro! De todas as mudanças por que passei, as mais marcantes foram as 3 listadas abaixo:

1 – Buscar por significado para cada dia que vivo

E por que não pensar num dia-a-dia carregado de significado? É uma das questões que resume as minhas experiências fora do Brasil e que me faz planejar as próximas aventuras. Não foi uma pergunta que veio instantaneamente num passo de mágica, foi algo que pude sintetizar após inúmeras inquietações, incontáveis noites sem dormir em meio a choques e às mudanças que vivi ao me expor a culturas totalmente diferentes do que eu estava acostumado. Tantas pessoas e lugares entram em nossas vidas e não sabemos se veremos novamente. Aprendi a viver cada momento como se fosse o último da minha vida!

me st pete-2

André em San Petersburgo

2 – Perdi o medo do imprevisto

Já imaginou viver sem saber o que vai acontecer nas próximas horas? Isso mesmo! Cada dia diferente do anterior, assim foi minha vida sobretudo na Índia e no Egito. Já que não fazia sentido ruminar meus pensamentos sobre o que vai acontecer nos próximos instantes, aprendi a viver o presente, me desapeguei da rotina e da necessidade de ter certezas de tudo à minha volta, deixei para trás regras que jamais fizeram sentido para mim. Aprendi que posso criar as minhas regras, as minhas oportunidades, os meus sonhos, por mais incerto e desconfortável que seja cruzar o meio do meu próprio caminho.

3 – Passei a enxergar a vida de forma mais simples e humana

A principal marca, que sintetiza as mudanças que ainda estou processando, foi que passei a enxergar a minha vida sob uma perspectiva mais simples, mais humana, mais significativa ao invés de focar a minha vida num interminável ciclo de insatisfação comprando tudo que dizem que é melhor/mais novo/mais caro na face na Terra. Tive a oportunidade, e sou grato por isto, de rever os meus valores, a forma como relaciono comigo mesmo e com o ambiente à minha volta.

Estas 3 mudanças me levaram a desfazer de bagagens desnecessárias para minha vida. Essa é a reflexão que proponho, largar no meio caminho o que não lhe serve mais! Então, você ainda mantém bagagens inúteis para sua vida e seus sonhos?

*André Fernandes, nascido em Santa Catarina para ser um nômade pelo mundo. Voltou ao Brasil e já está pensando nas próximas aventuras! Saiba mais sobre ele clicando aqui.

7 Comentários leave one →
  1. 24/03/2015 14:15

    Bem-vindo ao blog André ! Com seu post me passaram trechos dos livros do Eckhart Tolle pela cabeça e também o filme Wild com a Reese Witherspoon. Vamos adorar saber dos seus relatos de mochileiro e conclusões do que viu e passou.

  2. 24/03/2015 18:41

    oi André,

    às vezes a gente precisa sair e voltar ao país de origem, para realmente poder saber onde queremos viver, né?

    imagino que, se você voltou ao Brasil em 2013 e está pensando em tuas novas aventuras, talvez seja porque tua mochila existencial esteja precisando de novas bagagens…?

    eu só não entendi o ‘já’ estou pensando nas próximas aventuras. Me chame de impaciente, intolerante, lo que sea, mas euzinha não esperaria tanto tempo para por o pé na estrada de novo. Sobretudo, não voltaria de novo.

    mas isto sou eu e cada pessoa tem seu Tempo.
    seja benvindo ao blog, será um prazer ler mais posts teus.

    • 25/03/2015 12:57

      Oi Touché, sim voltei e precisei de um tempo para repensar em tudo na minha vida e me abrir a novas bagagens também. Sou um pouco impaciente e aprendi a não tomar decisões sem antes pensar e construir um base, e como me manter com a vida e o trabalho que sonho pra mim. Para quem pensa em viver no exterior, mesmo que apenas por um breve tempo, considero importante ter claro o que fazer e por que, essa é a minha opinião. Precisei voltar para ter uma ideia clara de qual tipo de lugar pretendo viver, foi assim comigo hahaha

      • 25/03/2015 16:31

        totalmente de acordo, André. Repito, eu sou muito impaciente. Mas não é só isso, Minha relação com o Brasil nunca foi boa, nunca me senti ‘em casa’ aí. Assim, meu olhar sobre viver no verdeamarelo nunca é ‘transparente’.

        ficarei feliz se algum dos meus posts servirem para você, viu? e te desejo boa sorte nos teus planos, sejam eles quais forem.

  3. Arlete permalink
    27/03/2015 9:13

    Oi André,
    Li o seu texto e refleti um pouco sobre o mochilão que eu fiz em 2006.
    É incrível o que uma experiência “fora do ninho” causa em nossas vidas, né?! Ao mesmo tempo, tenho percebido que depois de um certo período, muitas dessas impressões da viagem desaparecem, embora outras se cristalizem e se tornem parte da nossa maneira de ver a vida.Talvez por nos encontrarmos novamente em uma zona de conforto seja esse o sinal de ir em busca de novas aventuras mesmo.
    Abraço

  4. 13/04/2015 20:11

    Oi Arlete, concordo com você e tenho conversado muito sobre isto com amigos meus. No meu caso, o passo mais importante foi compreender o quanto estar em meio a diferentes culturas é importante para mim, o que me leva a planejar em migrar.

    Abraços!

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