bz_indiaAndré Fernandes – Brasil – Mundo

Capital do estado do Rajastão, Jaipur é a cidade em que fui parar por sorte do destino, com toda a gratidão. Sou suspeito para falar do quanto adoro esta cidade, me sinto um Jaipuree! Na minha opinião, é a mais autêntica das principais cidades indianas.

Na percepção de muitos indianos, Jaipur é uma cidade pequena para média. Não tem aquela cara de capital/metrópole. Por isso, transmite aquela atmosfera autêntica que só quem lá esteve entende. É uma atmosfera bem indiana: vibrante, colorida, intensa, cheiros, marcado por extremas desigualdades sociais. Abaixo, uma lista de alguns dos locais que conferem à cidade esta atmosfera.

Pink City: lugar histórico, é literalmente a parte antiga de Jaipur. Cercada por muros e entradas de cor rosa, é o melhor lugar para viver tudo o que a Pink City pode ofercer: trânsito louco, cores vibrantes, multidões, vacas, macacos, elefantes, camelos, feiras e bazares; mas cuidado ao comprar lá…. Os preços costumam ser para turistas e muitos comerciantes pregam peças com estrangeiros!

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Monkey Temple: no alto de um morro, permite visualizar Jaipur de cima. Com vacas e macacos por todos os lados, é um dos lugares que passam aquela atmosfera autêntica de “Estou na Índia! hehe” Animais, multidões, religiosidade, um lago e belos templos marcam a atmosfera deste lugar.

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Uma das tantas vistas do Monkey Temple!

Outra foto que tirei no Monkey Temple!

Outra foto que tirei no Monkey Temple!

Amber Fort: é o ponto mais turístico de Jaipur. Vale pelo menos uma tarde de visita. Outro local que permite apreciar a cidade do alto! Inclui um gigantesco palácio com exposição monumentos e artefatos que expõem um pouco da história da cidade.

Vista do Amber Fort

Vista do Amber Fort

Water Palace: nos arredores da Pink City, este palácio fica no meio de um lago, chama atenção pela imponência. Era o palácio onde um rei local costumava passar o tempo com a sua esposa. Nada mal, hein!?

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Vista do Water Palace

Raj Mandir: é o cinema mais tradicional de Jaipur, um dos meus lugares favoritos! Apontado como o maior cinema da Ásia, por dentro, passa uma sensação de estar numa ampla sala no tempo dos marajás! E como indianos são louco por filmes, sobretudo Bollywood, o local permite um contato com um típico aspecto da cultura local. Nos lançamentos mais esperados do ano, a fila para entrar costuma dar umas voltas ao redor do cinema!

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Entrada do Raj Mandir

Indian Coffee House: esse é um dos lugares que distinguem expatriado/imigrante do turista. Frequentado por locais e estrangeiros, este café num bom estilo indiano tem sido um ponto de encontro de intelectuais, escritores, jornalistas e também de expatriados que na cidade vivem. Bom e barato, estilo retrô, é obrigatória a visita!

Eu entrando no Indian Coffee House!

Eu entrando no Indian Coffee House!

Diwali: conhecido como o festival das luzes, o Diwali é um festival religioso. As datas variam conforme o calendário hindu. A celebração desta festividade em Jaipur é uma das mais conhecidas na Índia.

As 3 coisas que a Índia me ensinou

  • Barganhar toda hora

Num sistema social baseado em castas, o dinheiro por si só não diz nada. A confiança na pessoa com quem está fazendo negócio vem em primeiro lugar. Soma-se a isto o fato de indianos serem muito emotivos e intuitivos, logo, é normal preços diferentes para pessoas diferentes. A dica é negociar sempre, e para quem permanecer por um longo tempo na Índia, buscar construir relacionamentos com locais.

  • Nada de rotina

Nunca existe um dia igual ao outro, é incrível! Imprevistos de todos os tipos acontecem à sua volta, e o negócio é se virar como puder. O maior aprendizado que disso obtemos é que a vida não é uma receita, nada de garantias. Let it go, let it live, este é o espírito com que a vida pulsa na Índia.

  • Viver o presente

Como não sabemos o que vai acontecer nas próximas horas, simplesmente deixamos a vida no presente. Aprendemos a não gastar energias com coisas pequenas! E quantas vezes não nos pegamos fazendo isso no dia a dia?

No meio do caos, aprendi que o único caos de fato vem do nosso estado de espírito. Sendo mais claro, ou assumimos a responsabilidade por nossas vidas (e sonhos, propósitos, etc.) ou vamos ficar a vida inteira procurando por um caos ao nosso redor.

Continuo sendo um workaholic, impulsivo, mas o auto-controle e a calma que desenvolvi com as milhares simples e impactantes experiências, não tem preço!

*André Fernandes, nascido em Santa Catarina para ser um nômade pelo mundo. Voltou ao Brasil e já está pensando nas próximas aventuras! Saiba mais sobre ele clicando aqui.