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Romênia e a capital Bucareste

27/11/2015

BLOG Romenia André Fernandes – Romênia, Mundo

Ao atravessar a Romênia de norte de sul, um país fascinante e desconhecido dos brasileiros, pude conhecer melhor Giurgiu, Bucareste, Brasov e Suceava. Quando se pensa em Romênia, o que vem na cabeça? Conde Drácula, a ginasta Nadia Comanechi, e o que mais? Pois há muito mais !

BLOG Vlad

Conde Vlad Dracula (ou Vlad, “o Empalador”) da Transilvânia, na Romênia.

Uma figura histórica que inspirou muitas lendas.

Romenos levam a fama de serem os mais latinos no Leste da Europa. De fato, é visível entre os romenos a latinidade: no idioma, na comida, no temperamento, no calor humano, a receptividade a estrangeiros. A língua romena é muito próxima do latim. E não senti nenhuma barreira de idioma na Romênia, muitos romenos falam pelo menos uma língua estrangeira, já que não muita gente nesse mundo fala romeno.

Ao pisar no país, é visível a diversidade cultural construída ao longo de séculos. Como o país fica no meio da Europa, muitos povos passaram por seu território e deixaram suas marcas: romanos, gregos, turcos, húngaros, austríacos. E toda esta influência se vê na comida, na música, nas aparências físicas dos romenos, na arquitetura.

A religião predominante no país é o cristianismo ortodoxo, seguido por aproximadamente 86% dos romenos.  E a capital é Bucareste, com aproximadamente 2 milhões de habitantes, é uma cidade com todas as opções que se imagine. Bucareste tem de tudo: bares, restaurantes, boates, parques, teatro, vida cultural, museus. E para os baladeiros de plantão, a vida noturna de Bucareste é show! Fica a dica!

Pontos para visitar em Bucareste

Parlamento: em romeno, chama-se Casa Poporu, que significa casa do povo. Como foi construído durante a ditadura do Ceacescu e de forma autoritária, romenos costumam referir o edifício como “Casa Poporului”, que em romeno, significa “casa do povo para você”, e não do povo.

Parlamento romeno, chamado popularmente de Casa Poporului

Parlamento romeno, chamado popularmente de Casa Poporului

Boulevard Unirii: fica na área central da cidade, numa área construída sob a inspiração da arquitetura parisiense, tanto que há até um Arco do Triunfo.

Boulevard Unirii, com vista do Parlamento ao fundo

Boulevard Unirii, com vista do Parlamento ao fundo

Fontes que marcam o visual na Boulevard Unirii

Fontes que marcam o visual na Boulevard Unirii

Gradina Icoanei: é um dos tantos parques na cidade de Bucaresti. Este fica bem na área central, próximo ao Parlamento e aos outros pontos turísticos na vizinhança.

Bucareste também tem parques!

Bucareste também tem parques!

Rua Constantin Mille: vida noturna com todas as opções, todos os dias. Vale lembrar que a vida noturna em Bucareste não se limita a esta rua.

O que experimentar na Romênia?

Mici: é um enrolado de carne de porco frito, lembra uma almôndega em forma de salame.

Mici, uma dos aperitivos populares na Romênia. Imagem do frombucharest.com

Mici, uma dos aperitivos populares na Romênia. Imagem do frombucharest.com

Sarma: é um dos legados do Império turco-otomano, também deixado em outros países do Leste Europeu. É um misto de carne e arroz, enrolado com repolho.

Sarma. Extraído do site mihaelaotp.hubpages.com

Delícia romena: Sarma. Foto via site mihaelaotp.hubpages.com

Cozanac: é um rocambole, comum em padarias e vendas locais.

Cozanac, um rocambole romeno

Cozanac, um rocambole romeno

Covrigi: uma rosca com semente, que romenos comem na rua a toda hora fora das principais refeições.

Covrigi, algo que romenos comem a toda hora. Extraído de cosucucovrigi.yolasite.com

Covrigi, algo que romenos comem a toda hora. Foto extraída de cosucucovrigi.yolasite.com

Palinka: é um destilado feito fermentando a ameixa ou alguma outra fruta como a cereja, forte como a cachaça!

Palinka de cereja. Extraída de worldtravelfamily.com

Palinka de cereja. Foto de worldtravelfamily.com

A questão cigana na Romênia

A Romênia possui a maior comunidade cigana da mundo, com estimativas de 2 milhões de pessoas de etnia cigana, o que representa aproximadamente 10% da população romena. É um tópico que causa muitas polêmicas, seja pelo preconceito evidente de muitos romenos para com ciganos, pela situação de marginalidade em que estas comunidades vivem e pela falta de integração de imigrantes romenos – a maioria, ciganos – em países da Europa Ocidental, que tem resultado em deportações em massa como ocorreu na França em 2007.

A situação dos ciganos na Romênia é muito semelhante à dos negros no Brasil: escravização e marginalidade, que permanece até os dias de hoje em forma de miséria e analfabetismo.

É importante compreender que muitos dos ciganos da Romênia – e também da Bulgária – que tem imigrado à Europa Ocidental vem sendo usados por máfias para coletar dinheiro. É uma indústria da mendicância e de roubos de carteira, que movimenta muito dinheiro e também envolve tráfico de pessoas. Recrutados com a promessa de emprego, normalmente em áreas rurais muito pobres, ao chegar ao país de destino – que tem sido principalmente Itália, Espanha, França – ouvem algo como “você tem que trazer tal quantia de dinheiro por dia”. Como? Se vira! Se voltar de mãos vazias, o pau pega!

Adultos costumam mendigar e menores de idade, roubar. Se um adulto é pego, vai preso; já um menor de idade, o máximo que acontece é dormir uma noite na assistência social, e só! O dinheiro coletado é entregue a um líder do grupo, que repassa a um líder intermediário, que encaminha os lucros aos chefões na Romênia e na Bulgária. Chefões dentro de belas e suntuosas mansões chegam a receber por mês algo entre 100.000 e 300.000 euros. Isso mesmo! É um esquema dos grandes!

Deixando bem claro, não quero, de forma alguma, incitar preconceitos e generalizações. Tais formas de desvio social refletem séculos de exclusão e rejeição, e não a cultura das comunidades ciganas. Como tive a chance de conhecer um pouco das culturas ciganas no Brasil e em outros países, faço questão de esclarecer como posso.

Fotos desse post: André Fernandes (exceto as com os devidos créditos)

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*André Fernandes, nascido em Santa Catarina para ser um nômade pelo mundo. Atualmente está trabalhando na Suíça, mas escreve aqui no BZ sobre vários países que visita e já visitou. Saiba mais sobre ele clicando aqui. Siga a nossa página no Facebook para notícias atuais sobre viver no exterior clicando aqui

One Comment leave one →
  1. 28/11/2015 22:50

    Muito legal seu artigo. Demonstrou ainda mais o desejo de poder explorar a oportunidade de conhecer esse país, antes apenas existente, hoje, em meta para um futuro bem próximo.
    Sempre admirei o idioma romeno, pois tem sua raíz latina e, relativamente fácil para brasileiros em aprender. Diria, mais fácil do que o inglês (enganado?).
    Um amigo romeno, já falecido, enchia o peito para dizer que ela latino, assim como seus “semelhantes americanos” – numa referência à américa latina, que na maioria das vezes, era contestado por outros europeus, norte americanos e asiáticos, que ignoravam a verdadeira condição de que ser latino não se baseia ao fato de estar abaixo da linha com o México, mas sim, do idioma que se pronuncia ter sua raiz linguística ao idioma Latim.

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