Skip to content

Amsterdam: um sonho

14/03/2016

bz_italiabz_holandaCarla Guanais – Roma, Itália.

Quem me acompanha pelo Sonhos na Itália e pelo meu Instagram viu várias artigos e fotos diferentes, sim! Porque o sonho não é vivido só na Itália, viajar é preciso!

E sim! Eu fui para a Holanda! Passei quase 4 dias naquele incrível país. Finalmente fui conhecer minha amiga Ana Fonseca, que administra comigo aqui o Blog Brasil com Z.

Mas como fui da Itália à Holanda? Comprei bilhetes aéreos baratos pela Ryanair (cerca 63 euros ida e volta), mais o ônibus shuttle do aeroporto, que é longe de Amsterdam (quase 40 euros ida e volta, com um pequeno desconto comprando online – pela Terravision ou Airexpress). Dica: a Ryanair tem vários vôos baratos, mas convém pesquisar com outras companhias pra saber se compensa valor do vôo + shuttle + distância aeroporto etc., um bom site é o Kayak.

Mas, para começar, quero deixar aqui as primeiras impressões de Amsterdam e toda Holanda que conheci:

Canais, água, muita água e chuva! Queijos, chocolates, batata-frita, mostarda, cerveja, casas de boneca, tulipas, limpeza, organização, cordialidade, conservação, bicicletas, gente bonita, idioma difícil!! Ufa! Mas amei! 😀
12782181_986925628010330_1843568061_n
Encontrei a Ana e o passeio começou caminhando na Damrak, pela Rokin, passamos pelo Mercado de Flores (que estava fechando) e fomos pela Leidsestraat até a Leidseplein, onde há muitos bares e restaurantes étnicos.

Na praça Spui, em frente a loja American Book Center, há uma floricultura linda. A primavera ainda não chegou mas na Holanda já tinham tulipas e jacintos à venda, vindo das estufas. Outro ponto imperdível para quem gosta de ver flores frescas é passar caminhando pelo Mercado de Flores Flutuante (Bloemenmarkt).
Caminhar em Amsterdam é a pedida.  Se você já está acostumado com bicicleta em grandes cidades pode alugar uma. Mas cuidado! É o caos em duas rodas, rs. Eu não arrisquei. Até que os holandeses parecem saber muito bem o que estão fazendo em duas rodas, mas os turistas ficam perdidos no meio de tantas e tantas bikes. A vantagem de estar com alguém que mora na cidade é poder vê-la com olhos não tão de turista. Obrigada Ana!
12743682_10209069607045439_1821552585135822073_n
BLOG Carla AMS
Valeu muito a pena: Passeio de barco nos canais. 
Custou 16 euros por 1 hora, em um que pegamos sábado pela manhã na Damrak, uma das principais ruas saindo da Estação Central. Pesquise porque tem diferença de preço de empresa a empresa que fornece o passeio. Em outros pontos da cidade pode ser um pouquinho mais caro.
Ver Amsterdam da perspectiva dos canais foi mágico. A arquitetura particular, ouvir a história da cidade e outras curiosidades pelo fone de ouvido (você pode selecionar a língua), tirar muitas fotos e bem aquecidos. Super recomendo! Melhor quando não está chovendo (tive sorte da chuva ter dado trégua), porque senão não consegue ver quase nada, já que os barcos são totalmente fechados, em vidro, e embaça tudo, molha tudo, enfim, zero vista e zero fotos. Mas há quem faça mesmo assim, sob a chuva.
12744627_10209055618615737_7694430674526861899_n
 No sábado pela manha, junto com a Ana fazendo o passeio de barco
12778672_1085987131458514_2672905291859318550_o
E as casas-barco!? Moraria em uma! Simples por fora mas a maioria super chique por dentro, dava pra ver através das janelas! Aliás, uma das coisas que me chamou a atenção na Holanda é que as casas têm muitas janelas e são janelas grandes!! Não se preocupam em ter cortinas e, portanto, todo mundo vê o que tem e acontece lá dentro. Achei o máximo! Aqui na tália têm sempre cortina e tapparella.. tudo pela privacy. Aff!

Numa visita à cidade de um fim de semana optei por não visitar museus. Que além de pesar no bolso levam muito tempo. Mas nas próximas vezes quem sabe. A cidade tem inúmeros museus. Eu visitei com a Ana um pátio coberto do enorme Rijksmuseum com bar-restaurante e uma loja grande de suvenires. Eu como sempre nas minhas viagens, optei por passear pela cidade, ver suas particularidades, estilo de vida, etc.

Fiquei chocada: Red Light District (‘Rossebuurt’). Mulheres quase nuas nas vitrines, parecia mais um açougue, degradante… me senti mal em ver aquilo. Mas achei a área bem pequena, e segundo a Ana está encolhendo pois a prefeitura anunciou na imprensa não estar mais renovando as licenças dos bordeis, preferindo conceder licenças a lojas de marcas e restaurantes. O tipo de turismo que a Red Light atrai é problemático, com usuários de drogas, e nos últimos anos vinha tendo muitas reclamações dos moradores e comerciantes locais.
Amei: além do passeio de barco, as casas barcos e tudo o mais, destaco as lojas de queijos. Tem uma mais linda que a outra e, os queijos, deliciosos! Aliás, turismo gastronômico é comigo mesmo!!!
Almoçar num dos bares da famosa Rembrandtplein onde Ana pediu uma sopa de ervilhas holandesa e, para mim, um sanduíche com uma enorme almôndega (pra mim novidade!).

P1050428

P1050420

P1050421

P1050425

Apesar de ter dezenas de lojinhas de souvenirs com coisas encantadoras descobri que o melhor lugar pra comparar lembrancinhas, tipo chocolatinhos e tudo o mais, são os supermercados comuns! Até os do Van Gogh tinha igual ao do museu e custava menos!  Passeamos também perto do Vondelpark pela chique rua P.C. Hoofdstraat, com muitas marcas internacionais.

P1050433

P1050438

Bem na praça dos museus (Museumplein), diante do Museu do Reino (Rijksmuseum) tinha um ringue de patinação e as famosas letras do IAMsterdam (claro, pausa pra foto).

Me deliciei : Hamburguerias e cervejarias! #gostopouco

Em plena tarde fomos para um pub para tomarmos umas cervejas. O marido da Ana, Pim, pediu uma especial para mim, que vei num suporte de madeira e parecia uma peça de laboratório – adorei. Também me ensinou a usar o app Untappd para fazer fotos e resenhas de cervejas. Ele já está com mais de 400 cervejas avaliadas!

P1050446

Mais tarde fomos também à hamburgueria TG – Thrill Grill, que só usa ingredientes naturais e locais. Fica no bairro De Pijp, um bairro residencial fora do centro histórico e com muitas e muitas opções de lunchrooms, bars, cafés. Os preços variavam de 7,97 EUR até o hambúrguer mais caro, com duas carnes, a 12,50EUR. Tinha também hambúrguer mexicano, de frango, salmão e vegetariano (falafel). Com decoração industrial e bem contemporânea, se as pessoas ao meu redor não estivessem falando em holandês eu poderia jurar que estava em qualquer outro  lugar mas não Europa.

    P1050464
Super graciosas e grátis: as vilas isoladas antigamente habitadas pelas “beguines”: mulheres católicas, normalmente  que moravam sozinhas ou viúvas, que se dedicavam à oração e à beneficência, sem ter que fazer os votos de castidade (como as freiras). A Begijnhof de Amsterdam é a mais bonita que vi. Atualmente garotas estudantes também ocupam as residências.
 Não pude resistir: um pingentinho de moinho da Pandora, representando o país,  pra minha coleção, que comprei num lojinha de suvenires na praça dos museus (Museumplein). ❤ Muito amor!
Resultado de Amsterdam: super satisfeita e feliz, quase 400 fotos e uma paixão no coração! Voltarei com certeza! Espero poder voltar na primavera/verão, pois a cidade deve ser ainda mais linda, verde, florida e com sol!
Se Deus quiser e há de querer!
Baci a tutti!
______________________________

* Carla Guanais é cientista, administra o Blog Brasil com Z e é autora do blog Sonhos na Itália. Ela mora na Itália desde 2010, onde atualmente cursa um doutorado. Saiba mais sobre ela clicando aqui. Veja fotos da Carla e dos outros autores seguindo nossa conta no Instagram. Para atualizações de postagens e dicas de turismo, viagens e vida no exterior sigam-nos no Facebook e Twitter

7 Comentários leave one →
  1. 14/03/2016 20:28

    Durante a primavera e o verão fica realmente tudo muuuito diferente na Holanda! Beijo e continue com esse entusiasmo todo!

  2. 14/03/2016 23:25

    Quando morei na Inglaterra há mais de 20 anos, tive várias oportunidades de ir na Holanda. Mas recusei todas, tinha medo e preconceito que um país tão liberal (já se falava que era permitido fumar um baseado), eu fosse cair numa enrascada. Tolice minha.
    Em 2004, ao vir para o Japão, minha conexão de voo pela KLM (a melhor cia aérea que já voei), foi em Amsterdan. As quase nove horas, aproveitei para fazer um City Tour. Descobrir a Holanda foi maravilhoso.
    Em 2013, ao ir fazer um estágio na França, voltei à Holanda, para mais uma vez, saber da tolice que tive na minha juventude. É uma nação maravilhosa.

  3. Arlete Dotta permalink
    15/03/2016 13:29

    Que delícia de viagem, Carla. Amsterdam deve ser demais mesmo!
    No meu primeiro mochilão pra Europa, tinha combinado com duas amigas de irmos conhecer a cidade. Eu estava super empolgada e estava tudo certo pra gente ir, até a minha melhor amiga no Brasil me escrever várias vezes insistindo pra eu visitar um amigo dela em Zurique, já que eu estava na Suíça. Ela insistiu tanto que eu desisti da viagem à Amsterdam pra conhecer o tal amigo. Aquele final de semana mudou a minha vida pra sempre e o tal “amigo” e eu estamos juntos há dez anos. 🙂
    Amsterdam ainda está na nossa lista, um dia a gente vai.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: