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10 hábitos chilenos que desaprovo

30/06/2016

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Carlos Fernandes – Santiago, Chile

Assim como em qualquer outro lugar do mundo, o Chile também tem seu lado negativo. Sendo assim, resolvi listar dez hábitos que desaprovo e que me incomodam aqui em Santiago. Situações estas que eu, ou alguns amigos, já presenciamos uma ou mais vezes. Na verdade, me basearei em hábitos dos santiaguinos, pois acredito que os chilenos que vivam no interior possam possuir costumes diferenciados.

1 – Queimar lenha para aquecimento:

A foto abaixo vai resumir o quanto esse hábito arcaico acaba com nossa saúde no inverno. Se você não leu o texto “A relação do chileno com o inverno”, clique aqui e confira. Todos os edifícios de Santiago lançam fumaça e poeira da queima de lenha úmida para o aquecimento dos apartamentos. Essa poeira e fumaça fica parada no ar devido ao fato de não chover e não ventar por aqui e de que a Cordilheira dos Andes funciona como uma cortina que não deixa nada entrar e sair de Santiago. Essa atitude da queima de lenha faz com que os problemas respiratórios sejam frequentes nessa época do ano. E pasmem: estamos falando de temperaturas médias de 10 graus. Não estamos falando de temperaturas negativas como na Europa, por exemplo. Enquanto a temperatura não ultrapassa os 20 graus, os chilenos continuam se comportando como se vivessem em um inverno rigoroso.

Contaminação do ar pela lenha queimada - Foto: veoverde.com

Contaminação do ar pela lenha queimada – Foto: veoverde.com

Sim, acreditem. É Santiago. Foto: tymdechi.cl

Sim, acreditem. É Santiago. Foto: tymdechi.cl

2 – Trombadas pelas calçadas:

Caminhar pelas calçadas de Santiago pode ser estressante. Com certeza será para os paulistanos, por exemplo. Um dos motivos é a calma com que o povo local tem para se locomover. Além dessa calma, eles costumam bloquear as passagens quando estão caminhando em grupo. Por exemplo: se há três pessoas juntas, elas caminharão uma ao lado da outra e não sairão da sua frente, caso você venha no sentido contrário. E eles também não tem o costume de tirar o corpo para lateral para evitar as trombadas. Sendo assim, trombar ombro com ombro é algo comum em dias movimentados. Outro costume terrível é quando eles simplesmente param de caminhar sem mais nem menos. Independente da quantidade de pessoas que haja na calçada. O que é bem comum também é as pessoas mudarem a direção da sua caminhada sem respeitar sua presença. Simplesmente o fazem. E ainda tem os transeuntes que estão olhando apenas para a tela do seu celular. Mas aí já chegamos em um problema/costume mundial para os dias atuais. Enfim, se locomover pelas calçadas santiaguinas é se sentir invisível muitas vezes.

3 – Festas nas madrugadas:

Esse hábito é uma questão de desrespeito em meu entendimento. Os chilenos não tem costume de fazer festas aos sábados. Eles fazem festas às sextas-feiras (considerado dia de estar com os amigos). E em apartamentos. E sem hora para acabar. Portanto, os prédios de Santiago possuem vários apartamentos com festas nas noites e madrugadas de sextas-feiras. Não há limite para a altura de um som, por exemplo. As pessoas aqui falam e riem muito alto também. E ninguém reclama, pois é um costume comum aos santiaguinos.

4 – Recusar uma venda:

Se você for pagar algo com dinheiro e não tiver trocado, se prepare porque eles podem simplesmente recusar sua compra. Eles não tem o hábito de procurar troco em um estabelecimento vizinho, por exemplo. Se por um acaso sua compra for paga com uma nota alta, eles vão dizer não, e chamar o próximo cliente. Parece algo isolado, mas acredite, isso realmente ocorre com uma certa frequência. Posso citar essa experiência pessoal na Pizza Hut de um shopping center e em um outro restaurante também de um shopping center. Além de uma loja de bijuterias com minha namorada. Outro exemplo interessante e cômico, e que ocorreu com minha namorada, foi o seguinte: havia 2 tipos diferentes de brincos em promoção. Na compra de 6 deles você levava 12. Minha namorada separou 6 de uma cor e 6 de outra. Mas a compra foi recusada porque ela só podia levar 12 brincos da mesma cor. O atendimento em Santiago, no geral, é ruim e os funcionários te tratam como se estivesse fazendo um enorme favor. O tratamento que o turista tem por aqui é bem diferenciado. É vivendo o dia a dia como um cidadão comum que podemos presenciar tais situações.

Vendas são recusadas em restaurantes do maior shopping da América do Sul - Foto: Flickr

Vendas são recusadas em restaurantes do maior shopping da América do Sul – Foto: Flickr

5 – Cliente não tem prioridade:

Mais uma daquelas situações que parecem engraçadas, mas não são. Aquela frase “cliente sempre tem a razão” não funciona por aqui. Acabamos de ver isso no item 4 sobre a questão da recusa de venda. Mas não é apenas isso. Se uma pessoa estiver fazendo a limpeza em uma loja, restaurante, academia, por exemplo, e você precisar usar aquele espaço, você será atropelado pelo funcionário. O cliente em segundo lugar. Minha namorada foi fazer uma pergunta sobre o valor de um produto qualquer em uma loja qualquer e a atendente disse que não daria o preço porque brasileiro só pergunta e não compra. Eu fui entrar em um estúdio de tatuagem para fazer um orçamento e o tatuador estava passando um pano molhado no chão. Quando abri a porta do estúdio e fui pisar no chão para entrar no local, ele simplesmente gritou para eu não entrar e voltar mais tarde. Caso você queira pegar um produto na prateleira de um supermercado e estiver acontecendo alguma reposição, você terá que esperar o fim dessa reposição para alcançar o produto desejado. Enfim, são situações em que, no Brasil, o funcionário respeitaria o cliente.

6 – Alarmes disparando:

Alarmes de carros ou comércio que disparam não serão desligados tão cedo. Um exemplo muito comum são as vans que param para carregar ou descarregar em estabelecimentos comerciais. Eles abrem o porta malas do carro e o alarme dispara. E enquanto não terminarem de carregar ou descarregar, o alarme vai continuar disparando. Quando eles finalizam o trabalho e estão prontos para deixar o local, ligam o carro e o alarme para, obviamente. Isso ocorre também com as vans que buscam turistas em hotéis ou apartamentos para transporta-los ao aeroporto, por exemplo. O carro é aberto para colocar a bagagem no porta malas e o alarme ficará disparando até o carro ser ligado. Não me perguntem porque eles não desligam o alarme anteriormente, seja pelo chaveiro ou pela ignição. Juro que não tenho a resposta. Já em alguns prédios residenciais existe um sistema de alarme estridente para avisar os pedestres que algum carro está saindo do estacionamento. Esse alarme toca a qualquer momento do dia, inclusive pela madrugada. E outro motivo já abordado anteriormente aqui no BZ é o uso excessivo e constante da buzina pelos motoristas.

Fonte: veoverde.com

Fonte: veoverde.com

7 – Não comparecer aos compromissos:

Nem é necessário dizer que isso é o cúmulo da falta de respeito. Se chegar atrasado a um compromisso já está errado, no meu entendimento, não comparecer e não avisar é algo que abomino. Passei por essa situação muitas vezes por aqui. Principalmente quando buscava alugar um apartamento. Simplesmente o dono não aparecia no horário marcado. E nós é que precisamos ligar atrás da pessoa para ouvir que ela não pode comparecer por um motivo qualquer. E acham normal não avisar. Vans contratadas para passeios e taxistas também podem não aparecer no compromisso agendado. Lembrem-se: escrevo tais situações com base em experiências próprias e de amigos brasileiros que aqui residem.

8 – O valor da palavra:

Seguindo o item 7, encaixo o fato de que a palavra é algo que também está fora de moda por aqui. É claro que não se trata de algo exclusivo dos chilenos, pois percebemos isso ao redor do mundo, o que é muito triste. Vou citar dois exemplos: o primeiro está relacionado ao aluguel de um apartamento. Cumpri meu contrato normalmente e, dentro do próprio contrato, constava uma cláusula que dizia que o mesmo poderia ser renovado por igual período ao seu final. Entrei em contrato com a locatária avisando que eu renovaria esse contrato e ela disse ok e que ficava feliz e coisa e tal. Um mês depois, quando eu estava de férias no Brasil, ela envia um e-mail dizendo que queria o apartamento de volta para vende-lo. E eu não fui o único brasileiro a passar por exatamente o mesmo problema. E ainda teve o fato de que precisei envolver o consulado brasileiro nesse caso porque a locatária sumiu sem devolver parte de minha garantia (valor de um aluguel pago no início do contrato). Outra referente a apartamento: se você precisar entrar em acordo para sair antes do apartamento, terá a opção de avisar com dois meses de antecedência. Eles te dirão que vão devolver sua garantia sem problemas. Quando a data da sua saída antecipada chegar, eles já terão alugado o apartamento para outra pessoa e não devolverão o valor da sua garantia conforme apalavrado. Vou frisar uma vez mais que essas situações são reais e que aconteceu comigo, com amigos brasileiros do trabalho e amigos dos grupos do Facebook referentes a brasileiros que vivem no Chile.

9 – Bicicletas na calçada:

Aqui em Santiago é tradicional o pedestre ter que dividir o espaço de uma calçada com os vários ciclistas. São raríssimas as exceções em que os ciclistas usam as ruas para trafegar. Isso acontece, na maioria das vezes, quando eles estão com muita pressa e precisam pedalar aceleradamente. No geral, é muito incômodo a questão de dividir esse espaço com os ciclistas, pois eles não tem a consciência que precisam se comportar como tal. Ou seja, muitos deles pedalam em zigue-zague e imprimem alguma velocidade. Ciclista empurrando suas bicicletas nas calçadas é algo inexistente. Além disso, eles aguardam para atravessar uma rua da mesma maneira que os pedestres. Temos, então, que dividir esse espaço também com as bicicletas. Aquelas que vem no sentido contrário se incomodam em ter que desviar dos pedestres. E os espaços rebaixados das calçadas que desembocam na rua para uso de cadeirantes ou pessoas com alguma deficiência serve, na realidade, para os ciclistas subirem e descerem das calçadas. E se um pedestre estiver nessa posição terá a desaprovação deles.

Bicicletas e pedestres juntos - Foto: emol.com

Bicicletas e pedestres juntos – Foto: emol.com

10 – Cachorros de rua:

Uma realidade chilena muito triste. Santiago é considerada “a capital dos cachorros de rua”. Por aqui eles são conhecidos como “perros callejeros”. Quem já visitou a cidade sabe exatamente como esse título é verdadeiro. Muitos desses cachorros são simplesmente abandonados por seus donos. Outros até possuem um responsável, mas são deixados para viver nas ruas ao invés de estarem na casa desses tais responsáveis. Acreditem! Além de não haver um controle por parte da prefeitura para evitar o aumento desse problema. O lado bom dessa triste situação é que esses cães são fortes, pois a população procura alimenta-los, e é também possível encontrar muitos recipientes com água pelas ruas da cidade. E não adianta oferecer uma bolacha ou pão para esses cães. Eles recusarão, pois estão costumados a comer carne, ou restos de carne, jogados ou doados pelos açougues, por exemplo. Muitos deles costumam caminhar ao seu lado quando você oferece um carinho. E no inverno, a população costuma vesti-los com roupas e até cachecol. E eles ainda protagonizam cenas muito engraçadas como esperar junto aos pedestres para atravessar a rua em um semáforo, subir em um ônibus e por lá ficar, se agruparem para latir para os táxis e estarem presentes em todos os protestos que existam na cidade. Santiago possui muitos protestos que envolvem os estudantes, e em todos eles os cães estão se divertindo. É cômico vê-los na TV. Engraçados, companheiros e fortes…  Mas nada faz disso algo tão bom assim. No fundo é um situação que corta o coração de que ama os animais.

Cachorro de rua e o típico cachecol chileno

Cachorro de rua e o típico cachecol chileno – Foto: veoverde.com

Cachorros de rua em um protesto em Santiago - Foto: lapatilla.com

Cachorros de rua em um protesto em Santiago – Foto: lapatilla.com

Pode parecer que estou com alguma desavença em relação ao Chile. Mas não é isso. O Chile é um dos países mais incríveis do mundo com seus vulcões, geleiras da Patagônia, a Cordilheira dos Andes, o deserto do Atacama, o mar do Pacífico, os terremotos e tantos outros atrativos. Mas acreditem, os relatos listados são sinceros de um brasileiro que já experimentou uma cultura diferente na Europa. Dizem que viver em outro país é aceitar as diferenças culturais e vivenciar com respeito a maneira como esse povo se comporta. Concordo até a página 2, pois algumas vezes não se trata de diferença, e sim de respeito ao próximo.

E se você amigo do BZ tiver mais algum costume chileno que possamos desaprovar não hesite e comente abaixo. O espaço também é seu.

_______________________

Carlos Eduardo Fernandes é publicitário,  já morou na Irlanda e atualmente é professor de inglês online em Santiago, no Chile. Saiba mais sobre ele e o blog pessoal clicando aqui. Sigam-nos no Facebook acessando aqui. Instagram e Twitter, procure por: @blogbrasilcomz

7 Comentários leave one →
  1. 30/06/2016 16:42

    Em relação ao tratamento com o cliente, experiencio algo muito parecido na Espanha. Os atendentes parecem estar sempre de mal humor, dão respostas grosseiras e não tão nem aí pra você. No banco por exemplo já cheguei a ficar 10 min na frente da mesa do gerente esperando ser chamada (banco vazio) pois achei que ele estivesse ocupado. Quando cansei de esperar e resolvi me levantar e ir falar com ele, ele somente disse “sim?” Se eu nao tivesse me levantado estaria esperando lá até agora! Rs. E isso já ocorreu duas vezes. Sem contar a lentidão dos atendimentos, eles nao ligam de te fazer esperar. Acho péssimo!

    • carlosfernandeschile permalink
      01/07/2016 20:37

      Pois é Bree. Fui ao Consulado Brasileiro pegar meu passaporte renovado e encontrei 3 casais brasileiros que foram roubados em Santiago e ficaram sem seus passaportes. E eles estavam conversando sobre o descaso do atendimento da polícia com eles. Que a pessoa que os atenderam estava o tempo todo no celular. E isso é comum. Você ser atendido por pessoas preocupadas com celular. Isso ocorreu comigo no último final de semana comprando um souvenir para minhas irmãs. Aconteceu no dia seguinte comprando pão. E aconteceu na imigração do aeroporto. Fiquei pasmo. A pessoa estava com o facebook aberto enquanto carimbava meu passaporte. Um dia, em uma loja de de um shopping center, um chileno reclamou da lentidão do atendimento do caixa e disse que a fila ao lado estava mais rápido. O caixa devolveu os produtos ao cliente e mandou ele ir ao caixa ao lado. Se eu tivesse escrito cada situação dessas de falta de respeito que presenciei, teria um livro já…rs. São tantos os exemplos que faz você respeitar o atendimento do brasileiro muito mais.

  2. 30/06/2016 18:38

    Bree, qual região/cidade da Espanha? Eu sempre tive bons momentos por lá. Mas, sou turista. Morar num local deve ser diferente. Eu como turista na Alemanha já fui tratada com rispidez pelos garçons diversas vezes. E uma vez numa cervejaria em Colônia na noite de Reveillon eu estava grávida e pedi um suco de laranja. O garçom simplesmente disse: “F*** you”. Minha sogra me disse: “Aguenta, finge que não ouviu nada porque está nevando lá fora e foi difícil arrumar um lugar”. Eu fiquei realmente atônita. Ele (o garçom) depois veio pedir desculpas.

  3. Renato Maldonado permalink
    01/07/2016 23:16

    Ótimo texto. Realmente o atendimento ao cliente em Santiago é péssimo.

    • carlosfernandeschile permalink
      01/07/2016 23:43

      Obrigado Renato. Sinto que você também não se sente feliz com o comércio chileno.

  4. Arlete permalink
    04/07/2016 7:44

    Carlos, parece que vc está precisando de uma temporada fora de terras latinas 🙂
    Um suíço, que não passa cotidianamente por situações assim, acharia algumas delas compreensíveis ou que pertencem ao “modo latino de ser”, mas te entendo totalmente.
    Duas coisas que acho relativamente positivas é a postura em relação aos cachorros e às bicicletas. Mesmo sendo uma situação longe do ideal, as pessoas ao menos tentam cuidar dos cachorros. Em São Paulo, os cachorros morrem à mingua, isso quando não são maltratados de propósito. Quanto ao trânsito de bicicletas, é uma maneira de reduzir o trânsito, a poluição e praticar esporte. Em São Paulo vc não consegue nem sair de casa de bike, pq já é assaltado no primeiro quilômetro. Nesses dois casos, é muito clara a falta de participação da prefeitura com ciclovias e castração gratuita para os animais. Mas aí a gente entra em outro problema que todos nós latino-americanos conhecemos bem, que é desvio de verbas para o bolso dos políticos, ao invés de impregar o dinheiro de impostos como se deveria, mesmo o Chile ter uma posição privilegiada no Índice de Percepção de Corrupção (23.), estando só atrás do Uruguai (21.) entre os países da América Latina. Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Percep%C3%A7%C3%A3o_de_Corrup%C3%A7%C3%A3o
    Abraços e força aí com as diferenças culturais 😉

    • carlosfernandeschile permalink
      04/07/2016 15:14

      Valeu Arlete. Com relação as bicicletas, o Chile também tem sérios problemas no quesito falta de ciclovias. O uso da bicicleta como transporte é sim interessante, mas ele é muito pequeno em relação aos países europeus. O que eu gostaria de ver no Chile é um respeito maior na divisão do espaço. Ainda considero a calçada como um espaço para pedestres. Se a cultura local permite o uso das bikes, um pouco mais de respeito por parte dos ciclistas ajudaria. Quanto a questão da corrupção, os chilenos acham que seus políticos são mais corruptos que os nossos. Ingênuos…rs. A situação do Brasil é tão caótica nesse aspecto que eu não consigo explicar aos chilenos como as coisas funcionam na nossa terra…rs.

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