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Shopping Center no Japão

17/02/2017

japão W. Anderson – Japão

Quando se fala  sobre o Japão, logo muita gente pensa em robôs e inteligência artificial, proporcionando a qualidade de vida que muitos desejariam ter nos dias de hoje. Talvez, pela exploração do mito de ser um país que serve ao mundo com Tecnologia de Ponta, o Japão esteja associado desta forma.

Quando ainda recém chegado por aqui, ouvia outros brasileiros dizendo que iriam “passear no shopping” no final de semana. Aquilo ficava martelando na minha cabeça.  Afinal de contas, pensava eu, deve ser um shopping muito bonito, grande, com muitas lojas, etc. e tal, pois era numa cidade vizinha e, portanto, deveria ter muitas opções. Ledo engano… Em minha primeira visita, a decepção foi 1000%. Isso que vocês chamam de shopping?

Para quem é de São Paulo, podem fazer idéia da decepção que tive. Eu ainda pequeno, lembro que shopping mesmo, era só o Iguatemi, em Pinheiros, que para mim, era um lugar de difícil acesso nos anos 70, pois era necessário ir até o centro (Anhangabaú) e de lá, pegar outro ônibus para o bairro de Pinheiros. Por isso, foram pouquíssimas vezes que ainda criança, eu fui em um shopping. Lembro muito bem, quando o Shopping Ibirapuera foi inaugurado.

Mas voltando ao Japão, bem, o tal shopping era na verdade, um hipermercado ao estilo “Carrefour Pinheiros”, com umas 30 lojas em seu perímetro. Só isso. Nem “Mc Droga” tinha, 😡😜. Aqui, Shoppings Centers não são chamados de “Mall”, mas sim de “depaato” – デパート, numa pseudo referência de “loja de departamentos”.

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Aeon (jusco) Minowa – ao estilo “Carrefour Pinheiros” – by Aeon Ltd

Foi a partir de 2006, que shopping centers ao estilo ocidental, tal como conhecemos e estamos acostumados, começou a ser construído aqui no Japão. E tal expansão, se deu de forma exponencial, pois foi baseado nos outlets que decidiram adotar esse modelo de empreendimento, seguindo inclusive os mesmos moldes e princípios que conhecemos, algumas lojas âncoras e muitas satélites ao redor destas.

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Lala Port Toyosu – construído em uma marina e integrada com uma estação de trem, em Tokyo – by Lala Port

No entanto…, há algo muito curioso nos shopping centers. Geralmente, são dois ou três pavimentos apenas, aqui considerados, 1º, 2º e 3º andares (térreo, primeiro e segundo andar, para nós brasileiros). O pavimento do 1º andar (nosso térreo), ficam as lojas que podem dar mais retorno ao empreendimento, com maior circulação e em princípio, maior faturamento. No segundo andar, geralmente ficam as livrarias, as lojas de “¥100 shop” e em alguns casos, as casas de jogos de azar, aqui muito conhecidas por “pachinko”. No terceiro andar (quando tem), fica o estacionamento coberto. Alguns desses empreendimentos, são construídos integrados com uma saída de trem ou metrô, conforme a cidade.

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Lake Walk Okaya – foto em estilo maquete – by Lake Walk

Agora, o mais estranho é encontrar (geralmente no segundo pavimento) o uso de carpete como opção de piso, assentado com o piso frio no mesmo pavimento. Hum…, muito estranho isso. Confesso que nunca vi essa combinação e, até hoje, muito sem sentido. Por outro lado, a praça de alimentação sempre bem espaçosa e oferencendo conforto que não se tem em muitos restaurantes no dia a dia.

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Aeon Kofu Yamanashi – carpete e piso frio no mesmo pavimento – arq. pessoal

Uma outra coisa, agora positiva, que chama a atenção, é a grande quantidade de sofás macios, de 1, 2 ou 3 pessoas, oferecendo um conforto diferente daqueles assentos duros e frios que normalmente encontramos em qualquer “Mall”.

E vocês, alguma coisa estranha nos shoppings centers que frequentam fora do Brasil?

________________

W. Anderson é engenheiro elétrico e mora com a família há 13 anos no Japão. Para saber mais sobre ele clique aquiVejam fotos dele e de outros autores no perfil do BZ no Instagram. E sigam nossa página no Facebook acessando aqui.

5 Comentários leave one →
  1. kohzito permalink
    17/02/2017 15:36

    Passei em um shopping em Amsterdã que lembraria por um shopping de bairro no Brasil
    E o espanto foi o baixo preço das joias, ai comecei a pensar poxa por isso quando se olha para a Europa todo mundo anda bem vestido, se uma joia que no Brasil se vê por R$ 600,00 lá tinha por 80 Euros.

    Em Lima no Peru, os shoppings eram parecidos, apenas um era todo aberto devido ao fato de quase nunca chover, mas o jeitão era igual os Brasileiros mesmo

    • 18/02/2017 13:16

      Os preços das coisas realmente impressiona a gente quando chegamos num país estrangeiro, principalmente porque sempre (inevitavelmente) comparamos com a nossa moeda. Mas, se levarmos em consideração, eles sempre são compatíveis entre si, considerando a cultura de impostos e o poder aquisitivo de cada país.

  2. Arlete permalink
    06/03/2017 12:35

    Shoppings não são muito comuns aqui na Suíça, já lojas de departamento existem várias.

Trackbacks

  1. Shopping Center no Japão | Brasil com Z | O LADO ESCURO DA LUA

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