Oi pessoas do universo! Mês passado tive a oportunidade de realizar um sonho e finalmente fui visitar um dos países que sempre estiveram em meu top 5 de lugares que tenho que ir na Ásia: a Coreia. Passaporte novo em mãos, passagens e albergues agendados em Seul, tudo parecia ir perfeitamente bem, porém, mal sabia eu que essa viagem seria recheada de surpresas. E é sobre algumas dessas surpresas (ingratas) que decidir conversar com vocês nesse post.  

Edvan Fleury de Beijing, China @beijing.boy @edvanfleurygame Blog Brasil com Z @blogbrasilcomz

As emoçoes da viagem em um gif

Se você é um visitante assíduo aqui no Brasil com Z, sabe que eu adoro fazer vídeos lá para o meu canal no youtube, o Perdido na China, e claro eu não ia perder essa oportunidade de fazer muitos vlogs na Coreia. Pra isso, eu me preparei levando 4 carregadores portáteis na mala.

Na verdade eu coloquei 3 dos carregadores na mala despachada e um na mala de mão porque imaginei que eventualmente minha câmera ou celular iria descarregar e seria bom ter algo em mãos para carregar meus eletrônicos. Por algum insight do destino tive o pressentimento de que seria bom levar as baterias extras da minha câmera também na bagagem de mão.

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Em Seul, algumas faixas de pedestre tem essas setas para indicar a direção que se deve andar

Chegando no aeroporto internacional de Gimpo, fiquei impressionado em ver que a imigração de lá tinha um serviço em português brasileiro, o que foi uma grata surpresa. É só passar o passaporte que a interface reconhece você como brasileiro e as instruções são todas dadas em português. Gimpo é um aeroporto muito pequeno que não tem muita coisa para fazer e que fecha à meia noite. Então se você estiver esperando por alguém é bom que seja antes desse horário para você não passar por isso (clique em > Sufoco no aeroporto < para descobrir o que foi que aconteceu comigo).

Eu percebi que minha mala estava com uma corda que eu não tinha colocado, fiquei imaginando o que seria. Ao chegar no albergue, descobri que não só minha mala tinha sido aberta como as baterias portáteis tinham sido levadas. Não, elas não foram roubadas.

Elas foram retiradas no aeroporto pelo pessoal de inspeção de malas do aeroporto em Beijing. Na minha mala foi anexada uma notificação avisando que minha bagagem tinha sido aberta e as baterias tinham sido confiscadas (e jogadas no lixo) porque de acordo com a legislação chinesa não é permitido levar esse tipo de item nas malas despachadas. Fiquei chateado? Sim, claro.

Mas pensei pelo lado positivo: eu ainda tinha um carregador e as baterias da câmera estavam ainda comigo, o que não foi lá um prejuízo muito grande.

 

Segundo a norma chinesa de aviação, caso o passageiro queira levar as baterias na bagagem de mão é preciso que elas estejam com todas as informações de tensão e corrente impressas no corpo do produto. Ao passar pelo raio X, a primeira coisa que vão retirar da sua bolsa são baterias e se elas não estiverem seguindo essa norma vão para o lixo também.

Ah, esqueci de mencionar que antes de viajar eu me preparei dois meses antes fazendo uns trabalhos extras e com esse suposto dinheiro no bolso eu ia usar para fazer a festa na Coreia. O problema é que levei um calote e felizmente consegui receber esse dinheiro semana passada, depois que eu já estava de volta à China!

Passado o susto, eu coloquei na minha cabeça que esses 2 incidentes não iriam afetar meu humor. Afinal o que é viajar para o exterior sem dinheiro?

Edvan Fleury de Beijing, China @beijing.boy @edvanfleurygame Blog Brasil com Z @blogbrasilcomz

Vestido de serviçal do imperador em  Gyeongbokgung Palace (경복궁)

Viajei com o meu dinheiro contadinho. Eu tinha planos de andar por toda a Coreia, até porque eu teria oito dias para passear por esse país maravilhoso. As viagens não aconteceram, óbvio. Fiquei só por Seul mesmo, o que não desmereceu o passeio visto que tem tanta coisa para fazer nessa cidade.

À noite, encontramos vários outros brasileiros e fomos aproveitar as baladinhas de Seul. Eu amei cada minuto. O único problema é que a maioria das casas você tem que pagar para entrar (uma média de 10 mil Won, cerca de R$ 30 reais). Acontece que em Seul alguns clubes noturnos possuem um código de vestimenta que ninguém saber explicar como funciona, mas está lá e dever ser seguido.

Em uma das baladas que fomos, TODOS OS MEUS AMIGOS PUDERAM ENTRAR, MAS EU FUI BARRADO. O segurança simplesmente me tirou da fila dizendo que minha calça não era adequada para o lugar. A gente até tentou argumentar com ele, mas nada do que falamos adiantou e ele só dizia que a minha calça não era permitida. Eu usava uma calça preta igual a essa aí embaixo. Agora me diga você se em uma casa noturna onde tudo é escuro alguém ia realmente notar a minha calça?

Edvan Fleury de Beijing, China @beijing.boy @edvanfleurygame Blog Brasil com Z @blogbrasilcomz

A calça da discórdia

Os meus amigos que moram lá acham que isso aconteceu pelo fato de eu aparentar ser meio do Paquistão (ou sei lá). No dia seguinte, fui a outra casa noturna e todos meus amigos entraram e o que aconteceu comigo? Fui revistado, mas pude entrar. Será que está escrito na minha cara “Terrorista”?

As meninas que estavam no nosso grupo disseram que os coreanos têm um certo preconceito com pessoas que se parecem com árabe ou “similares”, não vou entrar em detalhes sobre esse assunto pois sinceramente não sei se foi um caso de preconceito ou não essas situações constrangedoras que passei.

Se você for a qualquer casa noturna em Seul, tenha sempre em mãos algum documento que mostre sua idade, porque há uma faixa etária para entrar nas boates – com relação a isso não tive nenhum problema.

Resumindo: amei a comida, os coreanos e tudo que vivi na Coreia, e que infelizmente não posso contar nesse blog família (ahahahaha). Passei por muitas coisas boas lá e sobre isso você pode acompanhar um pouquinho lá no meu canal.

Vou ficando por aqui e até a próxima com algum texto sobre a China 🙂