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5 tipos de golpes contra turistas em Santiago

29/06/2017

 

Carlos Fernandes – Santiago, Chile

A capital chilena é muito mais segura que qualquer cidade grande do Brasil. Apenas para exemplificar, o ranking da criminalidade em 2016 teve Natal como a 10ª mais violenta do mundo. Seguida por Belém e Aracaju, na 11ª e 12ª posições respectivamente. Dentre as 50 cidades mais violentas do planeta, 19 são brasileiras. E Santiago sequer aparece nessa lista. Em 2015, ela ocupava apenas a 104ª posição

Outra curiosidade é que caminhar pela noite, e até mesmo pela madrugada, por regiões como Providencia, onde se concentra o maior número de estrangeiros que vivem em Santiago, é super tranquilo. Falo isso por conhecimento de causa, já que vivi nessa área por quase dois anos.

A tranquila região de Providencia – Foto: Carlos Fernandes

Mas nem por isso Santiago deixa de ser uma cidade onde devemos tomar certo cuidado. Principalmente em regiões como o Centro e pontos altamente turísticos. E por falar em turismo, são os visitantes desavisados que mais sofrem quando o assunto são os golpes aplicados na capital.

Então vamos conhecer essas práticas e nos atentarmos quando estivermos passeando pelas ruas.

1 – Golpes de taxistas

Além do cuidado com o famoso golpe relacionado a dar voltas a mais para aumentar o valor da corrida, há que se atentar quanto a um expediente chamado de “cambiazo”. Trata-se da troca da nota (dinheiro) que você paga pela corrida por uma de menor valor.

Por exemplo: se sua corrida ficou em 15 mil pesos e você a pagou com uma nota de 20 mil pesos, o taxista rapidamente desaparece com essa nota e te diz que você o entregou somente uma de 2 mil. O mesmo ocorre quando você paga com uma nota de 10 mil pesos. Ele te dirá que recebeu apenas 1 mil.

Isso é fácil ocorrer pela semelhança entre as notas, pela desatenção do turista, pela dificuldade em argumentar em espanhol e porque a luz do carro, em situações noturnas, estará apagada.

Dica para não cair no golpe: fale em voz alta o valor da nota que você está entregando ao motorista. Se você for entregar a ele uma nota de 20 mil pesos, diga “vinte mil pesos”. E fique muito atento(a) com o taxímetro também. De preferência negocie com o taxista antes um valor médio para a corrida.

Os padronizados táxis santiaguinos – Foto: Flickr

2 – Furto de bolsas femininas

Mulheres em restaurantes turísticos são as vítimas preferidas dos delinquentes. Esses ladrões não utilizam arma de fogo em Santiago. Eles ficam atentos com as bolsas penduradas nas cadeiras ou deixadas no chão. Rapidamente ela poderá sumir, como naqueles roubos de celulares que ocorrem em São Paulo.

Isso acontece muito na região de Bellavista, onde estão concentradas os bares e restaurantes preferidos dos turistas. A própria área é conhecida por receber um grande números desses turistas devido ao fato de ser um bairro boêmio.

Dica para não cair no golpe: deixe a bolsa sempre no colo. Não deixe valores em dinheiro e cartões de crédito dentro dela. Muito menos o passaporte. Eu mesmo fui testemunha no Consulado de três casais que sofreram esse tipo de roubo no mesmo local e estavam lá para saber como eles voltariam ao Brasil sem o documento. É uma dor de cabeça e tanto, pois envolve também a PDI chilena. É praticamente um dia perdido resolvendo a perda do passaporte.

 

Bellavista, bairro boêmio de Santiago, onde costumam ocorrer roubos e furtos de bolsas femininas – Foto: Carlos Fernandes

3 – Mochilas no metrô

Trata-se de uma atividade a qual os brasileiros que vivem em cidades onde há esse sistema de transporte público com certeza já está esperto. As mochilas nas costas podem ter seu zíper facilmente aberto sem que você nem perceba. Principalmente se o metrô estiver cheio. E muitas linhas e estações possuem grande concentração de turistas.

Dica para não cair no golpe: a dica é muito simples. Deixe sua mochila na frente. Isso vale para as bolsas femininas também, claro.

Cuidado com mochilas no metrô de Santiago – Foto: Viagem e Viagens

4 – Agências de turismo falsas

Onde tem muito brasileiro a turismo, tem muito brasileiro trabalhando nesse ramo também. E tem muito brasileiro malandro tentando se dar bem em cima dos compatriotas turistas. Existe muita agência não oficial, digamos assim, em Santiago criadas por brasileiros que moram no Chile. E elas oferecem preços mais baixos em relação as empresas chilenas. E, para ser sincero, também há chilenos que se aproveitam dessa situação para dar o golpe do passeio inexistente. Essas pessoas costumam levar o turista para um guichê falso para o pagamento de tours.

Dica para não cair no golpe: procure sempre agências de turismo conhecidas e recomendadas. Pesquise antes em grupos no Facebook e questionem outras pessoas que já fecharam pacotes ainda no Brasil. Há quem prefira apenas agências com guias brasileiros e acabam caindo em golpes. Pois saibam que um das melhores coisas que existe em uma viagem ao exterior é estar em meio ao povo local. É relativamente fácil entender o espanhol e as empresas chilenas estão super preparadas para lidar com turistas do nosso país.

Atenção ao escolher uma agência de turismo no Chile – Foto: bedandbreakfast

5 – Atenção nas casas de câmbio

Se estamos mexendo com uma grande quantidade de dinheiro, nem é preciso dizer que devemos nos cuidar. Santiago possui muitas casas de câmbio em Providencia, região tranquila da cidade. Mas sua maioria está concentrada no centro, na rua Agustinas. O movimento por essa rua é grande e vale aquela máxima de que devemos sempre estar espertos no centro de qualquer cidade grande.

Como já disse, armas de fogo não fazem parte de assaltos como estamos acostumados. A tática dos chilenos é jogar uma conversa fiada em você para te distrair enquanto alguém pega seu dinheiro e sai correndo.

Dica para não cair no golpe: Retire seu dinheiro para troca só no guichê. Após a troca, guarde-o antes de deixar o guichê. E não acredite se alguém chegar ao seu lado e fizer uma proposta para te levar em outra casa de câmbio com menor cotação. Faça você mesmo sua pesquisa.

Inúmeras casas de câmbio estão concentradas na rua Agustinas, em Santiago – Foto: Streetview

Pensamento do autor:

Nunca se esqueça que, se tem um povo que deve estar vacinado contra todos esses tipos de golpes, esse povo é o brasileiro. Tirando a questão do “cambiazo” por parte dos taxistas, o resto já faz parte do nosso conhecimento. Portanto, ser roubado por chilenos desarmados em situações corriqueiras para nós poderá ser tão frustrante quanto perder um bem ou valores em dinheiro.

E se você conhece outras opções de golpes, ou já presenciou algum deles, compartilhe com a gente suas experiências através dos comentários.

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Carlos Eduardo Fernandes é publicitário, escritor, já morou na Irlanda e atualmente é professor de inglês online em Santiago, no Chile. Saiba mais sobre ele e o blog pessoal BRchile clicando aqui. Sigam-nos no Facebook acessando aqui. Instagram e Twitter, procure por: @blogbrasilcomz

2 Comentários leave one →
  1. 30/06/2017 12:43

    Ótimas dicas! Sempre é bom ficar atento!👍👍👍

  2. 04/07/2017 23:32

    Excelente dicas que vergonha Brasil

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