Carla  –  Roma, Itália

O sonho de muita gente é estudar fora do Brasil.

Escrevi num outro post como é dividido o ensino aqui na Itália, clique aqui para ler. 
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Para estudar na Itália é preciso validar todos os títulos de estudos no Consulado Italiano, para obter a “Dichiarazione di Valore in Loco”, ou seja, o documento que declara o valor legal dos títulos de estudos.

Para poder estudar na Itália, começar uma faculdade por exemplo, tem que ter pelo menos 12 anos de estudos validados e declarados neste documento emitido pelo consulado.

Consultem sempre a universidade de interesse para saber como funciona o processo seletivo e admissão.

Em uma universidade italiana, as provas ou exames, na faculdade, funcionam também de uma forma diferente da do Brasil.
Começando pelas notas, nota = voto. O voto máximo é 30, para passar, ou seja, a nota “azul” vai a partir de 18.
Tem ainda o famoso “30 e lode”, o 10 com louvor, pra gente… Mas esse tipo de nota é mais utilizada nas defesas de teses de faculdades e doutorados, não nos exames comuns.
Na faculdade aqui de Roma, por exemplo, tem o primeiro exame ou o primeiro “appello”. O aluno deve se inscrever para fazer a prova. No dia tem 2 horas para fazê-la e ainda pode escolher de entregar ou não (retirar). Os alunos que entregarem a prova e conseguirem mais de 18 podem agendar a prova oral.
Sim, tem prova oral. E leva no minimo meia hora, um bombardeio de perguntas. Damos uma folha e caneta para o aluno, caso precise esboçar formulas, gráficos, etc…
 Duas semanas depois, mais ou menos, tem outro “appello”, última oportunidade.  E da mesma forma, quem for bem deve se inscrever para a última prova oral e assim, garantir voto suficiente para passar na matéria.
Acho interessante a possibilidade de fazer outra prova, pois quem fez o primeiro appello, não agendou a oral e quer fazer o segundo appello pra ver se tira uma nota maior, pode. Mas o seguinte, se entregar o segundo appello a nota que valerá sera deste, anulando a primeira. Então só entrega quem tem certeza que foi melhor que a primeira prova, pra não sair no prejuízo.

Nada fácil,  não?

Pois a maioria dos cursos universitários aqui são integrais, os alunos tem uma infinidade de matérias, consequentemente, uma infinidade de provas escritas e orais a serem superadas….
Os alunos sofrem e os professores também!
Dica pra quem quer estudar fora: fluência no idioma, buscar muitas informações nos sites das universidades pra ver exigência de documentação alem de saber como funciona o processo seletivo, que pode variar de universidade a universidade.
A maioria das universidades italianas são publicas, mas existem taxas anuais obrigatórias a serem pagas alem de outras taxas que podem variar com a renda, portanto o melhor é se informar bem antes.
Dúvidas? Visite meu blog Sonhos na Itália ou me escreva: sonhosnaitalia@gmail.com.
Baci a tutti!
 Carla Guanais é cientista, blogueira e mora na Itália desde 2010, onde está cursando um doutorado. Saiba mais sobre ela clicando aqui.