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Veneza, um lugar para se deixar perder

10/06/2017

bzEdu Justo – La Coruña, Espanha

No post de hoje abrirei um parêntese das minhas impressões e vivências espanholas para falar da viagem que fiz há  pouco à histórica cidade de Veneza. Com este post, pretendo dar dicas valiosas para todos aqueles que queiram conhecer uma das cidades mais emblemáticas da Itália. Quem visita Veneza normalmente volta para a casa com lembranças inesquecíveis, e o nosso caso não foi uma exceção.

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Em Veneza

Veneza floresceu após a queda do Império Romano no século V, quando uma onda massiva de hordas bárbaras começou a ocupar seu território. Para escapar da fúria invasora, os habitantes da região de Vêneto decidiram se refugiar em uma das ilhas do Mar Adriático, onde se estabeleceram definitivamente. Sua posição estratégica contribuiu para um intenso trafico comercial marítimo entre ocidente e o oriente, tornando-a rica e poderosa.

Vamos começar literalmente do princípio e numa viagem tudo começa quando seu avião chega ao seu destino. O aeroporto de Veneza (Marco Polo) está localizado próximo à cidade, um percurso de aproximadamente vinte minutos de ônibus. Ao chegar, você encontrará guichês para comprar passagens para Veneza ou para alguma das cidades ao redor da ilha. E aí vem a minha primeira dica: muita gente prefere se hospedar fora da cidade, devido ao alto preço cobrado pelos hotéis da ilha (muitas vezes antiguíssimos, sem elevador e outras comodidades). Eu fiquei hospedado em um hotel na vizinha Mestre, que tem ônibus direto à Veneza, e que chega em 10 minutos. O motorista não aceita dinheiro, você tem que comprar as passagens em um posto autorizado. (normalmente alguma lojinha do bairro). IMPORTANTE: Ao entrar no ônibus não esqueça de validar a sua passagem numa das máquinas disponíveis no interior do veículo. Caso contrário você poderia ser multado.
O ônibus te deixará na Piazzale Roma, uma espécie de rodoviária de Veneza. Ao descer do ônibus Você irá reparar que já não será mais possível circular em transportes terrestres. Só existem duas opções: ou você pega um Vaporetto (uma espécie de ônibus fluvial que te levará a diferentes pontos da ilha), ou circula a pé mesmo. Eu escolhi a segunda opção porque se trata de um lugar que te convida a ser explorado. Cada rua tem seus segredos, fachadas bizantinas, igrejas, bares e comércios com todo o tipo de produtos. Veneza tem milhares de coisas para serem apreciadas, porém os pontos mais emblemáticos são a Ponte Rialto e logicamente a Piazza San Marco. Um dos programas imprescindíveis na Piazza San Marco é subir na Torre del Campanile, onde estão as melhores vistas panorâmicas da cidade e de seus canais. O ingresso custa 8 euros e você sobe de elevador. Além da Campanile é recomendável conhecer a catedral de San Marco e o Palácio Ducal.

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Capanile na Piazza San Marco, foto arquivo pessoal do autor

A ponte Rialto, construída sobre o Gran Canale, é formada por um único arco e oferece uma infinidade de lojinhas onde você poderá encontrar todo o tipo de lembranças da sua viagem. Veneza é o paraíso das lembrancinhas: máscaras, miniaturas de Murano e todos os tipos de jóias são vendidos por toda a cidade. O item mais apreciado pelo turista é a famosa mascara de carnaval veneziana, que pode custar de 7 euros a 3.000 euros, dependendo de seu desenho, material e valor artístico.

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Ponte Rialto, fonte arquivo pessoal do autor

Passeio de gôndola: Existe um rumor recorrente que diz que o preço do passeio de gôndola varia de acordo com a “aparência do turista”. Isso não é verdade. O preço da gôndola é tabelado e custa 80 euros de dia e 100 euros de noite (a viagem standard é de meia hora). É um preço salgado, porém se você vai até Veneza e dispensa este passeio, deixará de vivenciar uma experiência única. Você pode pegar sua gôndola em qualquer ponto da ilha. Dê preferência a um ponto próximo ao Gran Canale onde as vistas são mais espetaculares. Existem sites de venda on-line de ingressos para andar de gôndola, porém o preço é o mesmo e você ficará preso a um horário pré-marcado. O melhor é contratar na hora, assim você terá maior flexibilidade.

Quero reforçar mais uma vez que para conhecer Veneza de verdade o melhor é caminhar por suas ruas, porém, você tem que estar preparado para andar bastante. A Piazza San Marco por exemplo fica no extremo oposto da rodoviária, aproximadamente 40 minutos caminhando. A vantagem é que durante todo o percurso você verá uma infinidade de outras atrações que a cidade tem para oferecer. E é desta forma que você conhece de verdade os encantos de Veneza.

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Na gôndola (foto do arquivo pessoal)

Ilha de Murano:

Os cristais de Murano são famosos no mundo inteiro e são fabricados na ilha que leva seu nome, próximo à Veneza. A única forma de chegar lá é pegando um vaporetto, uma viagem de quinze minutos. Recomendo ir de manhã porque algumas lojas permitem que você veja os artesãos fabricando as peças ao vivo.

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Murano (foto do arquivo pessoal)

Comer e beber:

Como turista profissional, procuro evitar comer em locais muito próximos às grandes atrações. Normalmente os preços são mais caros e a comida de pior qualidade. Procure as tradicionais tratorias em pontos mais afastados. Recomendo provar o Bellini, um delicioso coquetel veneziano, à base de champanhe e pêssego. Se o seu hotel tem frigobar, a melhor opção é comprar uma garrafa em um supermercado, porque nos bares ela é bem inflacionada.

Se você quiser fazer em casa, a receita é bem simples:

Bellini:

2 pêssegos maduros, cortados ao meio, sem pele ou semente

Champagne fria (ou como segunda opção, um Prosecco)

Coloque os pedaços de pêssego num mixer ou liquidificador, e bata até obter um purê. Com a ajuda de uma colher, coloque um pouco de purê em cada copo “flute”. Preencha o restante com champagne. Você deveria obter uma taça com 1/3 do conteúdo de purê e 2/3 de champagne. Essa receita é o suficiente para duas pessoas (mais um repeteco!).  

Bom, relatei o imprescindível de Veneza. Fora isso, existe uma infinidade de opções menores, porém igualmente inesquecíveis. Prefiro que você se surpreenda por conta própria, descobrindo o que Veneza tem de melhor para oferecer.

Ciao!

___________

* Edu C. Justo é administrador de projetos, autor de biografias e vive em La Coruña. Saiba mais sobre o autor clicando aqui. Veja mais fotos da Espanha e outros países no Instagram: @blogbrasilcomz Sigam-nos no Facebook acessando aqui

5 Comentários leave one →
  1. Carla Guanais permalink
    30/03/2015 8:15

    Amo Veneza e já fui para lá algumas vezes. Já fiquei hospedada fora da Ilha e na Ilha, e confesso que apesar de custar um pouco mais, ficar na ilha tem outro encanto! Se perder nas vielas, andar pra lá e pra cá, conhecer cada cantinho de Veneza, fora da parte extremamente turística (que atualmente está muito exagerada com lojas de souvenires, etc), é a mágica desse incrível lugar. O turismo ali aumenta a cada ano. Chega-se a pensar em cobrar entrada para visitar a cidade, pois o número de turistas (e o comportamento deles) está degradando a cidade. É o lugar mais extraordinário que já visitei no mundo. Não tem igual! Adorei seu post. Sempre bom ler o texto de alguém que fale da Itália sem ser eu 🙂 Quanto ao cockail Bellini, o preparado com a fruta fresca ainda é mais extraordinário do que a engarrafada industrializada. baci

  2. janaina permalink
    30/03/2015 10:34

    Gostei dos seus comentários. Estive em Veneza e andei muito a pé, é a melhor coisa. Acrescento uma dica: o passeio de barco que te leva a algumas ilhas. Não é caro e vale muito.
    Abraços.

  3. 30/03/2015 10:58

    Ai, ai.. que posso dizer ? “Está na minha lista” – cliché but true ! Adoro cidades “aquáticas”: Rio, Estocolmo, Amsterdã, Paraty… Aliás, assistindo ao Jamie Oliver na TV apareceu ele em Veneza. Um fragmento em espanhol sobre como fazer um Bellini e porque tem esse nome (via Youtube): https://www.youtube.com/watch?v=h4NxOlwR4c8

  4. Arlete permalink
    01/04/2015 8:45

    Olá Edu,
    Seu post me relembrou a viagem que fiz a Veneza há quase 10 anos atrás. Pouco antes tinha estado em Florença, que pra mim, é até mais encantadora que Veneza. Apesar de achar Veneza linda, me decepcionei um pouco com a massa turística que tem lá. A piazza San Marco estava suja e cheia de vendedores.
    Na época fiquei na ilha Giudecca em um albergue da juventude da HI, muito bom por sinal. Vale a pena pra quem não quer pagar muito e gosta de sossego. Outra coisa legal é “ter que” usar o transporte dos barcos públicos pra passear por lá.
    Abraço

  5. 03/04/2015 18:46

    oi Edu,

    teu post fez bater a saudade! que lindeza de lugar! não consigo pensar em Veneza como um lugar para se morar…para mim é um cartão postal, um lugar onde tudo é encantador. Lamento muito que os turistas não respeitem a beleza (e não só de Veneza…) e que os administradores não tomem as medidas necessárias para preservar este jardim vivo.

    bateu muita saudade, sim.
    queremos voltar…

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