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Vida na Europa. Vida “fácil” e glamurosa?

09/11/2017

Ana Fonseca – Holanda

Aaah, ir morar no mundo ocidental desenvolvido. Quem não quer? A cultura, a segurança, os bons serviços públicos, as possibilidades de estudo e trabalho…

Porém.

Tem muito brasileiro que acha que morar fora, principalmente na Europa, é uma vida de rico. Que as coisas vêm mais fáceis, todo o serviço doméstico é feito por aparelhos (como se os aparelhos se ligassem e se desligassem sozinhos), e que você mora muito melhor e viaja muito mais que no Brasil. Não é bem assim.

Acho que nunca trabalhei tanto na minha vida desde que vim morar na Holanda. Sério. Principalmente quando tive meus bebês. Eu trabalhava 4 dias por semana (contrato de trabalho de 32h/semana), e quando chegava do trabalho em Amsterdã ia pegar filho na creche, fazer o jantar e depois cuidar da casa lavando banheiro e passando roupa até as 23h, ou meia-noite. Quando eu finalmente esticava a coluna na cama, meu bebê acordava chorando meia hora depois. Eu me sentia constantemente destruída, física e mentalmente. Meu dia de “folga” do trabalho não era de “folga” coisa nenhuma: eu tinha obrigações sociais, que fazer compras, limpeza, visitar pessoas. Meu marido enfrentava muito engarrafamento para o trabalho, tanto na ida como na volta. No sábado ele fazia supermercado, cuidava da limpeza dos carros, do jardim, do quintal, dos janelões de vidro. Com a chegada do segundo bebê, tudo se intensificou. E minha mãe no telefone dizia: “Sabe Fulana? Ela teve um bebê. Tem duas babás. Uma para o dia, e outra para a noite. Pois ela não se levanta da cama quando o bebê chora. Isso é o trabalho da babá da noite. Até quando ela vai jantar fora ou sai de viagem, leva a babá, para não se estressar.”

A hora de trabalho para serviços manuais aqui na Holanda é uma das mais caras do mundo. Se você for pagar alguém para reformar um banheiro, é melhor que esteja preparado para ir dar uma boa ajuda, carregando entulho, trazendo material para dentro, colocando azulejos. Foi assim que meu marido fez, durante uma reforma na cozinha e no banheiro da nossa primeira casa. Se ele não tivesse ajudado, as obras teriam durado muito mais e sairiam muito mais caras pela mão-de-obra. E pagar uma pessoa para ajudar na limpeza doméstica pode custar por hora tanto quanto o que você ganha para realizar um trabalho especializado. Quem paga ajudante de serviço doméstico, paga por 3h a 4h semanais, no máximo. O(a) ajudante tem que fazer bem rápido e seguir um esquema pré-determinado. Quando eu conto isso para minha mãe ou meu pai, eles sempre dizem que “fazer todo o serviço de uma casa em 3h-4h é impossível. Im-pos-sí-vel”. Pois é, mas é assim. Ninguém pagaria por hora mais do que 4h semanais. Isso é perfeitamente suficiente. A não ser que seja um casal super bem empregado, renda dupla e alta. Um casal de amigos nosso (uma médica com um engenheiro) paga um dia inteirinho de ajuda doméstica, duas irmãs tailandesas. Eles podem.

Tem um lado positivo de você se esfalfar tanto, fora e dentro de casa: a economia financeira de uma moeda forte. Mas reconheço: não é um ritmo de vida para todo mundo. Tem que ter boa saúde, ser muito disciplinado, fazer escolhas, abrir mão de muita coisa. Brasileiro acostumado a vida toda a pagar empregadas, jardineiros, passadeiras, cozinheiras etc. vai morar fora do Brasil e não gosta da falta disso, não sabe como se organizar.

Há que se ver também que na Europa, principalmente nas culturas ao norte do continente, predomina o individualismo. É aquela filosofia: “Quem pariu Mateus que crie!” Até há avôs e avós esperando pelos netos no pátio da escola no fim da jornada, para levá-los para casa até que os pais cheguem do trabalho. Mas na Holanda, isso não é regra geral. Sei que na Itália e na Espanha, os avós aposentados ajudam mais, muito mais. Por amor e solidariedade. Os vovôs e vovós aposentados da Holanda querem basicamente curtir a vida, seguindo a filosofia: “Já ralei muito para criar meus filhos, sem a ajuda dos meus pais. Então agora meus filhos que se virem com meus netos, eu vou é curtir a vida!” É um ciclo que se repete: eles reproduzem o estilo de vida no qual foram criados, e quem pensa assim não está necessariamente errado. Cada um decide levar a vida como quiser. Os aposentados na Holanda participam de vários clubinhos, viajam em grupos, decidem se divorciar e ir procurar um novo alguém. Mil aventuras.

Inclusive, já deu para perceber que avós que ajudam na criação dos netos, às vezes são criticados por conhecidos, vizinhos, amigos. Uma vez eu estava comentando com uma holandesa, como uma conhecida minha tinha ajuda dos pais para criar o primeiro filho dela. Essa amiga holandesa, cujos pais são fazendeiros e não têm nem carteira de motorista nem a ajudam pra nada, retrucou: “Essa sua conhecida gosta de vida fácil, hein?! E de não assumir responsabilidades!”. Como assim, “vida fácil?”, perguntei. A minha conhecida trabalhava full time, criava o filho… Essa holandesa crítica, na verdade estava era morrendo de inveja, já que nem os pais dela nem os pais do marido ajudavam para nada, nem para ficar com um netinho durante um par de horas.

Algumas vezes, quando eu ligava para meus sogros e perguntava se eles tal dia poderiam ficar com meu bebê por um par de horas para que eu e meu marido fôssemos resolver algo juntos (um enterro, um casamento, uma ajuda com a mudança de endereço de amigos, etc.)., minha sogra frequentemente respondia: “Tenho que ver na minha agenda.” Agenda? Ela não fazia curso só de yoga uma vez por semana, então eu sentia que era uma indireta do tipo “Não tenho brechas para netos”. Às vezes dizia: “Tenho que ver com meu marido, se ele pode.” Sim, pasmem. Ela sempre curtiu festinhas familiares, viagens com a família, jantar fora com filhos e netos, posar para fotos com os netos – mas não queria ficar com os netos.

De saco cheio com  a impossibilidade de achar babás pagas por hora para uma eventualidade, pensei em pedir na creche do meu segundo baby se poderiam ficar com ela por duas horas no meu dia de folga. Eu teria uma hora de reunião no trabalho, mais meia hora para eu ir, meia hora para voltar… O meu filho mais velho ficaria na casa de um amiguinho. Meu marido, estupidamente, perguntou na creche se excepcionalmente eles poderiam ficar “uma hora” com a baby. Quando a trouxe, esclareci que seriam na verdade duas horinhas, 2h30 no máximo. A reposta, entre dentes: “Apenas duas horas, e nem mais um minuto. Vá rápido!”. Voltei de uma reunião boboca e totalmente dispensável e encontrei minha bebê com a fralda beeem carregadinha, com sede e faminta, e uma funcionária com cara de poucos amigos. Agradeci e fui rapidamente embora. Pensei, decepcionada: “Quantas vezes meu marido já chegou mais cedo do trabalho e pegou as crianças horas mais cedo? Várias! E agora preciso de um favor por um par de horas depois de anos pagando creche e sou tratada assim? Nunca mais!”.

Os anos passaram. Criei meus filhos, viajei muito a trabalho e lazer, mudei para uma casa maior, fiz amigos, mudei de emprego, desfiz alguns amigos, fiz amigos novos. Meus filhos fizeram e fazem todos os clubinhos que quiseram e queriam, vão desde pequenos sozinhos para a escola, eu atualmente levo apenas para dentistas e médicos, a apresentações de dança, estão no melhor caminho possível. Olho para trás e vejo como superei tantas mesquinharias de outras pessoas. Nos álbuns de fotos que fiz quando as crianças eram pequenas, estou sempre sorrindo com minha família. Como consegui? Como tiver energia? Sei lá.

A vida de classe média na Europa não tem glamour, nem muita flexibilidade às vezes. O lazer é com hora marcada! Uma festa na casa dos amigos tem horário em ponto para começar e para terminar. E isso é maravilhoso! O que tem de bom por aqui é segurança pública, estabilidade política, alta cultura muito acessível, trânsito organizado, meio-ambiente preservado, isso sim. Mas ganhar seus eurinhos suados exige muita ralação, pelo menos em países muito produtivos. Há um enorme controle social, competição intensa no trabalho, muita cobrança de perfeccionismo e rapidez, individualismo. Não é fácil. Não tem “glamour”.

Eu constatei muita falta de inteligência emocional de várias pessoas por aqui na Holanda, em relação a solidariedade na vida em família, trabalho, mundo da rua, etc.. Grávidas serem oferecidas assento no ônibus? Esqueça. Meu sogro morreu anos atrás, e minha sogra teve na mesma época que retirar um tumor na cabeça. Por isso, há anos não dirige mais, nem andar de bicicleta pode. Quem a leva para todo lado, todas as semanas? Eu, e os filhos dela. Então ela nunca imaginou que ficaria viúva, velha e dependente um dia? Quando tinha má vontade de ajudar os próprios filhos dela num momento de sufoco com netos, não calculava que mais tarde na vida também ela precisaria de apoio? Falta de inteligência emocional.

Já tive colegas de trabalho (mulheres) que foram reclamar no RH que eu “gastava muito tempo retirando leite com bomba, duas vezes por dia”. O RH tranquilizava essas pessoas, dizendo que isso era permitido por lei, e que só seria por uns meses. Anos mais tarde, duas dessas pessoas venenosas me contactaram em momentos diferentes, sondando o mercado de trabalho e perguntando se eu não sabia de empresas que ofereciam trabalho “part-time” pois tinham se tornado mães, estava tudo muito difícil… Repito: faltou inteligência emocional e maturidade a essas mulheres no passado, porque elas só agem pelo individualismo, que sempre fala muito forte e domina tudo, até o pensamento claro, maduro e a visão a longo prazo.

Então, para quem planeja morar na Europa (ou nos EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia…) minha visão de mundo é a seguinte: não pense que no início vai conseguir morar num daqueles prédios de Amsterdã à beira de canais, com janelões cercados por roseiras. Nem em Paris com vista para um belo parque. Ou em Barcelona no Eixample. Ou que vai poder pagar uma babá full time na Europa – au pair aqui é coisa para gente muito rica, e creches são bem caras. Férias de verão em hotéis? Só se for por alguns dias. Famílias de 4 indivíduos não passam os 30 dias do verão em hotéis. Passam 1 ou 2 semanas em casinhas alugadas em campings, complementados com apartamentinhos do Airbnb, um par de dias num hotel e olhe lá.

Sonho de alojamento de férias de verão  (acima) x realidade (abaixo)

Casais bem empregados na Holanda só conseguem morar com conforto (um apartamento grande ou casa com quintal, garagem, jardim, três andares, etc.) se geralmente for fora dos grandes centros, nos subúrbios residenciais, e depois da primeira década de vida juntos. O metro quadrado da Holanda é caríssimo, a ocupação do solo é intensa por aqui. No início, jovens famílias moram em apartamentos pequenos, ou em casinhas geminadas onde às vezes nem espaço na frente da casa para estacionar o carro existe. Jardim? Esqueça. São só uns arbustos e talvez gerânios na janela. Lá pelos 35-40 anos é que conseguem morar com mais espaço, mas sempre fora dos grandes centros.

Porta-janela-porta-janela-porta-janela ad eternum et ad infinitum. Assim são as casas geminadas (rijtjeshuizen) que tomam ruas e até quarteirões inteiros em grande monotonia. Quem começa uma hipotecan na Holanda, geralmente esse é  primeiro tipo de casa. É possível que até fique numa casinha dessas para o resto da vida – sendo muito feliz.  

Há uma nova geração entrando no mercado de trabalho que quer decoração mais vazia, jardins bem simples, pois não aguentaram crescer vendo os pais se matando para ter uma casa uma casa maior que uma geminada, toda mobiliada, jardim cheinho, etc.. Assumindo uma hipoteca (que vai ser paga para o resto da vida), ainda dá para viajar no verão todos os anos. Adoro esse estilo de vida, me cai bem. De novo: não agrada todo mundo, pois é praticamente impossível para a maioria fazer uma boa poupança (o custo de vida é caro), conseguir comprar uma casinha de veraneio, pagar empregados – essas três coisas que algumas pessoas assalariadas e bem empregadas ainda conseguem fazer no Brasil e consideram sinônimos de qualidade de vida.

Sorria! Aqui na Holanda os jovens já aprendem a limpar cuidadosamente os vasos sanitários do lar. 

Na Holanda, a qualidade de vida se traduz em, por exemplo, economia estável, segurança nas ruas, estradas bem cuidadas, escola pública e de alta qualidade para todos, etc.. . Na Europa, você vai é limpar MUITO suas janelas, seu jardim, sua privada e aprender a escrever com o dedinho sobre seu carro todo empoeirado: “Dust is beautiful”, arrematando com um coraçãozinho. Faço isso sempre que meu marido ou minha vizinha (o tal do controle social que mencionei acima) dão uma indireta sobre as teias de aranha e pó grudento cobrindo meu carrinho.

___________

Ana Fonseca mora na Holanda desde 1999 e administra o BZ. Poda as árvores do quintal, tem carro mas pega busão para ir a Amsterdã, vai de bike para o supermercado, passa roupa e faz a própria pedicure – entre outras coisinhas.  

Dicas de turismo, viagens e culinária, diferenças e choques culturais, as dificuldades em se fazer novos amigos e integrar-se, estudo e trabalho no exterior… falamos sobre tudo isso por aqui, e muito mais! Gostou do que leu? Então curta nossa página do Blog Brasil com Z no Facebook, nossa conta no Twitter e Instagram e compartilhe nossas postagens com seus contatos. Agradecemos! Mora no exterior, gosta de escrever e quer se candidatar a participar mensalmente do BZ? Seja ousado (a) e escreva-nos um e-mail contando quem você é e sua motivação para fazer parte da equipe de autores: blogbrasilcomz@gmail.com Boa-sorte! 

11 Comentários leave one →
  1. Tallitha Campos permalink
    09/11/2017 12:39

    Excelente. E também no Brasil status e aparência as vezes se confundem com qualidade de vida.

    • AnaFonseca permalink*
      10/11/2017 9:57

      Obrigada, Tallitha! Você sabe como eu valorizo sua opinião, já que está aí no Canadá criando seu pimpolho sem ajuda dos seus pais ou sogros. Força e beijos!

  2. lillyguchtain permalink
    09/11/2017 16:40

    Excelente, Ana! Gostei principalmente qdo vc exemplifica a falta de inteligência emocional e o individualismo. Preguiça de gente assim 😏 Um beijo e parabéns pelo texto!

    • AnaFonseca permalink*
      10/11/2017 10:01

      Obrigada, Guchtain! Eu sempre me achei muito independente, e quando fiz faculdade no Rio morei sozinha por um tempo em Niterói. Adorava. Estou muito acostumada, e detesto a ideia de empregada doméstica, uma pessoa estranha vivendo diariamente sua intimidade… Meus pais sempre tiveram, não ficam sem – apesar de serem um casal muito industrioso, que sempre puseram “a mão na massa”. Outra geração, creio, que organiza a vida contando com ajuda doméstica paga.

      • lillyguchtain permalink
        10/11/2017 18:45

        Eu tbm nunca curti uma pessoa estranha na minha casa, sempre fiz td sozinha mesmo no Brasil. Até manicure eu não tinha, fazia eu mesma em casa, então pra mim não foi um choque mudar de país, mas conheço várias mães que reclamam que sentem falta de babá, empregada, ter que cozinhar em casa para levar o almoço pronto para o trabalho. No Brasil, meu marido tinha mais de 1 hora de almoço, e todos os dias ele e os colegas almoçavam cada dia num lugar diferente. E aqui não. Muitos estranham certos hábitos, como levar a sua marmita de casa e comer na mesa do trabalho. É diferente, mas é melhor porque o tempo que se gastaria almoçando fora, pode-se aproveitar em casa com família porque as pessoas saem mais cedo tbm do trabalho por conta disso. São pequenas coisas que no dia a dia podem pesar na qualidade de vida se vc tinha todas essas mordomias. São mundos diferentes. Por isso algumas pessoas não se encaixam na Europa ou outros lugares, como aqui no Canadá q tbm é assim.

      • AnaFonseca permalink*
        10/11/2017 21:38

        Hora de almoço na Holanda: dura 30 minutos, cronometradinhos. Eles também usam esse argumento: “Você vai embora mais cedo para casa, tem mais tempo para a família” e tal. Acho que o ideal seriam 40 minutos. Aliás, tem gente que não tira o horário de almoço, trabalha continuamente, toma chás, come um biscoitinho…

  3. 10/11/2017 8:33

    Viver fora do país de origem é um eterno choque cultural (estou tendo um agora usando o teclado de um computador que não tenho ideia de onde ficam os acentos, mas o ß tá aqui facinho) Nunca tive empregada doméstica no Brasil e sempre cuidei eu mesma da casa e tudo mais, então esse choque eu não tive, acho até engracado quando alguém comenta comigo sobre as novelas brasileiras estarem cheias de madames. As novelas cheias de empregadas domésticas passa uma idéia de qua a mulher brasileira é folgada e passa o dia inteiro no salão de beleza. Ainda estou me adaptando a lidar com avo com agenda lotada, acho isso estranho, mas bom, afinal as avós tem o direito de ter uma vida social cheia de atividades e acho bom por não ter muita interferencia na criacão que os pais escolhem, mas todas as vezes que precisei da ajuda dela ela esteve presente, muitas vezes se ofereceu pra ficar com o baby em casa mesmo sem precisar. Uma coisa que acho maravilhosa aqui e que não tem no BR e a licenca paternidade, isso tem me ajudado muito a não ficar sobrecarregada com tarefas domésticas e cuidados com o baby e ainda a voltar a ter uma vida.

    • AnaFonseca permalink*
      10/11/2017 10:10

      Olha, meu sogro (já é falecido) sempre foi “show de bola” quando pedíamos a ele ficar com meu menino mais velho. Ele foi um cara simplesmente incrível e babão pelos meus filhos. Se bem que em um determinado momento, por mais de ano, eles estavam ajudando minha cunhada de modo fixo (uma vez por semana pegando as crianças dela na escola, levando para casa deles para dar o jantar o trazendo de volta) e nunca propuseram algo igual para mim e meu marido. Acho que seria muito pesado para eles, mesmo. Bom, deixa para lá.
      Como assim, “licença maternidade para o pai”? Meu marido teve dois dias de folga quando cada criança nasceu (nem sei mais se continua assim). Aqui, meu seguro saúde me permitiu ter uma enfermeira por uma semana, 6h por dia quando do nascimento de cada baby. A maioria dos seguros possibilita isso.

  4. Arlete permalink
    14/11/2017 11:43

    Muito bom o texto, Ana. Abre os olhos de quem quer vir pra cá achando que é o paraíso. É o paraíso, sim, se vc busca os itens que vc citou: economia estável, segurança nas ruas, estradas bem cuidadas, escola pública e de alta qualidade para todos, etc. No mais, cada um tem que se virar nos 30. Tudo o que vc contou sobre trabalhar, buscar filhos na creche, etc. é a minha realidade atual com duas filhas pequenas. A sorte é que, quando tive minha primeira filha, pude trabalhar part-time e com a segunda pude diminuir ainda mais a carga horária. Para poder sair por duas horinhas com meu marido, de vez em quando, nos intercalamos com a minha cunhada, que tb tem filhos pequenos. Meus sogros tb têm agenda lotada, um baile aqui, um encontro de idosos lá, excursões, etc. Quando ganhei as minhas bebês, pude sim, um dia ou outro, contar com a ajuda da minha sogra, nos momentos mais difíceis, mas no geral, eles têm uma vida cheia de atividades. É uma outra geração de avós, diferente daquela que nós conhecemos. Aqui na Suíça, ainda podemos contar com ajuda de Babysitters adolescentes (legalizadas e com curso básico de primeiros socorros) ou aprendizes da área de educação. Tb existem lugares, por exemplo, academias, etc. com salinha de recreaçao. Isso tb ajuda bastante, mas é uma fase bem intensa da vida, uff… 🙂

    • AnaFonseca permalink*
      14/11/2017 12:16

      “Se virar nos 30” é uma expressão ótima, que não ouvia há muito tempo, haha!
      Mas nós vamos querer ser vovós super ativas também, né Arlete? Fazer uma atividade física, visitar azamiga esclerosadas que nem a gente, ir a um teatro…
      Minha mãe faz parte de um grupo de donos de orquidários e vivem fazendo excursões, assistindo palestras alto astral. Muito bom! Meus vizinhos sexagenários tem três filhos e 9 netinhos entre Berlim – Londres e Jakarta. Também são avós hiperativos! Vivo dando força para eles, para que não sofram de stress com essa história de “Living la Vida Loka” e viajando para cima e para baixo.
      Como quer que seja meu futuro, sempre terei vaguinha na minha agenda, SEMPRE, para dar uma força aos meus netinhos! 😉
      Beijos e volte sempre

      • Arlete permalink
        15/11/2017 12:54

        Quando saí do Brasil ainda se usava essa expressão, rs…
        Nesse ponto tb concordamos. Quero ser uma vovó ativa, espero ter netos e curtir muito com eles. A mãe de uma colega diz que ser avó é a “sobremesa da vida”. Eu imagino que deve ser mesmo, e ainda com noites bem dormidas. Oh, beleza! 😀

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