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Por que ninguém fala do lado ruim de morar no exterior?

09/01/2017

BZ_China Edvan Fleury – Beijing, China

Fazia menos 6 graus e com toda aquela poluição eu mal podia ver o fundo da rua. Se não era uma segunda, era com certeza uma terça-feira. Se não eram 9 da manhã, já eram quase 9:30. Eu já estava muito atrasado e, aliás, nos últimos meses o atraso virou uma rotina nas minhas idas ao trabalho. Entrei rapidinho na estação do metrô para não perder o trem – uma das coisas boas de morar em Beijing é que ele sempre vem rápido. Quando eu estava dentro do vagão sabia que algo em mim não ia bem, era uma mistura de tristeza com uma vontade louca de querer sair dali e voltar para minha cama. Naquele dia procurei um lugar vazio e chorei.

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Provavelmente, você já deve ter ouvido alguém dizer: “Engole o choro!” Principalmente quando se é criança.  A gente vê o ato de chorar como uma atitude ligada a fragilidades e por esse motivo, talvez, eu tenha ido procurar um cantinho para disfarçar meu momento de fraqueza. É como se os homens não chorassem.

Esse ano vai fazer 5 anos que sai de minha terra para morar na China. O que ninguém nos diz, ou melhor, a gente não procura saber é que morar no exterior tem seu lado negativo.  Nos últimos anos passei por muitas provações nas quais posso dizer que ajudaram a moldar a minha personalidade e elas me tornaram mais forte e ao mesmo tempo frágil. Se você perguntar de qualquer pessoa sobre o que ela acha de ir morar no exterior, tenha a certeza que o senso comum vai dizer que é uma experiência incrível e que construir uma nova vida longe de tudo que já conhecemos é sem sombra de dúvida a melhor coisa do mundo. Isso está certo? Sim! Não vou negar que esse consenso tem lá o seu valor. O que ninguém vai te falar é que ir morar no exterior, de certa maneira, é a coisa mais triste que uma pessoa pode fazer na vida.

Se você que está lendo esse texto já teve essa experiência, se pensar um pouquinho vai concordar com alguns pontos. Morar em outro país nos deixa frágeis, carentes, com aquele sentimento de culpa e uma dorzinha que não passa nunca no coração.

Seja qual for o motivo que te faz ir para longe: estudo, trabalho e etc… saiba que o sentimento será o mesmo. É claro que todos nós que saímos do Brasil para abraçar uma nova pátria o faz por algum motivo e usamos isso como uma forma de justificar nossas fragilidades emocionais. “Eu não vou chorar hoje porque morar aqui foi uma escolha minha” ou “Eu estou aqui porque estou fazendo XXXXX e esse é o meu futuro”.

Uma amiga no Brasil está quase casada com a cara metade que ela escolheu, e recentemente ela teve uma filha. Vendo os comentários dela de felicidade… isso me deixou muito mal. Mal por sentir inveja de querer estar perto dela e não estar lá. Mal por querer também construir aquilo que ela tem.

Minha mãe se distanciou muito com o passar do tempo e o motivo foi para que eu não ficasse triste quando ela estivesse doente ou precisasse de um abraço. Hoje, temos dois oceanos e dois continentes de distância entre nós e por mais que a tecnologia tenha avançado nada supera aquele contato físico que só os corpos juntos proporcionam. Nenhuma máquina ou software vai substituir as emoções que as pessoas sentem quando estão juntas.

Para não demonstrar fraqueza, a sua família vai engolir o choro e dizer falsamente que está tudo bem e que estão felizes com a sua decisão de estar longe, o que na verdade eles querem dizer: “Fique aqui meu filho, não vá.”

Você vai notar que nenhum Natal é mais emocionante do que aquele que você passa com os seus entes queridos.

Quando você morar no exterior, seu coração vai doer quando seus amigos ou sua família perguntar: “Ah, quando você vem aqui para o Brasil?” Por que você sabe que não é tão simples voltar, seja por tempo ou por questões financeiras.

Morar aqui me faz me sentir um filho ruim, descuidado com a minha família.

Não importa o quão cercado de pessoas você esteja, você vai sempre ter aquele momento em que a solidão vai bater a sua porta para te fazer se sentir sozinho. Novas pessoas, novas amizades vão chegar e vão embora na mesma proporção.

O tempo na sua terra de origem vai passar de forma devastadora. Você perderá amigos, familiares e um monte de outras coisas que jamais voltarão e isso te deixará com um sentimento eterno de culpa. Aliás, você não se sentirá mais parte daquele lugar. Isso é um processo natural da vida e não há culpados, pois afinal a vida é produto de nossas escolhas e simplesmente não podemos mudar/prever aquilo que aconteceu.

Inevitavelmente você vai se questionar qual é o seu lugar nesse mundo

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E se você tiver que passar anos fora, você também vai começar a perguntar se realmente toda a bagagem cultural, profissional e financeira que está acumulando vale a pena. Será que vale a pena sacrificar todas as nossas emoções em prol de algo material? Somos egoístas por sairmos de casa? Sim, nós somos em partes egoístas,  e por isso temos que aceitar e conviver com as consequências que isso nos traga, seja para o bem ou para o mal.

Agora voltando à pergunta “Por que ninguém fala do lado ruim de morar no exterior?” e a resposta é simples: lidar com o ruim não é fácil e exige muito preparo, só que ninguém está preparado até que isso aconteça. E, por isso, acredito eu que as pessoas não falam/perguntam sobre isso.

Se depois de ler esse texto você acha que o desafio vale a pena, jogue-se na vida e seja feliz.

____________________

Edvan Fleury nasceu em Manaus e é jornalista. Atualmente encontra-se Perdido na Chinatrabalhando com e-commerce em Beijing e fazendo vídeos na horas vagas com amigos para o Youtube. Para saber mais sobre ele acesse a minibio clicando aqui. Sigam nossa página no Facebook clicando aqui e no Instagram clicando aqui. Para seguir o nosso Twitter clique aqui

26 Comentários leave one →
  1. 09/01/2017 11:03

    Esse inverno também não ajuda em nada, hein? (e ele volta todos os anos… Winter is not a cool season). E tem essa poluição loka aí onde você mora. Olha Edvan, se a gente não vivesse na era da internet, seria muito pior. Imagina as pessoas que foram para o BR numa outra época vindos da Itália, Líbano, Portugal, Alemanha, Espanha… Numa época que não tinha nem telefone e não podiam nem fazer uma viagem de férias ao país de origem? Isso é uma especie de luto da própria vida. Não estou diminuindo o valor da sua dor, apenas tentando sugerir que você não está só nas suas experiências e que talvez seja o caso de você pensar em ser cidadão do mundo. Talvez até partir da China para outro lugar. E se você quiser voltar ao BR, não vou achar que fracassou na seua empreitada na China, claro que não! Aliás, não tem a menor importância o que os outros acham sobre sua vida.
    Beijos e fique bem.

    • edvanfleury permalink
      10/01/2017 8:52

      Muito obrigado por todo o apoio Ana nesses dois últimos anos.. isso tem sido muito importante para mim.,,💗

  2. 09/01/2017 14:10

    Esse conflito de “vale a pena ou não” é muito genuíno e real no cotidiano de um estrangeiro. Essa época de festas de final de ano, tão marcada por partilhar em família e amigos próximos, nos deixa ainda mais tocados com isso tudo. O que as vezes me fere mais é que quem não viveu isso realmente não entende essa culpa e conquista ao mesmo tempo, mas, a cada dia, conquistamos algo novo, isso é certo! E já com as pequenas conquistas, é importante celebrar!

    • edvanfleury permalink
      10/01/2017 8:53

      É bom mesmo que estejamos sempre ser otimistas pra enfrentar essa dura realidade que só a gente que mora aqui fora sabe. Bjs

  3. 09/01/2017 19:44

    Olá Edvan,
    Adorei o seu texto.
    Estes sentimentos são comuns à muitos que decidiram se arriscar pour uma vida diferente longe de suas famílias e amigos, e estes sentimentos são ainda mais acentudados quando se muda de país ou como no seu caso, para o outro lado do mundo.
    Devemos à estes desbravadores a descoberta de novos mundos e da dispersão do homem em cada canto deste planeta, mas isto vem à um preço alto para estes aventureiros.
    Eu já acho que apenas alguns corajosos como vc, conseguem dizer q morar fora, como tudo na vida, não é perfeito, que há desvantagens, perdas emocionais e sentimentais.
    é como se quiséssemos convencer à nós mesmos que fizemos a melhor escolha e nossos próximos se dizem a mesma coisa e nos dizem que está tudo bem para não colocar ainda mais a pressão e a culpa.
    Força na peruca meu caro !

    • edvanfleury permalink
      10/01/2017 8:54

      Obrigado, Fábio. É verdade, muita força na peruca.

  4. Frank de Vries permalink
    10/01/2017 13:19

    Evan,
    As experiências de estar longe e não poder compartilhar momentos com os entes queridos podem ocorrer mesmo dentro do Brasil. Se você é de Manaus e for trabalhar e viver em Curitiba, por exemplo, pode ser uma experiência um tanto chocante.
    Se me permite dizer, você é um imigrante na Chin….escolheu um país que possui uma cultura um tanto complexa mesmo para os nativos (conheço a China e trabalho com chineses). A decisão de imigrar é como a decisão de se casar, você irá experienciar uma nova vida, novos conceitos, novos comportamentos que nem sempre são agradáveis. É importante sempre se perguntar o que o levou a este casamento e, se não estiver te satisfazendo 51%, desista, use a experiência, e parta para outra pois a vida é curta mas, pode ser bela.

    • edvanfleury permalink
      11/01/2017 6:16

      Muito obrigado Frank. Vou pensar em tudo com carinho e muito obrigado pela mensagem,

  5. Frank permalink
    11/01/2017 10:15

    Edvan, me desculpe por ter escrito seu nome incorretamente. Um forte abraço, Frank.

    • 11/01/2017 10:17

      Oi Frank, você pode sempre editar seus comentários já enviados.

    • edvanfleury permalink
      11/01/2017 10:30

      Tudo bem, você deve me seguir pelas minhas outras redes sociais… lá eu coloco como Evan pq tbm é um dos meus nomes na china ahahah

  6. 12/01/2017 0:10

    Olá, Edvan !

    Seu relato é emocionante, mas combina pouco com alguém que tem nome florido como o seu. Faz dias que estou pra lhe escrever. São essas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, e acaba esquecendo. Antes que o Alzheimer pegue de vez, vou aproveitar.

    Somos ‒ você, eu e grande parte dos que leem este blogue ‒ expatriados. Antigamente, se dizia imigrante, mas que cada um chame como quiser, vai do gosto do freguês. Uma grande diferença entre você e eu é o tempo de permanência no exterior. No longínquo dia em que subi num navio no porto de Santos e vim para a Europa, você não havia nascido. Seus pais, se já fossem deste mundo, usavam calças curtas. Faz mais de meio século, Edvan.

    Seria terrivelmente injusto dizer que passei anos infelizes. Afinal, vim porque quis, não por desterro ou degredo. Como todo o mundo, também passei por momentos difíceis. Foram poucos e já me esqueci. Cada um é como é, mais vantagem leva quem consegue passar por cima do menos bom e guardar memória do melhor. Vim por dois anos. O tempo foi passando, passando, e já se passaram 52 aninhos.

    Por que ninguém fala do lado ruim de morar no exterior, pergunta você? As razões são muitas. Cada um tem as suas.

    Para alguns, como eu, morar no exterior nunca pareceu ruim. Na juventude, logo que cheguei, viajei muito e conheci quase três dezenas de países. Trabalhei em dez deles. Houve momentos de abatimento, mas neguei-me a dar grande importância a eles. Não vale a pena. Guardar tristezas pode dar úlcera ou coisa pior. Conservo lembrança das coisas boas.

    Já outros preferem não falar das atribulações que atravessam. Para não dar preocupação à família ou aos amigos que ficaram pra trás. Pensam: «Triste já basta eu. Pra que compartilhar angústias com outros?» É atitude louvável, altruísta até. Se o problema não será resolvido, por que atazanar a vida dos outros?

    Há aqueles que não veem relação entre períodos de desesperança com o fato de viverem longe da família. Entendem que, longe ou perto, teriam de atravessar crises existenciais de qualquer maneira. Portanto, ao não atribuírem a culpa de seu mal-estar ao fato de viver fora, não falarão do lado ruim de viver longe do país de nascimento.

    Há também quem, embora vivendo vida triste, julga que, apesar dos pesares, ainda vale a pena ter-se expatriado. O bom sobrepuja o menos bom. Por isso, preferem calar-se sobre os aspectos sombrios.

    Muitos outros há. Alguns, depois de algum tempo fora, preferem voltar. É uma opção pessoal que deve ser respeitada. Estes, pelo menos, nunca poderão se lamentar: «Ah, se eu tivesse tentado…» Tentaram. Não aprovaram. E voltaram. Felizes e sem se envergonhar. E levando, de quebra, mil histórias para contar aos netinhos mais tarde.

    Como você pode imaginar, no meu caso, essas dúvidas já deixaram de existir. Depois de tanto tempo, não faria sentido.

    Não se deixe abater, Edvan. Todos os começos são duros. Se der pra ir levando, leve. Enquanto seu entusiasmo de jovem permitir. Se, realmente, chegar a um ponto insuportável, mude de cidade, de emprego, de país. Ou, em última instância, volte para sua terra tropical. Não é o que eu faria, mas, sacumé, cada cabeça, uma sentença. Ninguém vive a vida de um outro. Cada um tem de dar suas cabeçadas sozinho. Se lhe parecer impossível resistir, faça as malas e volte.

    Sei que conselho não se dá sem que tenha sido solicitado. Mas seu escrito me soou como um pedido de socorro. Dou-lhe, então, minha opinião de avô. Qualquer dia destes, vá a um lugar bem sossegado, um templo budista por exemplo, ou um local silencioso ‒ bem aquecido, de preferência, que o inverno pequinês não é biscoito.

    Chegando lá, procure esvaziar a mente, neutralizar seus pensamentos. Deixe as preocupações no vestiário e entre de alma limpa. Descontraído, analise se suas angústias não viriam de uma crise existencial pela qual você está passando. Imagine-se de volta à terra onde passou a juventude. Tente ver-se de novo rodeado pela família e pelos amigos. E aí (essa parte é difícil mas importante), imagine que, mesmo sob os trópicos, haverá momentos em que você se encontrará sozinho, sem família e sem amigos à sua volta. Faça um esforço e, sendo absolutamente honesto consigo mesmo, imagine se a proximidade de família e amigos resolveria de fato e de vez seus problemas.

    Se a resposta ‒ honesta, refletida, bem pesada, amadurecida ‒ for «sim, meus problemas desaparecerão», volte, Edvan!

    No entanto, se, após a reflexão, você não tiver certeza e alguma dúvida subsistir, dê tempo ao tempo. É mais que provável que, daqui a alguns meses, quando a primavera chegar, o grosso da crise tenha passado.

    Não sei se respondi à sua pergunta, assim mesmo espero ter ajudado. Que sua vida seja florida como seu nome!

    Forte abraço,

    José Horta Manzano
    BrasildeLonge.com

    • edvanfleury permalink
      12/01/2017 6:39

      Muito obrigado José Horta vou pensar direitinho sobre o templo talvez seja um aboa opcao ir para algum lugar para esvaziar a mente um pouco.

    • 12/01/2017 10:08

      Horta, seu texto é super wise! No início, pensei: “Vou chorar litrossss”. Mas depois no terceiro parágrafo parei de hiperventilar.

      • 12/01/2017 12:24

        Dank u wel, Ana, obrigado pela delicadeza. O passar dos anos nos concede o poder de relativizar . Os maus momentos do passado vão ficando pequenininhos. A gente até acha graça de ter sido, um dia, tão bobinho.

        Mas não adianta: cada um tem de viver sua própria vida e resolver seus próprios problemas. A gente pode até aconselhar, mas, ao fim e ao cabo, a decisão final será sempre pessoal.

        Você ‒ e todos os que nos leem ‒ também chegarão um dia a esse distanciamento que você chama «wisdom». Daqui a muuuuuitos anos.

        Sejam felizes!

        Forte abraço.

  7. 28/02/2017 14:40

    Ótimo artigo, obrigado pelas dicas 🙂

  8. Leandro Patrício dos Santos permalink
    04/03/2017 21:23

    Eu morei 15 anos na China, na época não se falava tanto inglês como hoje. Tudo o que eu li eu concordo 100% com o Jornalista, quando eu quis ir eu não me joguei em Pequim, eu despenquei, sabem qual é a diferença? Fiz de todas as dificuldades aprendizado, fui falando o verbo TO BE que se aprendia nas escolas públicas do Estado de São Paulo, os 15 anos passaram, num piscar de olhos, sempre retornava ao Brasil, uma vez, duas vezes ao ano, conheço mais de 70 regiões da China, de Pequim a Urumuqi, estudei na Jiaotong Universidade em Shanghai, a mesma que o ex presidente chines se formou. Fiz inúmeros amigos, Chineses, Americanos, Australianos, Africanos, Franceses e de outras partes do mundo que eu nem sabia que existia no globo, foi tudo mundo lindo, nunca sofri nenhum tipo de preconceito ou fui assaltado, levei minha mãe pra conhecer a Maravilhosa China, que muitos criticam, aprendi mandarim,italiano,espanhol e inglês, conheci de perto como são feitos os negócios na China, vi chineses pobres ficarem ricos e também estrangeiros ricos caírem na pobreza! Morar, viver, conhecer a China não é pra qualquer um, não é um outro país, é um Outro Mundo, onde as regras são peculiares, cheias de meandros onde em qualquer país são incompreensíveis! Vai completar um ano que voltei para ficar dois meses e aqui ainda estou, minha família,amigos,casa, tudo mudou! Não estou ainda adaptado a minha ex-vida de 15 anos antes da minha viagem! Aqui está tudo tudo bagunçado, muita coisa não funciona pro lado certo que deveria, não entendo mais meu próprio povo. Não vejo a hora de retornar para República Popular da China.

  9. Celia bossa permalink
    07/03/2017 21:21

    Lidar com o lado ruim não é facil meeesmoo! E pra muitos, esse “lado ruim” do Brasil foi o motivador da mudança…lados ruins, sempre teremos, em tudo. Vale saber qual deles é O pior pra nós!…

  10. Ana Cecília permalink
    08/03/2017 14:53

    Como vc diz, são escolhas!
    E aprendi que nada é pra sempre!! Cabe a vc mudar de rota se quiser.
    Seja feliz sempre!!! Aí ou em qq lugar! 🌹🇨🇳🌹🇨🇳

  11. 25/06/2017 1:34

    Pelo mesmo motivo que ninguém fala o tempo inteiro dos problemas de morar no Brasil. Nenhum lugar é perfeito, problemas existirão até no país com melhor qualidade de vida no mundo, pois isso esta ligado muito mais a pessoa e não ao lugar onde ela se encontra.

  12. 10/08/2017 0:29

    Viver fora é um constante exercicio de sair da zona de conforto, é adquir um novo olhar a cada instante daquilo que você nunca imaginou realmente ser. O mundo pode parecer grande e distante até o momento de deixar nosso mundinho e perceber que são olhos e o desconhecimento que ponhem barreiras. E por fim sobre como entendemos nosso país, se é bom ou ruim como diz Mario Vargas Llosa: Só entendemos nosso país quando o deixamos e aprendemos a vê-lo de longe.

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