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“Depressão de Inverno” e “Winter blues”: como sobreviver ao inverno alemão

19/01/2017

bz_alemanha Cris Schlup – Alemanha

Quando se fala em inverno europeu, para muita gente, as primeiras ideias que vêm à mente são as belas paisagens com castelos e montanhas cobertos de neve, estações de esqui e casacos elegantes. Mas todas essas belas imagens que habitam o nosso imaginário são, no plano real, frequentemente acompanhadas de frio rigoroso, gelo escorregadio, escuridão e, principalmente, nada de glamour!

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Castelo da cidade de Güstrow, Norte da Alemanha (Foto: acervo pessoal Instagram @cris_schlup)

Em quase todo lugar faz mais frio que nas regiões mais frias do Brasil e por um tempo maior. Com seus ventos congelantes, nevascas e frequentes temperaturas negativas, o inverno alemão é experiente e habilidoso na arte de gelar a alma sem dó nem piedade e nos privar de luz natural!

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Paisagem linda, gelada e escorregadia de uma rua da cidade onde moro, Plau am See, em um dia de neve intensa. (arquivo pessoal)

Lidar com os problemas do inverno é tarefa difícil e inevitável do dia a dia. É necessário incorporar toda uma nova rotina indispensável quanto às roupas adequadas, cuidados com a pele, limpar neve da calçada, do carro etc. Esses hábitos constituem a base primordial da adaptação ao inverno europeu, mas mais que isso, a estação mais fria e escura do ano exige adaptação psicológica.

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Saindo do trabalho às 8:00 da manhã em janeiro: muita neve para raspar e o sol ainda não nasceu!

Nunca fui fã do verão. Na verdade, sempre esperava ansiosa pelo seu fim. Mas até para alguém que sempre preferiu o inverno, deixar o Brasil em um mês de março com temperaturas de 30°C e chegar numa Alemanha, na qual o inverno insistia em não querer dar lugar – mesmo que lentamente- à primavera, com termômetros marcando -13°C, foi chocante. De um dia para o outro uma diferença de 40°C me separavam mais do Brasil do que os 12.000km de distância!

Mas como se as temperaturas semi-polares não fossem impactantes o suficiente, o maior vilão do inverno é a pouca incidência de luz natural, que se traduz em dias muito curtos e noites intermináveis. E “luz do dia” está longe de significar “sol”. Frequentemente os dias são nebulosos e cinzentos, fazendo com que quando anoitece a impressão é que na verdade nunca chegou a ficar claro. Quanto mais ao norte do continente, mais curtos são os dias no inverno. Na cidade onde moro, que fica mais ao norte do que Londres (só para se ter um parâmetro), no auge do inverno amanhece em torno de 08:30 e começa a escurecer por volta das 15:00h. Às 16:00h já é noite.

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“Luz do dia”. Foto tirada às 16:00 de uma “tarde”nebulosa no último mês de novembro (o inverno nem havia começado). Foto: Instagram @cris_schlup

É natural que com tanta escuridão nosso humor fique mesmo meio abatido. Não conheço ninguém que com -10°C, umidade, neblina e breu saia de casa cantarolando e saltitando de alegria para ir trabalhar. Nem para passear, aliás, para nada! A nossa energia é sugada pelo escuro dos dias, um sono e um cansaço imensos tomam conta do nosso corpo. Em menor grau, é uma reação natural do nosso organismo ao inverno e à escuridão, mas em alguns casos, os sintomas podem ser tão extremos que chegam a prejudicar imensamente o dia-a-dia e a qualidade de vida dos afetados.

A incidência reduzida de luz causa em nosso corpo um desequilíbrio na produção do hormônio melatonina, que tem um importante papel na regulação do nosso relógio biológico. Sua liberação é estimulada pela falta de luz, por isso normalmente há maior liberação ao anoitecer, o que nos ajuda a adormecer e assim manter o nosso relógio biológico funcionando regularmente. Como no inverno as horas e a intensidade da luz são reduzidas, a liberação de melatonina ocorre durante o dia também, ajudando a provocar o cansaço e a sonolência excessivos bem como a falta de energia típicos da depressão de inverno e de sua variante mais leve e frequente, o “winter blues. É muito provável que também a serotonina (a falta dela) esteja relacionada com a depressão de inverno, pois sua produção está relacionada à de melatonina.

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Às vezes o inverno é generoso e nos presenteia com belos dias de sol que realçam ainda mais a beleza da neve! (acervo pessoal)

É claro que nem toda depressão que começa no inverno é uma depressão de inverno, afinal a depressão “clássica” não escolhe hora ou estação do ano para incidir. Estima-se que cerca de 3% da população sofra de depressão de inverno na Europa e seus sintomas variam em alguns aspectos daqueles da depressão “clássica”. Os afetados pela depressão de inverno sentem-se extremamente cansados e tem uma necessidade muito aumentada de dormir, especialmente pela manhã torna-se muito difícil sair da cama, mesmo que se tenha dormido as 8 horas tradicionalmente recomendadas. Um outro sintoma típico é o apetite aumentado e uma gula especial por carboidratos e doces, causando além de tudo aumento de peso. A falta de energia em geral, perda de ânimo e de interesse por contato social também podem estar presentes. É como se se passasse a viver em piloto automático em vez de participar ativamente em sua própria vida.

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Pelas ruas de Berlim em um típico dia de inverno, janeiro de 2016. (acervo próprio)

Claro que uma maior necessidade de sono e vontade de comer doces não são fenômenos atípicos no inverno, apenas quando esses comportamentos prejudicam a rotina e a qualidade de vida é que se faz necessário um tratamento. Por sorte, a depressão de inverno não é muito comum, mas o “Winter blues” (algo como “tristeza de inverno”), com sintomas mais leves de aumento da sonolência e do apetite e falta de energia podem, mesmo que brandos, prejudicar a qualidade de vida.

(*Aproveito para esclarecer que o objetivo desse texto não é de forma alguma promover o diagnóstico online de transtornos psiquiátricos, o diagnóstico de depressão deve ser sempre feito ao vivo e a cores no mundo tridimensional por um médico. Viso aqui apenas descrever o aspecto psicológico do inverno alemão.)

Confesso, que mesmo já com alguns invernos europeus na bagagem, toda vez que novembro chega, eu não consigo deixar de me abater, mesmo que de leve, por alguns desses sintomas. Em especial, minhas pálpebras adquirem o peso de um elefante, tamanha a sonolência que me domina e eu fico com um apetite indomável  de Godzilla. Na esperança de domar esses sintomas , fui atrás de dicas e orientações do que fazer. Felizmente, há várias medidas práticas, sem ter que recorrer a remédios ou esperar pela longínqua primavera. Algumas coisas já consegui adaptar à minha vida, outras não achei que seriam o ideal para mim. Se você acabou de se mudar para a Europa (especialmente Norte), seja para morar, fazer intercâmbio, cursos etc e já está começando a notar mudanças desagradáveis no seu relógio biológico e nos seus hábitos, talvez alguma dessas dicas ajude você também a fazer o melhor possível do inverno!

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Coxa de brontossauro para matar a fome de Godzilla que me abate no inverno!

1.       Já para fora no ar fresco!”  Parece difícil juntar forcas para levantar da cadeira e sair de casa/escritório/escola, mas o fator decisivo aqui é a luz. Mesmo o mais encoberto dos céus é melhor do que a luz artificial. Se puder, faça uma caminhada na pausa do almoço/trabalho, ou caminhe um pouco para chegar ao seu destino em vez de usar só carro ou transporte público.  Nem que sejam 15 minutos diários, já ajuda!

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Dose diária de ar fresco e luz natural: pessoas caminhando na via de pedestres próximo à clínica onde trabalho.

2.       Aparelhos para “terapia de luz”. São bem comuns por aqui, inclusive na clínica que eu trabalho é oferecida “Lichttherapie” para os pacientes. Muitas pessoas percebem um efeito positivo e aparelhos para uso caseiro são fáceis de encontrar para comprar. Para aqueles que não conseguem de modo algum aplicar a primeira dica, seja por não conseguirem pausa durante o dia, ou porque ainda não arrumaram o ânimo mínimo necessário, essa pode ser uma solução. Esses aparelhos costumam ter uma alta potência de luz (cerca de 10.000 lux) e conseguem por isso, substituir a luz natural, mas para isso, deve incidir diretamente na face e olhos. Uma média de 15-30 minutos diários, idealmente pela manhã, é tida como suficiente. Nunca testei, mas é uma medida relativamente popular por aqui.

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Aparelho para uso doméstico de “terapia de luz” (Lichttherapie), à venda em supermercados. (acervo pessoal)

3.       Trazer o sentimento de verão para dentro de casa”. A simples lembrança de algo que nos deixa felizes, já melhora um pouco o ânimo.

– Exemplos de como seguir esta dica incluem decoração alegre para casa com cores quentes, pendurar fotos das últimas férias ou de motivos que tragam memória do sol e do verão são algumas sugestões. Fazer planos para os belos dias de sol que virão e firmar objetivos daquilo que se quer fazer quando a primavera chegar.

Ouvir músicas de ritmos mais animados, como ritmos da América Latina ao invés de músicas melancólicas foi uma dica que achei bem interessante! Imagino que escutar o João Gilberto com sua voz mansa cantando “Chega de saudade” não vá ajudar.  Mas os alemães tem razão: opções de músicas e ritmos animados na música brasileira e latina não faltam.

Ter plantas e flores em casa. Eis uma dica que sigo e acho que ajuda bastante! Faz lembrar que o inverno terá fim um dia e que o sol, a luz e as flores também retornarão. Aliás, uma das maiores alegrias do final do inverno são as chamadas “Frühblüher”, as primeiras flores do ano, primeiros sinais do ressurgimento da primavera. Já fiquei bem animada que faz alguns dias as tulipas ressurgiram nas sessões de flores por aí e já estão preenchendo os vasos aqui de casa!

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Flores em cores quentes para acompanhar as comidinhas de inverno! (acervo próprio)

4. Manter-se ativo! É muito importante não deixar de lado todas as coisas que gostamos de fazer só porque é inverno. Continuar indo a academia, encontrar os amigos, conversar com pessoas, sair para jantar, todo tipo de atividade que fazemos regularmente e com gosto no resto do ano. Se simplesmente nos entregarmos ao “Winter blues“, a situação só piora, portanto, é preciso tentar manter-se ativo e instituir pequenos objetivos a cumprir, que de outro jeito seriam deixados de lado!

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Até os patos se mantêm ativos! Canal semi-congelado em Plau am See. (acervo pessoal)

5. Manter uma rotina estruturada! Como já dito, a falta de luz do inverno tem como consequência a desregulação do nosso relógio biológico. E se além disso, nos enterrarmos no sofá e nos entregarmos totalmente ao “Winter blues” em vez de permanecermos ativos e dinâmicos, aí sim que saímos do ritmo do dia-a-dia completamente! Para isso, é importante manter uma relação equilibrada entre as tarefas e os momentos de relaxamento bem como a organização de horários. Para isso é preciso criar hábitos e rituais que deem o compasso da rotina. Por exemplo, levantar todos os dias mais ou menos no mesmo horário (mesmo aos fins de semana), sair ao meio-dia para dar uma volta de 15-30 minutos, fazer todos os dias alguma tarefa que você já gostaria de ter feito (Ex.: organizar uma gaveta, enviar uma carta etc), ir dormir mais ou menos no mesmo horário, determinar todas as noites um pequeno objetivo para o dia seguinte e, por fim, alegrar-se antes de dormir por ter cumprido um objetivo no dia que passou!

Essas são algumas dicas contra o “Winter blues”, se você tiver mais alguma, comente por aqui. Desejo a todos que estão vivenciando o inverno europeu que não se deixem entregar à “tristeza de inverno”. Todos os dias podemos aprender e fazer dessa situação o melhor possível!

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Feliz, mesmo durante os dias cinzentos…

E lembre-se, o próximo verão certamente chegará!

Alguma pergunta? Coloquem aí nos comentários!

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Nota da editora: Já publicamos outros textos sobre adaptação ao inverno, confiram abaixo: 

O inverno na Irlanda

Inverno na Europa

Como se adaptar ao inverno no hemisfério norte? 

Pratos franceses de inverno. 

O inverno na Holanda

O inverno na Itália

Os chilenos e o inverno

_________________

Cristiane Schlup é de Blumenau, médica, e vive com o marido brasileiro e também médico na Alemanha desde 2013. Para saber mais sobre ela acesse a mini-bio clicando aqui. Para atualizações do blog Brasil com Z, sigam-nos no Facebook e Twitter. Querem ver fotos lindas da Cris durante esse inverno e dos outros autores do blog BZ? Passem no Instagram  do BZ agora e sigam-nos! E você pode também acessar diretamente o Instagram da Cris

  

22 Comentários leave one →
  1. edvanfleury permalink
    19/01/2017 9:25

    realmente no inverno é dificil manter o humor para sair cantarolando na rua hahahahh, Bjs

    • 19/01/2017 9:59

      Edvan, você não precisa ficar nunca mais deprimido no inverno! Tem que dançar músicas da Festa do Boi aí em Beijing, comer churrasco coreano e usar cores psicodélicas na sua casa. Ajuda também se você for trabalhar com cores bem berrantes. E mantenha a sua rotina de fazer vídeos aloprados lá no “Perdido na China”.

    • 19/01/2017 10:15

      É dureza mesmo! Hehe!

  2. 19/01/2017 10:03

    Cris, a última foto podia ser você dando uma piscadinha de olho e fazendo sinal de “V” com os dois dedinhos (rs).
    Agora, sério: essa light therapy da foto eu não conhecia. Quer dizer, aqui na Holanda tem uma caixa de luz da Philips (grande como uma televisão) que te ajuda a acordar de manhã. Quem tem, gosta muito. Pode ligar durante o dia em casa também. Eu acho pouco natural, prefiro sair. Mas acho que todo truque é válido para combater a deprê e o “bad mood”. Adorei seu post!

    • 19/01/2017 10:19

      Obrigada, Ana!
      Eu nunca testei essa terapia de luz, mas é popular por aqui. Achei que tivesse por aí também! Talvez valha a tentativa se a pessoa nao tiver de jeito nenhum como sair um pouquinho na luz natural, é uma alternativa!
      Olha, mas se uma imensa caixa de luz me acordasse de manha, eu acho que eu quebraria o aparelho, sei nao! Hehehe!

  3. Denia permalink
    19/01/2017 11:32

    Oi, Christiane. Gostei bastante do seu artigo. Há 40 dias, me mudei para a Inglaterra para morar com meu noivo e estou passando meu primeiro inverno aqui. Deixei a Bahia com 37 graus! Boas informações! Feliz ano novopra você!!

    • 19/01/2017 15:37

      Oi, Denia! Obrigada pelo seu comentário. Espero que as dicas ajudem um pouquinho na adaptacao! A vida de expatriado e os contrastes que vivenciamos nao sao fáceis, mas a tudo vamos nos adaptando, aprendendo e enriquecendo com as experiências. Desejo a você felicidades na nova vida e no novo país!

  4. carlosfernandeschile permalink
    19/01/2017 13:29

    Ótimo texto Cris. Tudo o que você escreveu também reflete no verão, não é verdade? Com todo esse inverno rigoroso, a espera pelo verão é enorme. E quando ele chega é uma celebração. Há festivais culturais por toda a parte, os parques ficam sempre cheios, as pessoas estão mais felizes nas ruas… Me lembro na Irlanda que, por haver poucos dias de sol mesmo no verão, quando ele aparecia os professores das escolas levavam seus alunos aos parques para aulas ao ar livre, por exemplo. Em resumo, o verão é celebrado com prazer depois de meses de frio absoluto.

    • 24/01/2017 11:16

      Obrigada, Carlos! É verdade, a gente passa a entender também o valor precioso do verao e aprende a viver intensamente tudo o que há de mais belo que vem com ele e a vida cultural. A gente aprende mesmo a valorizar o verao e os dias de sol como o povo daqui faz. Eu mal posso esperar por julho e agosto, dá uma felicidade só de pensar! Abracos!

  5. takeshi utida permalink
    19/01/2017 16:31

    Olá Chris, ótimo texto com ótimas dicas.
    Meu “remédio” para passar o inverno europeu continua sendo a recarga anual de luz solar durante as férias de fim de ano no Brasil rsrs

  6. Margit Didjurgeit permalink
    19/01/2017 22:25

    Que relato excelente! Por anos eu vivi isso e sei bem como é a sensação! Quanto a cidade de Plau am See, é um lugar maravilhoso! Eu me senti tão em casa lá, numa viajem de primavera! Amei muito! Acho que está em minha mensagem genética amar este lugar onde vives!

    • 24/01/2017 11:20

      Olá, Margit, obrigada! Quem já viveu invernos daqui, sabe bem a sensacao mesmo… Mas ao passo que o inverno é rigoroso e hostil, a primavera e o verao nos abracam, confortam e compensam por toda a escuridao do inverno. Plau am See é mesmo acolhedora e fica ainda mais linda na primavera. Quando passar por aqui novamente, avise para tomarmos um café! Abracos!

  7. 25/01/2017 16:45

    Ótimo texto! E não è só a Europa do Norte. Este inverno na ITalia chegou muita neve. Noultimo mês, todas as manhãs estou saindo de casa com temperaturas entre os -6 e -2 graus

  8. Fernando Ramos permalink
    26/01/2017 23:24

    Cris, parabéns pelo excelente texto!…Obrigado pelas valiosas dicas…Tivemos dias incríveis em Plau na companhia de vocês!…sem palavras!…até breve!…Abraços!

    • 27/01/2017 11:22

      Obrigada, Fernando! Adoramos a companhia de vocês por aqui! A porta estará sempre aberta para vocês aqui, estamos à disposicao para o que precisarem! Abracos!

  9. Paulo Renato permalink
    01/02/2017 18:22

    Descobri este blog hoje e estou adorando. Li os textos do Diogo, de Roma, e agora da Cris, da Alemanha (qual cidade?) Estive na Europa apenas uma vez (Itália), em maio, quando o clima é adorável. Há alguns anos hospedei em minha casa, em Porto Alegre, duas suecas, que estavam extasiadas com nosso verão. Elas disseram da disposição que aproveitavam o verão europeu justamente pelo fato de sofrerem com o frio. Tenho relatos que os alemães frequentam muito as áreas públicas no verão, inclusive tomando banho de sol sem roupas, procede?

    • 03/02/2017 10:27

      Oi Paulo, obrigada pelo seu comentário. Eu moro em Plau am See, uma pequena cidade bem no Norte da Alemanha. Assim como os suecos, temos invernos longos e escuros, entao, quem vive aqui logo aprende a apreciar o verão intensamente. Aqui é uma regiao de lagos, destino muito popular de verão para os alemães, que como você ouviu, frequentam muito as áreas públicas (piscinas, lagos, praia etc). Ainda é comum ver veranistas sem roupa, os alemaes nao tem pudor e nao vêem nada demais em praticar nudismo. Esse hábito era muito comum na antiga Alemanha Oriental e ainda hoje muitas praias tem áreas específicas para ”FKK” (”Freikörperkultur” = Nudismo).

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